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"O outro Irã"

Foto: Sidney Dupeyrat
Por Sidney Dupeyrat de Santana  
Quando vamos aos grandes centros turísticos internacionais, sabemos exatamente o que nos espera. Nos EUA, letreiros e muros de Nova Iorque e Miami berram nos nossos ouvidos: "Compre, consuma!". A França nos oferece um clima romantizado e blasé, perfeitamente simbolizado pelos bairros centrais de Paris. São lugares para turistas, com imagens construídas e mantidas exclusivamente para atender as nossas expectativas. Ao visitar esses destinos, recebemos justamente aquilo que nos é prometido: não nos decepcionamos e jamais ficamos com menos do que o esperado. Em contrapartida, não temos o fator surpresa, o processo de aprendizado e inserção cultural é prejudicado por uma débil convivência com os locais que geralmente se resume à compra e venda de mercadorias. O Irã não poderia ser mais diferente. Influenciados pelos grandes veículos de comunicação, temos uma tendência a pensar o país persa como um local fundamentalista, perigoso, inóspito e triste. Fomos e somos bombardeados constantemente por notícias de tom negativo como o governo religioso, a questão nuclear e as diferenças com os Estados Unidos e Israel. Mas a realidade é completamente distinta. 
 Foto: Sidney Dupeyrat
O melhor do Irã, sem sombra de dúvidas, é o seu povo. Descobrir os iranianos é reconsiderar todos os seus conceitos de amizade e hospitalidade. É confirmar que realmente existem pessoas que buscam ajudar o próximo sem receber nada em troca - mesmo esse próximo sendo um completo desconhecido. É conhecer indivíduos ávidos por estabelecer contato com o diferente. É perceber in loco que sanções econômicas atingem pessoas e não governos. É ser saudado com um sorriso nos lábios. E se despedir com lágrimas nos olhos. Apesar do patrimônio histórico gigantesco, da riqueza cultural sem igual e das belezas geográficas, é o lado humano que torna o Irã um país tão único. E a ser descoberto pela comunidade internacional. Visitar o grandioso Palácio Golestan em Teerã e nele ver poucos estrangeiros é ter a certeza de que algo está errado. Muitos dizem que o Irã se fechou para o mundo a partir de 1979, mas a verdade é que foi o mundo que virou as costas para o Irã. Que ele acorde a tempo de ser surpreendido por este lugar tão magnífico. 
Este artigo foi enviado gentilmente por Sidney Dupeyrat de Santana,  fotógrafo e artista visual que vive no Rio de Janeiro e viajou para o Irã em 2013. Aguardem os próximos relatos do Sidney, em breve aqui no blog! 

Site: www.sidneydupeyrat.com
Instagram: @sidneydupeyrat


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Uma memorável noite persa: show da Banda Navaye Mehr na Casa Passarinho em SP


Salam amigos! No post de hoje, vamos recordar como foi o último show da Banda Navaye Mehr, desta turnê de agosto no Brasil:

Navaye Mehr, em persa significa “a canção da gentileza”. E não poderia haver melhor termo para definir o que essa fabulosa banda de música persa tradicional, vinda de Teerã, nos traz a cada concerto que temos a oportunidade de prestigiar.

Na noite de sexta (30/08), no auditório da recém inaugurada e acolhedora Casa Passarinho, em São Paulo, o grupo estava representado por três de seus integrantes, que proporcionaram uma performance mais simples porém não menos brilhante do que as anteriores: Elaheh Hosseinpour, mestra do tonbak, tradicional instrumento de percussão persa; Hassan Mehdi Etebari, com sua voz potente e o tar, instrumento de cordas da família da cítara; e o maestro Mahdi Ayoughi, virtuose da percussão com  daf e dayere, e seus solos extasiantes que sempre arrancam muitos aplausos da plateia.

Algumas das canções presentes no repertório do grupo foram Del Divane (Coração Louco), canção da tradição sufi persa, Shirin Shirin (canção folclórica curda), a canção tradicional Morghe Sahar (Pássaros da Manhã) entre outras.

A harmonia desse magnífico trio, foi ainda mais abrilhantada com a performance cheia de carisma da dançarina brasileira Factima El Samra apresentando coreografias inspiradas nas danças persas.

Entre o público presente, havia alguns iranianos, mas a maioria era composta pelo público brasileiro que mesmo não compreendendo o significado das canções no idioma persa, ficou encantando com a riqueza e expressividade da música tradicional do Irã. 

Os músicos: Elaheh Hosseinpour, Hassan Mehdi Etebari e Mahdi Ayoughi
Solo de Daf  com Mahdi Ayoughi

Participação especial da dançarina Factima El Samra 

Banda Navaye Mehr com  Factima El Samra

Teve venda de artesanatos importados do Irã com @fars.gift

E a Moça do Chá com os mimos da @lojachadelimadapersia 

 Danilo Tomic (canto esquerdo) e Cris Miguel (canto direito), fundadores da Casa Passarinho, foram os anfitriões do evento
Agradecimentos especiais a Cris Miguel e Danilo Tomic, fundadores da Casa Passarinho, este espaço lindo, acolhedor e repleto de atividades maravilhosas; a querida amiga Factima El Samra, que ajudou a organizar o espetáculo e me convidou gentilmente; e aos músicos da Banda Navaye Mehr, esses artistas talentosos e amáveis que mais uma vez vieram do Irã, nos presentear com a música do amor e da alma!

🎥 Assista agora, um registro do show da Banda Navaye Mehr na Casa Passarinho:



Última apresentação da banda iraniana Navaye Mehr em SP!


Salam amigos! Não percam nesta sexta-feira (30/08) o evento: Música persa na Casa Passarinho.

Em sua última apresentação desta turnê de agosto no Brasil, a banda Navaye Mehr apresenta a música persa tradicional com a presença de Mahdi Ayoughi (daf), Hasan Mehdi Etebari (setar, vocal) e Elahe Hosseinpour (tonbak).

Após o show os músicos participarão de um bate papo com a platéia. 

🏠 ONDE: Casa Passarinho - Av. Dr. Arnaldo, 1145 (entre as estações de metrô Clínicas e Sumaré)
🕑 QUANDO: dia 30/08/19 - às 21:30
🎫 INGRESSOS:  R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)

Confira o link do evento no Facebook


Banda Navaye Mehr apresenta a música tradicional persa em 4 cidades brasileiras


Salam amigos! A música tradicional persa é uma arte de mais de 2500 anos de história, e a banda iraniana Navaye Mehr, que existe há quinze anos, é uma das maiores referências deste estilo na atualidade. 

Retornando pela terceira vez ao Brasil, o conjunto liderado por Mahdi Ayoughi (daf, dayere), vem com uma formação diferente de músicos: Elaheh Hosseinpour (tonbak), Amin Rahimi (ney, duduk, sorna e ney anban), Hasan Mehdi Etebari (tar, setar e vocal) e Melina Faraji (santur), trazendo um repertório variado de músicas tradicionais e folclóricas do Irã e expandindo cada vez mais seu alcance no território brasileiro.

Trago para vocês, um resumo do que aconteceu e ainda acontecerá nesta turnê de agosto:

Rio de Janeiro

 ✮ Museu da Justiça
Apresentação da Banda Navaye Mehr no Museu da Justiça  (Rio de Janeiro) 
No dia 08/08, a capital fluminense recebeu o concerto tradicional persa como parte integrante do XIV RioHarp Festival, sediado no belíssimo espaço do Museu da Justiça, localizado no centro da cidade.
Mesmo tendo ocorrido ao meio dia de uma quinta feira, horário considerado inviável para uma apresentação, o concerto tradicional persa, teve a casa cheia! O público foi muito receptivo e a banda foi aplaudida de pé. Ao final do concerto, os espectadores tiraram fotos e interagiram com os músicos.
“Eu particularmente nunca tinha ido a um concerto, nem quando estive no Irã. Conheço muitas músicas, por causa do meu convívio com essa cultura, mas participar de um concerto de música persa no Rio de Janeiro, para mim foi muito bom! Realmente foi uma emoção!”
Ana Lúcia Moezzy
As fotos, vídeos e informações, foram enviados por nossos queridos amigos do Rio, Ana Lúcia e Seyed Hossein Moezzy.

O concerto persa tradicional integrou o XIV Rio Harp Festival 

Público do Rio de Janeiro posa para fotos com os músicos (Ana Lúcia e Hossein, ambos de camisa branca)

Brasília

 ✮ Praça dos Três Poderes


Apresentação da Banda Navaye Mehr na Praça dos Três Poderes (Brasíia)

No dia 10/08, o concerto da Banda Navaye Mehr aconteceu no belíssimo entardecer na Praça dos Três Poderes, na capital do Brasil e, contou com a presença do corpo diplomático, representantes do governo, comunidade e Secretaria de Cultura do Estado do DF. O evento aberto ao público, despertou a curiosidade dos visitantes e turistas presentes no local e foi uma belíssima apresentação que se estendeu até a noite.

O evento contou com a presença do corpo diplomático, representantes do governo e comunidade 
O Embaixador do Irã no Brasil, Seyed Ali Saghaeyan (ao centro), posa para foto com os músicos 



 ✮ Complexo Cultural de Samambaia 


Apresentação da Banda Navaye Mehr no Complexo Cultural de Samambaia 
No dia 13/08, o Complexo Cultural da cidade satélite de Samambaia no DF, também recebeu o a concerto de música persa. Cerca de 300 pessoas estavam presentes, com superlotação do espaço! O evento contou com a presença de representantes do governo do DF, Secretaria de Cultura, artistas locais, estudantes e professores das escolas públicas da cidade e representantes de centros culturais. Foi um lindo espetáculo com grande interação do público. A banda foi ovacionada pelo público.

Os eventos em Brasília foram promovidos pela Embaixada da República Islâmica do Irã em Brasília, em parceria com Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF. O Embaixador da República Islâmica do Irã, Sr. Seyed Ali Saghayean também esteve presente em ambos os eventos.
Agradecimentos especiais aos nossos queridos amigos de Brasília pelo envio das informações e fotos:

Anna Karla Mendes (Assessora do Embaixador) e Hamid Soltan Saleki (Segundo Conselheiro da Embaixada).

Cerca de 300 pessoas estavam presentes, com superlotação do espaço! 

Público de Brasília posa para foto com os músicos 

A querida Karla Mendes (Assessora do Embaixador) 

São Paulo

✮ Estrella Galicia Estação Rio Verde


Apresentação da Banda Navaye Mehr na Estação Rio Verde ( São Paulo)

No dia 16/08, o concerto da Banda Navaye Mehr, em São Paulo, integrou o evento Caravana Cigana, promovido pela banda anfitriã Orkestra Bandida, no espaço Estrella Galicia Estação Rio Verde.

O evento foi uma grande festa, que virou a madrugada unindo a música étnica, discotecagem oriental, muita dança e descontração. 

Mais de 120 pessoas estiveram presentes e o público frequentador do espaço de experimentação artística e casa de shows, que normalmente é palco de eventos de diversos estilos, teve o privilégio de ouvir pela primeira vez a música tradicional do Irã! 

Encerrando a noite, os brasileiros da Orkestra Bandida, grupo formado por músicos multi-instrumentistas e pesquisadores da música cigana e ocidental trouxe a fusão das tradições e nos presenteou com uma festa de ritmos dançantes e contagiantes!

Eu mesma, confesso que nunca havia virado a madrugada em um show, mas  valeu muitíssimo a pena! O final do espetáculo foi uma celebração maravilhosa, onde os músicos iranianos e brasileiros tocaram, dançaram e festejaram juntos no palco!

A banda Navaye Mehr, retornou pela segunda vez a São Paulo a convite do músico Felipe Gomide, integrante da Orkestra Bandida, que esteve no Irã, ministrando workshops de música brasileira em 2018.

Uma noite inesquecível com a riqueza da música tradicional persa...

O ritmo extasiante da música foclórica do Irã...

A fusão dos ritmos do Oriente e do Ocidente com a Orkestra Bandida 

Encerrando os espetáculos da Caravana Cigana

Selfie com a incrível artista Elaheh Hosseinpour

Selfie com o talentosíssimo artista Hasan Mehdi Etebari 

📺Assista alguns dos melhores momentos dos concertos: 


E ainda tem mais...

São Luís

 ✰ Teatro Alcione Nazaré

A banda Navaye Mehr também terá uma rápida passagem em São Luís do Maranhão.
No dia  22/08, haverá um Concerto de Música Persa Tradicional com a presença dos músicos Mahdi Ayoughi, Hassan Mehdi Etebari e Elaheh Hosseinpour e do artista maranhense Ribinha de Maracas. 
O evento acontecerá no Teatro Alcione Nazaré, localizado no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, na capital maranhense.

Veja a notícia do evento neste link


São Paulo

✰ Casa Passarinho

No dia 30/08, haverá um concerto especial e bate-papo com os músicos na Casa Passarinho em São Paulo, encerrando a temporada no Brasil!

Para concluir, quero agradecer de todo coração aos queridos músicos da Banda Navaye Mehr, que além de seu incrível talento, possuem um grande carinho e respeito pelo público brasileiro e a todos que contribuíram para trazê-los novamente ao nosso país. É com muita admiração e alegria que divulgo seu trabalho aqui no Chá-de-Lima da Pérsia! 


Evento especial com shows da Orkestra Bandida e Navaye Mehr Band em São Paulo


Salam amigos de São Paulo!  

Nesta sexta 16/08, tem um evento incrível! 
Edição especial da Caravana Cigana: com shows da Orkestra Bandida e da Banda Navaye Mehr do Irã, trazendo a música folclórica e tradicional persa.

Além dos dois shows,  haverá discotecagem oriental com músicas cigana, étnica e dos Balcãs. 

Uma noite de celebração extrema onde tradições ancestrais se fundem com fronteiras contemporâneas.

CARAVANA CIGANA: Orkestra Bandida & Navaye Mehr Band (Irã)

⛳Onde: Estrela Galicia Estação Rio Verde - Rua Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena - São Paulo
🕚 Quando: Sexta, 16/08, às 23h 
👤 Ingressos: na portaria  - R$25 - até 00h30; R$35 - após 00h30 (Classificação: 18 anos)

☞Veja mais informações sobre ingressos antecipados no Evento no Facebook


Banda Navaye Mehr volta a Brasília em agosto para duas apresentações


Salam amigos de Brasília!  O grupo de música tradicional iraniana Navaye Mehr Band estará de volta a Brasília em agosto para duas apresentações. Promovidos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) em parceria com a Embaixada da República Islâmica do Irã, os shows serão gratuitos.
No dia 10 de agosto, o grupo se apresenta no Complexo Cultural Três Poderes, localizado na Praça dos Três Poderes, a partir das 17h. Já na terça-feira, 13 de agosto, é a vez do Complexo Cultural de Samambaia receber a atração internacional, às 20h.

O grupo, formado por duas mulheres (Melina Faraji, Elahe Hosseinpour) e três homens (Mahdi Ayoughi, Amin Rahimi, : Hasan Mehdi Etebari), que já esteve em Brasília em duas ocasiões, volta ao Distrito Federal com nova formação e com promessa de repertório inédito. A Navaye Mehr Band já rodou o mundo apresentando a música tradicional do Irã, cujas raízes remontam ao Império Persa.

Saiba mais no site: www.cultura.df.gov.br

A próxima apresentação em São Paulo está prevista para o dia 16/08.

Concerto Navaye Mehr Band em Brasília

📅Sábado, 10 de agosto de 2019, 17h, na Praça dos Três Poderes

📅Terça-feira, 13 de agosto de 2019, 20h, no Complexo Cultural de Samambaia (Quadra 301, Conjunto 05 Lote 01, 72305-970 Samambaia – DF. Próximo à Agência dos Correios e a Agência do Trabalhador)

Entrada gratuita
Classificação livre


Música persa tradicional com a Banda Navaye Mehr no Rio de Janeiro


Salam amigos do Rio de Janeiro! 
Não percam nesta quinta-feira (08/08): Concerto de música persa tradicional com a banda iraniana Navaye Mehr, de volta ao Brasil!

A apresentação faz parte da programação do XIV Rio Harp Festival. 

Estamos aguardando a divulgação dos próximos concertos em Brasília e São Paulo!

🏢 ONDE: Museu da Justiça - Rua Dom Manuel, 29
🕑 QUANDO: dia 08/08/19 - às 12:30
 Entrada gratuita (retirada de ingressos com meia hora de antecedência)


Taarof: Etiqueta e Costumes Iranianos

Você já ouviu falar da famosa gentileza e polidez do povo iraniano? Pois ela tem até nome: taarof, uma palavra persa, equivalente a "etiqueta". E não se trata apenas de meros códigos de etiqueta, mas de um verdadeiro sistema de educação que inclui a comunicação verbal e não-verbal. E funciona de uma maneira que nós ocidentais podemos levar um certo tempo para aprender a decifrar beirando até o exagero para nossa percepção.
Por exemplo, é comum que os iranianos ao serem elogiados por algo, menosprezem suas próprias realizações, na tentativa de parecer mais humildes. Embora outros iranianos entendam isto como uma regra da boa educação, um ocidental que não está acostumado a esses imprevistos vai achar que este realmente sofre de algum complexo de inferioridade . 
Se você realmente quiser iniciar a sua taarof, comece quando alguém lhe oferecer algo, como um chá ou uns docinhos, mesmo que você queira, em primeiro lugar recuse-o até que a pessoa insista cada vez mais. Eles vão te achar a pessoa mais educada, ou seja, "aquela que não quer causar  nenhum incômodo"!  
Mas não pense que  todo taarof é uma gentileza de pessoas sinceras e bem intencionadas. Poderíamos dizer que muitas delas escondem o que conhecemos muito bem como a nossa "mentirinha social": 

- Taarof falsa: Um cliente chega no caixa para pagar compras e o operador do caixa diz "está tudo bem, você me honra com sua presença". Mas o cliente, naturalmente não pode nem deve sair da loja sem pagar o que deve!
- Taarof genuína: Uma pessoa vai oferecer aos hóspedes todo o conforto disponível por mais que isso saia caro para ele. Às vezes, isso leva a oferecer coisas acima das próprias posses. 
- Taarof incômoda ou embaraçosa: Um anfitrião insiste para que o convidado durma em sua própria cama, enquanto ele dorme no chão. Ou quando o anfitrião exagera na porção de comida no prato do convidado acreditando que está sendo generoso. O convidado por sua vez pode estar realmente satisfeito, mas irá comer toda a comida a fim de mostrar respeito para com o anfitrião.

"Pequeno Guia prático de Taarof" (Gentileza Iraniana):

Cumprimentos

  • Embora os iranianos  sejam bastante sociáveis e afetuosos, nunca tente cumprimentar alguém do sexo oposto com apertos de mão ou beijos. 
  • A regra é a seguinte: homens beijam outros homens e mulheres beijam outras mulheres no rosto em eventos sociais. Mas se eles se encontram na rua, um aperto de mão é a saudação mais comum. 
  • Entenda que ao cumprimentar  um iraniano não basta só dizer um "oi, tudo bem" e depois dar "tchau", mas esteja preparado para "dar uma paradinha e conversar". Pergunte da família, mas não seja invasivo.
  • A saudação mais comum é "salam alaykum" ou mais simplesmente "salam" (paz).
Presentes
  • Os iranianos dão presentes em várias ocasiões sociais, como quando alguém retorna de viagem ou quando alguém alcança um grande sucesso em sua vida pessoal ou profissional. 
  • Em aniversários, os patrões trazem o bolo e os doces para o escritório e não esperam receber presentes dos funcionários. 
  • É comum dar presentes em dinheiro para os funcionários ou outras pessoas que tenham prestado serviços durante o ano na época do Nowruz (Ano Novo Iraniano). O dinheiro deve ser dado em cédulas novinhas em folha ou moedas de ouro. 
  • Se você for convidado para visitar a casa de um iraniano, traga flores, ou algum petisco para os anfitriões. Regra importante: ao dar um presente, sempre peça desculpas por "não poder ter comprado algo melhor". 
  • Os presentes devem ser embrulhados "bem bonitinho", mas não se preocupe, a maioria das lojas faz esse serviço para você. 
  • Os presentes  geralmente não são abertos quando recebidos. Na verdade, a pessoa que recebe pode até não ter gostado do presente depois de abri-lo mas, não vai dizer isso nunca!
Jantares

Se você for convidado para um jantar na casa de um iraniano: 
  • Verifique se o dono da casa está usando sapatos. Se não, tire os seus logo na entrada. 
  • Vista roupas discretas, não queira parecer "mais importante que o dono da casa". 
  • Tente chegar no horário combinado. A pontualidade é sempre apreciada. 
  • Sempre cumprimente primeiro as pessoas mais velhas para mostrar respeito.
  • Se for um casal, verifique se o seu par está incluído no convite. Os iranianos mais tradicionais não misturam homens e mulheres numa mesma sala. 
  • Os anfitriões sempre gostam de  mostrar a decoração de sua bela sala com móveis europeus para os convidados.
  • Aperte a mão de todos, um de cada vez, e não esqueça de cumprimentar ninguém. 
  • Os iranianos à mesa costumam ser bastante formais. Apesar de em  algumas  casas mais tradicionais, as refeições serem servidas no chão e sem talheres, nas casas mais modernas, as refeições são servidas na mesa de jantar com talheres. 
  • Espere o anfitrião indicar aonde você irá se sentar. 
  • Coma somente com a mão direita, segurando as porções com as pontas dos dedos.
  • Prove um pouco de tudo o que for servido. 
  • As refeições geralmente são servidos feitas em "tamanho família". Sempre há  mais comida do que você pode comer. Parte da hospitalidade iraniana é servir os convidados com abundância. 
  • Espere que lhe seja oferecido um segundo prato e até mesmo um terceiro.Recusas iniciais serão entendidos como boas maneiras  e não são levadas a sério (taarof de novo!). 
  • Deixe um pouco de comida no seu prato quando  tiver acabado de comer. 
A Taarof também rege as regras da hospitalidade: um anfitrião tem a obrigação de oferecer qualquer coisa que um hóspede queira, ao passo que o convidado tem  igualmente a obrigação de recusá-lo. A coisa é levada tão a sério, que talvez seja preciso uma verdadeira negociação entre  convidado e anfitrião até entrarem em um acordo de oferta  e recusa por educação ou necessidade  e tal. Também, é possível pedir a alguém para não fazer  taarof , dizendo  taarof nakonid, que pode ser traduzido como "não faça cerimônia"  apesar de o pedido já ser por si só um tipo de taarof.

Baseado em Kwintessential e Wikipedia


Breve História da Caligrafia Persa


A caligrafia na arte iraniana se encontra presente em quase todas as manifestações de artesanato como o metal e a cerâmica, assim como elemento de destaque da arquitetura em diferentes períodos históricos da Pérsia. Mas é na arte dos livros manuscritos, especialmente o Alcorão e obras literárias como o Shahnahmeh de Ferdowsi, o Divan de Hafez e o Golestan de Saadi, todas reconhecidas como obras de inestimável valor que a caligrafia adquiriu um status inigualável. Uma grande quantidade de exemplares da caligrafia persa se encontram em museus e coleções particulares ao redor do mundo como o Museu  Hermitage de São Petersburgo e a  Galeria de Artes Freer de Washington.
A história da caligrafia no Irã remonta à era pré-Islâmica. Já na antiga Pérsia a escrita cuneiforme  era usada em monumentos para os reis Aquemênidas. Séculos mais tarde, outras escritas como o avéstico e o Pahlavi foram criadas para escrever os hinos de Zoroastro. Ao contrário da escrita cuneiforme que era esculpida sobre pedras, o Avesta era escrito com uma  pena, geralmente em páginas feitas de pele de animais. É surpreendente que esta escrita  tenha semelhanças com as escritas árabes, como o thuluth e o Naskh que foram inventadas séculos mais tarde. No entanto, as letras do alfabeto avéstico não eram ligadas umas as outras para formar palavras, mas  escritas individualmente uma ao lado da outra (similar a escrita latina). No entanto, eram escritas da direita para a esquerda como o árabe.
Antiga escrita persa cuneiforme
Antigo alfabeto persa avéstico
Antigo alfabeto persa pahlavi
Após o advento do Islã, no século VII, os persas adaptaram o alfabeto árabe e desenvolveram o seu próprio alfabeto. Enquanto o alfabeto árabe tem 28 caracteres, os iranianos acrescentaram mais quatro letras para chegar as 32 existentes no alfabeto persa contemporâneo. Cerca de mil anos atrás, Ibn Muqlah  e seu irmão criaram seis gêneros de caligrafia árabe, ou seja, Tahqiq, Reyhan, Thuluth, Naskh, Toqih e Ruqah. Esses gêneros eram comuns há quatro séculos na Pérsia. No século VII (calendário islâmico), Hassan Farsi Kateb combinou os estilos Naskh e o Ruqah e inventou um novo gênero de caligrafia persa, chamado Ta'liq. Eventualmente, no século XIV, Mir Ali Tabrizi combinou dois estilos  importantes de seu tempo, isto é, o Naskh e o Taliq e criou o estilo de caligrafia persa  conhecido como  Nas'taliq que passou a designar tradicionalmente o estilo predominante na caligrafia persa.
Exemplar de caligrafia persa Ta'liq (período Safávida)
Exemplar de caligrafia Nasta'liq
Exemplar de caligrafia Shekhaste Nasta'liq
É muito importante notar que  o Nas'taliq segue  curvas mais naturais, ao contrário de seus antecessores árabes que  seguem um desenho mais geométrico. Há uma série de semelhanças encontradas entre as curvas usadas na escrita Nas'taliq e na natureza.

Morteza Gholi Khan Shamlou e Mohammad Shafi Heravi criaram um novo gênero de escrita cursiva chamado Shekasteh Nastaʿliq no século XVII. Quase um século depois, um proeminente artista chamado Abdol-Majid Taleqani trouxe esse gênero ao seu mais alto nível. Este estilo de caligrafia é baseado nas mesmas regras do Nas'taliq mas proporcionava movimentos mais flexíveis e alongados. Entre os calígrafos contemporâneos neste estilo, Yadollah Kaboli definitivamente se tornou o mais proeminente.
Exemplo de regras de proporção em Nasta'liq
Caligrafia Nasta'liq em um manuscrito persa
O Nas'taliq  é sem dúvida o  mais popular  entre os estilos clássicos e contemporâneos da caligrafia persa. Sua estrutura é tão forte que pouco mudou em mais de 7 séculos, além de ser o estilo de caligrafia persa mais belo e também tecnicamente o mais complicado com regras estritas de composição. O segundo  mais popular estilo da caligrafia persa, o Shekasteh Nas'taliq visivelmente segue as mesmas regras que o Nas'taliq, sendo um pouco mais flexível.
Em 1950 foi fundada a Associação de Calígrafos do Irã foi  por Hossein Mirkhani, Ali Akbar Kaveh, Bouzari Ebrahim, Mirkhani Hassan e Baiani Mehdi, que até hoje mantém cursos de caligrafia em nível de bacharelado em  e incentiva novos talentos por meio de concursos nacionais. A caligrafia também é um dos elementos mais marcantes nos trabalhos grandes designers e artistas contemporâneos iranianos como Shirin Neshat, Bahman Jalali e Reza Abedini. 

Baseado em Wikipedia | Persian Calligraphy


"Onde fica a casa do meu amigo?": Um poema de Sohrab Sepehri

Cena do filme "Onde fica a casa do meu amigo?" (1987) de Abbas Kiarostami
Salam amigos! Hoje, 20 de julho,  é celebrado o Dia Internacional da Amizade. E em homenagem a essa data, vamos recordar o poema "Endereço" de Sohrab Sepehri*. Foi esse poema que inspirou o icônico filme de Abbas Kiatostami, "Onde fica a casa do meu amigo?" que você também pode assistir aqui no blog.

Endereço
                                         
“Onde fica a casa do amigo?”
 Era alvorada quando o cavaleiro perguntou.
O céu fez uma pausa.
O passante tirou o ramo de luz que trazia nos lábios, ofereceu para a escuridão das areias,
com o dedo apontou um álamo e disse:

“Antes da árvore
tem uma alameda que é mais verde que o sono de Deus
e lá o amor é um azul igual ao das penas da sinceridade.
Siga até o fim dessa rua, que vai dar atrás da adolescência
e então dobre em direção da flor da solidão.
A dois passos da flor
fique ao pé da fonte dos mitos eternos da Terra
e um medo transparente vai lhe dominar.
Na intimidade que flui no espaço, ouvirá um ruído:
verá uma criança
que subiu num pinheiro alto para apanhar um filhote no ninho da luz.
E então pergunte a ela
onde fica a casa do amigo.”

Tradução de Nasrin Haddad Battaglia – abril, 2012

*Sohrab Sepehri foi um famoso poeta e pintor iraniano. Nasceu na cidade de Kashan e é considerado um dos 5 maiores poetas persas modernos. Em 1963, compareceu com pinturas na Bienal de São Paulo.


"O rei Yunan e o sábio Duban", uma fábula sobre confiança

"O Rei Yunan e o Sábio Duban"
Ilustração de Ludwig Burger (1825–1884).
As fábulas e histórias são as manifestações mais importantes e famosas da literatura oral, que juntamente com outras formas clássicas de literatura, refletem a cultura de uma nação ou etnia. Os contos folclóricos apesar de sua simplicidade, contém uma volumoso corpo de crenças, pensamentos, rituais e tradições. Por ser um país de grandes dimensões, o Irã abriga uma grande diversidade de etnias e possui um folclore riquíssimo e uma literatura oral bastante voltada para a promoção dos valores morais da sociedade. Vamos conhecer um história tirada do livro  As Mil e Uma Noites, cujos personagens também são conhecidos como Malek Yunan e o sábio Hakim Ruyan, e muitas outras versões: 
Havia na cidade de Fars, na terra de Rum, um rei que se chamava Yunan. Este rei sofria de uma grave doença de pele mas nenhum dos médicos do país havia encontrado a cura para aliviá-lo. Certo dia, um velho sábio chamado Duban que tinha o conhecimento das línguas grega, árabe, persa, romana e siríaca chegou à corte do rei e disse: "Eu posso te curar em pouquíssimo tempo e sem o uso de nenhum medicamento". O rei Yunan ficou muito surpreso e disse, “Se você estiver dizendo a verdade, eu te darei o que você desejar."O sábio Duban curvou-se diante do rei e disse: “Eu retornarei amanhã.” No dia seguinte, o sábio voltou ao palácio com uma bola e um taco de polo em suas mãos. E voltando-se para o rei, disse: “Monte em seu cavalo e vá para o campo. Arremesse a bola até que sua mão e seu braço fiquem aquecidos. Então volte ao palácio, tome um banho e depois descanse. Quando você acordar estará completamente curado."
Yunan seguiu as instruções. E ao acordar não havia nenhum sinal da doença sobre sua pele. Ele gritou de alegria e ordenou que chamassem Duban. Ao ver o sábio, o rei se levantou de seu trono e o abraçou dizendo: "Ó grande sábio, eu devo a você a minha saúde." Então convidou o sábio para comer junto com ele e o tratou com muita bondade e pediu que trouxessem moedas de ouro e presentes preciosos para ele. Duban, tomou todas as moedas e presentes e fez uma oração pelo rei. O rei pediu que ele retornasse ao palácio no dia seguinte, e assim eles se tornaram amigos.
Mas Yunan tinha um vizir invejoso. Quando este viu o apreço do rei pelo sábio, planejou arruinar a amizade deles. Então, um dia ele disse ao rei: “Ó grande soberano! Eu estou entre os seus servos de maior confiança, então me senti no dever de alertá-lo do perigo que te cerca." Yunan indagou surpreso: “Qual é o perigo, meu caro vizir?” Disse o vizir: “É que aquele a quem tratas como amigo, na verdade é o vosso inimigo.” O rei levantou-se do trono e indagou perplexo: "Quem é o meu inimigo então?" E o vizir respondeu: "Ninguém mais do que Duban! Ele pretende te matar.”
Yunan ficou furioso: “O que você está dizendo? Duban salvou a minha vida. Se eu der a ele toda a minha riqueza, jamais poderia compensar todo o bem que ele me fez. Você o inveja e quer que eu o mande matar para que depois me arrependa." O vizir disse decepcionado: "Ó majestade, eu não quero nada além do seu bem. Por isso insisto que Duban é seu inimigo. Se ele não for morto, ele é quem irá te matar algum dia.” 
Isto deixou o rei desconcertado. Então ele voltou-se para o vizir e disse: "Talvez você esteja certo. Ele pode ser meu inimigo, porque é um homem poderoso. Ele curou minha doença, então da mesma forma pode me matar facilmente." Sentindo que suas palavras atingiram em cheio ao rei, o vizir disse: "Estou contente que vossa majestade tenha se dado conta do perigo que o ameaça."
O rei Yunan convocou o sábio até o palácio e inquiriu: “Você sabe por que eu o convoquei?" Duban respondeu: “Majestade, como eu poderia saber?”  Vociferou o rei: "Eu o convoquei justamente para declarar a sua sentença de morte."  Incrédulo, o sábio indagou: "O que eu fiz de errado?" Ao que o rei  respondeu: "Você sabe muito bem! Você é um espião e esta tentando me matar!"
Duban começou a chorar “Ó grande rei, essa é a recompensa pela minha boa ação?"   Yunan disse: “Se eu não te matar, você irá me matar!" Então o carrasco se aproximou e aguardou o comando do rei. Duban caiu de joelhos e implorou:“Tenha piedade! Eu sou inocente!" Mas o rei, estava indiferente a seus apelos. Até mesmo um dos cortesões chegou a pedir que Yunan perdoasse o sábio, mas ele gritou ferozmente: “Você não vê como ele me curou apenas me dando um taco e polo? Ele não poderia me matar apenas me dando uma flor e mandando que eu a cheirasse?" O sábio entendeu que o rei não voltaria atrás, então teve uma última ideia para se salvar.  E disse ao rei: "Eu estou pronto para morrer, mas tenho um último pedido. Deixe-me ir até minha casa e trazer um presente valioso para vossa majestade." Yunan quis saber: "Que presente valioso é esse?" Duban respondeu: “É um livro mágico. Aquele que após a minha morte ler três linhas de sua página esquerda, a minha própria cabeça irá falar com ele e responderá todas as suas perguntas." Yunan concordou e o sábio foi para casa escoltado por um guarda.
"Duban respondeu:“É um livro mágico. Aquele que após a minha morte ler...a minha própria cabeça irá falar com ele e responderá todas as suas perguntas." (Arte de Elizabeth Vidler)
Três dias depois, Duban retornou com o livro e uma pequena vasilha com algum tipo de pó. Ele entregou o livro ao rei e disse: "Após me matar, ponha minha cabeça em uma bacia cheia deste pó e esfregue-a até que o sangramento pare. Então abra o livro e leia as três linhas de sua página esquerda. Pergunte para minha cabeça qualquer coisa que desejar saber."
Yunan olhou para o livro e começou a folheá-lo, mas as páginas pareciam grudadas. Ele molhou o dedo e tentou novamente. Finalmente conseguiu passar cinco páginas, mas elas estavam em branco. Então disse o rei: "Mas estas páginas estão em branco." Ao que o sábio respondeu: "Majestade, tente outra vez."
Yunan molhou novamente o dedo e dessa vez folheou umas dez páginas. Estas páginas também estavam em branco. Furioso, o rei estava a ponto de dizer algo, mas de repente teve uma vertigem, ficou pálido e caiu duro no chão. As páginas do livro estavam envenenadas, e afetaram a língua do rei, enquanto ele molhava o dedo para tentar folheá-lo. E assim ele foi assassinado.
E o povo deste reino passou a dizer: "Se o rei Yunan tivesse decidido poupar o sábio Duban, ele mesmo não teria sido morto."
Moral da história: "o médico que pode curar, também pode envenenar", ou ainda, "nunca morda a mão que te alimenta". Embora possa parecer clichê, a história nos adverte para sermos gratos a quem nos ajuda, ao invés de nos deixarmos levar por suspeitas infundadas. Outras lições que podemos tirar são: que devemos nos esforçar para separar a influência dos outros de nossas opiniões pessoais sempre que enfrentamos uma decisão difícil e, que devemos confiar nos outros, mas ter cuidado para não confiar demais. Em suma, devemos nutrir nosso próprio poder de julgamento e não depender das opiniões alheias.

Adaptado de IRIB 


Tirgan: celebrando o Festival da Chuva


Salam amigos! Hoje os iranianos celebram o festival de Tirgan também conhecido como Jashn-e Tirgan, ou "Festival da Chuva" 

Esta  tradição faz parte do  zoroastrismo, a religião ancestral do Irã, mas ainda hoje é revivida pelo povo iraniano no dia 13 do mês de Tir, (o quarto mês do calendário persa), que equivale a 2, 3 ou 4 de julho de nosso calendário. 

O nome do festival vem do arcanjo, Tir (cujo nome significa "flecha") ou Tishtar (relâmpago), que é o guardião das tempestades de trovões que trazem as chuvas tão necessárias que aumentam a colheita e evitam a seca durante o o verão árido do Irã.

Crianças iranianas brincam de atirar água durante o Festival de Tirgan

Há também uma outra lenda que associa o nome da celebração ao arqueiro Arash, personagem da mitologia persa.


 No 13º dia do mês persa de Tir,  durante a disputa entre os reinos da Pérsia e Turan, Arash  disparou sua flecha que caiu nas margens do rio  Oxus. Assim, foram definidas as fronteiras entre os dois reinos. Diz a lenda que, assim que a disputa fronteiriça foi resolvida, a chuva começou a cair em ambas as terras, que sofriam com uma seca de oito anos.

Por este motivo, neste dia, o dia 13 de Tir (4 de julho) os iranianos celebram o "Festival da Chuva".

Um das tradições desta época é amarrar fitas da cor do arco-íris em torno dos pulsos durante os dez dias antecedentes e depois jogá-las em um córrego no dia do festival. 

Neste dia os iranianos também celebram com músicas, danças, poesias e até mesmo brincando de atirar  água uns nos outros nos parques. Também são servidas  comidas típicas como sopa de espinafre e sholeh zard (pudim de arroz com sabor açafrão).

Baseado em Iran Review


Aprenda a receita do "Bolo do persa do amor"


Salam amigos! Hoje vamos aprender uma receita simplesmente encantadora! Imagine um bolo com  aroma de água-de-rosas e frutas cítricas, decorado com pistaches verdes brilhantes e pétalas de rosas secas. Uma combinação que literalmente te transportará para os jardins da Pérsia durante a primavera! 
Esta sobremesa é conhecida no Irã, como o "Bolo do Amor". E sabe por quê? Sem dúvida, quando você experimentá-lo irá se apaixonar, ou pelo próprio bolo, ou quem sabe pela pessoa que o fez! 
A receita serve de 6 a 8 porções, é um pouco elaborada, mas vale a pena experimentar. Então, pegue lápis e papel e anote aí: 

 INGREDIENTES: 

200g de manteiga sem sal
150g de açúcar refinado
4 ovos médios
2 colheres de chá de cardamomo em pó
100g de farinha de trigo peneirada
275g amêndoas moídas
Raspas e suco de 1 limão
1 colher de sopa de água de rosas
1 colher de chá de fermento em pó
1 generosa pitada de sal marinho

Para a calda caramelada:
2 colheres de sopa de açúcar refinado
Suco de 1/2  limão
1/2  colher de sopa de água de rosas

Para a cobertura:
150g de açúcar de confeiteiro
Suco de 3/4  de limão
2 colheres de chá de água fria

Para decorar:
2 colheres de chá de pistache
2 colheres de chá de pétalas de rosas secas (opcional)

 MODO DE FAZER: 

1-Pré-aqueça o forno a 160°C. Unte uma forma de fundo removível de 22cm e forre-a com papel manteiga.

2- Em uma tigela grande, bata a manteiga e o açúcar juntos. Quando a mistura estiver completamente homogênea, bata  junto com os ovos.

3-  Adicione o cardamomo  à mistura do bolo, juntamente com a farinha, amêndoas moídas, casca de limão e suco, água de rosas, fermento em pó e sal. Misture bem.

4- Despeje a mistura na forma e leve ao forno por 45 minutos. Para verificar se está pronto, espete um garfo no meio do bolo, este  deve sair seco.

5- Após assar o bolo, faça a calda caramelada. Coloque o açúcar refinado, o suco de limão e a água de rosas em uma panela pequena em fogo baixo e aqueça até o açúcar derreter.

6-Retire o bolo do forno e coloque-o sob uma superfície resistente ao calor. Faça furinhos por todo o topo do bolo quente e regue com a calda.

7- Quando o bolo estiver completamente frio, faça a cobertura combinando o açúcar de confeiteiro, o suco de limão e algumas colheres de chá de água até obter uma cobertura lisa e espessa. Decore com o pistache  e se quiser, com pétalas de rosa secas.

Experimentem e compartilhem a receita à vontade! 
Já experimentou e tem uma sugestão? Deixe nos comentários! 

Adaptado de The Telegraph


Cineclube Apropriarte & Chá-de-Lima da Pérsia apresentam: "Ninguém Sabe dos Gatos Persas"



O Cine Clube Apropriarte em parceria com o blog Chá-de-Lima da Pérsia, convida você para uma sessão especial com exibição do filme: “Ninguém Sabe dos Gatos Persas ”. 

Negar e Ashkan são um jovem casal de músicos de indie rock que após saírem da prisão, decidem deixar seu país para tocar na Europa, onde inclusive já têm um show programado. Mas a tarefa é árdua. Eles tem que conseguir vistos e passaportes, além de driblar as autoridades e encontrar outros músicos dispostos a encarar essa perigosa empreitada.

Durante a busca, os dois jovens conhecem o trambiqueiro Nader que se mostra disposto a ajudá-los. Enquanto acompanhamos a jornada dos jovens músicos, o filme descortina um belíssimo panorama da educação musical e da produção underground em Teerã. Vemos e ouvimos grupos que ensaiam e tocam escondidos em lugares inusitados, como a banda de heavy metal que ensaia junto com as vacas de um estábulo ou os rappers que cantam em construções. 

Transitando entre o humor e a tragédia, neste filme, o diretor Bahman Ghobadi no traz um retrato exuberante da juventude urbana do Irã que busca através da arte conquistar seu espaço e expressar sua identidade em meio à repressão e a censura. 

Após a sessão haverá roda de conversa mediada por Janaina Elias, autora do blog Chá-de-Lima da Pérsia.


CINECLUBE APROPRIARTE: “NINGUÉM SABE DOS GATOS PERSAS” 
⛳ ONDE: Rua Doutor Homem de Melo, 961 - Perdizes - São Paulo/SP (ver mapa)
📅 QUANDO: 25/06/19 - 19h30 
🎫 CONTRIBUIÇÃO: R$ 10,00