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Feliz 2019 : "Sinta o perfume do Ano Novo"


Minha alma já sente o perfume
É a fragrância do Ano que vem chegando
Que cada uma das almas deste mundo
Tenha um Ano Novo muito feliz

Ó Sol, ó lua, ó astros:
Tenham um feliz Ano Novo
E também para os Sete Céus

O sinal da chegada do Ano Novo
Acaba de surgir na palma da minha mão
Que este Ano Novo vindouro
Traga muita alegria e felicidade para todos

Se me desejas um feliz Ano Novo,
Então  também eu devo dizer: 
Feliz Ano Novo, para mim e para ti
E para todos  que não estão aqui.

(Adaptado de um poema de Rumi)

🎆Feliz 2019 à todos os amigos da Pérsia!🎆
سال نو مبارک برای همه دوستان ایران



Feliz Natal! - "Uma estrela nos conduzirá"


Salam amigos da Pérsia! Enfim chegou o Natal festa de luz e paz, independente de nossas crenças. E para você, qual é o significado desta data? 

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos que compartilham os conteúdos que postei sobre curiosidades natalinas e sua relação com a cultura persa nas redes sociais, especialmente no Facebook. Vejam que não é por acaso que eles estão entre os post mais acessados deste mês!

De alguma forma, sinto que longe de  querer apenas evidenciar que o Natal não é uma festa originalmente cristã, e nem ocidental, o grande interesse dos leitores amigos do blog por esse assunto demonstra que são pessoas que desejam se conectar com o sentido maior desta data.

Acredito eu que esta busca por um sentido de universalidade nos símbolos do Natal nos conduz a um sentimento de admiração e respeito pela sabedoria ancestral dos povos do Oriente, aqui dando destaque para os persas, que tanto contribuíram para o progresso da humanidade. E assim vamos aprendendo cada vez mais a progredir em nossas vidas do cotidiano.

Que assim como os Magos da Pérsia, neste Natal nós também possamos  ver a estrela que nos guiará pelo caminhos mais belos de paz, prosperidade e amor!

Feliz Natal aos amigos do Brasil, do Irã e do mundo todo! 

São os votos de Janaina Elias do Chá-de-Lima da Pérsia.
Deixe sua mensagem de Natal nos comentários!


A origem persa da árvore de Natal

Relevo em Persépolis, representação da árvore de Yalda
VOCÊ SABIA? A árvore decorada, um dos símbolos mais importantes do Natal também tem suas raízes na cultura persa. 
Nas celebrações de Yalda, no Solstício de inverno (21 de dezembro) dos antigos persas, a árvore sempre verde do cipreste (em persa Sarve), símbolo da vida e eternidade também era decorada representando o sistema solar. No topo da árvore estava o Sol (ou seja, o símbolo de Mehr, o deus Mitra) e sob ele, ao redor da árvore, outras decorações representando os planetas e estrelas. Ainda hoje, esse simbolismo pode ser visto em nossas árvores de Natal com as bolas coloridas representando planetas, e luzes, representando as estrelas. 
Símbolo natalino da estrela, provável representação do Sol na árvore de Yalda 
Os persas também tinham o costume de colocar duas fitas uma de prata e uma de ouro na árvore, ao redor da árvore, representando a Via Láctea, símbolo que também podemos de alguma forma em nossas árvores de Natal de hoje, representado pelos festões, colares e laços. As meninas mais jovens tinham seus desejos simbolicamente representados por embrulhos em tecido de seda colorido que eram  pendurados na árvore como oferendas para Mitra. Talvez por isso, seguimos o costume de colocar presentes sob a árvore.

Ciprestes, árvore típica da região de Shiraz,
símbolo da vida e eternidade para os antigos persas
Enquanto a árvore de Yalda fazia parte da tradição no Irã, a prática de trazer tais árvores para o lar na Europa só começou na Alemanha durante a Reforma no século XVI. Diz a lenda, que o famoso reformador alemão Martinho Lutero, no século XVIII tendo aprendido a respeito da árvore de Yalda, apresentou a árvore de Natal aos alemães. Como os ciprestes não eram muito conhecidos na Alemanha, assim como na maior parte da Europa, a árvore escolhida tornou-se um gênero de pinheiro que era abundante na Europa. 

Os alemães trouxeram o costume para a América, mas as árvores de Natal só se tornaram populares depois do século XIX. Em 1900, apenas uma em cada cinco famílias americanas tinha uma árvore de Natal. Durante as décadas seguintes o costume foi se espalhando por toda a América.

Hoje em dia, as comunidades cristãs que são uma minoria no Irã, também montam e decoram suas árvores de Natal e uma discreta decoração natalina, com objetivo  comercial surge em alguns lugares nas cidades iranianas.

Árvore decorada na cidade de Qom, no Irã com a palavra Allah (Deus) no topo no lugar da estrela 
Adaptado de  Academia.edu


Grandes mulheres da Pérsia: Mandana, a mãe do Rei Ciro


Salam amigos! Atendendo a pedidos, vamos iniciar uma série sobre as grandes mulheres persas. Você sabia que as mulheres da antiga Pérsia tinham muito mais poder do que nos é contado através dos livros de história? Elas são exemplos inspiradores para as mulheres de todos os tempos, por isso é grande a importância de resgatarmos suas histórias nos tempos atuais.

Hoje vamos apresentar, Mandana, a mãe do rei Ciro, o Grande

Nascida em Ecbatana em 584 a.C., Mandana, cujo nome significa "a Eterna", em persa antigo, foi uma princesa, filha do poderoso rei Astíages da Média e Ariyenis da Lídia, mais tarde, a esposa de Cambises de Anshan e mãe de Ciro, o Grande, governante da dinastia aquemênida da Pérsia e autor da primeira carta dos direitos humanos

A rainha Mandana é um personagem central em lendas que descrevem a infância do rei Ciro. Segundo o historiador grego Heródoto, após o nascimento de Ciro, o rei Astíages teve um estranho sonho que seus magos interpretaram como um sinal de que seu neto acabaria por derrubá-lo. Para impedir esse desfecho, Astíages prometeu  Mandana em casamento ao príncipe vassalo Cambises I de Anshan, "um homem de boa família e hábitos calmos", que não seria uma ameaça ao seu reino. 

Quando Mandana ficou grávida, Astíages teve um segundo sonho no qual uma videira crescia do ventre de sua filha e alcançava o mundo inteiro. Aterrorizado,  ele  ordenou que seu  fiel mordomo Harpago se livrasse do menino. Mas, Harpago, moralmente incapaz de fazer isso, escondeu a criança com um pastor chamado Mitridates. Assim, Ciro cresceu sem saber que veio de uma linhagem real.

O historiador Xenofonte também faz referência a Mandana em sua  obra Ciropédia: A Educação de Ciro. Nessa história, Mandana e seu filho viajam para a corte de Astíages, quando Ciro ainda era um adolescente. Ciro encantou seu avô e incluiu o rapaz na caçada real, enquanto Mandana retornou para a casa de se marido em Anshan. No momento em que Ciro conta que seu pai, Cambises I, está doente e retorna para visitá-lo em seu reino, Astíages o persegue e dá início a uma batalha contra seu neto e futuro grande rei.

Representação artística de Mandana, pintura de Hojat Shakiba

Ainda na obra, "As Viagens de Ciro", o historiador Xenofonte descreve como a rainha mãe Mandana moldou o caráter do futuro rei Ciro: 
"Uma princesa de virtude incomum, de um entendimento bem cultivado e de um gênio superior. Ela se ocupava durante a jornada em inspirar Ciro, com o amor pela virtude, entretendo-o com fábulas de acordo com as maneiras do Oriente(...) Mandana, às vezes observava que Ciro estava se tornando egoísta, e para prevenir que esses vícios manchassem suas grandes qualidades, ela se esforçou em sensibilizá-lo sobre esse desvio de caráter, contando a fábula de Sozares, um príncipe do antigo império da Assíria" (...)(tradução livre a partir de The Travels of Cyrus em Google Books). 

As referências históricas datam a morte de Mandana no ano de 559 a.C; no entanto, como este ano é considerado a data da morte de seu marido, Cambises I, não se sabe se essa é a data real de sua morte ou quando ela mudou seu status de rainha consorte para rainha-mãe. 

Persepolis - Persian Encyclopedia, Wikipedia e The Travels of Cyrus em Google Books.



EVENTO ESPECIAL: Sarau Musical - Canções da Tradição Sufi e Otomana


O Apropriarte e o blog Chá-de-Lima da Pérsia convidam a todos para o evento  SARAU MUSICAL: CANÇÕES DA TRADIÇÃO SUFI E OTOMANA. com a presença dos músicos:

🔷 Ismail Hakki Cimen
Músico turco da tradição Sufi, apresenta-se com o alaúde oriental, a flauta ney e cantos. Especializado na teoria dos makams e na sua aplicação nos hinos das cerimonias Sufi (Ilahis). Sua performance única de “duraks” e “kasides”, formas de expressão poética e musical da literatura Otomana, com temas seculares e religiosos, comove audiências.  Ao longo de mais de 30 anos, tem participado como convidado em inúmeros concertos, palestras e workshops sobre Musica Sufi na Europa, America Latina e Estados Unidos.

🔶 Idel Fuks
Músico autodidata no estudo do Bendir, instrumento de percussão com origem no Norte da Africa, mais propriamente no Marrocos. Participa da tradição turca há mais de 30 anos.

SARAU MUSICAL: Canções da Tradição Sufi e Otomana 

Onde: Rua Dr. Homem de Melo, 961 - Perdizes / SP
Quando: 11/12/18 (3ª feira) - às 19h30
Evento gratuito e aberto ao público.