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Feliz 2019 : "Sinta o perfume do Ano Novo"


Minha alma já sente o perfume
É a fragrância do Ano que vem chegando
Que cada uma das almas deste mundo
Tenha um Ano Novo muito feliz

Ó Sol, ó lua, ó astros:
Tenham um feliz Ano Novo
E também para os Sete Céus

O sinal da chegada do Ano Novo
Acaba de surgir na palma da minha mão
Que este Ano Novo vindouro
Traga muita alegria e felicidade para todos

Se me desejas um feliz Ano Novo,
Então  também eu devo dizer: 
Feliz Ano Novo, para mim e para ti
E para todos  que não estão aqui.

(Adaptado de um poema de Rumi)

🎆Feliz 2019 à todos os amigos da Pérsia!🎆
سال نو مبارک برای همه دوستان ایران



Feliz Natal! - "Uma estrela nos conduzirá"


Salam amigos da Pérsia! Enfim chegou o Natal festa de luz e paz, independente de nossas crenças. E para você, qual é o significado desta data? 

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos que compartilham os conteúdos que postei sobre curiosidades natalinas e sua relação com a cultura persa nas redes sociais, especialmente no Facebook. Vejam que não é por acaso que eles estão entre os post mais acessados deste mês!

De alguma forma, sinto que longe de  querer apenas evidenciar que o Natal não é uma festa originalmente cristã, e nem ocidental, o grande interesse dos leitores amigos do blog por esse assunto demonstra que são pessoas que desejam se conectar com o sentido maior desta data.

Acredito eu que esta busca por um sentido de universalidade nos símbolos do Natal nos conduz a um sentimento de admiração e respeito pela sabedoria ancestral dos povos do Oriente, aqui dando destaque para os persas, que tanto contribuíram para o progresso da humanidade. E assim vamos aprendendo cada vez mais a progredir em nossas vidas do cotidiano.

Que assim como os Magos da Pérsia, neste Natal nós também possamos  ver a estrela que nos guiará pelo caminhos mais belos de paz, prosperidade e amor!

Feliz Natal aos amigos do Brasil, do Irã e do mundo todo! 

São os votos de Janaina Elias do Chá-de-Lima da Pérsia.
Deixe sua mensagem de Natal nos comentários!


A origem persa da árvore de Natal

Relevo em Persépolis, representação da árvore de Yalda
VOCÊ SABIA? A árvore decorada, um dos símbolos mais importantes do Natal também tem suas raízes na cultura persa. 
Nas celebrações de Yalda, no Solstício de inverno (21 de dezembro) dos antigos persas, a árvore sempre verde do cipreste (em persa Sarve), símbolo da vida e eternidade também era decorada representando o sistema solar. No topo da árvore estava o Sol (ou seja, o símbolo de Mehr, o deus Mitra) e sob ele, ao redor da árvore, outras decorações representando os planetas e estrelas. Ainda hoje, esse simbolismo pode ser visto em nossas árvores de Natal com as bolas coloridas representando planetas, e luzes, representando as estrelas. 
Símbolo natalino da estrela, provável representação do Sol na árvore de Yalda 
Os persas também tinham o costume de colocar duas fitas uma de prata e uma de ouro na árvore, ao redor da árvore, representando a Via Láctea, símbolo que também podemos de alguma forma em nossas árvores de Natal de hoje, representado pelos festões, colares e laços. As meninas mais jovens tinham seus desejos simbolicamente representados por embrulhos em tecido de seda colorido que eram  pendurados na árvore como oferendas para Mitra. Talvez por isso, seguimos o costume de colocar presentes sob a árvore.

Ciprestes, árvore típica da região de Shiraz,
símbolo da vida e eternidade para os antigos persas
Enquanto a árvore de Yalda fazia parte da tradição no Irã, a prática de trazer tais árvores para o lar na Europa só começou na Alemanha durante a Reforma no século XVI. Diz a lenda, que o famoso reformador alemão Martinho Lutero, no século XVIII tendo aprendido a respeito da árvore de Yalda, apresentou a árvore de Natal aos alemães. Como os ciprestes não eram muito conhecidos na Alemanha, assim como na maior parte da Europa, a árvore escolhida tornou-se um gênero de pinheiro que era abundante na Europa. 

Os alemães trouxeram o costume para a América, mas as árvores de Natal só se tornaram populares depois do século XIX. Em 1900, apenas uma em cada cinco famílias americanas tinha uma árvore de Natal. Durante as décadas seguintes o costume foi se espalhando por toda a América.

Hoje em dia, as comunidades cristãs que são uma minoria no Irã, também montam e decoram suas árvores de Natal e uma discreta decoração natalina, com objetivo  comercial surge em alguns lugares nas cidades iranianas.

Árvore decorada na cidade de Qom, no Irã com a palavra Allah (Deus) no topo no lugar da estrela 
Adaptado de  Academia.edu


Grandes mulheres da Pérsia: Mandana, a mãe do Rei Ciro


Salam amigos! Atendendo a pedidos, vamos iniciar uma série sobre as grandes mulheres persas. Você sabia que as mulheres da antiga Pérsia tinham muito mais poder do que nos é contado através dos livros de história? Elas são exemplos inspiradores para as mulheres de todos os tempos, por isso é grande a importância de resgatarmos suas histórias nos tempos atuais.

Hoje vamos apresentar, Mandana, a mãe do rei Ciro, o Grande

Nascida em Ecbatana em 584 a.C., Mandana, cujo nome significa "a Eterna", em persa antigo, foi uma princesa, filha do poderoso rei Astíages da Média e Ariyenis da Lídia, mais tarde, a esposa de Cambises de Anshan e mãe de Ciro, o Grande, governante da dinastia aquemênida da Pérsia e autor da primeira carta dos direitos humanos

A rainha Mandana é um personagem central em lendas que descrevem a infância do rei Ciro. Segundo o historiador grego Heródoto, após o nascimento de Ciro, o rei Astíages teve um estranho sonho que seus magos interpretaram como um sinal de que seu neto acabaria por derrubá-lo. Para impedir esse desfecho, Astíages prometeu  Mandana em casamento ao príncipe vassalo Cambises I de Anshan, "um homem de boa família e hábitos calmos", que não seria uma ameaça ao seu reino. 

Quando Mandana ficou grávida, Astíages teve um segundo sonho no qual uma videira crescia do ventre de sua filha e alcançava o mundo inteiro. Aterrorizado,  ele  ordenou que seu  fiel mordomo Harpago se livrasse do menino. Mas, Harpago, moralmente incapaz de fazer isso, escondeu a criança com um pastor chamado Mitridates. Assim, Ciro cresceu sem saber que veio de uma linhagem real.

O historiador Xenofonte também faz referência a Mandana em sua  obra Ciropédia: A Educação de Ciro. Nessa história, Mandana e seu filho viajam para a corte de Astíages, quando Ciro ainda era um adolescente. Ciro encantou seu avô e incluiu o rapaz na caçada real, enquanto Mandana retornou para a casa de se marido em Anshan. No momento em que Ciro conta que seu pai, Cambises I, está doente e retorna para visitá-lo em seu reino, Astíages o persegue e dá início a uma batalha contra seu neto e futuro grande rei.

Representação artística de Mandana, pintura de Hojat Shakiba

Ainda na obra, "As Viagens de Ciro", o historiador Xenofonte descreve como a rainha mãe Mandana moldou o caráter do futuro rei Ciro: 
"Uma princesa de virtude incomum, de um entendimento bem cultivado e de um gênio superior. Ela se ocupava durante a jornada em inspirar Ciro, com o amor pela virtude, entretendo-o com fábulas de acordo com as maneiras do Oriente(...) Mandana, às vezes observava que Ciro estava se tornando egoísta, e para prevenir que esses vícios manchassem suas grandes qualidades, ela se esforçou em sensibilizá-lo sobre esse desvio de caráter, contando a fábula de Sozares, um príncipe do antigo império da Assíria" (...)(tradução livre a partir de The Travels of Cyrus em Google Books). 

As referências históricas datam a morte de Mandana no ano de 559 a.C; no entanto, como este ano é considerado a data da morte de seu marido, Cambises I, não se sabe se essa é a data real de sua morte ou quando ela mudou seu status de rainha consorte para rainha-mãe. 

Persepolis - Persian Encyclopedia, Wikipedia e The Travels of Cyrus em Google Books.



EVENTO ESPECIAL: Sarau Musical - Canções da Tradição Sufi e Otomana


O Apropriarte e o blog Chá-de-Lima da Pérsia convidam a todos para o evento  SARAU MUSICAL: CANÇÕES DA TRADIÇÃO SUFI E OTOMANA. com a presença dos músicos:

🔷 Ismail Hakki Cimen
Músico turco da tradição Sufi, apresenta-se com o alaúde oriental, a flauta ney e cantos. Especializado na teoria dos makams e na sua aplicação nos hinos das cerimonias Sufi (Ilahis). Sua performance única de “duraks” e “kasides”, formas de expressão poética e musical da literatura Otomana, com temas seculares e religiosos, comove audiências.  Ao longo de mais de 30 anos, tem participado como convidado em inúmeros concertos, palestras e workshops sobre Musica Sufi na Europa, America Latina e Estados Unidos.

🔶 Idel Fuks
Músico autodidata no estudo do Bendir, instrumento de percussão com origem no Norte da Africa, mais propriamente no Marrocos. Participa da tradição turca há mais de 30 anos.

SARAU MUSICAL: Canções da Tradição Sufi e Otomana 

Onde: Rua Dr. Homem de Melo, 961 - Perdizes / SP
Quando: 11/12/18 (3ª feira) - às 19h30
Evento gratuito e aberto ao público.



Cineclube Apropriarte & Chá-de-Lima da Pérsia apresentam: “O Dia em que me Tornei Mulher”

NÃO PERCA, O ÚLTIMO CINE CLUBE APROPRIARTE EM PARCERIA COM O CHÁ-DE-LIMA DA PÉRSIA DE 2018!

Você está convidado para uma sessão especial com a exibição do filme: “O Dia em que me Tornei Mulher”. 

Na ilha Kish, no sul do Irã, três mulheres, de diferentes gerações, enfrentam imposições familiares, religiosas e sociais. A primeira delas é Hava, uma menina de nove anos, que no dia do seu aniversário, é proibida pela mãe de sair de casa, pois está se tornando mulher. A segunda é Ahoo, uma jovem que está participando de uma corrida de bicicletas, e que durante o trajeto, é perseguida por seus familiares que o consideram o esporte um gesto pecaminoso. A terceira é Hoora, uma senhora de cadeira de rodas, que ao chegar no aeroporto da ilha, se aventura comprando tudo aquilo que nunca pôde ter na vida e pede ajuda aos meninos da ilha para transportarem sua carga. 

"O Dia em que me Tornei Mulher" (2000), é um trabalho primoroso e ousado da diretora Marzieh Meshkini, que aborda a diversidade étnica, os desafios das mulheres iranianas e a passagem entre as gerações de forma poética, com uma boa medida de drama e bom humor. 

Após a sessão haverá roda de conversa mediada por Janaina Elias, autora do blog Chá-de-Lima da Pérsia e sorteio de um brinde. 


CINECLUBE APROPRIARTE: “O DIA EM QUE ME TORNEI MULHER” 
⛳ ONDE: Rua Doutor Homem de Melo, 961 - Perdizes - São Paulo/SP (ver mapa)
📅 QUANDO: 07/12/18 - 19h30 
🎫 CONTRIBUIÇÃO: R$ 10,00


Jogos e brincadeiras de rua populares no Irã

Crianças iranianas também jogam bolinhas de gude

Salam amigos! Cada cultura tem suas brincadeiras preferidas e em um país tão vasto e antigo como do Irã, com sua variedade de climas e estilos de vida, encontramos também jogos e brincadeiras muito diversificados. Muitos destes, com uma pequena variação ou nomes diferentes são jogados em várias partes do Irã. 

Na antiga Pérsia, entre as famílias mais ricas, os pais geralmente ensinavam equitação, tiro e jogo de pólo para seus filhos. Até os tempos modernos, os jogos  entre os bairros eram importantes em termos de socialização e desenvolvimento psicológico. Com a modernização e industrialização,  mudanças radicais surgiram em todo o mundo, inclusive no Irã, fazendo com que muitos pais e filhos perdessem seu interesse pelas antigas tradições. Porém, mesmo com a grande disponibilidade de jogos eletrônicos modernos, as brincadeiras tradicionais ainda possuem um papel importante na cultura iraniana. 

Ao todo, existem cerca de 2.500 jogos registrados no Irã. Alguns desses jogos são encontrados em várias outras culturas ao redor mundo, e por isso são familiares para nós. Vamos conhecer alguns exemplos de jogos populares entre as crianças iranianas: 

1) "Flor, flor, qual é a flor?": Este jogo é tradicional da província de Sistan e Baluchistão, sudeste do Irã):
Duas pessoas são escolhidas como chefes de duas equipes de cinco pessoas.  Os chefes das equipes escolhem o nome de uma flor sem que os outros participantes saibam. Então, eles perguntam aos membros de sua própria equipe um de cada vez: "Flor, flor, qual é a  flor?" Os jogadores devem tentar adivinhar o nomes da flor escolhida pelo chefe de sua equipe. A equipe vencedora  será aquela cujo membro acertou a resposta. Os membros da equipe perdedora devem pagar um "castigo" que os membros da equipe vencedora escolherem.

Meninas da província de Sistan Baluchistan jogando futebol
2) Tacada no gato: Este jogo possui diversas formas de jogar, de preferência em um campo ou grande espaço aberto. Cada jogador tem um bastão longo e um bastão curto (o gato). O objetivo é arremessar o bastão curto que está  no chão no ar, com uma tacada do bastão longo até uma linha de chegada. Cada jogador tem direito a três tacadas até alcançar a linha de chegada, e se não consegue acertar dá seu lugar ao próximo jogador.

3) "Acertar a cabeça" (bolinhas de gude):  Existem também várias versões deste jogo. As bolinhas são dispostas lado a lado. Com as bolinhas restantes,  pergunta-se a um dos  jogadores: "Qual cabeça será atingida, a cabeça direita ou a cabeça esquerda?" Se ele acertar a "cabeça" no lado que falou, recebe uma bolinha de recompensa , mas se a cabeça não for atingida, terá que tentar acertar na próxima jogada. 

Crianças jogando bola na praça Naghshe Jahan, em Isfahan
4) Solte o lenço:  Essa brincadeira é a mesma que o nosso famoso "corre-cotia". As crianças se sentam em um círculo e uma delas passa pelas costas de todas segurando um lenço. Por fim, ela deixa cair o lenço atrás de uma das crianças e corre. A criança atrás de quem o lenço é deixado tem que tentar pegar quem jogou o lenço e tomar o seu lugar.

5) Mata-mata: Uma versão da nossa popular "queimada". As crianças são divididas em dois grupos iguais. O atirador de cada equipe tenta acertar os da equipe adversária com uma bola. Quem for atingido pela bola sai do jogo. Se um dos membros da equipe conseguir segurar a bola, ele ganhará uma "vida extra" que pode usar para si mesmo doá-la para um dos amigos que foi atingido no jogo entrar novamente. 


6) Amarelinha: A amarelinha também é um jogo muito popular entre as crianças iranianas.Os números de 1 a 10 são escritos nos quadrados desenhados no chão com giz (nesta versão não tem a casa do "céu"). O jogador joga uma pedra em um dos quadrados e pula cada casa até chegar ao número 10, alternando entre  um pé e dois pés. A  pedra deve ser arrastada com um pé para outra casa. Se a pedra sair da linha ou o jogador pisar na linha, tem que passar a vez para o outro.

Um estilo de amarelinha das crianças iranianas
7)Tapa na mão: este é um jogo ótimo para testar o reflexo. Um jogador abre as mãos e o outro coloca as mãos sobre elas. Aquele que está com as mãos por cima tenta dar um tapa na mão do que está por baixo e aquele que perder fica no chão de bruços. 


8) Quente e frio: De olhos fechados o jogador tenta encontrar um objeto colocado a uma certa distância dele. Os outros jogadores usam a palavra "quente" quando ele se aproxima do objeto, e "frio" quando se afasta, direcionando-o. Quando o jogador encontrar o objeto a brincadeira continua com o próximo.

Crianças iranianas brincando de pular corda em uma vilarejo 
9) Jogo da lista: É uma versão do nosso já conhecido "stop" jogado com papel e caneta. Os títulos de nome, cidade, fruta, planta, artista etc. são escritos no papel. As letras são determinadas em ordem alfabética e todas são escritas por ordem. Aquele que escrever mais nomes diferentes de cada categoria com todas as letras ganha mais pontos e ganha o jogo.


10) De orelha a orelha: uma versão do nosso "telefone sem fio". As crianças se sentam uma ao lado uma da outra. A primeira criança diz uma palavra para a próxima  que então sussurra o que ouve no ouvido do outro. A palavra é entregue até a última pessoa. A última criança grita o que ouve. Se a palavra estiver correta ela, passa para o começo da fila, mas se estiver errada, o jogo continua.

E você, já brincou de alguma dessas brincadeiras em sua infância? Conte nos comentários! 

(Adaptado de Destination Iran e Iran Daily)


Kotlet persa: práticos e deliciosos para qualquer ocasião


Salam amigos! Já pensaram em uma receitinha bem fácil e gostosa para esse feriado? A minha sugestão de hoje é o Kotlet persa! Bolinhos fritos de carne e batata, crocantes por fora e macios por dentro. Este é um daqueles pratos que podem ser servidos quentes ou frios, em casa ou em um piquenique. O preparo é relativamente simples, permite várias adaptações e rende várias porções!

 Ingredientes: 

1 kg de carne moída
1/5 kg de batatas
2 ovos
1 cebola
1/2 colher de chá de açafrão
1 colher e meia de sopa advieh (pode-se usar tempero sírio)
farinha de rosca
sal e pimenta
óleo vegetal

 Modo de preparo: 

1- Coloque as batatas em uma panela, cubra com água fria, adicione um pouco de sal e cozinhe até que fiquem bem macias.

2- Uma vez que as batatas estejam prontas, retire a casca e amasse com um espremedor de batatas. 

3- Coloque açafrão, advieh (ou tempero sírio), sal e pimenta em uma batedeira, adicione os ovos e misture bem.

4- Em seguida, adicione as batatas e a cebola ralada. Bata bem e em seguida, acrescente a carne moída e sal a gosto.  Bata bem até obter uma mistura bem homogênea.

5- Pegue uma pequena quantidade da massa e faça pequenas bolinhas. Em seguida, achate a massa para que os bolinhos fiquem em forma de gota. Os kotlets (bolinhos) não devem ser nem muito grossos e nem muito finos. 

6- Em um prato, passe os kotlets pela farinha de rosca até cobri-los completamente.

7- Aqueça um pouco de óleo vegetal em uma panela antiaderente. Frite-os bolinhos aos poucos até ficarem dourados e crocantes por fora. 

8 -  Ao retirar da frigideira, coloque os bolinhos sobre um papel absorvente para retirar o excesso de óleo.

DICA
  • Você pode servir os Kotlet com verduras frescas como agrião, alface, tomate e picles ou preparar um delicioso lanche com estes mesmos ingredientes pão sírio, pão folha, ou qualquer outro pão que você preferir.

Espero que gostem da receita! E se você já preparou e tem outras sugestões, deixe também um comentário! Noshe jan (bom apetite)! 



Aulinha de Persa 21 - Gramática: Artigo Definido e Indefinido


Salam amigos! Sejam bem-vindos à mais uma aulinha de persa. Hoje dando sequência as noções de gramática, vamos aprender como usar o artigo definido e o artigo indefinido.

ARTIGO DEFINIDO 

• O artigo definido indica que um substantivo é conhecido ou familiar para o interlocutor. Em português, os artigos definidos são: o, a, os, as (masculino e feminino, singular e plural). Porém, não há artigo definido em persa, assim o substantivo, seja qual for o gênero e número, quando escrito sozinho já é considerado definido. 

Exemplos:

ماشین /mâshin/ – (o) carro 

درخت /derakht/ - (a) árvore 

کتاب ها /ketâbhâ/ – (os) livros 

خانه ها /khanehâ/ – (as) casas 

Exemplos de frases:

آسمان ساف بود 

/Âsemân sâf bud/ 

O céu estava claro. 


دختر و پسر در مدرسه هستند 

/Dokhtar va pesar dar madreseh hastand/ 

A menina e o menino estão na escola. 


ARTIGO INDEFINIDO

• O artigo indefinido indica que um substantivo é impreciso ou desconhecido para o interlocutor. Em português os artigos indefinidos são: (um, uma, uns, umas). Em persa, o artigo indefinido é indicado pela particula i (yi após vogais) no final do substantivo. 

• Utiliza-se também na forma o numeral “um”, em persa yek  (no persa falado, a forma abreviada ye) para indicar o artigo indefinido quando no singular em ambos os gêneros.

Exemplos:

ماشینی /mâshin-i/– um carro 

درختی /derâkht-i/ – uma árvore 

کتاب های /ketabhâ-yi/ – uns livros 

خانه های /khanehâ-yi/ – umas casas 


Exemplos de frases:
کمی فرسی میدانم 

/Kam-i fârsi midânam/ 

Eu sei um pouco de persa. 


مردهای در خیابان دیدم 

/Mardhâ-yi dar khyabân didam/ 

Eu vi uns homens na rua. 


یک پیراهن سبزیی در بازار خریدم  

/Yek Pirohân-e sabzi dar bazar kharidam/ 

Eu comprei uma camisa verde no bazar. 


Por hoje é só! Se tiver alguma dúvida é só deixar nos comentários! 

Até a próxima aulinha de persa! Khoda hafez! 


Por que os iranianos celebram o Dia do Rei Ciro?

Em outubro de 539 a.C., o rei persa Ciro, o Grande conquistou a Babilônia
Salam amigos! Ontem, 29 de outubro, os iranianos ao redor do mundo celebraram o dia internacional de "Ciro, o Grande", o rei da Pérsia, que foi o autor do primeiro estatuto dos direitos humanos da história do mundo, também conhecido como o Cilindro de Ciro

Uma celebração não oficial

O Dia de "Ciro, o Grande" (em persa Ruze Kurosh-e Bozorg) é comemorado por comunidades iranianas em diferentes países, como Irã, Estados Unidos e Reino Unido.

A observância não é oficial e não é designada em nenhum calendário oficial, nem no calendário iraniano, nem no da UNESCO. Em 2017, Bahram Parsaei, representante de Shiraz no parlamento iraniano, expressou o pedido popular para que esta fosse reconhecida como uma cerimônia oficial do estado.

A escolha dessa data que em alguns anos, cai no dia 28  e em outros no dia 29, no calendário persa corresponde ao dia  7 do mês de Aban, se dá porque os iranianos acreditam  ser este o dia do aniversário da entrada de Ciro na Babilônia. Em outubro de 539 a.C., o rei persa tomou a Babilônia,  antiga capital de um império oriental que cobria desde o Iraque moderno, até a Síria, o Líbano e Israel. 

Mas afinal, quem foi Ciro, o Grande?

Representação do retrato de Ciro, o Grande
Ciro II, mais conhecido como Ciro, o Grande, foi rei da Pérsia entre 559 e 530 a.C. Fundador do Império Aquemênida, sob o seu governo, o império abraçou todos os estados civilizados do antigo Oriente Próximo e expandiu-se tanto a ponto de tornar-se o maior império que o mundo já havia visto. 

Ele também proclamou o que foi identificado por estudiosos e arqueólogos como a mais antiga declaração conhecida de direitos humanos, que foi transcrita no famoso Cilindro de Ciro entre 539 e 530 a.C.

Após ter morrido em uma batalha no Egito, Ciro foi sucedido por seu filho, Cambises II, que conseguiu aumentar o império conquistando o Egito, a Núbia e a Cirenaica durante seu curto governo.

Um modelo de governo e respeito aos povos conquistados

A fama deste grande rei também se deu por ter respeitado os costumes e religiões das terras que conquistou. Diz-se que na história universal, o papel do Império Aquemênida fundado por Ciro reside em seu modelo bem-sucedido de administração centralizada e no estabelecimento de um governo trabalhando em proveito e lucro de seus súditos. De fato, a administração do império através de sátrapas e o princípio vital de formar um governo em Pasárgada foram obras dele.  

Ciro, o Grande, também é bem reconhecido por suas conquistas em direitos humanos, política e estratégia militar, bem como por sua influência nas civilizações orientais e ocidentais. Tendo nascido em Pars, que hoje corresponde à moderna província iraniana de Fars, Ciro desempenhou um papel crucial na definição da identidade nacional do Irã moderno. 

Ciro e, de fato, a influência aquemênida no mundo antigo também se estendia até Atenas, onde muitos atenienses adotaram aspectos da cultura persa aquemênida como próprios, numa troca cultural recíproca.

A Celebração no Irã e no mundo 

Túmulo de Ciro, em Pasárgada, província de Fars
 O "Dia de Ciro" é comemorado principalmente no Irã e por comunidades iranianas em outros países, como o Reino Unido e os Estados Unidos. No Irã, aqueles que querem honrar a memória de Ciro, o Grande, visitam seu túmulo em Pasárgada, a antiga capital do Império Aquemênida, que é hoje um sítio arqueológico na província de Fars, localizado a cerca de 60 km de Shiraz.

Em outubro de 2016, milhares de jovens organizaram uma manifestação em Pasárgada. Eles cantaram: "Ciro é nosso pai, o Irã é nosso país", em uma crítica ao atual governo do Irã. A fim de conter as manifestações, desde 2017, o governo fechou o local do túmulo durante 3 dias próximos a data da comemoração.

Baseado em Cyrus the Great Day - Wikipedia  | Real Iran 


8 estereótipos culturais que os iranianos odeiam


Salam amigos!
Imagine a seguinte cena: você fala para seus amigos que já viajou para o Irã, e em seguida eles vem com uma série de perguntas como "Você fala árabe? Meu Deus, teve coragem de ir sozinha? Você teve que usar burca?"
A maioria das pessoas considera o Irã um país misterioso e intrigante. Mas o que pouca gente sabe é que ao visitar o país, descobre-se uma série de equívocos e falsos estereótipos todos inculcados pela mídia ocidental. Aqui está uma lista de oito estereótipos que os iranianos odeiam e que  com certeza, você  também deve evitar dizer, se não quiser deixá-los bem irritados!

1) Os iranianos são árabes

Iranianos com trajes típicos de várias etnias do país
Ao contrário do que muitos acreditam, nem todos os povos do Oriente Médio compartilham a mesma etnia. O Irã tem uma composição étnica incrivelmente diversa dentro de suas fronteiras, com o maior grupo étnico sendo composto pelos persas. Quase uma dúzia de outras minorias étnicas, incluindo azeris, curdos, árabes, balochis e lors, compõem mais de um terço da população total.

2) Os iranianos falam árabe


A língua oficial do Irã é, na verdade o persa, mas existem vários outros idiomas regionais reconhecidos, como o azeri, o curdo, o lori, o mazandarani, o gilaki e o balochi. O árabe também é falado principalmente na província de Khuzestan, na região sul. 

3) Tenha cuidado, o Irã é perigoso!

Fonte na Praça Amir Chakhmaq, em Yazd 
Até muito recentemente, muitos países desaconselhavam viajar para o Irã, mas isso foi em grande parte por falta de relações diplomáticas, em vez de preocupação genuína com a segurança. Na verdade, não só os crimes violentos contra estrangeiros é extremamente raro, mas a situação política interna também é muito estável, tornando-se um destino seguro para todos os turistas.

4) O povo iraniano odeia ocidentais

Não se deixe enganar pelos cantos de "morte aos EUA". Esse sentimento está reservado para certos presidentes e suas decisões prejudiciais de política externa e não se aplica a pessoas comuns do Ocidente! Na verdade, o povo iraniano é extremamente receptivo e hospitaleiro, então, como visitante, você certamente será bombardeado continuamente com convites para jantar e infindáveis ​​xícaras de chá durante todo o tempo em que estiver no Irã.

5) Não há nada para fazer no Irã

O Irã é um país extenso e há muito para descobrir em termos de maravilhas naturais, arquitetura requintada, em sua cultura milenar e em suas modernas cidades. Há atrações para todos os tipos de turistas no Irã incluindo aventura e esporte radicais cultura e história, religião e muito mais.   

6) As pessoas andam de camelos

Apesar das pesadas sanções internacionais, o Irã fez progressos consideráveis ​​em ciência e tecnologia, especialmente em áreas como ciência nuclear, ciência aeroespacial, desenvolvimento médico e pesquisa com células-tronco. A vida nas grandes cidades também é muito cosmopolita. A conta do Instagram Rich Kids of Tehran ganhou muita atenção recentemente por mostrar a ostentação do estilo de vida da classe alta do Irã.

7) As mulheres iranianas usam burca

Màscara tradicional usada pelas mulheres do sul do Irã
É comum ouvir muitas mulheres dizendo que não viajariam para o Irã porque não querem usar burca.  A burca, aquele véu que cobre todo o rosto, não faz parte da cultura iraniana. Na verdade, as iranianas mais conservadoras usam um tipo de véu que cobre todo o corpo que se chama chador, e em algumas regiões do sul do Irã usam uma máscara cobrindo o rosto. As turistas são obrigadas a usar o véu, mas muitas iranianas se vestem com um estilo bem ocidentalizado e usam o véu deixando à mostra a parte da frente do cabelo ou as pontas dos cabelos às costas, ou simplesmente colocam o véu pendurado no coque com o cabelo quase todo à mostra. 

8) Os iranianos não têm instrução

A educação dentro da cultura iraniana é altamente respeitada. Isso se reflete na alta porcentagem de iranianos que estudam no ensino superior, estimado em mais de 50%, um número alto em todo o mundo.

(Adaptado de Culture Trip)


Cineclube Apropriarte & Chá-de-Lima da Pérsia apresentam: “Salve o Cinema”



NÃO PERCA, MAIS UMA SESSÃO ESPECIAL DA PARCERIA 
CINE CLUBE APROPRIARTE & CHÁ-DE-LIMA DA PÉRSIA!

Este mês, vamos juntos assistir à exibição do premiado filme documentário “Salve o Cinema”, do diretor Mohsen Makhmalbaf, feito em homenagem ao centenário do cinema em 1995. 

Nesta ocasião, o diretor resolveu fazer um documentário e, para recrutar os atores do novo filme, ele publicou em um jornal de Teerã um pequeno anúncio. Como resultado, cinco mil candidatos se apresentaram, provocando um tumulto inesperado.

No interior de um teatro, homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e até idosos aspirantes a atores são submetidos a um teste rigoroso diante do diretor. Em busca de seu sonho, pessoas comuns criam as cenas mais inusitadas, passando por todas as nuances do humor ao drama, sem saber que já estavam na verdade participando do filme.

Divertido e fascinante, “Salve o Cinema” é um registro histórico que mostra com extremo realismo como a forma de arte mais popular do último século influenciou as multidões do Irã na década de 1990, quando a produção cinematográfica deste país passou a conquistar o mundo.

Após a sessão haverá roda de conversa mediada por Janaina Elias, autora do blog Chá-de-Lima da Pérsia e sorteio de um brinde. 

🎬 CINECLUBE APROPRIARTE: “SALVE O CINEMA”
ONDE: Rua Doutor Homem de Melo, 961 - Perdizes - São Paulo/SP
QUANDO: 19/10/18 - 19h30
Entrada: R$ 10,00



Como foi o evento Sarau Persa - Celebração do Aniversário de Rumi


Salam amigos! Atendendo a pedidos, no post de hoje vamos recordar momentos especiais do primeiro Sarau Persa, organizado pelo Chá-de-Lima da Pérsia em parceria com o Apropriarte, celebrando o aniversário do grande poeta místico Jalaluddin Rumi, que ocorreu no dia 28/09/18.

Apesar de já termos realizado outros eventos com a temática persa para o público brasileiro no decorrer deste ano, o sarau persa foi uma proposta inédita, que contou com a participação de um público diversificado entre brasileiros e iranianos de diversas crenças, entre eles queridos seguidores do blog.

Setembro (originalmente no dia 30), foi o mês de aniversário do poeta persa Rumi, e a mensagem de amor universal contida na obra deste grande mestre, favoreceu uma atmosfera de inspiração e conexão. Já nos dias anteriores à preparação do sarau, vários amigos e colaboradores aceitaram nosso convite e se dispuseram com muito carinho a contribuir com seus talentos para abrilhantar o nosso evento.

À tarde... antes do Sarau, durante os preparativos...

À noite...Decoração especial na entrada do Apropriarte, dando boas vindas ao público
No início da noite, a entrada do Apropriarte, ambientada no estilo de uma sala de visitas do Oriente Médio, com tapete e almofadas nos prepara para uma experiência de imersão cultural. Lavamos as mãos em uma água perfumada com pétalas de rosas, provamos uma refrescante bebida de água com lima-da-pérsia, e adentramos iluminada pela chama das velas...

Antes de iniciar o evento somos convidados a uma experiência gastronômica diferenciada preparada com muito carinho por nossa querida amiga Karima: um saboroso cozido de frango com trigo, pastas e pão sírio e um aromático chá de hibiscos acompanhado por brigadeiros de tâmara.

Damos início a cerimônia com a nossa convidada Renata Martins trazendo o poderoso gongo que nos chama para uma interiorização e nos envolve com suas potentes ondas sonoras.

Renata Martins abre a cerimônia com o som do gongo
Os músicos, Oscar Usman (flauta Ney) e Idel Fuks (bendir)

Entre os convidados, destacamos a presença de Leandra Yunis, especialista em literatura persa, nos presenteou com suas traduções inéditas dos poemas de Rumi. Recebemos também, Sérgio Rizek da  Attar Editorial que expôs alguns dos livros de Rumi traduzidos para o português, entre eles o maravilhoso Poemas Místicos - Divan de Shams de Tabriz que tive a felicidade de ler pela primeira vez.

Em seguida, a dupla de músicos Idel Fuks e Oscar Usman nos apresentaram belíssimas improvisações com o som potente do bendir  (percussão) e da hipnótica ney (flauta de bambu) e nos convidaram a cantar em uníssono, as melodias de inspiração Sufi. 

E para falar de um poeta místico como Rumi, ninguém melhor do que um representante de uma ordem Sufi. Tivemos a honra de ouvir Sheik Ahmad Shakir Nur ul-Huda, representante da Ordem Sufi Naqshbandi-Haqqani, no Brasil, falando sobre o significado da poesia no sufismo e nos convidando a experimentar a prática do Zikr, ou "lembrança de Deus", através do canto, acompanhado pela percussão e pelo som harmonizante da taça de cristal de quartzo.

A Moça do Chá declamando os poemas de Rumi :) 

Luis Felipe Dib, coordenador do Apropriarte e o Sheik Ahmad Shakir 

Participações especiais: Sérgio Rizek, Leandra Yunis, Sheik Ahmad Shakir;
Maria Augusta Dib (diretora do Apropriarte) e Janaina Elias
 Veja alguns depoimentos dos nossos convidados sobre a experiência de participar do evento: 
"Gostaria de agradecer ao espaço acolhedor e as pessoas inspiradoras que convergiram as afinidades através do poema e mística de Rumi, que nos trouxe uma alegria nesse encontro de celebração do nascimento desse Amigo de Deus" - Karima 
"O sarau foi surpreendente! A energia e a sintonia entre as pessoas estava incrível! Parabéns a Janaina e Maria Augusta pela iniciativa! " - Renata Martins (Coach e instrutora de Meditação)
"Agradecemos o convite e nos sentimos honrados por fazer parte desse dia tão especial que foi a comemoração do aniversário de um dos poetas mais significativos de todos os tempos" - Idel Fuks e Oscar Usman (músicos convidados) 

Somente quem esteve presente pode expressar o que foi participar de uma celebração poética, cultural e mística, compartilhar o que foi a essência da mensagem do mestre Rumi, o amor Universal!

>> Assista o vídeo: 



Gratidão enorme a todos os amigos, colaboradores e participantes que tornaram possível a realização e o sucesso deste primeiro Sarau Persa (e que este seja o primeiro de muitos!), em especial a Maria Augusta Dib, diretora, e Luis Felipe Dib, coordenador do Apropriarte por abraçarem com tanto carinho a divulgação da cultura persa em parceria com o Chá-de-Lima da Pérsia!

Compartilho aqui um trecho do poema que li do livro "Poemas Místicos: Divan de Shams de Tabriz" (Attar Editorial), uma coletânea dos poetas do mestre espiritual de Rumi: 
Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
E reflete, como a mina de rubis ,
Os raios de sol para fora de ti.
 
A viagem te conduzirá a teu ser,
Transmutará teu pó em ouro puro.
 
Ainda que a água salgada
Faça nascer mil espécies de frutos,
Abandona todo amargor e acidez
E guia-te apenas pela doçura.
Mawlana Rumi


3 Livros com poemas de Rumi em português


Salam amigos! Setembro é o  mês de aniversário do grande poeta místico persa Mawlana Rumi, e nós já estamos comemorando! É notável a crescente admiração do público brasileiro pela obra deste mestre sufi do século XIII, mensageiro de uma sabedoria universal que ultrapassa os limites do tempo e continua influenciando pessoas em todo o mundo! 

A dica de hoje são três ótimos livros com os poemas de Rumi traduzidos para o português que vão abrilhantar a sua estante e a sua vida! 

A Flauta e a Lua: Poemas De Rumi
Marco Lucchesi
(Editora: Bazar do Tempo)


Nascido no atual Afeganistão, no século XIII, e cultuado em todo o mundo, Jalâl ad-Dîn Rûmî foi poeta e mestre espiritual muçulmano, porém não ortodoxo, enraizado no islã, e considerado hoje a mais alta expressão do espírito de convivência entre tradições culturais e religiosas. De reconhecida musicalidade e extraordinária beleza, os versos de Rûmî reunidos nesta edição apresentam-se como o resultado da longa pesquisa do poeta e tradutor Marco Lucchesi, que vem se dedicando com rigor à tradução da poesia e ao estudo de diversos idiomas orientais. No esforço de desvendar o sistema literário persa do século XIII - uma complexa trama que associa o turco, o árabe e o persa -, Lucchesi contou com os especialistas Luciana Persice e Rafî Moussavî para apresentar as traduções de alto nível técnico de parte significativa da obra lírica de Rûmî: poemas extraídos de Divan Shams de Tabrîz, uma obra com cerca de 40 mil versos, além de uma série de quadras - a forma mais popular e musical da poesia persa -, colhidas do volume Rubayat. "A Flauta e a Lua" se completa com estudos críticos dos teólogos Leonardo Boff e Faustino Teixeira, e um vigoroso ensaio fotográfico em torno das terras e paisagens do Irã, Paquistão e Nepal (parte do antigo território persa), assinado pelo fotógrafo italiano Riccardo Zipoli. Como lembra Lucchesi, citando Goethe: 'Deus é Ocidente. Deus é Oriente.


Rumi - A dança da alma
Seleção e tradução Rafael Arrais
Editora: Textos para Reflexão (formato E-book Kindle)


Embora sua obra tenha sido escrita originalmente em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos. Em 2007, Charles Haviland o descreveu como "o poeta mais popular da América" em artigo publicado no site da BBC. 
Apesar de pouco conhecido no Brasil, os livros com a poesia de Rumi são best-sellers nos EUA há décadas. Numa pesquisa na Amazon.com por "Rumi", encontramos mais de 5 mil resultados. E aqui no Brasil, as traduções de Rumi podem ser contadas nos dedos de uma só mão. Estou entrando nesta dança também para fazer justiça a este poeta tão magnífico, e tão pouco traduzido para o português.
Acompanham os poemas, selecionados e traduzidos por mim, meus comentários inspirados em sua luz grandiosa. Ao longo do livro, falo também sobre a vida de Rumi, e de seu encontro com Shams de Tabriz, o catalisador de toda a sua divina embriaguez no Amor...
(Rafael Arrais)


Poemas Místicos
Seleção e tradução José Jorge de Carvalho
(Attar Editorial)


Este livro é composto de 79 poemas selecionados de uma obra com mais de cinco mil. Estes refletem a intensidade místico-amorosa e a força partilhada entre o encontro de Rumi e Shamsud-Din de Tabriz.



SARAU PERSA - Celebração do Aniversário de Rumi



Setembro é o mês de aniversário do grande poeta místico Rumi. Venha celebrar a poesia persa no Apropriarte em parceria com o blog Chá-de-Lima da Pérsia!


Jalal ud-Din Rumi (1207-1273) nasceu na Pérsia e viveu a maior parte da sua vida em Konya na Turquia, onde fundou a famosa ordem dos dervixes rodopiantes. Brilhante teólogo, poeta e místico Sufi, Rumi passou por uma transformação espiritual em 1244, após o encontro com Shams de Tabriz. 

Em uma época atormentada por guerras e calamidades, Rumi defendia a tolerância ilimitada, a bondade, a caridade e a consciência de si por meio do amor. Seus ensinamentos pacíficos e tolerantes impactaram pessoas de todas as religiões e até hoje continuam influenciando pessoas em todo o mundo.

  CONVIDADOS:

🔷 Sheik Ahmad Shakir Nur ul-Huda, representante da Ordem Sufi Naqshbandi-Haqqani no Brasil
🔷 Leandra Yunis, tradutora e especialista em literatura persa
🔷 Sérgio Rizek, Attar Editorial
🔷 Músicos: Idel Fuks  (bendir),  Oscar Usman (flauta Ney) e Renata Martins (gongo e taças de cristal)

DURANTE O EVENTO: haverá exposição de livros, venda de comidas, bebidas e artesanatos  inspirados na cultura  persa, e sorteio de brinde.



SARAU PERSA - Celebração do Aniversário de Rumi

Onde: Apropriarte - R. Dr. Homem de Melo, 961 - Perdizes - São Paulo (ver mapa)
Quando: 28/09/18 (sexta) - 19h30 (acolhida e venda de comidas à partir das 18h30) 
Contribuição: R$ 10,00


A descoberta de um palácio persa de 2500 anos na Turquia

Coluna do palácio persa revelada em escavação na Turquia
 (imagem do site: Daily Sabah
Salam amigos! A descoberta das ruínas de um palácio persa em uma escavação que já dura mais dez anos em uma cidade do norte da Turquia casou grande surpresa na comunidade de estudiosos do país. Sem dúvida uma importante página da história mundial será revelada com esta descoberta: 
Escavações recentes feitas por arqueólogos turcos perto da cidade de Amasya, no norte da Anatólia, revelaram as ruínas de um palácio persa da era Aquemênida de 2.500 anos, um salão de recepção, uma câmara do trono e um templo do fogo, informou a mídia turca. 
"Não esperávamos ver essa grande surpresa", disse o professor Şevket Donmez, da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Istambul, à Agência de Notícias Anadolu.
“Esperávamos apenas  descobrir alguns artefatos comuns da Idade do Ferro. Esta é, no entanto, provavelmente a segunda descoberta cultural mais importante na Anatólia, sendo a primeira as ruínas do Monte Goktepe das primeiras civilizações humanas datadas de 12.000 anos atrás. ”
 A maior parte da Anatólia de hoje, como é chamada a parte asiática da Turquia, foi conquistada pelo imperador aquemênida Ciro em 500 a.C. e permaneceu como parte do domínio aquemênida até que Alexandre, o Grande, a conquistou 200 anos depois.
Donmez está liderando uma equipe de 37 acadêmicos, arqueólogos e estudantes escavando cuidadosamente o Monte Oluz, a poucos quilômetros do centro da província de Amasya. 
“As obras de escavação começaram há alguns meses, resultando em muitas descobertas, como um caminho, seis colunas que provavelmente faziam parte de um salão de recepção e um templo do fogo”, disse Donmez. Segundo o estudioso, o templo do fogo pode ter sido o local de um “Fogo Eterno” que teria sido mantido aceso por pelo menos 200 anos. 
Vista aérea das escavações do Palácio Aquemênida no Monte Oluz, Turquia
(imagem do site: Archaelogy News Network
Na fé zoroastriana, a religião dos antigos persas, o fogo era considerado sagrado, e os “mobads”, ou sacerdotes zoroastrianos, mantinham templos onde a chama era mantida constantemente acesa. 
Donmez disse que as escavações continuarão até que eles juntem os “pedaços” do que parece ser uma “considerável e antiga cidade persa” na antiga Anatólia. 
“Ainda não temos nenhum texto escrito a respeito dessa antiga cidade persa enterrada sob o Monte  Oluz”, disse Donmez. “Mas [o historiador da Grécia Antiga] Heródoto havia sugerido uma cidade nesta parte da Anatólia que ele chamou de Critalis que poderia ser potencialmente esta antiga cidade persa.” 
O período do domínio persa sobre a Anatólia deixou dezenas de vestígios arquitetônicos, como a inscrição cuneiforme do rei  Xerxes, perto de Van, no leste da Turquia, e o mausoléu em estilo aquemênida, na parte ao oeste do mar Egeu.
Túmulo aquemênida descoberto anteriormente na região do mar Egeu, Turquia
(imagem do site: shafaf.ir)
Adaptado de The Iranian