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O decreto de Trump e a novela da participação do cinema iraniano no Oscar

 Taraneh Alidoosti(atriz protagonista) e Asghar Farhadi diretor do filme "O Apartamento", indicado ao Oscar 2017 
Salam amigos! As últimas notícias que acompanhamos sobre a ordem do presidente norte-americano Donald Trump de barrar a entrada de imigrantes de 7 países que ele acusa de terrorismo, incluindo obviamente o Irã, realmente são desanimadoras. Apesar de  não  ser costume do blog meter o bedelho em assuntos de política internacional, esta repercussão também trouxe a tona duas notícias sobre o cinema iraniano: 

1) A decisão da atriz Taraneh Alidoosti em boicotar a cerimônia, dias atrás:
A atriz iraniana Taraneh Alidoosti, que protagoniza "O Apartamento", indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, declarou nesta quinta-feira (26) que vai boicotar a cerimônia de entrega do prêmio em protesto ao "projeto racista" do presidente Donald Trump contra os imigrantes muçulmanos.
"A proibição de visto para os iranianos é racista. Estando incluída ou não, não estarei presente ao #AcademyAwards 2017 como protesto", tuitou a atriz, de 33 anos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua com a sua ofensiva contra imigrantes e logo deverá assinar um decreto para suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos no país, entre eles o Irã, durante um período de um mês.
Em uma entrevista à rede de televisão ABC, o presidente declarou que "não se trata de um bloqueio contra muçulmanos, mas contra países com muitos casos de terrorismo".
"O Apartamento", filme franco-iraniano dirigido pelo aclamado diretor iraniano Asghar Farhadi, está está concorrendo à categoria de "Melhor filme em língua estrangeira". Farhadi já levou a estatueta na mesma categoria em 2012 por "A Separação". (Fonte: RFI)

2) E o impedimento do próprio diretor Asghar Farhadi de entrar nos Estados Unidos:
O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação por causa da restrição à imigração decretada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A informação foi confirmada neste sábado (28) por Trita Farsi, presidente do Conselho Nacional Iraniano Americano, organização que promove as relações entre os dois países.
Em princípio, todos os iranianos, salvo aqueles com passaportes diplomáticos, estão temporariamente proibidos de entrar nos EUA por conta da decisão de Trump.
Farhadi, que em 2012 ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro por "A Separação", está novamente indicado à categoria por "O Apartamento". A protagonista do filme, Taraneh Alidoosti, já havia anunciado ao longo da semana que não compareceria à cerimônia como protesto contra as medidas de Trump. (Fonte: G1)
Duas coisas me chamam a atenção neste ínterim: a primeira é que a indicação de um filme do diretor fenômeno Asghar Farhadi pela segunda vez consecutiva, e de um filme iraniano pela 3ª vez na história do cinema mundial não chamaram tanto a atenção da mídia diante do alvoroço causado pela ordem de Trump. E outra, que 5 dias antes, os próprios americanos homenageavam outro cineasta iraniano, o saudoso Abbas Kiarostami, com o prêmio do Sindicato dos Roteiristas dos EUA, exaltando-o por sua inigualável influência no cinema mundial, e comparando-o a Martin Scorsese, Akira Kurosawa e Pedro Almodóvar.

É óbvio que para o cinema iraniano, a conquista do primeiro Oscar de filme estrangeiro com A Separação em 2012, sempre será um marco em sua história. Mas boicotar a festa de Hollywood é algo que o Irã parece já ter tradição, como aconteceu em 2013, ano em que o vídeo infame  Inocência dos Muçulmanos gerou uma onda de protestos violentos nos países islâmicos  e em que ironicamente, Argo um filme que tinha como pano de fundo a crise diplomática entre os dois países foi o vencedor (veja o post "Porque os iranianos não engolem Argo". Após 4 anos sem Irã no Oscar, como será a cerimônia em que um filme iraniano finalmente é indicado, mas não haverá ninguém para representá-lo?


Aniversário de 5 anos do Chá-de-Lima da Pérsia: uma homenagem especial aos leitores!

♪ ♫ ♩ Mobarak! Mobarak! Tavalodet mobarak... ♪ ♫ ♩
Salam amigos, hoje é o grande dia! 

O  blog Chá-de-Lima da Pérsia completa seu 5º aniversário na web, trazendo para você as melhores informações sobre a cultura do Irã, com muito carinho e amizade! A cada ano, me sinto honrada com várias mensagens de agradecimento, elogios e críticas construtivas de leitores de todo o Brasil e também de outros países. E cumprindo a minha promessa, fiz um mural caprichado para homenagear aqueles que me ajudam e me estimulam a continuar com esta maravilhosa fonte de transmissão e compartilhamento de conhecimentos. Com muita alegria e emoção, vamos ler os depoimentos dos leitores Amigos da Pérsia!  



A história do edifício Plasco e o dia em que o Irã parou

Um edifício histórico, desaba sob nuvens de fumaça em Teerã 
Salam amigos! Desde a notícia do incêndio que provocou o desabamento de um dos edifícios mais icônicos da cidade de Teerã, vitimando 20 bombeiros que tentavam combater as chamas, na madrugada de ontem, tenho visto uma grande comoção nas redes sociais. Apesar de o blog não ser focado em notícias, decidi pesquisar e entender melhor o que representava o edíficio Plasco para os tehranis e para a história do Irã.

Estrutura, fachada e interior do edifício 
Construído em 1962 durante uma época em que a economia do Irã crescia rapidamente, por um proeminente homem de negócios chamado Habib Elghanian, o edifício Plasco, recebeu este nome por ter sido originalmente criado para uma companhia de plásticos no centro de Teerã. Nos dias atuais, ele servia como um edifício comercial e residencial, abrigando um shopping center em seu andar térreo, um restaurante na cobertura e vários ateliês de costura. Na época em que foi construído, chegou a ser o mais alto edifício do Irã e considerado um marco da cidade de Teerã, representando à modernização do país sob o governo do xá Mohammad Reza Pahlavi.
Após a revolução islâmica em 1979, o proprietário Elghanian foi executado por alegadas ligações com Israel, e o prédio passou a ser administrado pela Fundação Mostazafan, ligado à Guarda Revolucionária Iraniana até o dia de seu desabamento ocasionado pelo incêndio. (Fonte: Wikipedia)  

O edifício Plasco, foto atual e na década de 1960
No dia 19 de janeiro de 2017, o incêndio começou no nono andar às 07h50 do horário local. Neste momento, haviam moradores, trabalhadores dos ateliês e vários visitantes ocupando o prédio.Dez brigadas de incêndio tentaram combater o fogo durante horas, enquanto todos os seus ocupantes foram evacuados. Quando a parte norte do edifício desabou de repente, todo o resto do edifício foi abaixo poucos momentos depois. O desabamento foi registrado pela emissora estatal Press TV enquanto filmava os esforços dos bombeiros no combate às chamas. Vários bombeiros se encontravam no interior do edifício durante o desabamento, enquanto muitos conseguiram escapar. Pelo menos 25 estão desaparecidos, outros 70 ficaram feridos e 20 foi o número de vítimas fatais. A busca por sobreviventes nos escombros ainda continuará durante dias. 
(Fontes: BBC, Reuters e Bloomberg News)
A notícia gerou grande comoção nas redes sociais, inclusive, recebi de vários amigos imagens como estas, dizendo o quanto se sentiam  comovidos pelas vítimas do incêndio.


# Condolências


As mulheres mascaradas do sul do Irã

Borgheh, ou máscara feminina, característica marcante da indumentária do sul do Irã
(Crédito das imagens: Rodolfo Contreras)
Salam amigos! Daqui a pouco está chegando o Carnaval, e para nós aqui no Brasil, usar máscaras para cair na folia é de fato algo bem divertido. Mas você já imaginou passar a vida usando este acessório como parte de um costume cultural? Assim é a vida para muitas mulheres no sul do Irã! 
No post de hoje vamos conhecer, as misteriosas mulheres mascaradas da província de  Hormozagan.

Os habitantes da costa sul do Irã, são conhecidos como bandari  (ou "gente do porto"). E é nesta região que fica a província de Hormozagan, que  há milênios é um importante ponto de parada para comerciantes africanos, árabes, indianos e persas que atravessavam os mares do Golfo, resultando em um caldeirão de diversidade étnica. Ali encontramos trajes típicos bem diferentes dos que são usados em outras províncias do Irã; as mulheres preferem vestidos e véus multicoloridos ao invés do tradicional chador negro, ao passo que os homens costumam trajar roupas no estilo árabe. Mas a característica mais marcante da indumentária bandari, sem dúvida é um acessório chamado borgheh ou burqa, uma espécie de máscara usada pelas mulheres, sejam ela sunitas ou xiitas. (Veja também o post: As cores e estilos dos povos bandari).

A origem da tradição de usar máscaras, entre as mulheres bandari é um mistério. Muitos acreditam que foi durante o período em que os portugueses dominavam a costa sul do Irã, quando as moças locais tentavam se esconder para não serem capturadas como escravas ou também, como uma forma de proteger a pele e os olhos contra o sol inclemente da região. Ao contrário do que muitos pensam, as máscaras não são uma imposição da religião islâmica, mas sim parte de uma cultura que é encontrada em vários países do Golfo Pérsico, como Omã, Kuwait e outras partes da Península Arábica. 

A beleza destas máscaras, se dá pela grande variedade de estilos em que são encontradas por toda a região. Enquanto algumas cobrem toda a face, outras são  mais abertas revelando a área dos olhos. Algumas são feitas de couro, outras de um tecido grosso com bordado em cores brilhantes. A característica comum a todas elas é cobrir ainda que parcialmente a testa e o nariz, e às vezes as mulheres usam o véu em volta da cabeça, cobrindo também a boca. Os habitantes locais, conseguem reconhecer a origem, o status e até o local onde uma mulher nasceu, pela cor e formato da máscara que ela usa. 


Nos vilarejos da ilha Qeshm, há um outro tipo especial de máscara de couro dourada usada pelas mulheres que lembra o formato de um bigode. Acredita-se que este formato foi criado há séculos para que as mulheres locais parecessem mais duras e severas. A posição estratégica da ilha, tornava-a muito suscetível às invasões estrangeiras e quando os inimigos viam as mulheres mascaradas, eles pensavam que estas eram soldados homens. 

Apesar de ser uma tradição mantida há séculos, cada vez mais, as mulheres jovens estão abandonando o costume de usar máscaras, preferindo usar apenas o véu. Mas apesar da crescente modernização, mesmo sem as máscaras, a cultura bandari é conservadora, e as mulheres não gostam de ser fotografadas nem costumam falar com estrangeiros, especialmente homens. Mas é surpreendente notar como elas ostentam com charme e dignidade suas faces mascaradas, mostrando o orgulho que sentem de suas tradições singulares. 

Adaptado do artigo de Rodolfo Contreras para o site  BBC


O significado das cores na cultura iraniana

Mesquita Nasir ol Molk, Shiraz (Foto do site: Muslim Heritage)
Salam amigos! Qual foi a cor da sua roupa durante a virada do ano? Branco simbolizando a paz, amarelo, o dinheiro, ou  vermelho, o amor, etc. Você sabia que não é só em nossa cultura que existem estes simbolismos? No post de hoje vamos conhecer a importância de determinadas cores  na cultura iraniana.
Como podes ver o vermelho, o verde e o escarlate
A menos que primeiro vejas a luz?
Quando tua vista é ofuscada por cores,
Essas cores velam de ti a luz.
Mas quando a noite vela essa cores de ti,
Percebes que só são vistas por meio da luz
Rumi (MI, 1121ss) (ver fonte)
"Ver a luz", na linguagem metafórica da poesia, equivale a descobrir verdades que antes eram ocultas. Em persa, quando alguém é considerado muito inteligente ou perspicaz, ele ou ela é chamado de roshan, o que para nós poderia ser traduzido como "brilhante". O amarelo, associado a luz do sol (rei dos astros) e ao leão (rei dos animais) é  considerado como a cor da sabedoria, conexão com o divino e também do poder. É por isso que o antigo símbolo da bandeira do império persa era formado pelo sol e pelo leão de cor amarela. (Veja também o post: Breve história da bandeira iraniana)

Representação do antigo emblema do Império Persa no Palácio de Golestan, em Teerã (Foto: Frans Lanting

Com a chegada do islã, a bandeira iraniana ganhou outro simbolismo. Dentro da mística islâmica, a cor verde, representa o mais alto nível de pureza e santidade. Tendo como exemplo o misterioso profeta Hazrat-e Khezr (ou Khidr), que é recordado como o "místico do manto sempre verde", e assim como todos os santos xiitas como o Ali, Hassan e Hossein, sempre trajam o manto ou turbante verde.

Enquanto a cor preta, é lembrada como símbolo de luto e ausência, seu contexto também pode variar:
A pinta do rosto de lua da amada e a semente da pimenteira são negras. Ambas podem queimar, mas oh, quanta diferença! 
Ditado popular persa 
Na literatura islâmica persa, o preto também é a cor da revolução e do renascimento, recordando que somente da mais profunda escuridão, que pode nascer a luz mais brilhante. De fato, as cores são um elemento primordial de toda a literatura persa mística. No poema Haft Peykar (As Sete Belezas) de Nezami Ganjavi (1141-1209), os sete planos da elevação espiritual aparecem como sete domos com sete cores diferentes, cada uma representando um dos sete planetas celestiais.

O Príncipe e Bahram Gur no salão dos Sete Domos, ilustração do poema Haft Peykar de Nezami Ganjavi (1410)
As cores secundárias, também podem representar a fusão de significados atribuídos aos matizes que as compõem. Assim, a cor laranja representa o desejo,porque ela nasce da mistura entre o vermelho (da paixão), e o amarelo (também símbolo do medo). Por sua vez, o roxo representa a nobreza, porque nasce da mistura entre o vermelho (querer) e do azul (confiar).

 Palavras e expressões


A palavra persa para "cor" é rangAlém da literatura e das tradições, o sentido simbólico das cores, está muito presente na linguagem cotidiana do povo iraniano. Eis alguns exemplos de palavras e expressões "cheias de cores":
 A expressão rang va bu (também pronunciada como rango bu, literalmente, "cor e aroma") poderia ser traduzida como a natureza ou característica de uma determinada coisa. Por exemplo, rango buy-e-Iran , significa algo que contém uma certa "essência iraniana". 
Por outro lado, a expressão bi rang va boo (literalmente, "sem cor nem cheiro") significa alguma coisa "sem graça". 
 Rang va ruy (literalmente, "cor e expressão") se refere a uma "pessoa de saúde perfeita". 
Por sua vez  rang parideh (literalmente, "cor pálida") significa uma "pessoa pálida e doente". 
 Rang be rang shodan( lit. "indo de cor em cor"), significa mudança da cor da face para vermelho, sinal de embaraço e timidez. 
Khahi nashavi rosvaa, hamrang-e jamaa'at sho, significa literalmente, "Se você não quer aparecer demais, torne-se da mesma cor das outras pessoas". Provérbio persa equivalente a "Em Roma, como os romanos".
Preto e branco nos trajes tradicionais dos homens das tribos nômades Bakhtiari
Os opostos siyâh (branco) e sefid (preto) também originam muitas expressões em persa:
Sefid bakht ("sorte branca") e siyâh ruz ("dia negro") ou siyâh bakht ("sorte negra") significam respectivamente "boa e má sorte". 
Tâ muhât mesl-e dandunât sefid besheh (lit., "até seu cabelo se tornar branco como seus dentes") significa, um longo período de sofrimento. 
Balâtar az siyâhi rangi nist (lit."não há cor depois/além do preto") significa a "coragem de resistir até a morte". 

  As cores da poesia persa


Representação do  Div-e Sepid (demônio branco), do Shahnameh, arte digital de Hamid Rahmanian
Não podemos esquecer que a língua persa é ricamente "colorida" pelo seu arsenal poético. Na poesia moderna, o termo she'r sepid, passou a designar a "poesia branca", ou "nova poesia" (alusão aos versos brancos, ou seja, não rimados). Na poesia clássica, o poeta Ferdowsi, também utiliza a cor como metáfora em muitas passagens do épico Shahnameh. Curiosamente, nesta obra, a cor branca assume muitas vezes um significado negativo como no caso dos Div-e Sepid (lit. "demônios brancos"), que eram entidades associadas à morte e também o termo dideh sepid (lit."vista branca"), significando cegueira.

Outro poeta clássico persa, cuja obra é repleta de cores é sem dúvida, Hafez. Em sua poesia, as cores vermelho e escarlate símbolo do amor e da paixão,  são recorrentes, aludindo também às rosas e ao vinho que ele tanto estimava. Mas foi a "pinta preta" do rosto de alguma donzela que fez ele "causar" na corte do imperador Tamerlão:
Se essa beleza Shirazi faz atrair o meu coração
Eu daria Samarcanda e Bucara por sua pinta preta 
Hafez
Estes são apenas alguns exemplos do uso das cores na literatura persa, poderíamos citar muitos outros mas isto renderia mais outro post...

O uso das cores nos trajes tradicionais das mulheres gilaki, província de Gilan, no norte do Irã
Poderíamos citar ainda muitos exemplos da importância das cores nas artes e nos costumes iranianos. Os tapetes persas, que utilizam corantes extraídos da natureza. A arquitetura persa que é rica em simbolismos cromáticos, com suas cúpulas azuis representando o céu. As cores dos trajes folclóricos, especialmente das camponesas gilakis do norte do Irã, e das nômades ghashgais do sul, e dos vilarejos do Curdistão onde as mulheres precisam estar sempre visíveis para se manter em segurança na aridez das montanhas. O açafrão que empresta sua linda cor dourada às refeições do povo iraniano...  O cinema iraniano, com os filmes "A cor do Paraíso", "O Balão Branco" e muito mais....

Cena do filme Gabbeh (1996), dirigido por Mohsen Makhmalbaf 
Para finalizar, quer saber o nome de todas as cores em persa? Então clica aqui!


Adaptado de Payvand


Declare seu amor Brasil - Irã nos 5 anos do blog !



Salam amigos! Daqui há 13 dias, o blog Chá-de-Lima da Pérsia completará 5 anos! E você está convidado a participar da nossa homenagem especial aos amigos da Pérsia!  No dia 24/01 farei uma postagem especial com depoimentos e fotos enviados pelos leitores do blog.


Agora é a sua vez de participar também! 

Você pode enviar: 
  • Fotos de viagem
  • Fotos ou  montagens criativas 
  • Depoimentos escritos
  • Vídeos (link) 
  • Desenhos
  • Trabalhos artísticos

Enfim, qualquer ideia que você tiver para declarar seu amor pela cultura do Irã! 

Envie para o e-mail chadelimadapersia@yahoo.com.br até o dia 22/01/17! 

Conto com a sua participação! 


Adquira uma arte digital do seu nome em persa!



Salam amigos! A escrita nasta'liq é uma das mais belas formas da caligrafia persa. Utilizada pelos calígrafos para dar vida aos poemas, ela também é onipresente no cotidiano do povo persa, da arquitetura às artes visuais, transmitindo leveza e graciosidade.

Já imaginou uma escrita persa Nastaliq, em uma linda moldura, e cores personalizadas com o seu próprio nome ou para presentar alguém que você gosta?

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Feliz 2017 e um poema de Ano Novo!!!


O ano novo chegou mais uma vez
O ano novo chegou mais uma vez
O amor que se foi voltou

As celebrações de ano novo abundam
E se há celebrações abundantes,
vamos todos festejar em abundância!
ó músico que sempre toca melodias animadas,
porque você toca estas canções tristes na véspera do Ano Novo?

(...) 
A lua do ano novo está brilhando,
os dois mundos se tornaram um único e grande jardim,
e todos os corpos se tornaram uma única alma esta noite
Se todos nós somos uma alma suprema na véspera do Ano Novo,
vamos nos tornar todos em um
no ano que está chegando
(Adaptação do poema de Rumi)
Feliz Ano Novo a todos os amigos da Pérsia! 
سال نو مبارک به همه دوستان ایران