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Miniaturas persas ganham vida em fotografias

O ideal de beleza da era Qajar (séc. XIX)
Salam amigos! Aqui no blog você já deve ter lido alguns posts sobre as famosas miniaturas persas. Sabemos que esta forma de arte clássica ainda é perpetuada em um viés entre o tradicional e o contemporâneo por artistas como Mahmoud Farshchian e Farah Ossouli. Mas o que você ainda não viu, são estas miniaturas ganhando vida em forma de fotografia e arte digital, com modelos iranianas representando os temas destas pinturas. É óbvio, apenas para uma pequena ressalva, que as modelos aqui mostradas representam muito mais a estética das mulheres iranianas de hoje do que as das épocas mencionadas. Talvez os traços originais das princesas da era Qajar com seus narizes aquilinos e monocelhas não nos atrairiam tanto hoje em dia, mas a arte de cada época tem seu modelo de beleza predileto. Apesar de ter mais de 8 anos que essas imagens foram publicadas na web, em outras palavras, o padrão estético das iranianas atuais ter mudado bastante, o que importa agora é nos deixar viajar um pouco pela história da arte iraniana com estas românticas fotomontagens com direito a todos os aparentes truques de Photoshop! 

As camponesas são um tema muito comum da arte da miniatura persa 

As servidoras de vinho que alegravam o coração dos poetas 

As damas da corte Qajar em um suntuoso palácio

Gol e Qali; assim eram chamados os tapetes inspirados nas flores dos jardins persas

Palácios suntuosos, flores e belas damas, a maior inspiração dos miniaturistas

De volta ao campo, recebendo a visita com  chá e frutas 

A donzela com o vinho e o olhar apaixonado para o poeta e seu admirador

Como seria visitar uma princesa Qajar, em seu trono cravejado de pérolas e pedras preciosas ? 

As pastoras nômades celebram a primavera em Persépolis
No passado, as flores eram ofertadas aos reis em Persépolis

As garotas nômades trazem as flores do campo ao palácio 

O pássaro escolhe o poema de Hafez para a donzela

Imagens publicadas no site IPC


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Salam amigos! O blog Chá-de-Lima da Pérsia já tem mais de 4 anos de existência, e em sua história já contribuiu com novas amizades, testemunhos incríveis de pessoas que perderam o medo de  viajar ao Irã, aprendizados e descobertas de valor incalculável. Os posts publicados tem tanta qualidade que até a própria Embaixada do Irã, além de sites internacionais recomendam o nosso conteúdo. Dá uma olhada nos comentários  que recebo quase todo dia: 
Muito interessante! Incrível esse Blog. Parabens ... em Como o Brasil via o Irã na década de 50?

O blog é SUPER original e MUITO bem organizado! Continue assim! Tudo de bom! o/ em Cinema Iraniano: Dez

Ola, Janaína! ... seu blog. Parece um livro bom de se ler....Parabéns e obrigada por compartilhar. Vou continuar lendo. Beijos em Viagem ao Irã: Jornada em Persépolis e Shiraz

... Janaina, querida! Assalamo alaikum. Adorei seu blog, já li outras vezes...Parabéns por trazer um pouco da cultura iraniana em português para o Brasil.. parabéns pelo carinho em cada detalhe no blog. em Sirvan Khosravi - Doost daram zendegi ro

Nossa!!! adorei demais esse post! de uns tempos pra cá, por curiosidade fui ler alguns textos iranianos (Farid ud Din Attar e Omar Khayaam) e me apaixonei pela sabedoria e cultura iraniana! Seu texto e o blog da Janaina, me fazem ter mais vontade de visitar esse lindo país! ... em Guest post: O sabor da hospitalidade, visitando uma família iraniana no Brasil
Todo este trabalho é feito de forma gratuita, com esforço, amor no coração e boa vontade! O que pouca gente sabe é que por trás de um blog tão bem sucedido existe uma pessoa que faz o trabalho de cinco. Olha só  quanta coisa ela dá conta de fazer sozinha, ao mesmo tempo:

  • Web Designer: para chegar neste layout maravilhoso dias e horas estudando códigos para Blogger e trabalhando em softwares designer gráfico. 
  • Pesquisadora: para chegar ao melhor conteúdo sobre de cultura iraniana também tem que "cavucar" muito na web, além de muita leitura e estudo diário, assistindo vídeos, conversando com pessoas. 
  • Tradutora: para ser o único blog dedicado exclusivamente a cultura iraniana em língua portuguesa, também tem que investir no aprendizado de idiomas. Apesar de não ser uma tradutora profissional, meu conteúdo tem sido elogiado pela clareza das informações.  
  • Redes Sociais:  Hoje em dia,"quem não Facebooka e não Twitta se intrumbica" (rs)... mas não basta postar, tem que ter estratégia e criatividade. Isso poderia ser incluso como um trabalho de publicidade, sim? 
  • Consultora: sim, o blogueiro que vira autoridade em um assunto, tem que responder dezenas de e-mails semanais, ouvir críticas, dar dicas, ser conselheiro sentimental, e ainda ser sempre simpático e amável. 
  • Além de sobreviver como artista visual e educadora aqui no Brasil (rs)...

Além disso, o que um(a) blogueiro(a) investe de si próprio? 
  • Tempo (em média 6hs semanais só no blog)  
  • Luz elétrica
  • Internet 
  • A saúde das articulações dos dedos e pulsos e da visão, por ficar grudado por horas na frente do computador... 

Apesar de todo este tempo de vida, reconhecimento e admiração dos leitores, o Chá-de-Lima da Pérsia ainda não é um blog profissional. Ou seja, ainda não tem um domínio próprio, não tem patrocinadores e  nem colaboradores diretos. 

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Chub-Bazi, a dança dos bastões do folclore iraniano

Chub-bazi, dança dos bastões na província de Sistan e Baluchistan

Chub-bazi
, que literalmente significa "jogo dos bastões" ou "dança dos bastões" é um tipo de dança folclórica encontrada em todo o Irã. A coreografia consiste em uma espécie de combate pacífico, onde os dançarinos se desafiam com seus bastões. Acredita-se que a origem da dança seja uma reminiscência dos antigos combates que eram realizados com espadas.  
Há dois tipos de chub-bazi: o primeiro assemelha-se mais diretamente com um combate estilizado; embora alguns movimentos sejam rítmicos, os dançarinos batem os bastões em uma espécie de improviso. É uma dança tipicamente masculina, em pares diante de uma roda de espectadores. Este estilo de dança é encontrado principalmente entre as tribos do sudoeste do irã, como os Lors, Bakhtiaris e Qashqais. Por ser uma dança competitiva, agressiva e perigosa, somente dançarinos experientes fazem as performances. Se um dançarino inexperiente tentar entrar na brincadeira, pode até sofrer fraturas nas pernas! 
No estilo Qashqai, dois dançarinos seguem um acompanhamento musical, geralmente de karna (corneta) e naqqara (tambor). Um dançarino assume o papel de atacante, e outro o de defensor. O  atacante circula o defensor até  conseguir acertá-lo na perna, então os papéis se invertem e outros dançarinos vão se alternando na sequencia. O chub-bazi é ao mesmo tempo uma dança e uma exibição de talento e bravura; os participantes são julgados tanto por suas habilidades de combate quanto pela graça na execução dos movimentos de dança. Veja uma demonstração no vídeo abaixo: 


Este tipo de dança geralmente é praticado nas celebrações de casamentos ou outros eventos folclóricos.  Por exemplo, na cidade de Arak, o chub-bazi é parte de um ritual performado no quadragésimo dia do inverno (10 de Bahman/30 de janeiro). Um grupo de homens chamado nāqālī vai de casa em casa dirigindo rituais para atrair fertilidade e boa sorte. Eles entram no pátio da casa e iniciam os rituais com o chub-bazi, acompanhado pela música do sorna (clarineta) e dohol (tambor).  


O segundo tipo de chub-bazi é mais uma forma de recreação social do que uma competição. Os movimentos dos dançarinos e as batidas dos bastões seguem um padrão rítmico definido. Pode ser executado em pares ou em círculo e podem incluir tanto homens quanto mulheres.  Neste estilo, cada dançarino carrega seu bastão e executa um passo básico, batendo nos bastões dos outros dançarinos, e batendo seu próprio bastão no chão, seguindo o ritmo da música. Embora os padrões de movimentos sejam definidos, sempre há um espaço para a improvisação individual.  
Na cidade de Marand, na província do Azerbaijão Oriental, também há um estilo similar, celebrando o final do inverno, no qual os dançarinos utilizam dois bastões, com o acompanhamento rítmico do daf (tambor com argolas).



Além do Irã, as  danças com bastões existem em todo o Oriente Médio (por exemplo o tahtib no Egito), na Ásia Central e Índia. De fato podemos encontrar este estilo de danças no mundo todo. Aqui no Brasil, encontramos alguma semelhança com as danças de origem africana como o  maculelê e o Moçambique.

Adaptado de The Circle of Anciente Iranian Studies


Retratos dos povos afro-iranianos, uma minoria desconhecida


 Você sabia que assim como no Brasil, no Irã também existem descendentes de negros escravos?  Porém, por serem uma minoria étnica que habita principalmente o sul do Irã, estes povos são quase desconhecidos, embora apareçam em alguns filmes clássicos iranianos como O Corredor de Amir Naderi (1985) e O Dia em que me tornei Mulher de Marzieh Makhmalbaf (2000). Tenho recebido várias vezes em meus alertas do Google uma matéria do blog português Visão sobre os afro-iranianos, a qual já compartilhei em nossa fanpage. Neste post gostaria de mostrar especialmente o trabalho do  fotógrafo germano-iraniano Mahdi Ehsaei que documentou os afro-iranianos de maneira primorosa em seu projeto artístico Afro-Iran: The Unknow Minority. Confira alguma dessas maravilhosas imagens: 





“O olhar e o modo como os trovadores que hoje personificam Haji Firuz [o arauto do ano novo persa] cantam e dançam evocam a fisionomia e o dialeto africanos”, diz o fotógrafo Mahdi Ehsaei sobre uma figura que depois da abolição da escravatura no Irã, em 1928, ainda entoa rimas como “Meu Senhor, eleva a tua cabeça/ Meu Senhor, olhe para si próprio/ Meu senhor, por que não ri?” Haji Firuz foi um dos rostos negros que levou Ehsaei, 27 anos, a ir ao encontro de uma comunidade “desconhecida e ignorada”, no sul do Irã. O outro foi um homem que o cativou no estádio de Hafeziyeh, na cidade de Shiraz.




“É importante salientar que nem todos os escravos na Pérsia eram africanos e que nem todos os africanos chegaram à Pérsia como escravos”, esclareceu Ehsaei. “A Pérsia também tinha escravos do sul da Rússia e do Cáucaso do norte, enquanto alguns marinheiros africanos vieram para trabalhar no Golfo Pérsico. A partir do início do século XVI, portugueses e espanhóis ocuparam gradualmente as ilhas de Qeshm [Queixume] e Ormuz, de grande interesse estratégico. A ocupação da costa africana ocidental deu aos portugueses acesso ao comércio de escravos, que controlaram durante os mais de cem anos que dominaram o Golfo Pérsico.”
Muitos dos afro-iranianos descendem desses escravos: bambassis, núbios e habashi. Os bambassi ou zanj, vieram de Zanzibar (atual Tanzânia), e países vizinhos – possivelmente Moçambique e Quênia (Mombaça). Os núbios vinham da Núbia e da Abissínia. Os habashi eram originários da Etiópia.





>> Este vídeo mostra o trabalho completo sendo folheado: 

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Fonte: Visão | Fotos: Mahdi Ehsaei 


Jornada pelo Irã: de Shiraz a Teerã

Salam amigos! Este vídeo compartilhado em um canal do Vimeo mostra a jornada de uma turista pelas cidades de Shiraz, Yazd, Isfahan e Teerã. Durante o caminho, ela se surpreende com a beleza das cidades e com a gentileza do povo iraniano. Um convite para deixar nossos olhos se encantarem pelo Irã!

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Todas as peças são elaboradas a partir de uma delicada pesquisa visual em pinturas em miniaturas e gravuras tradicionais persas, árabes, turcas e outras temáticas da arte étnica. Cada artigo é único e original, 100% confeccionado à mão, e não é encontrado em nenhuma outra loja do Brasil.