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Entrevista com o autor do livro "O Preço da Chama Eterna"


Salam amigos! O que o leitor brasileiro pode esperar de uma obra de ficção com aventura, ciência e mistério, e que tem como pano de fundo o Irã? Quem nos responde é o escritor capixaba Gibraan Hanna, autor do livro "O Preço da Chama Eterna", lançado em abril deste ano pela Editora Multifoco. Conheça um pouco mais sobre este romance inédito e surpreendente e a seguir, leia a entrevista cedida gentilmente pelo autor para o blog Chá-de-Lima da Pérsia*: 
"O Preço da Chama Eterna" gira em torno da aventura contra o tempo percorrida pela diplomata brasileira Helena Gouveia, atual presidente do Conselho de Segurança da ONU, e o iraniano Arash Zarak, engenheiro nuclear. Depois que a ONU descobre evidências de desenvolvimento de armas nucleares no Irã, é deflagrada uma intensa crise e a real possibilidade de uma guerra de proporções mundiais. Acusados de estar envolvida com esse terrível fato, Helena e Arash são considerados fugitivos internacionais e ainda recebem a difícil missão de fugir de Nova York, viajar para o Irã e seguir as pistas deixadas pelo inventor César Montenegro, mentor de Helena, que indicam o caminho do artefato científico mais revolucionário da história: um protótipo de Energia Livre que proporcionaria não somente energia limpa, livre e gratuita para toda a humanidade para sempre, como também um salto científico nunca antes visto nas áreas da Física e da Medicina, além de uma drástica ruptura do sistema geopolítico vigente. No entanto, há um grande entrave no caminho dos dois: uma força paralela que, por intermédio de um assassino mortal, tenta impedir que essa tecnologia seja levada a público a todo custo, não sem antes roubá-la para si. Percorrendo um país abalado por um misterioso terremoto (que destruíra uma de suas principais usinas e causara um vazamento nuclear sem precedentes), o casal não faz ideia de que o desastre foi provocado por uma arma eletromagnética ultrassecreta, que está diretamente relacionada com as forças que os perseguem. No meio da alucinada corrida, Helena e Arash descobrem que a chave da Energia Livre se encontra em um símbolo universal, cultuado nas mais antigas culturas e civilizações da história, cujo significado levara César Montenegro a desenvolver toda sua tecnologia. Agora eles têm a missão de encontrar o protótipo e divulga-lo pelo mundo,  antes que essa força se apodere dele e ainda inicie uma sangrenta guerra.
    
Gibraan, como você se aproximou da cultura iraniana?

Sempre tive uma grande aproximação com a cultura do Oriente Médio por ter ascendência libanesa. Inclusive meu nome é baseado no poeta libanês Gibran Kalil Gibran, apesar de ter assinado o livro com um “a” a mais por questões de superstição, digamos assim. Mas quando eu descobri o trabalho do cientista iraniano Mehan Tavakoli Keshe, que fundou a Fundação Keshe e vi a genialidade de seu trabalho, eu quis escrever uma história que se baseasse na cultura de origem dele. Além disso eu fui encontrando no Irã uma série de “ coincidências” que ajudaram muito na trama.  

 Por que escolheu o Irã como cenário para o seu livro?

Nos três anos que passei pesquisando sobre tudo o que se passa no livro, eu fui levado de uma forma magnetizante ao Irã.  Praticamente toda a trama se baseia em simbolismos e preceitos das duas religiões que são os pilares culturais do país: o zoroastrismo e o islamismo. A Geometria Sagrada, um dos elementos principais do livro, e a Chama Eterna, estão presentes fortemente nessas duas religiões. E o modo como tudo isso se interconecta na história eu não posso dizer para não dar spoiler...rs.
Além disso é muito difícil ver um romance brasileiro que se passe em uma cultura do Oriente Médio, ainda mais no inexplorado (por muitos ocidentais) Irã. E confesso que à medida que me debrucei sobre a história, cultura e sociedade fiquei maravilhado. O Irá é simplesmente espetacular. Eu simplesmente DEVIA escrever com esse país como pano de fundo. 

 Quais foram as suas referências e fontes de pesquisa sobre o Irã?

Não conseguiria enumerar todos os blogs, sites e livros nos quais me baseei. Mas posso dizer que o Blog Chá de Lima de Pérsia foi absolutamente fundamental para iniciar toda a minha pesquisa sobre a cultura do Irã. É por isso que a Janaina Elias tem um espaço na dedicatória do livro. Se não fosse pelo seu blog e pelos pacientes e-mails trocados com ela, eu provavelmente escreveria às cegas.

 O que o leitor brasileiro descobre sobre o Irã através do seu livro?

Que o Irã é muito, mas muuuito mais do que austeros aiatolás e as faixas antiamericanas que se veem nas fachadas dos prédios. Quase sempre o que se vê dessa parte do mundo vem acompanhado das palavras miséria, terrorismo e atraso. O leitor vai descortinar uma cultura milenar, de uma profundidade sem igual, um povo solidário, receptivo, culto, que preserva os mais belos jardins do mundo e as mais arrebatadoras paisagens que eu já vi na vida, e que variam de desolados desertos, passando por florestas e bosques estilo filme de Senhor dos Anéis, até gélidas montanhas,  mas não menos encantadoras.
Eu tentei compilar tudo isso na trama, embora a correria frenética dos personagens por algumas vezes não me tenha permitido. E ainda descobri que existem milhares de cenários épicos que ficaram de fora. Quem sabe não veremos no próximo livro, não é?

Qual é a sua mensagem final  para os leitores? 

Como qualquer romance, o objetivo de O Preço da Chama Eterna é entreter. Mas eu posso lhes afirmar que todos os elementos científicos, fatos históricos e documentos que expus no livro são absolutamente reais, de modo que tenho certeza de que ao leitor agregará muito em nível de informação e que talvez o deixe um tanto indignado pelo fato de que a Energia Livre ainda não ter sido difundida para todo o mundo, como propõe a história.
Então divirta-se, roa as unhas, fique com uma pulga atrás da orelha  mas, ao final, lembre-se que só o conhecimento nos liberta.  E a cultura iraniana foi determinante para que eu tirasse essa conclusão.


*Entrevista cedida gentilmente por Gibraan Hanna para o blog Chá-de-Lima da Pérsia. Este post tem apenas finalidade de divulgação cultural, portanto o blog não tem nenhum vínculo comercial com a Editora Multifoco.


3 comentários

  1. Salam!Me interessei muito pelo livro! E parabéns pela ajuda dispensada ao colega, Janaina, com certeza vc merece essa dedicatória! Rafaela Condori

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  2. Salam!Me interessei muito pelo livro! E parabéns pela ajuda dispensada ao colega, Janaina, com certeza vc merece essa dedicatória! Rafaela Condori

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  3. Fiquei super curiosa! Ainda mais pois tem a causa da "Energia Livre", tema q sempre me deixou pensativa.... ;)

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