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Badam Barfi: diamantes de amêndoas

Badam Barfi 
Salam amigos! Aqui no blog estamos comemorando o Nowruz intensamente, mas a correria do dia-a-dia deixa muito pouco tempo livre para aproveitarmos as maravilhas desta data aqui no Brasil. 
Hoje eu vou apresentar uma receitinha que é uma joia para os olhos e para o paladar, conhecida como badam barfi, ou diamantes de amêndoas! Docinhos, macios e perfumados, eles são uma das delícias típicas do Ano Novo iraniano. E o melhor de tudo, são super fáceis de preparar!


Ingredientes

1 colher de sopa de xarope de glucose light
2 colheres de sopa de água-de-rosas
250g de farinha de amêndoas
200g de açúcar refinado
1 colher de sopa de açafrão fervido
20g de pistache moído para decorar


Modo de preparo

1- Em um processador de alimentos misture a farinha de amêndoa com o açúcar até que fique homogêneo. 
2- Ainda com o processador ligado, adicione o xarope de glucose e o açafrão fervido, e então a água-de-rosas resfriada, até obter uma massa leve que não grude nas mãos.
3- Espalhe o açúcar sobre uma superfície e role a massa até engrossar.
4- Utilizando um cortador de massa, forme os diamantes, mas antes mergulhe no açúcar para que não grude. 
5- Coloque os diamantes em uma forma coberta com papel manteiga e decore com o pistache moído. 6- Deixe descansar por meia hora e então leve  a geladeira por 15 minutos para endurecer a massa. Não é necessário fritar ou assar.

Dica: você pode cortar a massa em outros formatos como quadradinhos, círculos, estrelas ou corações se não tiver o cortador em forma de diamante. 

Noshe jan! 

Adaptado de Zozo Baking


Bachehaye Iran - Nowruz Emruz

Salam amigos! Enquanto aqui no Brasil a semana recomeça após a Páscoa, lá no Irã o feriado continua por mais 5 dias. Hoje estamos no oitavo dia do Ano Novo iraniano! E para prosseguir nossa comemoração, vamos ver um vídeo onde vários artistas bachehaye iran ("filhos do Irã") se reúnem para cantar a canção tradicional Nowruz Emruz! "O Nowruz é hoje!" 


Um tratado de Nowruz, por Omar Khayyam

Omar Khayyam, (ilustração de Rene Bull, 1913)
Omar Khayyam, foi um dos maiores eruditos persas que o mundo conheceu. Autor de tratados sobre filosofia, medicina, matemática e astronomia, além de mais de mil poemas, a ele é atribuída a correção do antigo calendário persa. Aqui vamos conhecer um de seus tratados intitulado Nowruznameh (Tratado do Nowruz), no qual ele explica a origem mitológica do Ano Novo segundo o calendário persa: 
Introdução: Os iranianos conheciam os dois ciclos principais do sol. Em um deles, ele retorna ao primeiro minuto de Áries após 365 dias, e um quarto, mas  não pode retornar exatamente no mesmo dia e hora, porque a duração diminui continuamente a cada ano. Quando o Rei Jamshid descobriu  este dia, ele o chamou de Nowruz e realizou uma grande festa no mesmo dia. Posteriormente, outros reis e o povo continuaram a seguir este ritual. 
E a história conta que quando Kiumars (o primeiro ser humano e o primeiro rei do mundo) estava sentado no trono, ele decidiu dar nomes aos dias e meses do ano e iniciar uma cronologia para as pessoas recordarem. Então, quando ele viu o Sol entrar no primeiro minuto de Áries naquele dia, ele convocou os sacerdotes e disse-lhes para começar a história a partir deste ponto. Os sacerdotes, que eram os sábios daqueles dias, reuniram-se e colocaram em prática o comando do rei. E eles disseram: O Criador fez doze arcanjos. Ele fez quatro deles para assistir aos céus para que tudo o que nele se encontra seja protegido dos demônios. Ele também fez mais quatro arcanjos para  vigiar os quatro cantos do mundo e para manter os demônios afastados das pessoas. E diz-se que (...) o Criador fez o sol com seus raios que nutrem os céus e as terras e todo o mundo olha para ele com respeito e devoção, porque ele é uma luz divina e o interesse do Criador por ele excede os outros.
E diz-se que ele é como um grande rei apontando para um de seus ministros exigindo  para que o reverenciem  mais do que  aos outros e para que admirem sua arte de maneira que quem a venera estaria, de fato, venerando seu rei.
E diz-se: Quando o Criador ordenou (...) que a radiação solar e seus benefícios alcançassem tudo, o sol deixou o ponto zero de Áries e o céu começou a girá-lo, e a escuridão foi separada da luz, dando origem à noite e dia. Este foi o início da história do mundo.
Em seguida, após 1461 anos, o sol chegou em  Áries exatamente no mesmo dia e hora e durante este tempo Urmazd e Saturno estarão em conjunção 73 vezes. Isso  vai acontecer a cada 20 anos e quando o sol completa seu ciclo e atinge este ponto, Marte e Saturno estarão em conjunção em Aries que é regido por Marte. Desta maneira foram determinados o local dos planetas. Quando o sol começou a girar desde o início de Áries com Marte e Saturno outros planetas também estavam juntos, pelo comando do Criador. Quando descobriram essa data e hora, a fim de venerar o sol, os reis iranianos marcaram este dia e realizaram uma festa porque sabiam que nem todo mundo sabia da existência deste dia e informaram o mundo, para que todos pudessem  lembrar essa data.
E diz-se: Quando Kiumars marcou este dia como o início da história e dividiu cada ano solar (365 dias) em doze partes, chamou-os pelos nomes dos doze anjos que o Criador fez para vigiar o universo, então, dividiu cada uma das doze partes em 30 dias. Ele então chamou o ciclo maior que leva 365 dias e um quarto como o grande ano que é dividido em quatro partes. Quando estas quatro partes do ano terminam é o momento do grande Nowruz, a renovação do mundo. E é dever dos reis levar a cabo a sua obrigação real com o propósito de manter a vivacidade e auspiciosidade da história e aqueles que celebram o Nowruz hão de viver na alegria e exuberância até o próxima ano. Esta é a lição que os sábios deixaram para os reis.
O antigo ritual de Nowruz dos reis 
Um dos antigos rituais que começam a partir de Kaykhosrow Kiani (fundador da segunda dinastia iraniana após Jamshid) até o último rei Sassânida Yazdgerd, era que no primeiro dia de Nowruz, o chefe dos sacerdotes era o primeiro a visitar o rei segurando um copo de vinho, com um anel, moedas, um maço de folhas frescas verdes recém-germinadas, uma espada, um arco, uma pena e um tinteiro, um cavalo, um falcão real, e um servo de aparência agradável. O chefe dos sacerdotes deveria dizer: 
"Vossa Alteza:
Durante a festa de Farvardin no mês de Farvardin, eu escolho a liberdade.
Que o anjo Soroush lhe traga sabedoria, discernimento e competência.
Que você possa viver por muito tempo com dignidade.
Cumpra a vontade de seus antepassados.
Seja honesto e generoso, verdadeiro e justo.
Amigo das Artes e do Conhecimento"
(Baseado em artigo do site Tavoos Online)


Nowruz 1395: já é novo ano no Irã!



Salam amigos! A celebração do Nowruz  ou Ano Novo Iraniano é uma das mais antigas tradições da cultura persa que remonta a milhares de anos. Os persas sempre celebraram o início da primavera  no hemisfério Norte, quando os dias e as noites tem igualmente 12 horas, marcando também o início do calendário solar de 1395. As festividades tem duração de 13 dias e é um feriado nacional do Irã e outros países vizinhos como Afeganistão, Tadjiquistão e regiões do Curdistão que celebram a data. 
Todo ano, durante o Nowruz, o Chá-de-Lima da Pérsia traz diversas curiosidades desta que é a maior festividade da cultura persa. 

E como fazemos todo ano, a partir de hoje vamos comemorar os 13 dias com músicas, poesias e muito mais informações sobre o Nowruz. 

Prepare a sua Haft-Sin, abra a porta para o Haji Firuz e o Amu Nowruz, e venha celebrar o Ano Novo Iraniano com a gente! 

✹   !سل نو مبارک  ✹ 
 Sale no mobarek!  


Khatun, a Barbie iraniana

Khatun, a boneca Barbie vestida em trajes tradicionais iranianos 
A boneca mais famosa do mundo, Barbie, é o sonho de consumo de quase todas as meninas. Foi por isso que no Irã, os produtores de bonecas começaram a criar Barbies com a aparência iraniana e vestidos tradicionais da cultura persa. Khatun é o nome dessas bonecas que são fabricadas na China e custam 5 euros (cerca de 21 reais).
Antigamente, todas as meninas iranianas tinham bonecas artesanais feitas por suas avós. Hoje as bonecas de plástico Barbie dominam o mercado mundial privando produtores locais da oportunidade de vender de modo mais eficiente. Hoje em dia, no Irã  há cada vez menos lojas onde é possível comprar bonecas com trajes tradicionais. Estas lojas encontram-se principalmente nos centros de Teerã e outras grandes cidades.
Segundo um comerciante locail, a boneca Khatun é mais bem-vendida particularmente antes de feriados nacionais como o Shab-e yalda (solstício de inverno) e Nowruz (Ano Novo persa). As belíssimas e elaboradas roupas das bonecas geralmente são feitas por donas de casas iranianas que não têm oportunidade de vendê-las. Mesmo com esta adaptação cultural encantadora, as meninas iranianas ainda preferem a boneca Barbie original, com trajes ocidentais ou princesas da Disney que são vendidas clandestinamente nas lojas do Irã.

A boneca Khatun em decoração de Nowruz (Ano Novo persa)

(FonteSputnik Brasil)


Viajar para o Irã: 7 dicas especiais para fotógrafos


Salam amigos! Quem não gosta de trazer muitas fotos de recordação de uma viagem?
Para nós brasileiros, tirar fotos de qualquer coisa e em qualquer lugar é algo tão comum que quase já não nos questionamos sobre os limites do que pode e do que não pode. Eu pessoalmente amo registrar todos os locais que visito com minha pequena Nikon ou com o celular. Mas infelizmente, por diversas razões não pude registrar 100% dos locais de minha viagem ao Irã. E se você é um fotógrafo profissional, que nunca esteve nas terras da Pérsia, deve estar se perguntando:
- Posso levar minha câmera ultraprofissional para o Irã e fazer fotos artísticas?
- Posso fotografar qualquer coisa que eu queira no Irã?
- Existe algum equipamento fotográfico que não é permitido levar para o Irã?
Para responder estas e outras questões, vou falar de algumas dicas práticas baseadas no site Destination Iran, sobre tudo que um turista e fotógrafo profissional deve saber sobre tirar fotos no Irã:

◙ DICA Nº1: Câmeras profissionais e lentes grandes somente fora de monumentos históricos e museus

Como a maioria dos viajantes do mundo utiliza câmeras pequenas ou a câmera do celular para tirar fotos no Irã, carregar grandes lentes quando você visita um monumento ou um museu pode chamar muita atenção. Geralmente os funcionários destes locais não permitem a entrada destes equipamentos a não ser que você obtenha uma permissão especial. Mas se você possui uma câmera profissional, não fique desanimado, há uma porção de locais belíssimos que você pode registrar com sua lente poderosa fora dos monumentos e museus sem problemas, como por exemplo, a maravilhosa natureza do Irã.  Porém, mesmo nestas ocasiões você deve ter em mente algumas considerações sobre o que pode e o que não pode no Irã.

◙ DICA Nº2: Não carregue tripés dentro de museu e monumentos

Os tripés são considerados equipamentos profissionais, e assim como as lentes grandes, também é necessário ter uma autorização especial para utilizá-los em museus e monumentos históricos.  

◙ DICA Nº3: Obtenha uma permissão especial para fotografar certos locais 

Se você gostaria de utilizar equipamentos profissionais dentro dos locais mencionados anteriormente é necessário pedir uma permissão especial com antecedência. Isto pode ser feito por você mesmo, mas pode tomar muito tempo da sua viagem, especialmente se você é um turista. A melhor maneira de obter essa permissão é através das agências de turismo especializadas no Irã, que podem consegui-lo com antecedência antes de sua chegada no Irã. 

◙ DICA Nº4; Fotografar pessoas SOMENTE com a permissão delas

Não é muito difícil tirar fotos com iranianos, uma vez que eles adoram turistas estrangeiros. Mas não custa nada pedir de uma maneira gentil e amigável. Mas assim como todo lugar do mundo, há pessoas que são tímidas ou conservadoras e não gostam de ser fotografadas, e isso é uma regra MUITO IMPORTANTE e que deve ser respeitada sempre.  
Em alguns locais como vilarejos, partes remotas do Irã e comunidades religiosas, você deve ter ainda mais cuidado, especialmente com as mulheres. Não tome a iniciativa e nem insista em tirar fotos com elas! Nestas regiões é bom que o turista esteja sempre acompanhado de um guia local que poderá explicar o que é permitido ou não fotografar. Apesar disso, algumas pessoas nestes locais às vezes podem elas mesmas pedirem para tirar fotos com você.
É muito importante saber que os iranianos são muito curiosos sobre os turistas estrangeiros em seu país. Eles costumam perguntar de onde você é, em que você trabalha, por que você está no Irã e se você está gostando do Irã, qual cidade gostou mais, etc. Esta é uma ótima oportunidade para interagir e quem sabe conseguir uma foto com essas pessoas. 

◙ DICA Nº5: Não tire fotos de locais proibidos

Com ou sem guia, é sempre bom estar atento por onde anda em uma viagem, para ter certeza se é adequado ou não fotografar. Mesmo quando não há placas de PROIBIDO FOTOGRAFAR por perto, nem sempre quer dizer que você pode fotografar. Uma dica é: sempre perguntar, antes de sacar a câmera.    
Geralmente, não são permitidas fotos em áreas militares, postos policiais, nem mesmo fotografar militares ou policiais de uniforme. Palácios e museus também estão dentro desta categoria, mas para não ficar sem nenhuma lembrança é possível comprar fotografias e cartões postais dentro destes locais. 

◙ DICA N° 6: Não tire fotos dentro de locais privados 

Privacidade é muitíssimo importante para os iranianos e eles não gostam de ser fotografados dentro de casa. Se você estiver caminhando e na vizinhança acidentalmente encontrar uma porta aberta e puder ver dentro da casa, jamais pense em fotografar ali, mesmo que não haja nada de especial à vista. Isto é considerado uma ofensa grave para um iraniano! A mesma regra vale sobre fotos de pessoas dentro de seus carros. Veículos também são considerados locais privados e é importante SEMPRE respeitar esta regra!  

◙ DICA N° 7: Muito cuidado com as selfies

Aqui no Brasil é a coisa mais normal do mundo as pessoas tirarem uma selfie se beijando ou abraçando em público. Mas no Irã isso é algo totalmente absurdo! É comum ver alguns iranianos posarem para fotos abraçados como  em um time de futebol, mas isso é diferente de um abraço no qual você envolve a pessoa nos braços. De maneira geral, não é comum ver os iranianos tirarem fotos aos abraços calorosos em público, nem mesmo entre pessoas do mesmo sexo. 

Finalmente, uma última dica: sempre lembre de levar um HD externo ou pendrive para salvar suas fotos, durante sua viagem.  Se o cartão de memória de sua câmera ficar cheio, com certeza você não vai querer apagar nenhuma de suas lindas fotos do Irã! Pode ser que você esteja pensando em salvar todas as suas fotos em algum serviço de armazenamento em nuvem online, mas lembre-se que a conexão de internet no Irã, às vezes é muito lenta e pode demorar horas para fazer um simples upload. Também pode acontecer algum imprevisto, como aconteceu no meu caso: perder ou esquecer o cabo  USB ou carregador da câmera em outra cidade e ter que comprar algum made in China que não funcione tão bem, em último caso. 

Apesar de todas estas regras, você pode e deve fotografar e muito no Irã! 

Baseado em Destination Iran