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Resultado da Pesquisa: perfil dos leitores do Chá-de-Lima da Pérsia

Salam amigos! Em primeiro lugar, quero agradecer a todos que participaram da pesquisa postada no dia 18/07/15: perfil dos leitores do Chá-de-Lima da Pérsia
A pesquisa foi encerrada no dia 21/08, portanto tivemos a participação de 100 pessoas no período de um mês.  Para não encher vossos olhos com tantas pizzas faço questão de comentar cada resultado e o que ele representa pra mim: 

O universo feminino domina o Chá-de-Lima da Pérsia, mas o número de homens que ama a cultura do Irã também é bem expressivo! 


O conteúdo democrático do Chá-de-Lima da Pérsia, atrai todas as idades, mas são os jovens adultos e aqueles que já estão perto da maturidade que mais amam o nosso blog! 


Os universitários e pós-graduados, são os que mais buscam referências da cultura do Irã aqui no blog, mas um número crescente de estudantes do ensino fundamental e médio utiliza o conteúdo do blog em pesquisas escolares! 

Talvez, por ser o único blog em língua portuguesa sobre a cultura iraniana, os leitores brasileiros predominam  mas temos bastantes leitores estrangeiros, embora estes sejam mais tímidos...

Pelo mesmo motivo citado acima, é no Brasil que vivem a maioria de nossos leitores. Mas, de acordo com as estatísticas do blogger, Estados Unidos vem em segundo, Portugal em terceiro, Alemanha em quarto e Japão em quinto lugar em visualizações internacionais do blog!   

Obviamente, o Sudeste tem uma população maior, por esse motivo a maioria dos leitores vem dessa região. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas gerais são os Estados que aparecem mais nas estatísticas! 

Surpreendentemente a maioria dos leitores do blog não tem nenhuma relação com iranianos, mas deseja conhecer e manter contato. As amizades virtuais e as relações amorosas entre brasileiros(as) e iranianos(as) são o segundo maior motivo que traz os leitores ao blog, mas há também quem tenha conhecidos iranianos no Brasil e a partir daí se interessou pela cultura.  

"Quem lê o blog, viaja para o Irã sem sair de casa": dizem muitos leitores. Mas a grande maioria dos leitores tem um grande desejo de visitar as terras da Pérsia pessoalmente. Apesar do número crescente, ainda são poucos os brasileiros que já visitaram ou moraram no Irã. 

De fato, a maioria dos brasileiros ainda não conhece a língua persa, e facilmente confunde com outras línguas como o árabe. Mas o resultado mostra que o aprendizado da língua persa está cada vez mais ganhando espaço em nosso país! 

Os resultados mostram que nossos leitores vêm pra ficar! O número de leitores que lê o blog há um ano ou mais, é quase a metade!  E olha só quanta gente "acabou de descobrir" em apenas um mês de pesquisa!  

Sem dúvida, o Facebook é a rede social mais popular entre os leitores de blogs, e a nossa fanpage do Chá-de-Lima, ganha cada vez mais seguidores por ter um conteúdo exclusivo e diferenciado. O Twitter e o Google +  tem pouco destaque aqui no Brasil, mas geralmente são bem seguidos por leitores de outros países.   


Com tantas mídias sociais para divulgação, é bem menor o número de leitores que segue o blog por e-mail. No entanto, há uma boa parcela de leitores que prefere receber todas as atualizações do blog na tradicional caixa de mensagens. 

Como esta questão foi de múltipla escolha, o gráfico pode estar um pouco desproporcional. Mas os resultados me surpreenderam! O leitor do Chá-de-Lima da Pérsia gosta de novidades e informação, mas a grande maioria mergulha de cabeça na "História e Tradições"do Irã!  

Ai gente! Eu não mereço taaaaaanto! Com mais da metade dos leitores dando nota 10 para o blog, e uma outra parcela que também sabe ver nosso conteúdo com um bom olhar crítico, só  posso expressar minha mais sincera gratidão! O Chá-de-Lima da Pérsia não é só meu, mas de todos vocês! 

Gostaram dos resultados? Eu adorei!!! Que tal a cada mês uma nova pesquisa? 
Deixem seus comentários e vamos continuar fazendo juntos o melhor conteúdo sobre cultura iraniana do Brasil! 

Abraços e Khoda Hafez! 



Piclavier Band: fazendo rock'n roll na República Islâmica do Irã

A banda de rock iraniana Piclavier (Foto: Facebook)
Salam amigos! A cena musical iraniana está cada vez mais próxima de uma maior abertura. Gêneros que antes eram considerados underground, como o rap, hip-hop, rock'n roll e heavy metal aparecem cada vez mais em público na República Islâmica do Irã. Lembram do rapper Amir Tataloo, que gravou um videoclipe com apoio do governo iraniano? Agora vamos conhecer a banda  de rock Piclavier, através desta reportagem publicada no portal Terra
O Irã vive nos últimos meses o que foi batizado por seus protagonistas como a "Idade de Ouro" do rock, com mais interesse popular neste gênero e cada vez mais facilidades e permissões oficiais para shows e gravações, entre eles, o da primeira banda local a ser autorizada a cantar em inglês.
As guitarras estridentes, a poderosa bateria e as canções velozes e contundentes do rock, até há bem pouco proibidas pelo estrito regime islâmico, foram encontrando, desde que o moderado presidente Hassan Rohani assumiu o poder em agosto de 2013, um caminho fora do movimento "underground", como é conhecida no Irã toda a música sem permissão oficial, e portanto, ilegal.
Piclavier, um conjunto formado por cinco jovens de Teerã, foi o primeiro destes grupos a obter permissão para tocar rock ao vivo, bem puxado para o "heavy metal", com letras em inglês.
Com dois shows "de grande sucesso" no último ano e um álbum a caminho, os integrantes do Piclavier vivem este momento satisfeitos, no qual segundo eles, "o rock está encontrando seu verdadeiro lugar, tanto pela saturação que o público sente de outros gêneros, como o pop e o tecno, como pela sensação de que nos últimos tempos sentimos no Irã uma sociedade mais livre para trabalhar na música".
Quem explicou foi Mehran Mokhtarpur, vocalista e compositor do grupo, que considerou que atualmente os únicos com problemas para lançar uma banda no Irã são "aqueles que não sabem como lutar com as regulações do sistema".
"Cada país tem suas normas, suas regulações e tradições. É preciso respeitá-las se quiser fazer algo. Vivemos em um país onde muita gente nos considera reprimidos, mas a realidade não é tão categórica. Nós não somos uma anomalia. Seguimos as regras e obtivemos as permissões", disse.
No Irã, qualquer artista que quiser fazer um show deve pedir permissão ao Ministério de Cultura e Guia Islâmica, que deve garantir que o evento cumpra os preceitos do regime.
Durante os primeiros anos da Revolução Islâmica, toda música de origem ocidental foi vista como contrária ao regime, e na prática foi eliminada da vida iraniana, uma atitude que foi relaxada no passar dos anos.
Em todo caso, a censura prévia à qual os artistas devem se submeter no Irã descarta plenamente qualquer canção inspirada no velho lema "sexo, drogas e rock and roll", assim como em qualquer outro tema politicamente controvertido.
Por este motivo, muitos músicos iranianos optam por emigrar para poder desenvolver livremente sua arte, particularmente para Los Angeles, onde existe uma enorme comunidade iraniana e são gravados discos de todo tipo de gêneros que depois são contrabandeados para o Irã.
Apesar desta situação, Mehdi Mirzabagherian, produtor e manager do Piclavier, insistiu que hoje em dia obter permissão para atuar "não é difícil", apesar de problemas que possam surgir com os mais recalcitrantes inimigos da liberalização cultural.
O primeiro show do Piclavier, programado para o começo deste ano teve que ser suspenso por problemas "burocráticos" e por pressão de grupos radicais, um obstáculo que foi superado apenas duas semanas depois com a ajuda das autoridades e com uma resposta muito boa do público e da imprensa.
"O que acontece é que muitos grupos não querem sair do "underground", nem trabalhar no marco oficial, ou seus temas não obteriam permissão", raciocinou o produtor.
Mirzabagherian disse que outras bandas como Comment, Oham e o vocalista Farshid Arabi, que tocam rock e cantam em farsi, fizeram shows com permissão oficial nos últimos anos, e saíram do entorno "underground" sem nenhum problema. 
(Fonte: Terra

>> Confiram um vídeo de um  concerto que está disponível no canal da banda Piclavier no Youtube:




Tahmineh Milani: uma renomada cineasta feminista

Tahmineh Milani
Tahmineh Milani é uma cineasta iraniana aclamada internacionalmente. Nascida em Tabriz, em 1960, é graduada em arquitetura, mas embarcou na carreira de cineasta em 1979, quando participou de um workshop de roteiristas. Foi aprendiz de roteirista e assistente de diretor em diversos filmes. Sua carreira de diretora estreou com o filme Filhos do Divórcio (1989).

Uma cineasta feminista, Milani é conhecida por abordar temáticas controversas e sensíveis, incluindo os direitos da mulheres e a Revolução Iraniana de 1979. A maioria dos filmes produzidos pela diretora tem como protagonistas mulheres corajosas que desafiam o regime. As autoridades a acusaram de encorajar as mulheres a se revoltar contra o governo. Um de seus mais famosos trabalhos "A Metade Oculta" a levou a ser presa em 2001, com a acusação de ir contra o governo. O filme representa as memórias de uma garota (Niki Karimi) que trabalhava com rebeldes em sua universidade após a vitória da Revolução. A personagem que também apaixona por um homem mais velho (Mohamed Nikbin, atual marido da diretora) levantou um debate ético.  O presidente reformista Khatami que aprovou o filme antes de ser feito, interveio em defesa da cineasta e ela foi libertada da prisão duas semanas depois.
No filme Mulheres Indesejáveis (2005), Milani conta a história de uma mulher forçadas a acobertar a jornada de uma amiga por causa da lei que impede casais não-casados de viajar juntos.  Em A Quinta Reação (2003), a protagonista é uma mulher que deixa riqueza, casa e filhos após a morte de seu marido. Em seus últimos filmes, Milani adotou um estilo mais melodramático, focado principalmente nas questões de gênero e seus personagens femininos passam por  intensa opressão e discriminação.

Tahmine Milani e seu marido, o ator Mohammad Nikbin (à esq.)

"Uma das mais importantes dificuldades que eu enfrentei com a sociedade do Irã é que nós somos incapazes de expressar nossa verdadeira personalidade..." ela diz. "Tanto para homens como mulheres, a vida privada dentro de suas casas é e um jeito e fora de casa eles tem que observar as regras sociais de outro jeito... Nossas mulheres também tem duas faces dentro de suas casas: a imagem que seus maridos, ou a família de seus maridos querem que elas tenham, e aquilo que está dentro delas". 

Marila Zare'i e Niki Karimi  em cena do filme Duas Mulheres (1999)
Niki Karimi em cena do filme A Metade Oculta (2001)
Cena do filme Mulheres Indesejáveis (2005)

Filmografia de Tahmineh Milani: 

Bach'che'hā-ye Talāgh (Filhos do Divórcio), 1989
Afsāneh-ye Āh (A Lenda do Suspiro), 1991
Digeh che khabar? (O que há de novo?), 1992
Kakadu, 1996
Do Zan (Duas Mulheres), 1999
Nimeh-ye Penhān (A metade oculta), 2001
Vakonesh Panjom (A 5ª Reação), 2003
Zan-e Ziadi (Mulheres Indesejáveis), 2005
Atash Bas (Cessar-fogo), 2006
Tasvie Hesab (Acerto de Contas), 2007
Superstar, 2008
Yeki Az Ma Do Nafar (Um de nós dois), 2011

Baseado em Iran Chamber Society e Wikipedia


Kashk Bademjan (pasta de berinjela à moda persa)

Kashk Bademjan (imagem do blog masterinpersiancooking)
Salam amigos! Hoje vou compartilhar uma receita tipicamente persa mas bem fácil de fazer chamada Kashk Bademjan. O kashk, também conhecido como kurut, é uma espécie de creme azedo de leite fermentado bem típico da culinária dos países da Ásia Central e bademjan significa berinjela em persa. Esta receita consiste em um antepasto cremoso servido especialmente com pão lavash  (ou pão folha) e como acompanhamento das refeições principais. Então, tome nota! 

Kashk Bademjan 
(Serve 4 porções)

Ingredientes:

1/4 de um copo de azeite de oliva extra-virgem
2 berinjelas grandes, assadas e amassadas
1 cebola grande cortada em fatias finas
3 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de folhas de hortelã seca
1 colher (sopa) de Kashk (pode-se usar sour cream)
1/2 uma colher (chá) de açafrão em frio umedecido em 2 colheres de sopa de água quente
1/2 uma colher (chá) de suco de limão
Sal e pimenta a gosto
Você pode decorar com nozes e hortelã picadas e também com cebolas caramelizadas

Modo de preparo:

1) Corte as berinjelas e coloque para assar com azeite em um forno com temperatura de 400 °C até a casca carbonizar e a poupa soltar líquido. Tire as berinjelas do forno, cubra-as e deixe descansar por 10 minutos.
2) Em uma panela aqueça o azeite de oliva. Adicione as cebolas picadas e deixe caramelizar em fogo médio. O fogo não deve estar muito alto para as cebolas não tostarem. Tire as cebolas do azeite e coloque-as sobre um papel absorvente.
3) Utilize o mesmo azeite da panela, adicionando o alho e a hortelã e deixe refogar por 2 minutos. Adicione então à mesma panela a mistura de berinjelas amassadas, as cebolas caramelizadas e o açafrão liquido, suco de limão, sal e pimenta e deixe refogar por alguns minutos.
4) Sirva a pasta em um prato, espalhe o kashk por cima, guarneça com as cebolas caramelizadas, amêndoas picadas torradas e hortelã fresca. O ideal é consumir a pasta quente acompanhada de pão Pita ou Lavash

Baseado em Food 52


O cartunista iraniano fenômeno do Instagram

Majid Khosro Anjom, ilustrador e cartunista iraniano
Majid Khosro Anjom é um cartunista e ilustrador iraniano que é considerado um fenômeno no Instagram. Seu trabalho pra lá de original explora de modo divertido seu próprio mundo usando objetos reais e desenhos ao mesmo tempo. O excêntrico artista, que sempre carrega uma caneta em seu bolso, a fim de desenhar sempre que uma ideia nova surge em sua cabeça, quando não encontra um papel em branco, desenha nas paredes de qualquer lugar onde esteja, principalmente em sua própria casa. Nascido em Teerã, em 1978, ele é mestre em  Design Industrial  pela Universidade de Artes de Teerã. Khosro Anjom não se interessa por temas políticos em seu trabalho, no entanto, às vezes ele representa uma temática social em seu próprio estilo. Os dois cartoons que popularizaram o artista são intitulados "Dia dos Pais" e "Poeira no Khuzestan", ambos se tornando virais nas redes sociais. 






"Dia dos Pais"








"Poeira no Khuzetan"





As imagens que compartilhei aqui são do Instagram do cartunista Majid Khosro Anjom, as quais recebi por e-mail de uma amiga iraniana. 


Amir Tataloo - Energy Hasteei (Energia Nuclear)

O vídeo mais comentado do momento é o novo clip do rapper iraniano Amir Tataloo, Energy Hasteei (Energia Nuclear), lançado no dia 14 de julho (dia anterior a conclusão do acordo nuclear). O mais surpreendente é que a mega-produção que mostra todo o aparato tecnológico e soldados da marinha iraniana teve apoio do governo do país e tudo! 
Para quem não conhece o artista, Amir Tataloo, é um rapper iraniano que faz muito sucesso na internet, e que já foi detido uma vez em 2013 por razões políticas. O rap é um gênero underground no Irã e o visual do cantor está bem longe da imagem que o governo do Irã deseja mostrar ao ocidente. Porém, a letra da música que exalta o direito do Irã de produzir energia nuclear com fins pacíficos e o "direito absoluto de ter um Golfo Pérsico armado" como auto-defesa, foi aprovada por produtores culturais da república islâmica a fim de conquistar o apoio da juventude iraniana. 

>> Confira o vídeo com legendas em inglês: