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A primeira produção do cinema iraniano no Brasil

Os produtores iranianos Amir Parvin Hosseini (esq.), Mansour Sohrab Pour (dir) e o ex- jogador  brasileiro Rivaldo nas gravações do filme "Eu não sou Salvador" (Imagem do site: arresala.org)
Salam amigos! Que o cinema do Irã vem conquistando o mundo há décadas não é nenhuma novidade, apesar de boa parte da produção do país que chega às telas do exterior serem filmes cult, inacessíveis para o público mediano brasileiro. Para quebrar essa regra, pela primeira vez um filme iraniano será gravado aqui no Brasil para mostrar que os dois povos tem muitas características  em comum: 
O primeiro longa-metragem iraniano filmado no Brasil conta a história divertida de um iraniano que visita o Brasil acompanhado de sua família, mas durante a sua viagem é curiosamente confundido por uma brasileira com seu ex noivo que desapareceu.
A comédia é uma produção de Seyyed Amir Parvin Hossein e Mansour Sohrab Pour, dirigida por Manucher Hadi. O filme, estrelado pelo ator iraniano Reza Attaran, está sendo gravado no Brasil há aproximadamente um mês, nas mais variadas locações, e também conta com a participação de atores e atrizes brasileiros, e muitos convidados que enriquecem o conteúdo do filme, tal como o penta campeão e ex-jogador da seleção brasileira Rivaldo, que foi escolhido como melhor jogador do mundo em 1999 quando atuava pelo Barcelona. 
Antes de chegar no Brasil, uma das preocupações da equipe iraniana composta por aproximadamente 20 pessoas entre cinegrafistas, assessores, diretores e atores, era a questão da alimentação. Mas desde o primeiro dia da chegada da equipe no Brasil o Centro Islâmico no Brasil foi encarregado de providenciar as refeições do grupo de acordo com o cardápio iraniano.
O filme “Eu não sou o salvador!” estreia nos cinemas iranianos ainda este ano, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil. 
(Fonte: Arresala - Centro Islâmico no Brasil


"Olhar Persa - Dança e música do Irã" em São Paulo

A dançarina e coreógrafa iraniana Rana Gorgani
Salam amigos! Os amantes da dança e da cultura persa, tiveram um presente ontem à noite (20/03) em São Paulo! Fui assistir ao espetáculo "Olhar Persa - Dança e música do Irã" que teve lugar no Estúdio de danças Silvia Taques Bittencourt, no Alto de Pinheiros. 
O espetáculo que é resultado do encontro entre a dançarina e coreógrafa franco-iraniana Rana Gorgani e os músicos brasileiros Gabriel Levy, Mário Aphonso III, Juliano Abramovay, Ian Nain, Francisco Mehmet e Ricardo Zoyo, foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Infelizmente não haverá outras apresentações aqui no Brasil este ano... 
O trabalho de Rana Gorgani transmite o patrimônio cultural do mundo persa, através da dança especialmente aquelas do Irã e do Afeganistão. Suas coreografias e os trajes suntuosos utilizados em suas apresentações são resultado de uma grande pesquisa etnográfica e sociológica entre diferentes povos que é fruto de sua paixão por essas culturas.  
O público paulistano teve a oportunidade de apreciar o resultado deste trabalho em uma apresentação emocionante de quatro coreografias em que Rana Gorgani expressa os estilos de diferentes regiões da Pérsia e também a dança mística de inspiração sufi. Um espetáculo visual e musical feito para encantar os sentidos! 







Mais informações no site da coreógrafa Rana Gorgani


O que é Bâdgir, ou "torre de vento"?

Badgirs em Yazd (foto do site View Iran )
Bâdgir, ou "torre de vento", é uma estrutura tradicional utilizada como sistema de ar-condicionado natural das antigas residências iranianas.
Além do Irã, as torres de vento são encontradas em todo o Oriente Médio. Nos países que receberam alguma influência persa, do Paquistão ao Norte da África, elas tem sido construídas desde a antiguidade. Em termos de arquitetura, elas exibem uma grande variedade de formatos regionais, mas todas elas desempenham a mesma função: capturar os ventos que sopram sobre os telhados para resfriar os cômodos das casas. As torres de vento são construídas em muitas regiões do Irã, predominantemente onde o clima é quente e árido, como as cidades e vilas do sul ao deserto do Irã central em Kāshān, Nāʾīn, Yazd, Kermān e Ṭabas. Em Bandar-e Abbās e outras cidades portuárias ao longo do Golfo Pérsico, elas são normalmente torres quadradas construídas nos telhados com aberturas em um dos lados voltado para capturar a brisa do mar.

Bâdgir em Bandar-e Laft, província de Hormozgan (Foto: Panoramio)
A cidade de Yazd é conhecida como shahr-e bâdgirhâ (a cidade das torres de vento), e é famosa pela grande quantidade e variedade dessas estruturas, alguma das quais datam do período Timúrida. Comumente, as torres de vento de Yazd são feitas de blocos e variam de 30 cm a 5m de altura acima dos telhados, no entanto o maior bâdgir do mundo, localizado no pavilhão do Jardim de Dawlatâbâd possui 33 m de altura. Essas torres de vento possuem de uma a oito aberturas, que são ornamentadas com blocos, argila, gesso ou relevos de argamassa.

Bâdgir do Jardim Dowlatabad, em Yazd, o mais alto do mundo
 (Foto: Wikimedia Commons)
Em Yazd, todos os bâdgirs possuem quatro ou oito lados. A construção deles depende da direção do vento na região: se o vento tende a soprar apenas de um lado, ele é construído com apenas um duto de ar. Esta é a característica mais comum em Meybod,  a 50 km de Yazd, onde as torres de vento são baixas e possuem apenas uma abertura. Para manter as construções livres da poeira e areia do deserto, essas torres foram construídas na direção contrária do vento.

Torrres de vento em Meybod ( Foto: Panoramio)
A função mais comum das torres de vento é resfriar e ventilar os aposentos térreos e subterrâneos das casas durante o verão. O seu funcionamento se dá da seguinte maneira: o ar capturado nas aberturas da torre é resfriado a medida que desce e progressivamente resfria as partes inferiores da casa pela convecção e evaporação. Quando não há vento, o ar se eleva até o topo da torre, cujas paredes são aquecidas pelo sol, então extrai o ar úmido do pátio e do subterrâneo através das salas de verão.  As torres de vento também são construídas nos aposentos de caravanserais e acima das salas de oração das mesquitas.
Âb Anbar,  reservatório de água que  utiliza badgirs como sistema de refrigeração em Yazd
Muitas cisternas tradicionais, ou âb anbars são construídos com torres de vento que são capazes de manter a temperatura quase congelada durante os meses de verão.
As torres de vento de pequeno porte são chamadas de shish-khan na arquitetura persa tradicional.As shish-khans podem ser encontradas no topo de alguns âb anbars  em Qazvin e outras cidades do Norte do Irã. Porém estes funcionam mais como sistema de ventilação do que que como reguladores de temperatura, como visto nas cidades do deserto do Irã central.

Fonte: Enciclopaedia Iranica  e Wikipedia


Fariduddin Attar de Nishapur

Fariduddin Attar
No dia 15 de Abril os iranianos comemoram o aniversário do célebre poeta e místico Fariduddin Attar (1145-1221). Nascido na cidade de Nishapur, atual província de Razavi Khorasan, no noroeste do Irã. Seu nome real era Abu Ḥamid bin Abu Bakr Ibrahim e o pseudônimo Attar, que significa "farmacêutico" ou "perfumista" indica sua profissão antes do ingresso na vida de poeta e escritor.
Desde muito jovem, viajou as terras do Egito, Síria, Arábia, Índia e Ásia Central. Conta a tradição que Attar encontrou o jovem Jalalludin  Rumi em Nishapur, e porventura, este viria a tornar-se seu sucessor literário. 
Sua obra mais importante e famosa é Mantiq al-Tayr, "A Conferência dos Pássaros" ou "A Linguagem dos Pássaros"o relato da viagem mística das aves por sete vales em busca do Simurgh, a mítica ave persa, a quem reconhecem como seu rei.
Nas obras de Attar subjaz de forma vívida que a libertação espiritual da alma, seu regresso a sua fonte original, pode ser experimentada em vida, através da via mística da purificação interior. Todas as suas obras e existência literária são dedicadas ao caminho espiritual do sufismo. Por este motivo é considerado uma das maiores figuras da tradição poética persa sufi. (Baseado em Wikipedia)

Escultura representando Attar em Nishapur
Todo coração que aniquila a si mesmo
torna-se digno da confiança do Rei.
A flor que não assume a coloração do coração
será afligida por sua própria essência enlameada.

O coração e a argila estão juntos hoje,
mas não estarão separados um do outro amanhã?
A argila de seu corpo irá transformar-se em átomos e
cada átomo irá transformar-se em um pássaro espiritual.

Se o coração permanecer na argila do ser,
como poderá abandonar o confinamento do túmulo?

O coração é um espelho com as costas manchadas.
Se for limpo ele revelará sua face.
A argila torna-se coração assim como as costas viram face.
Quando a escuridão se for tudo iluminará.
Toda vez que as costas e a frente se integram
o espelho submerge em magnificência.
Não é possível para nenhuma criatura
tornar-se como Deus ou tornar-se o Criador.

Mas algo verdadeiro poderia ser dito
se a essência e a qualidade do ser desaparecessem gradualmente.
Toda vez que uma pessoa torna-se aniquilada perdendo isso
ela subsiste na essência da Unidade.

A Presença ao falar desse estado diz:
A pessoa não torna-se Nós, mas torna-se de Nós.
Fariddudin Attar
(Poema publicado no Blog Portal do Conhecimento Divino)

Mausoléu do poeta Attar em Nishapur


11 Expressões da língua persa que não fazem sentido para nós

Traduzir expressões idiomáticas de outras línguas para o português é sempre algo bem complicado de se fazer.Veja uma lista das mais engraçadas expressões do idioma persa se fossem traduzidas literalmente para o português. Tente adivinhar o verdadeiro significado delas antes de ler as explicações:

1. Mush bokhoradet ("Um rato deveria te comer")


Essa expressão significa que "você é fofinho(a) ou adorável". É normal ouvir adultos dizendo isso para as crianças o tempo todo enquanto apertam as bochechinhas delas. Mas preste atenção, às vezes esta frase pode ser usada de maneira irônica para ofender ou desmerecer a pessoa. 

2. Zahreh  mār ("Veneno de cobra") 


Embora signifique literalmente "veneno de cobra", esta frase pode significar "Cale a boca!" em persa. Assim como mandar alguém se calar não é algo legal de se dizer em português, zahreh mār soa bem agressivo em persa, a menos que seja usado no contexto de "cai fora daqui!".

3. Jigaretō bokhoram ("Quero comer o seu fígado")


 Por incrível que pareça, esta é uma declaração de amor em persa, e significa quase o mesmo que um "Eu te amo!" ou "Eu faço qualquer coisa por você!"Você pode dizer isso para um (a) namorado (a), amigo (a) ou parente, mas apenas se você tiver um sentimento muito forte por essa pessoa.

4. Havā-tō dāram ("Eu tenho o seu clima")


"Eu tenho o seu clima" ou "eu tenho o seu ar". É o mesmo que dizer "Eu tô contigo!" ou "Pode contar comigo!"

5. Jigareh mani ("Meu fígado") 


Semelhante a "Eu quero comer o seu fígado", esta é uma das expressões mais carinhosas que alguém pode dirigir para outra pessoa em persa. Enquanto isso pode não soar tão romântico em português, na língua persa tem o mesmo efeito de "meu coração", ou seja, dizer que alguém é "seu figado", quer dizer que ele(a) será seu(ua) para sempre!

6. Bā namak ("Com sal") 


Quando você chama alguém de bā namak, quer dizer que a pessoa é divertida, interessante ou encantadora. Já o contrário desta expressão, faz mais sentido para nós, pois se você dizer que alguém é  bi namak ("sem sal") significa que a pessoa é alguém seco ou que não tem senso de humor.

7. Ghorbānat beram ("Eu me sacrificarei por você")


Apesar de parecer algo extremo, esta expressão é uma mera demonstração de afeto, o que é uma marca registrada na cultura iraniana. Já falamos desta expressão e outras similares antes aqui no blog (veja o post).

8. Saram kolā gozāshtan ("Colocaram o chapéu na minha cabeça")


Em persa significa literalmente: "colocaram o chapéu na minha cabeça". Esta expressão tem o sentido de "eles me enganaram". No entanto, você pode se vingar "colocando o chapéu na cabeça deles" e dizer em resposta: saret kolā gozashtam ("Enganei vocês").

9. Jāt khāli-yeh ("Seu lugar estava vazio") 


Significa literalmente:"Seu lugar estava vazio". Esta é uma expressão iraniana bem familiar, cujo sentido é: "Sentimos a sua falta". Por exemplo, quando você está contando para alguém que houve um acontecimento muito divertido e a pessoa não pôde estar presente. Desta forma, a pessoa saberá que você esteve pensando nela, e que seria melhor ainda se ela estivesse presente. Outra expressão com o mesmo signnificado é  jāt sabzeh, que significa literalmente "seu lugar estava verde", ou seja, tinha grama crescendo no lugar onde você poderia estar. 

10. Zamin khordam ("Eu comi terra") 


Significa literalmente: "Eu comi terra", mas o verbo  khordan também  pode ser usado com o sentido de "bater". Esta expressão significa  "eu cai de cara  no chão" ou "levei um tombo".

11. Khāk bar sar-am ("Sujeira na minha cabeça") 


Esta frase não tem um significado muito legal. Significa literamente "sujeira na minha cabeça", cujo sentido é: "Eu deveria morrer". É difícil de traduzir esta frase de forma mais educada. Mas é uma expressão usada basicamente quando você cometeu um erro tão grande, ou algo terrível aconteceu. Se alguém dizer para você khāk bar sar-et, signficando "sujeira na sua cabeça", cuidado! É o equivalente a dizer para alguém: "Morra!" 


E você, conhece mais alguma expressão persa que não faz nenhum sentido em português? Deixe um comentário! 


Pôsteres do Metro de Teerã: revelando a cultura e a sociedade

Estes posteres colocados em circulação pelo departamento de cultura e sociedade da Compania de Trens e Metros Urbanos e Suburbanos de Teerã, são uma espécie de instrumento educativo. Da etiqueta social aos benefícios de cuidar da natureza, passando pelas virtudes da família e da religião, eles revelam as múltiplas facetas da cultura e sociedade iraniana.
Diz o Profeta Muhammad :‘Seja carinhoso com as crianças e achegue-se a elas com afeição e se você fez uma promessa a elas cumpra-a; porque além de você, elas não têm ninguém para lhes dar o pão de cada dia’ (De Makarimal Akhlaq, volume 1, pág. 142)

"Plante a árvore da amizade, por ela trazer imensas alegrias / Arranque a muda da inimizade, por ela trazer incontáveis tristezas" (de um poema de Hafez) Vamos preservar a natureza, porque isso salvará a nós mesmos. Nossos pequenos passos, se forem multiplicados, irão trazer grandes resultados. Uma terra acabada não é muito agradável. Amanhã é tarde. Anon

A Vida é Tão bela... e a família, ainda mais bela

Separar o lixo é essencial

Como são afortunadas as arvores que amam a luz. Os humanos são criaturas engraçadas. Destruímos as florestas, campos e rios , construíndo cidades e vilas e vilarejos.  Então quando sentimos fala da natureza, criamos parques, lagos e fontes artificiasi. Nós falhamos em ser frugais no uso do papel que pode significar a extinção de mais árvores. Vamos nos alegrar mais em olhar para as próprias árvores ao invés de pôsteres delas.
Imam Mohammad Bagher:‘As bençãos de Deus nunca vão terminar, a menos que os seus servos, cessem de lhe dar graças’



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Não é permitida a entrada de homens no vagão feminino. Não ultrapasse o limite

Os perigos das escadas rolantes: Empurrões e brincadeiras desnecessárias. Derrubar os outros usuários. Incomodar os outros usuários. 

Recomendações: Mantenha a calma e não corra. Evite brincadeiras e esteja atento com os outros. Prezados passageiros, vamos aprender a usar corretamente as escadas rolantes e ensinar aos outros como fazê-lo também.
Fonte: The Guardian 


Mulheres iranianas poderão entrar nos estádios


Na última semana, o Irã foi destaque na mídia não só por causa do acordo nuclear e a retirada das sanções econômicas, mas também pelo anúncio de uma pequena mudança que dará às mulheres do país o direito de frequentarem estádios :  
Mudanças na legislação deverão ocorrer depois de o Presidente da FIFA, Joseph Blatter ter pressionado as autoridades iranianas no sentido de permitirem a entrada de mulheres nos esportes masculinos, algo que já não acontece desde 1979.
Andolhamid Ahmadi, membro do ministério do Desporto, confirmou no  sábado passado que o Conselho de Segurança do Irã aprovou um plano que permite às mulheres e famílias assistirem e participarem em alguns eventos esportivos.
A diminuição da restrição será, no entanto, limitada: nem todos os  estádios vão permitir a entrada de mulheres e essa regra dependerá “do tipo de esporte”, esclareceu Ahmadi.
Desde a  revolução iraniana de 1979, a fim de evitar a mistura de mulheres e homens em público, estas passaram a ser impedidas de frequentar e assistir os jogos masculinos.
A única exceção feita pelas autoridades era  para com as mulheres estrangeiras residentes no Irã, autorizadas a ver os jogos de sua seleção nacional contra a seleção do Irã.
Em 31 de março, durante o amistoso entre as seleções de futebol da Suécia e Irã, torcida em Estocolmo mostrou-se solidária e envergou cartazes que apelavam: “Deixem as mulheres iranianas entrar nos seus estádios”.
No ano passado, as restrições estiveram em debate depois que a iraniana de ascendência britânica, Ghoncheh Ghavami foi condenada a um ano de prisão quando tentava assistir a uma partida de voleibol masculino entre o Irã e Itália, em Teerã. (Fonte: RTP)
Este tema foi retratado, embora na época sem muito destaque na mídia, no filme Fora-de-Jogo, de Jafar Panahi ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlim em 2006, destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 
Além do Irã, na Arábia Saudita as mulheres também estão proibidas de assistirem a competições esportivas, onde são proibidas inclusive de praticarem de determinadas modalidades. No Irã, as mulheres praticam todas as modalidades esportivas, porém ficam completamente separadas dos homens e é obrigatório o uso do traje islâmico. Curiosamente, os homens não são proibidos de assistirem os esportes praticados pelas mulheres. 


Hassan Shamaizadeh - Asheghe Khozestan

Com vocês o alegre e contagiante ritmo bandari do sul do Irã, na voz do cantor Hassan Shamaizadeh para alegrar o sábado! 


Sizdah Bedar: encerramento do Nowruz com desejos dos Amigos da Pérsia


Salam amigos! Ontem foi celebrado o Sizdah Bedar, o 13º dia do Ano Novo persa encerrando o longo feriado do Nowruz. Entre as tradições deste dia, as famílias iranianas saem de casa para celebrar em meio à natureza e jogam fora o sabzeh, a plantinha que enfeitava a mesa do Haft-Sin, acreditando que este cumpriu a função de recolher todas as energias negativas que poderiam atrapalhar o curso do novo ano. É um dia propício também para as moças e rapazes solteiros pedirem por um novo amor e também para os agricultores pedirem pela benção da chuva. 
Enfim, para entrar em sintonia com as boas vibrações desta data, postei alguns dias atrás no grupo do Facebook, Amigos da Pérsia, a seguinte pergunta: QUAL É O SEU DESEJO PARA O ANO NOVO IRANIANO?
E conforme o prometido, estou publicando as respostas: 

A Cura do Câncer, Paz Mundial,Aceleração da Economia Global e Alimento aos Famintos da África e Crianças Livres do Trabalho Infantil Escravo (J.H. /From Brazil) 
Meu desejo é que as mulheres possam exercer de forma ampla os seus direitos,sendo cada vez mais respeitadas como cidadãs e que haja uma abertura maior no âmbito profissional para que elas possam trabalhar de forma digna,exercendo igualmente profissões que antes eram somente liderada por homens.O meu desejo é direitos iguais para homens e mulheres,como deve ser não só para o Irã em todos os lugares do mundo. (V.S. /Brasil - Rj )
Eu desejo, do fundo do meu , que parem com o preconceito em relação ao Irã! Desejo que o mundo abra os braços e receba o povo iraniano tão bem como o Irã já os recebe! Eu desejo ver cantoras iranianas cantando e se apresentando dentro do seu próprio país! Desejo que as pessoas tenham a iniciativa de conhecer a beleza, a História, a culinária, o artesanato, a cultura e a poesia do Irã! Eu desejo principalmente ouvir das pessoas, quando digo que nasci no IRAN, algo como: "- Que legal!", ou: "Como é lá?!?", ou até mesmo: "Deve ser um orgulho dizer que nasceu em um país tão belo e rico em História..."....sim, gostaria muito de ouvir isso ao invés de ouvir: "Que horror?", e: "Vc é terrorista!! Kkkkkk (gargalhadas de deboche), e mais: "No país das gerras?!? Das bombas?!? (cara de espanto e terror). E como não podia faltar... Espero que as portas do comércio exterior se abram e que terminem as sansões econômicas impostas para o Iran! (K.M / Brasil)

Agradeço de todo coração aos amigos que enviaram as respostas acima. E quem quiser, fique à vontade para expressar seus desejos comentando aqui no blog! Desejo à todos um ótimo feriado com boas reflexões e muita harmonia!