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A Beleza da Mulher Iraniana: 1 século em 1 minuto

Salam amigos! Uma série de vídeos do site Cut Video mostrando sobre as mudanças nos padrões de beleza das mulheres ao longo de 100 anos vem fazendo muito sucesso na internet. E para nossa surpresa, o vídeo da vez mostra a evolução da beleza das mulheres iranianas em um século!
Em apenas um minuto, a modelo iraniana recebe diferentes maquiagens e penteados, incluindo as formas como o véu, chamado hijab, foi usado em cada década.
Devemos salientar que uma grande parcela das mulheres iranianas sempre foi adepta dos estilos mais conservadores. Os estilos aqui mostrados refletem tendências da moda, em alguns momentos com forte influência da cultura ocidental, e em outros revelando a forte tensão dos momento políticos.  Confira:





Jafar Panahi ganha o mundo com seu "Táxi" em Berlim

Hanna Saeeid, a fofa sobrinha de Jafar Panahi recebeu o prêmio em nome dele
Salam amigos! Eu sei que eu ando meio atrasada para postar notícias aqui no blog ultimamente, mas eu não poderia deixar de falar essa semana sobre o mérito do iraniano mais comentado do momento: o diretor Jafar Panahi e seu filme Taxi, ganhador do Urso de Ouro em Berlim no último sábado (14/02).
Claro que quem acompanha tudo sobre cultura e cinema, já deve ter lido as notícias nos sites da grande mídia como o G1, destacando o choro da pequena sobrinha do diretor impedido de sair do Irã, ao receber o prêmio em nome do tio, ou da Veja, destacando que o diretor foi proibido de fazer filmes por 20 anos em seu país. 
Mas notas e notícias à parte, quem já é calejado de cinema iraniano, sabe que a fórmula, filme gravado dentro do carro já é marca registrada de outro diretor e o próprio Panahi já retratou com muita proeza a realidade do Irã de dentro de um ônibus, como no seu inconfundível O Espelho (1997). 
Além do mais, para quem acompanha de vez em quando as notícias aqui no blog, deve recordar de outras crônicas do polêmico e querido diretor Jafar Panahi. Para começar, nem a prisão domiciliar conseguiu deter a criatividade arredia de Panahi em 2011 com "Isto Não é um Filme. E no ano passado ele já havia conquistado um outro Urso em Berlim, o de prata, com Closed Curtain (leia Jafar Panahi, o "Urso" iraniano de Berlim). 

>> Finalmente, para termos um  gostinho, vamos ver alguns trechinhos de Taxi




O Chá na Cultura Iraniana


Salam amigos! Atendendo a pedidos, hoje vou falar de um dos assuntos mais amados pelos nossos leitores: o chá iraniano ou chai irani, como falam nossos amigos das terras da Pérsia! 
Seja no Irã ou fora dele,  toda casa iraniana tem que ter um fogareiro à gás com uma chaleira fervendo água durante todo o dia. Ela ferve durante as orações matinais, na hora do almoço, e continua fervendo do entardecer até depois da hora do jantar, aquecendo as conversas familiares sobre sobre política, futebol, fofocas e noticiários. Sem dúvida, o chá é  um das tradições mais importantes da cultura iraniana, sem falar que as famosas casas de chá existem há seculos no Irã. 

Cultivo do chá no Norte do Irã
A produção de chá é a maior indústria nas regiões do Mar Cáspio e uma grande parte de sua economia. Mas você sabia que antes de 1900, não havia produção de chá no Irã? Isso mesmo! Foi só em 1895, que um diplomata iraniano chamado Kashef Al Saltaneh decidiu mudar isto. 
Na época em que os ingleses detinham um estrito monopólio da produção de chá na Índia, com regras rígidas contra o envolvimento de não europeus  neste negócio,  Kashef Al Saltaneh, que estudou em Paris, durante sua juventude e era fluente em francês, foi à Índia fingindo ser um homem de negócios francês e contrabandeou algumas sementes e mudas de chá para o Irã. Após seis anos de experimentação, ele introduziu seu primeiro produto no mercado e começou a industria que revolucionou a economia de duas províncias do Norte do Irã, Gilan e Mazandaran, e fez dos iranianos consumidores ávidos de chá.Ele é conhecido hoje como o pai do Chá Iraniano, e seu mausoléu, na cidade de Lahijan abriga o Museu do Chá.

Mausoléu de Kashef Al-Saltaneh em Lahijan, onde fica o Museu do Chá
As famosas casas de chá, ou chaikhanehs, existem no Irã desde épocas remotas do Império Persa. Elas ganharam destaque após o século XV, quando as folhas de chá oriundas da China pela Rota da Seda passaram a ganhar mais popularidade do que o então consumido café. Embora sejam um ambiente majoritariamente frequentado por homens, as chaikhanehs têm sido cada vez mais frequentada por todos os membros da sociedade e, especialmente, pela grande população jovem do Irã.
O chá iraniano existe em uma variedade de sabores sutis, mas sua principal característica  é a  cor castanho-avermelhado profundo, que cada pessoa pode escolher diluir com água em função de sua preferência. Apesar de seu cultivo nas províncias do norte do país, outros chás do Sri Lanka e da Índia também são amplamente consumidos uma vez que o país importa a maior parte do seu chá, a fim de atender à grande demanda.


A maioria das chaikhanehs costuma servir um chá bem forte, exceto se o cliente pedir o contrário. Quanto mais forte o chá, maior a concentração de taninos e cafeína, por isso, uma boa xícara de chá equivale a uma xícara de café para aqueles que estão familiarizados com ele. Por causa de sua amargura, muitos preferem o chá com açúcar. Tradicionalmente, os iranianos colocam um cubo de açúcar chamado ghand na boca que vai derretendo enquanto vão saboreando os goles do chá. Outra forma de adoçar o chá bem comum no Irã é um tipo de pirulito de açúcar cristalizado, geralmente colorido chamado nabât que pode ser encontrado em todo o país em lojas de especiarias para esse fim específico.

Copos de chai servidos com cubos de açúcar (ghand)
Na cultura iraniana, o chá também tem todo um ritual: a maioria das reuniões ou ocasiões formais começará com um copo de chá, e a maioria das refeições é terminada com ele. Algumas chaikhanehs tem plataformas de madeira semelhantes a uma cama, cobertas de tapetes e almofadas chamadas de takht, nas quais você pode tirar os sapatos e se reclinar, enquanto bebe o chá e saboreia umas tâmaras bem doces. 
Tradicionalmente, o chá é preparado em um samovar, um recipiente de aquecimento que originalmente foi importado da Rússia para a Pérsia. O samovar é usado para manter a água quente por períodos prolongados de tempo através de um tubo cheio de combustível no interior da estrutura. Feito de cobre, bronze, prata ou ouro, o samovar ainda é usado em toda a Rússia, Ásia Central e  Irã, e versões ornamentadas da dinastia Qajar ainda pode ser encontrado em uso.

Azari Tea House, uma das mais famosas chaikhanehs em Teerã
Existem Chaikhanehs de todas as formas e estilos no Irã. Desde um simples cômodo em aldeias e vilarejos, até locais sofisticados nos centros urbanos, e as undergrounds próximas a destinos turísticos populares. A Azari Tea House em Teerã é uma das mais famosas chaikhanehs conhecidos por turistas e moradores da cidade. Em funcionamento desde o século XIV, na rua Vali Asr possui uma  arquitetura detalhada e decoração tradicional. 

Por fim, para quem quiser saber mais sobre o chá iraniano, eu sugiro que leia também estes dois posts publicados anteriormente aqui no blog:


Baseado em Iran Review


Homayoun Shajarian - Arayesh Galyez

Salam amigos! Sexta-feira no Irã é um dia de descanso,  perfeito para ouvir uma boa música clássica persa e relaxar lendo um livro de poesia persa. Mas já imaginou se de repente, as figuras deste livro ganhassem vida e resolvessem transformar  um concerto de música tradicional persa em um show de rock pesado? Tudo é possível, nesta super animação onde o talentoso vocalista Homayoun Shajarian interpreta a poesia de Rumi de uma forma bem inusitada! Veja só no que dá essa fusão da música clássica persa com o heavy-metal: