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Shahzadeh, um jardim paradisíaco no meio do deserto

Vista aérea do Shahzadeh 
O magnífico Bagh-e Shahzadeh ou "Jardim dos Príncipes", se localiza no meio do deserto ao lado das montanhas Joupar a 6 km de Mahan, na província de Kerman. Ele faz parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com outros nove jardins espalhados pelo Irã  que exemplificam a evolução dos jardins persas que se adaptaram a diferentes condições climáticas, desde os tempos de Ciro, o Grande (séc. VI a.C.). 
A estrutura do Shahzadeh consiste em um jardim retangular de 5,5 hectares em um terreno inclinado, com portão de entrada na extremidade baixa e um pavilhão de dois andares, na extremidade alta. Uma fonte ornamental, percorre todo o jardim de uma extremidade a outra. Sua construção foi iniciada por  Mohammad Hasan Khan Qajar Sardari Iravani (c.1850 -1870) e se estendeu até o reinado de Abdolhamid Mirza Naseroldoleh. Próximo a ele também está o túmulo de Shah Nematollah Vali (mestre sufi e poeta que viveu entre os séc. XIV-XV). 
Sempre divididos em quatro setores, com a água desempenhando um papel importante tanto para a irrigação quanto para a ornamentação, os jardins persas eram concebidos para simbolizar o Éden e os quatro elementos do zoroastrismo: céu, terra, água e plantas. O projeto arquitetônico desses jardins também inclui edifícios, pavilhões, muros e sistemas de irrigação sofisticados. Foram os chamados pairi-daeza ou "paraísos" persas que  influenciaram o conceito de jardins da Índia (Taj Mahal) até a Espanha (Alhambra).

Entrada a partir do interior do jardim  Shahzadeh 
Vista para a fonte que irriga o jardim de uma extremidade a outra
A água desempenha um papel importante na ornamentação dos jardins persas
Vista noturna do Shahzadeh com o pavilhão ao fundo
A fachada do pavilhão no interior do jardim
>> Conheça mais do Jardim Shahzadeh e também o interior do edifício do túmulo de  Shah Nematollah Vali  neste vídeo:

(Baseado em Payvand e Wikipedia)


5 comentários

  1. Salam, Jana Jan!
    Você sabe que amo o deserto e esse que você nos apresenta é realmente paradisíaco.
    Uma vez, uma pessoa me disse que o deserto deveria ser horripilante, mas ela não sabe que lá também há vida...E atravessá-lo é um extasiante mergulho para dentro de si mesmo.
    Você já assistiu ao filme "O céu que nos protege"? Se puder, assista-o. É um filme antigo, porém belíssimo. Foi filmado no Marrocos e em outros locais em que os tuaregues vivem.
    Beijos do "nosso" Golfo.
    @>-------

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    1. Salam Denise jan! Este jardim é realmente um paraíso na terra, não é a toa que ele é apelidado por muitos iranianos de um "cantinho do céu".
      Eu também não consigo imaginar o deserto como algo horripilante, mesmo que haja grandes extensões de terras inóspitas e um sol inclemente. Imagino como um lugar mágico, onde nos oásis há uma variedade de plantas e animais lindíssimos e seus habitantes nômades com uma grande cultura e sabedoria. Ainda não assiste esse filme, mas já ouvi falar: vou procurá-lo e te conto o que achei.
      Beijos da terra dos jardins!

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  2. Parabéns pela postagem amiga!
    Além de construtiva e cultural, traz a tona todo ar histórico que envolver o Irã.
    Meu carinho e o desejo de que você continue prestando esta relevante contribuição a sociedade no que díz respeito a elevar o nível cultural e educacional dos individuos.

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    1. Salam querida Flávia! Você sabe que além da pesquisa, este blog é feito com o coração. Sem dúvida espero continuar por muito tempo
      compartilhando o que aprendo sobre esta civilização e cultura maravilhosa que muito tem a ensinar para toda a humanidade.

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