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Estilos de Danças Iranianas

"Vem,
Te direi em segredo 
Aonde leva esta dança" 
- Jalaluddin Rumi
O termo persa para dança é bazi embora este mesmo termo signifique literalmente "jogar ou praticar  esporte". Mas, o termo raghs é o mais popular para dança na linguagem persa de hoje. E não é de se estranhar que grandes poetas persas como Rumi e Hafez citaram frequentemente a dança em seus poemas.
Em cada região do Irã, o estilo de dança encontrado é diferente, de acordo com a cultura e língua dos povos locais. Por exemplo, a dança curda é chamada  Halparke e a dança dos Luris se chama Bākhten ou Bāzee.
Jovens curdos iranianos dançando Halparke
O estilo de dança encontrado na maioria das cidades e entre os iranianos da diáspora é chamado de raghs ou gher dadan e é o único estilo executado por todos os iranianos, independentemente da etnia. A dança em si é altamente individualista e conta com performances de improvisação e solo assim como todas as outras formas de arte iranianas, como a música, etc.
A raghs, enfatiza os movimento da parte superior do corpo, junto com as mãos, ondulações de quadril e expressões faciais. Embora muitas vezes comparada a dança do ventre árabe, a  raghs iraniana é muito distinta, devido aos seus movimentos mais lentos e circulares.
A gher dadan  possui um ritmo mais rápido e ambas as partes superior e inferior do corpo são enfatizadas.
Na maioria das vezes, a raghs é executada em  reuniões familiares, onde os convidados se sentam em um círculo e um casal dança no meio, às vezes acompanhado por um donbak ou outro instrumento de percussão. A Raghs também é usada mais formalmente em vários eventos sociais, como casamentos e datas comemorativas como o Nowruz.

Baba Karam ou Jaheli

Entre as danças populares urbanas podemos citar o Baba Karam, uma dança tipicamente masculina, que hoje é também executada por mulheres, que dançam com chapéus pretos e echarpes. Este estilo de dança também é referido como Jaheli, ou seja,  um personagem iraniano que é o típico "valentão do bairro" que vai a casa de chá para se encontrar com seus amigos também Jahelis. 

Algumas Danças Folclóricas e Tradicionais

Dança Azeri

Os azeris habitam o noroeste do Irã, e a capital da província do Azerbaijão é a cidade de Tabriz. As danças do Cáucaso são caracterizadas por belos movimentos de mãos e braços e muitas vezes por pequenos passos deslizantes. As dançarinas  usam saia longas, que evocam a ilusão de que estão flutuando sobre o chão. As danças "às vezes melancólicas, às vezes animadas" são sempre líricas e expressam o orgulho natural das mulheres caucasianas. Antigamente, as mulheres dançavam apenas em casamentos e outras festividades.

 Dança Gilaki

Gilan é uma região do norte do Irã na costa sul do Mar Cáspio.  Esta é uma região pantanosa, onde é cultivado o trigo e, especialmente grande variedade de arroz. As danças típicas dessa região representam os rituais da colheita, semeadura celebrando a fartura. Um dos estilos mais conhecidos é o da cidade de Ghasemabad. >> Veja o vídeo.

Dança Bandari


Os habitantes do Golfo Pérsico viviam originalmente de pesca e extração de pérolas. Devido à sua localização geográfica, sua cultura, incluindo trajes, música e dança, é influenciada por muitas culturas circundantes: além da iraniana,  como árabes, indianos e africanos. A dança é acompanhada pela gaita de foles e palmas rítmicas. >> Veja o vídeo.

 Dança Qajar
 Estas danças pertencem a um gênero urbano chamado Kereshme ou Naz  que significa "flertar" e é talvez a característica mais importante das danças sociais urbanas do Irã. Expressões faciais, mímica, movimentos de mão requintados e movimentos fluidos dos quadris, ombros e braços também desempenham um papel central. Essa dança evoca a atmosfera dos entretenimentos da corte durante o período da dinastia Qajar (1796-1925).
Dança Qashqai
Estes são apenas alguns estilos dos numerosos existentes, entre as danças iranianas. Poderíamos citar também outros belíssimos estilos como as danças dos nômades Qashqai e Bakhtiaris...  mas em futuras postagens serão abordados outros estilos de danças  clássicas, populares e tribais com mais detalhes.

Sites consultados: 
Iran Dokht
Persian Dance - Wikipedia
Peyman and His Tonbak Website
Traditional Persian Dance|Shahrzad Khorsandi


Palestra Imagens do Irã, no SESC Vila Mariana

Encontro que integra a exposição Pulso Iraniano e as experiências de especialistas em cultura iraniana. Nesta quarta-feira (28/11/12) às 19:30h. Confira os detalhes aqui: 


 


Breve história da miniatura persa

Miraj do Profeta, miniatura de Sultan Muhammad 1539-43.
O formato das nuvens  e as figuras de anjos mostram a influencia da arte chinesa.
É difícil  traçar com precisão as origens da arte da miniatura persa, já que esta atingiu o seu auge, principalmente durante os  períodos mongol e timúrida (séc. XIII e XVI). Os governantes mongóis do Irã  cultuavam a pintura chinesa e trouxeram para a Pérsia um grande número de artesãos chineses que passaram a influenciar  fortemente a  arte persa com seu estilo. Inclusive o papel, chegou a Pérsia através da China em 753 d.C.
Ilustração do Golestan de Saadi,
 miniatura de Amir Khalil, 1427
A função mais importante da miniatura era a ilustração de obras literárias, facilitando assim a sua compreensão. A arte da miniatura se desenvolveu num casamento entre as linguagens artística e poética e durante os últimos 10 séculos, houveram muitas grandes obras literárias para inspirar os grandes artistas de sua época. No final do século X, Ferdowsi criou seu imortal poema épico Shahnameh (O Livro dos Reis), que  relaciona entre fatos e  lendas, a história do Irã desde a criação do mundo, até as conquistas árabes do século VII. No século XII, o poeta Nezami criou sua obra romântica Khamsa (cinco histórias em verso), que era muito popular, e foi imitada várias vezes por poetas indianos que  escrevem em persa. O século XIII viu a criação de grandes obras do poeta Saadi,  autor de Bustan (Orquidário) e Golestan (Jardim das Rosas) considerados obras-primas da literatura persa.
No século XIV, houve as obras esclarecedoras e românticas de Amir Khosroe Dehlavi, Kermani Khajoo, Hafez e Khodjandi Kamal. Enquanto no século XV foi a vez do multifacetado poeta Jami, que escreveu os sete poemas épicos chamados Haft Owrang (Os Sete Tronos ou Ursa Maior). 
 Esta grande riqueza  inspiradora da literatura deu origem ao surgimento de muitas e importantes escolas de miniatura, cada uma com seu próprio estilo, criando uma grande diversidade de pinturas. Foi através dessas escolas que a miniatura persa atingiu o seu desenvolvimento esplêndido tanto no Irã quanto na Ásia central. Três das escolas mais influentes estavam em Shiraz, Tabriz (no Irã) e Herat (atual Afeganistão).
Bahram Gur matando o dragão, página do Shahnameh da escola de Shiraz, 1371
Nos séculos XIII e XIV Shiraz , capital de Fars testemunhou um grande desenvolvimento de sua vida cultural. A poesia floresceu e consequentemente também a arte da miniatura. Uma das obras mais importantes para os ilustradores do período foi o Shahnamah, e em Shiraz, havia uma grande equipe de pintores dedicados especialmente  a ele. Nas miniaturas de  Shiraz do século XIV, a simetria da construção foi predominante, enquanto a maior parte da composição era simples e monótona. No entanto, a escola de Shiraz teve grande influência em todo o Irã, e até o final do século XV produzia miniaturas de alta qualidade. As ilustrações do Khamsa (1491) de Nezami são um dos maiores exemplos da arte de Shiraz em seu auge.
O rapto de Zal pelo Simurgh, miniatura da escola de Tabriz, 1370
No final do século XIII, foi estabelecida uma escola de artes em  Tabriz. O desenvolvimento artístico inicial dessa escola difere de Shiraz, pois suas ilustrações  tendiam a combinar traços do Extremo Oriente com o estilo armeno-bizantino de pintura. Essa última  influência  pode ser explicado pela posição geográfica de Tabriz, que está na fronteira com a região armênia.
Relações mais estreitas surgiram entre os diferentes estilos artísticos das escolas de Shiraz e Tabriz no início do século XV. Isto foi devido a grande migração de pintores após a conquista de Bagdá (1393, 1401) e Tabriz (1402) por Timur. Muitos deles foram trazidos para Samarkand, a capital do conquistador, e para a corte de seu neto, Iskandar Sultan, o governante de Shiraz. Nos novos estúdios eles se adaptaram as idéias e gostos já existentes, ao mesmo tempo que introduziram muitas das tradições que seguiam antes da migração. 
No século XVI, sobre os vastos territórios do Irã e da Ásia Central, a poesia de Jami era extremamente popular, e enriqueceu a arte da pintura com novos temas. Este foi o início de um grande desenvolvimento entre as várias escolas de arte no Irã. Nas miniaturas de Tabriz havia uma magnífica habilidade para criar dentro de um espaço limitado, a ilusão total de uma determinada cena ou paisagem, por exemplo, uma imagem de um palácio, incluindo parte de seu quintal, jardim interior e detalhes dos interiores. As figuras dentro da composição passaram a ser representadas deforma mais animada e natural.
Casa de Banho, miniatura de Behzad
da escola de Herat, 1495
Na primeira metade do século XV uma escola de arte foi criada em Herat. Os melhores  artistas das escolas de Tabriz e Shiraz foram para lá.  À medida que a habilidade dos pintores foi aumentado, a estrutura rítmica da composição tornou-se mais complicada. Os artistas de Herat foram excepcionais em retratar pessoas, tornando o ambiente um mero acompanhamento. Um dos pintores mais conhecidos e mais influentes da escola Herat foi Kamal-od-Din Behzad, cuja arte criativa foi muito influenciada pelas obras dos poetas  Jami e Navai. As pinturas de Behzad trouxe em miniatura para sua verdadeira essência retratando com maestria cenas do cotidiano de sua época. Ele compartilhou a fama da pintura de Herat com outros destacados pintores em miniatura do se tempo como seu professor,  Mirak Nakkash, Ali Kasim, Khwadja Muhammad Nakkash, e Muzaffar Shah. 
Com o passar do tempo, o tema das miniaturas tornou-se mais limitado. No século XVII, retratavam principalmente cenas românticas, retratos e até mesmo algumas cópias de pintores europeus. No século XVIII surgiu um novo gênero decorativo que tratava de flores e pássaros.

Baseado em Iran Chamber


Kourosh Zolani - "Memoirs of Sangesar"

Kourosh Zolani, nasceu no pequeno vilarejo de Sangesar. O mais novo entre 10 irmãos, de uma família humilde, este talentoso artista, aprendeu desde cedo a acreditar em seu sonho, de um dia se tornar um músico, ainda que isso fosse considerado um tabu na vila onde nasceu. Uma linda peça musical com as notas mágicas do santour, Memoirs of Sangesar recorda do frio congelante sem roupas e sapatos apropriados, ao calor escaldante de trabalhos árduos junto com seus irmãos, uma infância de lutas no coração das montanhas do Irã.


Aulinha de Persa 15 - Clima e Estações do Ano

Você sabia? O clima no Irã é muito diversificado. No noroeste, os invernos são frios, com muita precipitação de neve e temperaturas abaixo de zero em dezembro e janeiro. As meia-estações são amenas e o verão é muito quente e seco. No sul, os invernos são amenos e os verões muito quentes, com temperaturas que ultrapassam os 38ºC. No Khuzestão, o verão quente é acompanhado de umidade alta. Em geral, o clima é árido, com a maior parte das (poucas) precipitações entre outubro e abril. Chove um pouco mais nos vales de Zagros e na planície costeira do Mar Cáspio. 
Fonte: Wikitravel

آب و هوا /âb-o-havâ/ Clima

 طوفانی /tûfânî/ - Ventania, Tempestade
 ابری /abrî/ - Nublado
 بارانی bârânî - Chuvoso
 سرد /sard/ - Frio

 برفی /barfî/ - Nevado
 آفتابی /âftâbî/ - Ensolarado
 گرم /germ/ - Calor
Exemplos de frases:
آب و هوا چطوره  است؟
/âb-o-havâ tchetôreh ast?/
Como está o tempo?

.هوا ابری است 
 /havâ abrî ast/
O tempo está nublado.

.آب و هوا خوب نیست
/âb-o-havâ khûb nîst / 
O tempo não está bom.

.هوا خیلی گرمه است
 /havâ kheilî germeh ast/
O tempo está muito quente.


فصل‌های سال  /fasl hâye-sâl/ 
As Estações do Ano


 پاییز /pâi-îz/ - Outono
 زمستان /zemestân/ - Inverno 
بهار /bahâr/ - Primavera 
 تابستان /tâbestân/ -Verão
Mais um exemplo de frase:

.آب‌ وهوای بد وجود ندارد. همه آب‌ وهوا‌ها خوب هستند
āb-o-havâye bad vojud nadâred. Hameh âb-o-havâ-hâ khûb hastand.
Não existem climas ruins, todos os  climas são bons.


  Até a próxima aulinha e khoda hafez!



Dois meninos iranianos jogando futebol no Brasil

Uma  linda história de determinação e amor pelo esporte. Conheça os dois garotos iranianos que vieram até o país do futebol para realizar um grande sonho, defender a seleção de seu país na Copa de 2014. Farbod, 17 anos e Matin, 14 anos, há pouco tempo no Brasil, estão dando um show de dedicação, aprendendo a falar o português e as táticas do esporte que não tem tanta tradição no seu país. 
A reportagem completa  com vídeo está no site do Globo Esporte, aqui eu fiz um resumo a partir dela:

Os meninos iranianos Farbod , 17 e Matin, 14 que vieram para o Brasil jogar no Juventus.
A aventura dos garotos iranianos começou em abril deste ano e depois de quase oito meses , a dupla se mostra entrosada com os outros jogadores do Juventus. Não fosse pela dificuldade para falar um português por vezes auxiliado pelo inglês, os dois poderiam se passar por brasileiros tranquilamente. Mas apesar das lições aprendidas no “novo mundo” não é a pretensão deles esquecer a cultura da pátria mãe.

Assistir aos jogos da Liga Iraniana e ir a estádios acompanhados por seus pais eram atividades corriqueiras para Farbod  e Matin. Assim como em muitos lares brasileiros, o futebol estava por toda parte nas casas dos dois garotos. Nos pôsteres, nas decorações das estantes, nas camisetas cuidadosamente guardadas no armário. A paixão por esse esporte, porém, é algo que transcende o âmbito familiar. É uma relação de amor espalhada por toda a nação iraniana, mas que, ao menos para Matin, não tem a mesma intensidade da “loucura” brasileira em torno do futebol.
Ao contrário do Brasil, onde o futebol reina absoluto como esporte nacional, o Irã tem outros esportes populares como o varzesh-e pahlavani (que significa o “desporto dos heróis”) que é a luta tradicional do Irã, mas é a versão olímpica da luta (especialmente o estilo livre) que mais atrai os iranianos. Farbod e Matin, porém, preferiram se juntar ao grupo de apaixonados pelo futebol, que a cada dia ganha novos amantes no Irã e já supera a luta em popularidade. A liga nacional, também conhecida como Copa do Golfo Pérsico, está em crescimento, mas é o time Melli (que significa "time do povo"), como é conhecida a seleção do Irã, que movimenta o futebol nacional.
Chegar à seleção do Irã é o sonho de Farbod e Matin. Eles ainda não tinham nascido quando sua seleção estreou em Copas do Mundo, na Argentina, em 1978.  O time Melli voltou à Copa na edição de 2006, na Alemanha, só que, pela terceira vez, não passou da primeira fase. Um reflexo da formação de jogadores nas categorias de base do país.

Depois de anos nas categorias de base do Irã, Farbod e Matin tiveram em suas mãos o que eles consideram a oportunidade de suas vidas: jogar na “terra de Pelé”. A chance surgiu através do preparador físico dos garotos e do empresário iraniano Mohammad Karim Tabatabaei, que firmou um intercâmbio cultural e esportivo com o Juventus. "Um dia meu pai falou: Mês que vem nós vamos para o Brasil. Você vai jogar e morar lá. Você quer? Disse que queria, claro. Minha mãe chorou, mas eu vim" – lembra Farbod (que iniciou nas escolinhas do Persepolis, um dos maiores times de Teerã).

Assustados e com poucas noções táticas, os dois garotos enfrentaram diversas barreiras ao chegar ao Juventus. A primeira foi a comunicação, já que os dois têm como língua nativa o persa (também conhecido como farsi), bem diferente do português. Com o técnico, que já havia treinado japoneses e coreanos anteriormente, o jeito foi conversar e receber instruções em inglês. Com os companheiros de time, porém, o papo não fluía. "
No começo era difícil. Eles são iranianos e falavam tudo enrolado. Conversávamos mais por gestos. Xingávamos eles (sic), e nem entendiam. Agora é o contrário (risos). Eles estão falando português melhor que nós" – diz Jean Marcos, companheiro de Farbod no time sub-20 do Juventus.



Aos poucos e com muito esforço, os dois aprenderam português – ao menos a linguagem de boleiro. O necessário para se virar nas ruas Farbod e Matin já sabem, mas não raras vezes têm de recorrer ao inglês. Assim, eles conseguiram se comunicar para superar a segunda barreira no “novo mundo”: a carência técnica.

O treinador conta que os garotos participavam pouco das jogadas nos primeiros meses, porque não entendiam em que posição precisavam estar. Hoje, Matin  atua na ponta esquerda do time sub-15, enquanto Farbod se encontrou no meio-campo do sub-20. Os dois ainda são reservas, mas a dedicação rendeu ao menos ao mais velho a inscrição no Boletim Informativo Diário da CBF. A princípio, os dois ficam no Brasil até março do ano que vem, mas esperam que a permanência seja estendida. 
Enquanto isso, eles enfrentam as barreiras das diferenças culturais, algo que eles tiram de letra. O café da manhã não é mais servido com nam (espécie de pão iraniano) e mel. O kebab (espeto de carnes e legumes) e o berenj (arroz típico do Irã) também fazem falta, mas nem tanto quanto a família que ficou na terra natal. A saudade dos parentes é o que mais aflige os iranianos, especialmente Farbod, que mora com outros jogadores da base do Juventus – Matin ainda tem a companhia da mãe. Fora isso, eles adoram o Brasil e se dizem muito bem acolhidos.
"Quando vou aos shoppings ou ando nas ruas, as pessoas normalmente não reparam em mim, mas se elas ficam sabendo que eu sou estrangeiro, dão muita atenção. São pessoas muito amáveis" – diz Matin.
Sem conhecer muito a realidade do futebol iraniano, os companheiros de time pedem a Farbod e Matin para que os levem para seu país de origem. Os juventinos acreditam que o “eldorado árabe” se estende ao mundo persa, mas os garotos iranianos não têm essa ilusão. Para a dupla, o intercâmbio no Brasil é um trampolim para continuar suas carreiras longe de sua terra natal. Mesmo à distância, Farbod e Matin tentam se manter próximos à Teerã. O orgulho de ser iraniano é expresso em seu desejo maior: entrar para o time Melli.
"Eu acompanho todo dia a Liga Iraniana. Ligo para o meu pai e pergunto quanto e como foram os jogos, quem é o campeão, o artilheiro. Acho que esse período aqui pode me ajudar a chegar à seleção iraniana. Quando você treina aqui é muito diferente. Vou ter mais experiência e confiança para jogar. Meu futuro é para jogar em clube fora do meu país. Quero jogar na Europa ou na América do Sul, mas quero defender minha seleção" – acredita Farbod.
O jovem iraniano ainda não sabe quanto tempo vai ficar no Brasil, mas espera estar no país entre junho e julho de 2014, já como um integrante do time Melli. Bem classificado nas eliminatórias asiáticas, o Irã está perto de assegurar a vaga para sua quarta Copa do Mundo.
"Acho que o Irã vai se classificar. Eu terei 19 anos e quero jogar a Copa do Mundo. Vou treinar para que eles me convoquem. Mas se eles não quiserem ainda, quem sabe na próxima (na Rússia, em 2018)" – diz Farbod, ciente de que seu sonho, por mais distante que ainda esteja, pode um dia se tornar realidade com a ajuda dos ensinamentos na “Terra de Pelé”.


Tapetes Persas: Origem e Classificação

Bazaar de Tapetes em Isfahan, foto de Hossein Baharloo
Os tapetes persas são classificadas pela região em que são feitos. Por exemplo, um tapete chamado Tabriz foi tecido perto ou dentro da cidade do mesmo nome. Um grande centro de produção de tapete como Tabriz também pode ter subcategorias, como o famoso Tabriz Mahi. Cada cidade, aldeia ou tribo tem seu próprio estilo que é como uma marca registrada. Se um estilo torna-se famoso, outros centros poderão tentar imitá-lo embora as imitações nunca tenham a mesma qualidade do original.
Alguns tapetes nem sempre são identificados pela cidade. Por exemplo, na cidade sagrada de Mashhad, os melhores tapetes são chamados de Mūd que é o nome de uma aldeia próxima, conhecida pela qualidade. 
Outra forma de classificação é pela cidade onde são comercializados os tapetes. Por exemplo, Arak é uma pequena cidade rural, que tem um setor de comércio incrivelmente grande e é cercada por dezenas de  aldeias que produzem  seus próprios tapetes. Todos estes tapetes são comercializados em Arak, e portanto, muitos deles são classificados como Araks.
No Irã, alguns tapetes são feitos em tecelagens nas cidades, outros são feito por habitantes de pequenas aldeias rurais e há também os tapetes tribais que são tecidos por nômades.
Um especialista  pode determinar a origem de um tapete simplesmente analisando o desenho.

Exemplar de tapete Mūd 
 Exemplo de tapete Arak
Tapetes de Cidades
Geralmente têm desenhos mais curvilíneos e detalhados, padrões  florais e figurativos. Alguns dos tapetes de cidade mais famosos são produzidos em:

  • Teerã
  • Isfahan
  • Kashan
  • Kerman
  • Mashhad
  • Nain
  • Qom
  • Tabriz
  • Yazd
  • Mud
Tapete de Mashhad
Tapete de Tabriz

Tapetes  de Aldeias 
Seus desenhos variam entre padrões curvilíneos e geométricos. Alguns dos mais famosos são produzidos em:
  • Abadeh
  • Farahan
  • Hamedan
  • Heriz
  • Nahavand
  • Varamin
  • Yalameh
  • Sultanabad
Tapete de aldeia Farahan
Tapete da aldeia de Varamin 

Tapetes  Tribais 
Geralmente têm padrões altamente geométricos pouco complexos e cores brilhantes. Alguns dos tapetes tribais mais conhecios são:
  • Afshar
  • Bakhtiari
  • Baluch
  • Kurd
  • Luri
  • Qashqai
  • Shahsavan
  • Turkmen
Tapete tribal Bakhtiari
Tapete tribal Qashqai

Sites pesquisados:
Oriental Rugs the O'Connel Guide | Persian Rug Gallery | Wikipedia


Existem Igrejas no Irã?

Igreja armênia na província do Azerbaijão, Irã
Atualmente há mais de 200 igrejas armênias históricas no território iraniano, a maioria delas foi construída em torno  do séc. XIV. Mas isso não significa que não havia igrejas  no país antes desse período. Durante o reinado de Shah Abbas I, o rei safávida, um número considerável de cristãos da Armênia e do Azerbaijão se estabeleceram em Isfahan e outras regiões do Irã. Um bairro chamado Jolfa foi construído às margens do rio Zayande-rud em Isfahan e tornou-se a residência desses imigrantes e consequentemente, igrejas foram erguidas na cidade. Depois de um curto lapso de tempo, alguns armênios se mudaram para a província do Gilan enquanto outros foram para Shiraz. Após a morte de Shah Abbas, seu sucessor, Abbas II também deu especial atenção ao bem-estar da comunidade armênia e mais igrejas foram erguidas em Jolfa. A influência de muitos europeus durante o reinado dos Qajars levou ao florescimento de outras igrejas e alguns destes edifícios ganharam importância arquitetônica e artística. Na província do Azerbaijão é onde estão as mais antigas igrejas do Irã. Entre as mais significativas estão a  Vank Tatavous (Catedral de São Judas Tadeu), que também é chamado de Kelissa Ghara ou Kara Kelissa ("o mosteiro negro") na cidade de Maku e há também a igreja conhecida como Santo Stepanous (Santo Estevão), que fica  24km ao sul da cidade de Jolfa. 
Geralmente, cada igreja tem um grande salão de orações congregacionais, sua parte mais importante é erguida como um palco, adornado com as  imagens de ícones religiosos que também serve como um altar. A congregação reza de joelhos ou sentada diante da plataforma onde o sacerdote está celebrando os ritos da igreja, que é semelhante à prática muçulmana de rezar de frente para o nicho na mesquita. A estrutura das igrejas no Irã seguem mais ou menos o padrão da arquitetura iraniana, ou combinam elementos iranianos e não-iranianos.
Igreja de Santo Stepanous  no Azerbaijão.
A antiga Igreja de Santo Stepanous se assemelha mais a arquitetura armênia e georgiana e o interior do edifício é adornado com belas pinturas feitas por Honatanian, um renomado artista armênio. Hayk Ajimian, um estudioso e historiador armênio, registrou que a igreja foi originalmente construído no século IX d.C, mas  repetidos terremotos no Azerbaijão arruinaram completamente a estrutura anterior. A igreja foi reconstruída durante o governo de Shah Abbas II. 
A Igreja de Santa Maria em Tabriz foi construída no século XII e em suas crônicas, Marco Polo, o famoso viajante veneziano que viveu durante o século XIV,  se refere a esta igreja em seu caminho para a China.  É um edifício generosamente construído, com  diferentes edifícios anexos espalhados em uma grande área. 
Além das  três igrejas citadas acima, ainda  há outras no Azerbaijão, como a antiga igreja construída na aldeia de Modjanbar a 50 km de Tabriz e a grande igreja de São Sarkis, na cidade de Khoy. Durante o reinado de Shah Abbas,  foi construída a  Igreja de S.Gevorg (São Jorge), na aldeia de Haft, perto da cidade de Salmas. E na aldeia de Derishk nas proximidades de Shapur, também há uma igreja com uma cúpula admirável. 
Catedral de  São Tatavous ou "Mosteiro Negro"
Detalhe do Mosteiro
Interior da Catedral
A catedral mosteiro Vank Tatavous ou Kara Kelissa inicialmente, era composta de uma sala pequena com uma cúpula em forma de pirâmide semelhantes aos edifícios islâmicos  da era mongol. A parte principal desta estrutura piramidal  segue a arquitetura bizantina (Império Romano do Oriente), incluindo as franjas horizontais e paralelas feitas de pedras brancas e pretas do interior para o exterior. A fachada dominada por pedras negras, deu origem ao apelido de "mosteiro negro" pelos nativos. Durante o reinado do governante Qajar, Fath Ali Shah, novas estruturas foram adicionados à igreja de São Tatavous sob a ordem de Abbas Mirza, o príncipe herdeiro e governador do Azerbaijão. As reformas resultaram na ampliação da sala de oração e a pequena igreja antiga foi transformada em uma plataforma de oração, mantendo o altar, os ornamentos sagrados e um lugar onde o sacerdote poderia conduzir as orações. A torre do sino e da entrada da igreja estavam situadas em um lado do novo edifício, mas, infelizmente, essa parte ficou inacabada. Entretanto, devido a distúrbios políticos na região durante os períodos seguintes, a igreja foi abandonada e em ruínas. Alguns pequenos reparos foram realizados nos últimos anos. A cada ano, durante uma época especial (no verão), muitos armênios de todas as partes do Irã viajam a este local para oração e peregrinação. Eles vêm por jipes ou caminhões depois de cruzar uma rude passagem montanhosa. Eles se juntam ao redor da igreja, onde ficam por alguns dias realizando suas cerimônias religiosas. No resto do ano, porém, a igreja permanece deserta nessa área remota. Os acréscimos feitos à igreja de São Tatavous por ordem de Abbas Mirza consistem em imagens dos apóstolos gravadas sobre a fachada e decoração de flores, arbustos, leões e figuras de sol e arabescos, todas feitas por artesãos iranianos. A arquitetura do interior da igreja é uma combinação de desenhos bizantinos, armênios e georgianos. Ao lado da grande igreja, câmaras especiais foram construídos para abrigar peregrinos e eremitas.
Catedral Vank no bairro armênio de Jolfa em Isfahan
Catedral Vank (foto cedida por  Mehrdad G.)
Pinturas com cenas bíblicas no interior da Catedral Vank
Das igrejas históricas do Irã, sem dúvida a mais importante está localizada no bairro de Jolfa em Isfahan. É a antiga Catedral Vank, (vank significa "catedral" na língua armênia). Este grande edifício foi construído durante o reinado de Shah Abbas I, e reflete completamente a arquitetura iraniana. Tem uma cúpula de tijolos de dupla camada, que é muito semelhante àquelas construídas pelos safávidas. O interior da igreja é decorado com pinturas gloriosas e belas miniaturas que representam tradições bíblicas e imagens de anjos e apóstolos, os quais foram executados em uma mistura de estilos iraniano e italiano. O teto e as paredes são revestidas com azulejos da época safávida. Em um canto do pátio da grande  catedral, escritórios e salas foram construídas para acomodar os convidados, o arcebispo de Isfahan e sua comitiva, bem como outras autoridades religiosas armênias. O complexo da igreja também inclui um museu que está localizado em um edifício separado. O museu exibe  registros históricos e relíquias, e os decretos de reis iranianos que remontam ao tempo de Shah Abbas I, além de uma interessante coleção de obras de arte.
Isfahan também tem outras igrejas históricas, das quais a mais importante  é a Igreja de Beit-ol Lahm (Belém) em na Avenida Nazar. Há também a igreja de Santa Maria em  na Praça Jolfa Praça e a  Igreja Yerevan.
Em Shiraz, na parte leste da Avenida Ghaani, em um bairro chamado Sare Jouye Aramaneh, uma igreja armênia sobreviveu desde a era de Shah Abbas II. Sua estrutura principal está no meio de um jardim  é composto por uma sala de oração com um teto alto plano e várias células flanqueiam os dois lado do edifício. O teto é decorado com pinturas originais da época safávida e as células adjacentes são adornadas com nichos e arcos e moldagem de gesso, também no estilo safávida. Esta igreja é considerada um monumento histórico em Shiraz e definitivamente merece uma visita.

Igreja de Beit-ol Lahm em Isfahan
Igreja de São Simão em Shiraz
A Igreja de São Simão, em Shiraz  é uma outra  relativamente importante, mas não tão antiga. O grande salão é completamente feito em estilo iraniano, enquanto o telhado é romano. Pequenos cofres em forma de barril, obras de arte  iranianas e vitrais enfeitam a igreja. Em Ghalat, a 34 km de Shiraz há outra igreja chamada a" Glória de Cristo". Este edifício remonta ao período Qajar e está rodeado por jardins encantadores.
A  Igreja de São Tatavous (São Judas Tadeu) de  Teerã está localizada no distrito de  Meidan Chaleh , um dos mais antigos bairros da capital iraniana. Ela fica ao sul do Mausoléu Seyed Esmail. A igreja mais antiga de Teerã, foi construída durante o reinado do rei Qajar, Fath Ali Shah. O edifício tem um teto em forma de cúpula e quatro alcovas, um altar e uma cadeira especial reservada para o líder religioso armênio ou prelado.O vestíbulo que leva à igreja contém os túmulos de importantes cristãos não-iranianos que morreram no Irã. Eles foram mortos pelas forças revolucionárias de Teerã na época.
No Sul do Irã, em Bushehr, há uma igreja do período Qajar que é um bom exemplar da arquitetura iraniana. Todas as janelas são modeladas seguindo o modelo dos  antigos edifícios iranianos e os painéis coloridos são obras de arte puramente iranianas. Há também muitas outras igrejas em Urmia, e nas aldeias vizinhas às cidades de  Arasbaran, Ardabil, Maragheh, Naqadeh, Qazvin, Hamedan, Khuzestan, Chaharmahal, Arak, na velha aldeia de Vanak  ao norte de Teerã, etc. Porém, essas igrejas, estão todas abandonadas possuem pouca importância artística.

Baseado em Iran Chamber


Omid - Ghermez

Mais um lançamento da música pop persa! Com vocês, a nova música Ghermez  com a voz indescritível de Omid Soltani.


نمی خواستم برم رفتم
پشیمونم اگه رفتم
دارم می میرم از عشقت
من از عشق تو سر رفتم
نمی تونم که برگردم
به احساس تو بد کردم
نفهمیدم چی پیش اومد
که قرمز بود و رد کردم

هوا هر وقت که بارونیست
تو فکر من چراغونیست
پرم از خاطرات تو
هموناییست که می دونی
مگه یادم میره یک دم
تا هر وقتی که من زندم
تو بانی غزل شعری
هم الان هم در آیندم

دلم می خواد بیام پیشت
بذارم سر روی دوشت
بگم می میرم از عشقت
برم گم شم تو آغوشت
من و تو زیر بارون بود
به جون هم قسم خوردیم
تو چشم هم نگاه کردیم
نگاه کردیم از عشق مردیم

نمی خواستم برم رفتم
پشیمونم اگه رفتم
دارم می میرم از عشقت
من از عشق تو سر رفتم
نمی تونم که برگردم
به احساس تو بد کردم
نفهمیدم چی پیش اومد
که قرمز بود و رد کردم

دلم می خواد بیام پیشت
بذارم سر روی دوشت
بگم می میرم از عشقت
برم گم شم تو آغوشت
من و تو زیر بارون بود
به جون هم قسم خوردیم
تو چشم هم نگاه کردیم
نگاه کردیم از عشق مردیم

هنوزم عاشق عشقم
نمیشی تو فراموشم
تو آتیش بازی عشقی
تو این احساس خاموشم
تو این احساس خاموشم
چه خوب می شد بیای پیشم
بیای از پیش آغوشم
تو جون و زندگیم هستی
من از عشق تو می نوشم
من از عشق تو می نوشم

دلم می خواد بیام پیشت
بذارم سر روی دوشت
بگم می میرم از عشقت
برم گم شم تو آغوشت
من و تو زیر بارون بود
به جون هم قسم خوردیم
تو چشم هم نگاه کردیم
نگاه کردیم از عشق مردیم


Letra: IranSong


Algumas especialidades culinárias do Irã

Salam amigos! Para alegrar o final de semana, vamos falar de comida! Este é o tipo de postagem que só me dá água na boca... porém, infelizmente não é tão fácil encontrar estas receitas aqui no Brasil.  Mas vale a pena conhecer  algumas especialidades culinárias das terras da Pérsia, e se um dia você tiver a oportunidade de visitar um restaurante iraniano pelo mundo, já sabe o que pode pedir!

Falafel  de Abadan: embora o Falafel seja uma comida típica árabe, ele também pode ser encontrado no sul do Irã, especialmente na província de Khuzestan. Após guerra Irã-Iraque na década de 80, muitas  habitantes desta província próxima do Golfo migraram para outras regiões do país onde começaram a vender seus alimentos típicos, tornando o falafel popular em muitas outras cidades do Irã. 
Klucheh Fuman: Para quem gosta de docinhos! Esses são os tradicionais bicoitos Klucheh da cidade de Fuman, no Noroeste do Irã.São feitos com uma massa que leva nozes e polvilhados com canela. Parcem deliciosos, não?
Sosis Bandari: Este é um outro prato típico bandari, ou seja,  do sul do Irã. É feito com salsichas ao molho de tomate condimentado e batatas. Acreditem, tem gente que come isso no café-da-manhã!
Khoresh Aloo-bo-Morgh: Esta receita é o famoso frango com ameixas, servida com um arroz torradinho tahdig.
Halim Bademjan: esta é a deliciosa pasta de berinjela com um creme chamado kashk e outros condimentos mágicos. Esta receita  não tem absolutamente nada a ver com o baba-ghanuj árabe, embora seja servida quase do mesmo jeito, acompanhada de um pãozinho fininho lavash. Esta da foto foi feita pela cadbanou Nasrin e eu tive a oportunidade de saborear  e confesso que mais uma vez aprovei o paladar persa!
Estes são apenas alguns exemplos diferenciados da culinária persa que eu capturei pelas redes sociais. Nos próximos posts vou divulgar algumas receitas, mas devo lembrar aos mestre-cucas aventureiros que nem todos os ingredientes são encontrados em nosso mercado nacional. Espero que tenham gostado e que um dia todos  tenham a oportunidade de provar também! 

* Todas as fotos exceto a última foram tiradas da comunidade do Facebook Be familiar with real Iran


Irã Hoje: Patrimônio Cultural e Histórico do Irã

Em 3 de junho de 2012, o Comitê para os Patrimônios da Humanidade acrescentou dois antigos edífícios iranianos a sua Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. O primeiro foi a mesquita Jameh de Isfahan e o segundo foi Gonbad-e Qaboos, um túmulo construído em 1006 AD no nordeste do Irã.  Atualmente 15 locais do Irã antigo, 8 elementos de seu patrimônio cultural imaterial e 25 personalidades científicas e literárias foram registrados pela UNESCO. Neste vídeo do Canal Hispan TV, são abordados a contribuição do Irã a esta lista e a necessidade de um esforço em restaurar e conservar a herança cultural de cada nação.


Maziar Fallahi - Khodaya

Maziar Fallahi é um cantor pop, compositor, poeta e guitarrista nascido em Teerã. Seus trabalhos também incluem diversas trilhas sonoras para o cinema. Esta música é a faixa título do álbum Khodaya deste ano.


نگاهم رو به سمت تو شبم آینه ماهه
دارم نزدیکتر میشم یه کم تا آسمون راهه
به دستای نیاز من نگاهی کن از اون بالا
من این آرامش محضو به تو مدیون این روزها
خدایا دوستت دارم واسه هرچی که بخشیدی
همیشه این تو هستی که ازم حالم رو پرسیدی
بازم چشمامو می بندم که خوبی هاتو بشمرم
نمی تونم فقط میگم خدایا دوستت دارم

تو دیدی من خطا کردم دلم گم شد دعا کردم
کمک کن تا نفس مونده به آغوش تو برگردم
تو حتی از خودم بهتر غریبی هامو می شناسی
نمی خوام چتر دنیا رو که تو بارون احساسی
خدایا دوستت دارم واسه هرچی که بخشیدی
همیشه این تو هستی که ازم حالم رو پرسیدی
بازم چشمامو می بندم که خوبی هاتو بشمرم
نمی تونم فقط میگم خدایا دوستت دارم

Letra: IranSong