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Miniaturas Persas Contemporâneas

Exposição mostra como diversos artistas contemporâneos do Irã encontraram uma nova forma de representar um estilo de pintura tradicional de seu país.

A Galeria Kashya Hildebrand de Zurich apresenta atualmente a exposição coletiva "Novas Perspectivas em Miniaturas Contemporâneas" que examina  a reapropriação da pintura em miniatura iraniana. Esta forma de arte persa que teve sua idade de ouro entre os séculos XV e XVII ainda hoje sobrevive tanto na prática de artesãos locais, como nas experimentações de muitos artistas contemporâneos. Esta exposição explora quatro artistas que usam a linguagem dinâmica visual da pintura tradicional em miniatura para buscar a inovação, incorporando histórias, literatura e poesia em sua prática. 
Todos eles se esforçam para conciliar os valores tradicionais com o momento contemporâneo, a existência diária, e as complexidades particulares de nosso tempo. Suspensas entre ficção e realidade, as obras se constroem não só nos modelos pictóricos tradicionais mas também conceitualmente, criando uma continuidade entre passado e presente e transformando a  pintura em miniatura em uma prática artística contemporânea. Os elementos formais da pintura em miniatura como sua rigorosa disciplina e aplicação meticulosa de sua função narrativa central, une os artistas da exposição, no entanto, cada artista simbolicamente define a noção de tradição em relação a qual, ou contra a qual, a nova experiência  é apresentada.

Babak Kazemi ( Nascido em 1983 Ahvaz, Irã. Vive e trabalha em Teerã, Irã.)

Nesta pintura intitulada "Partida de Farhad e Shirin", Babak Kazemi, faz referências a representação tradicional do casal da literatura persa na Montanha Bisitun como ícones de todos os amantes condenados a separação, como Romeu e Julieta. Em sua releitura, Babak substitui o cavalo de Shirin por uma bicicleta. Ao contrário das representações tradicionais em pintura, ele usa a fotografia, como se os amantes  fossem personagens reais do momento contemporâneo.  
Farah Ossouli (nascida em 1953 Zanjan, Irã. Vive e trabalha em Teerã, Irã)

Farah Ossouli, a grande dama da arte contemporânea persa, foi um dos primeiros artistas a se apropriar da pintura em miniatura como uma autêntica prática pessoal e artística contemporânea. As pinturas à guache retratam a situação das mulheres em regiões de conflito, transnacional e transcultural. Enquanto seu estilo de pintura pode parecer tradicional, um olhar mais atento revela camadas de significado, referências e inovações. Enquadradas em motivos decorativos, algumas representações ressoam como citações aos poemas da poetisa contemporânea Forough Farrokhzad enquanto outros são influenciados pelo poeta lírico Hafez do séc. XIV.
Soody Sharifi (Nascida em 1955, Teerã, Irã. Vive e trabalha atualmente em Houston, Texas)

Em suas séries de colagem fotográficas, Sharifi insere elementos da cultura contemporânea em tradicionais pinturas em miniatura por meio de colagem fotográfica, criando novas histórias que retratam a vida cotidiana do povo iraniano e destacando o conflito entre antigos e novos valores. Ao trazer elementos clássicos da iconografia persa juntamente com temas contemporâneos, as séries abordam com uma reencenação convincente o momento contemporâneo, enquanto as figuras tradicionais em miniatura ampliam e estabelecem correlações perspicazes com o passado.

Amir Farhad (Nascido em 1977, em Teerã, Irã. Vive e trabalha em Teerã, Irã).

Os trabalhos de Farhad demonstram uma forte consciência de seu contexto social e político. De todos os artistas desta mostra Farhad é o que traz as intervenções mais agressivas e questiona a tradição da miniatura. Sua inspiração foram as miniaturas do século XX do pintor Mohammad Tajvidi. As obras em técnica mista são combinadas com textos que fazem referência a poesia e a caligrafia. Sobre sua arte ele diz: "Eu sou o narrador e estou ilustrando o que eu testemunhei quando cresci nesta terra ... "

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