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Uma breve história dos Tapetes Persas


O tapete persa (em persa farsh ou qāli) é sem dúvida uma das manifestações artísticas mais importantes do povo iraniano. O luxo associado aos tapetes persas, contrasta imensamente com sua modesta origem entre as tribos nômades da Pérsia. As temperaturas extremamente frias do planalto iraniano obrigavam os povos tribais que habitavam em tendas a se proteger contra o frio, e por isso acredita-se que esta região deve ter sido o local de nascimento dos primeiros tapetes. O gosto dos nômades pela beleza natural deu origem a criação dos desenhos complexos de cores ricas que mais tarde foram levados para as cidades onde foram incorporadas tradições e estilos de cada local. Os segredos da tecelagem têm passado de geração em geração.
Os tapetes persas podem ser divididos em três grupos: Farsh / Qāli (superior a 1,80x1,20 m), Qālicheh (igual ou menor a 1,80x1,20 m), e tapetes nômades conhecidos por Kilim (rústico). Através das várias épocas da história iraniana esta arte sofreu muitas mudanças e já dava indícios de seu crescimento antes da era islâmica. 
A arte da tapeçaria existe no Irã desde os tempos antigos, de acordo com as evidências arqueológicas. Um exemplo é o tapete Pazyryk produzido no período Aquemênida, por volta de 500 a.C.. Registros históricos mostram que a corte aquêmida de Ciro, o Grande em Pasárgada era decorada com magníficos tapetes. É dito que Alexandre II da Macedônia ficou deslumbrado com os tapetes que viu na área do túmulo de Ciro, o Grande em Pasárgada.
Detalhe do tapete Pazyrik (500 a.C)
Até o século VI, os tapetes persas de lã ou de seda eram muito apreciados pelos nobres da corte em toda a região. O tapete Bahârestân (tapete "da primavera") foi encomendado pelo xá sassânida Khosrow Parviz   para a sala principal de audiências do Palácio Imperial em Ctesifonte (atual Iraque). Em 637, quando a capital iraniana  foi ocupada, o tapete Baharestan foi levado pelos árabes, cortado em pedaços menores, e dividido entre os soldados vencedores como espólio.
No século VIII a província do Azerbaijão  foi um dos maiores centros de tapeçaria  no país. A província de Tabarestan (atuais Golestan, Mazandaran e Semnan), além de pagar impostos, enviava 600 tapetes para as cortes de califas em Bagdá a cada ano. Naquela época, os principais itens exportados dessa região eram tapetes, carpetes e pequenos tapetes para orações. Além disso, os tapetes de Khorasan, Sistan e Bukhara, com seus designs sofisticados estavam entre os mais apreciados pelos mercadores. Durante essa época foram criados os centros de tingimento ao lado dos teares das tecelagens de tapetes. A indústria começou a prosperar até a invasão do Irã pelo exército mongol. 
Após a invasão do Irã pelos mongóis, a arte da tapeçaria começou a crescer durante o reinado das dinastias dos Timúridas e Ilkhanidas. A indústria de tapetes tinha grande importância na época da dinastia Qajar. Durante este período, Arak e seus subúrbios na província Central foram o maior centro de tecelagem de tapetes. Os tapetes tecidos nesta região foram divididos em quatro categorias pelos comerciantes. O melhor destes era chamado Sarouq, o segundo tipo foi chamado Mahal e o terceiro tipo Moshirabad. O último tipo destes era conhecido como Leilahan e era tecido principalmente em pequenas aldeias da Armênia.
O tapete persa mais antigo, que chegou até os nossos dias, é um exemplar da era Safávida (1501-1736), conhecido como Ardabil, atualmente no Museu Vitória e Alberto, em Londres. Este tapete  tem sido objeto de intermináveis cópias de vários tamanhos e até mesmo Adolf Hitler possuía um 'Ardabil' em seu escritório em Berlim.
Detalhe do famoso tapete Ardabil 
As duas guerras mundiais representam um período de declínio para os tapetes persas. A produção volta a crescer depois de 1948, graças ao incentivo dado pela dinastia Pahlavi. Em 1949, o governo iraniano organiza uma conferência em Teerã para solucionar os problemas da queda da qualidade dos tapetes, constatados desde os últimos sessenta anos. Como resultado desta conferência, o governo tomou uma série de medidas que levaram a uma renovação do tapete persa.
Com a revolução islâmica a produção de tapetes persas diminuiu extraordinariamente uma vez que o novo regime considerava os tapetes como um "tesouro nacional" e proibiu a sua exportação para o Ocidente. Esta política foi abandonada em 1984, devido à importância dos tapetes como fonte de renda. As exportações conheceram um novo avanço no final da década de 1980 e com o término da guerra Irã-Iraque. 
Atualmente, as técnicas tradicionais de tecelagem estão bem vivas, apesar da maior parte da produção atual  ser mecanizada. Os tapetes tradicionais tecidos à mão são comprados no mundo todo e geralmente são muito mais caros que os confeccionados à máquina por serem um produto artístico. E nos últimos anos, os tapetes iranianos vêm sofrendo com as falsificações feitas em outros países.  No Museu do Tapete do Irã, em Teerã, podem ser vistas muitas peças únicas de tapetes persas.

Baseado em CAIS e Wikipedia


Comidas típicas do Irã: abgusht e chelow kebab

Uma das características mais peculiares do Irã é a sua gastronomia que combina elementos regionais únicos e influências de diversas regiões vizinhas. Veja nesta reportagem do canal HispanTV alguns dos pratos típicos mais deliciosos da culinária persa, o tradicional ābgusht e o popular chelow kabab


A origem persa das "Mil e Uma Noites"

Hezār-o Yek Shab é o nome persa da coleção de contos que ficou conhecido no ocidente como "As Mil e Uma Noites". Supostamente estas histórias foram compiladas e traduzidas para o árabe (Alf Layla wa Layla) no século IV pelo contador de histórias árabe Abu Abd-Allah Muhammed el-Gahshigar e chegaram à Europa durante a Idade Média. Mas só foram traduzidas para um idioma europeu em 1704 quando o orientalista Antoine Galland traduziu-as para o francês. Em seguida foram feitas traduções para o Inglês  por Edward Lane e Sir Richard Burton no séc. XIX.

Shahrazad e Shahryar
 (capa de um  livro Mil e Uma Noites em persa)
Fontes datadas do séc. X mencionam que esta coleção de contos  alude a existência de um livro persa chamado Hezar Afsaneh ("O Livro dos Mil Contos"), a história de um rei, seu vizir, e as filhas do vizir, Shahrazad e Dinazad. Estes mesmos personagens aparecem nas histórias que conhecemos das "Mil e Uma Noites", embora na versão persa a trama principal seja construída em torno de dois irmãos, os reis Sassânidas Shahzaman e Shahriyar, um dos quais governava em Samarkand e o outra na Índia e na China. Ambos descobrem que suas esposas eram infiéis, dormindo com um escravo a cada vez que eles viajavam. Shahryar decepcionado e furioso, mata a mulher e o escravo, convencendo-se por este e outros casos de infidelidade que nenhuma mulher do mundo é digna de confiança.
Shahriyar, então dá  a seu vizir (ministro em persa) a missão de encontrar para ele uma nova esposa a cada noite (em algumas versões, a cada três noites). Depois de passar uma noite com sua noiva, o rei manda que esta seja executada ao amanhecer. A prática continua por algum tempo, até que a filha mais inteligente do vizir, que se chama Shahrazad (ou Xerazade) constitui um plano para se tornar  a próxima esposa de Shahriyar. Ela convence o pai a deixá-la ir  para a casa do rei, levando consigo sua irmã mais nova Dinazad. Após seu casamento, ela instrui Dinazad a pedir-lhe uma história todas as noites. Ela passa horas contando as histórias para sua irmã e o rei, e a cada vez ela pára de madrugada, em um ponto crucial, despertando assim  o interesse do rei em ouvir o resto da história na noite seguinte. E assim ela consegue fazer com que  durem por "mil e uma noites".
Ali Babá e os 40 Ladrões
Durante este período Shahrazad dá a luz a três meninos filhos do rei, e quando ela finalmente termina de contar as histórias ele promete conceder-lhe um desejo. Ela pede ao rei para poupar a vida dela por causa de seus filhos, o que ele voluntariamente se compromete a fazer, e eles vivem felizes para sempre.
Os nomes de Shahriyar (titular de um reino; príncipe ou rei), Shahrazad (de linhagem nobre) e Dinazad (exaltando a  deusa Den) são iranianos, e o nome de Shahzaman, irmão de Shahriyar significa "xá" persa (rei) e zaman árabe (tempo). Acredita-se que a origem das histórias das "Mil e Uma Noites" seja tanto persa quanto hindu.
A temática dos contos é bem variada incluíndo contos históricos, histórias de amor, tragédias, comédias, poemas, narrativas burlescas e lendas religiosas dos muçulmanos. Algumas das histórias famosas de Shahrazad que vemos em muitas traduções ocidentais são Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa, Sindbad o Marujo e Ali Babá e os Quarenta Ladrões, no entanto Aladdin e Ali Baba foram inseridos de fato apenas no século XVIII por Antoine Galland, que tinha ouvido falar deles através de um contador de histórias maronita  de Aleppo.

O Cavalo Mágico,
ilustração de Edmund Dulac
Entre os contos da coleção, que se crê ser de origem persa estão histórias de amor e contos de fadas, que muitas vezes incluem seres como o div (demônio) e as pari (fadas), bem como animais e pássaros mágicos. Outras histórias, como O Cavalo de Ébano, embora iniciem com uma descrição que se encaixa perfeitamente na tradição persa, são provavelmente de origem indiana. A história também conhecida como O Cavalo Mágico, fala sobre um cavalo mágico dado como presente para o rei da Pérsia. O jovem príncipe herdeiro  monta o cavalo para testar sua magia e  sai voando até  outro país (Iêmen), onde se apaixona por uma princesa. Depois de uma série  de aventuras ele retorna a terra de seu pai e  se casa com a princesa.
Várias histórias retratam djinns mágicos e lugares lendários, que são muitas vezes misturados com pessoas e lugares reais, como o histórico califa abássida  Harun al-Rashid  (nascido na Pérsia). Às vezes um personagem do conto de Shahrazad começa a contar para os outros personagens  uma história de sua autoria, e  a história pode ter um outro conto dentro dele, e assim por diante envolvendo cada vez mais o ouvinte numa espécie de trama fantástica.

Baseado em Iransaga e Wikipedia


Aulinha de Persa 13 - Partes da Casa

Salam!  Na aulinha de hoje vamos conhecer as partes da casa em persa:

Casa tradicional iraniana com jardim e fonte
A maioria das casas urbanas no Irã são construídas de acordo com os modelos ocidentais. Mas nos bairros e vilarejos mais afastados da cidade ainda existem aquelas casas tradicionais que você já deve ter visto nos filmes, com um jardim (em persa باغ /bâgh/) onde são plantadas figueiras e romãzeiras e uma fonte onde se criam peixinhos dourados. Além daquelas salas tradicionais  que servem como sala de visitas e jantar onde todos fazem suas refeições sentados nos tradicionais tapetes ao redor de uma سفره /sofreh/ (toalha de mesa)  e dormem em colchonetes no chão.
 خانه /khâneh/ 
 Casa
اتاق نشیمن /âtâghe nechîman/
Sala de Estar 
اتاق غذاخوری /âtâghe ghazâkhôrî/ 
Sala de Jantar
 اطاق خواب /âtâghe khôb/
Quarto
 حمام /hamâm/
Banheiro
آشپزخانه /âchpazkhâneh/ 
Cozinha
 بام /bâm/
Telhado
سقف /saghf/ 
Teto
دیوار /dîvâr/
Parede
کف اتاق /kaf âtâgh/
Piso
پله  /peleh/ 
Escada
 پنجره /pandjereh/
Janela
 در /dar/ 
Porta
 Por hoje é só, espero que tenham aprendido bastante. Khoda Hafez!


Shahryar - Sharm Bar Ma

Shahryar é um cantor pop iraniano da nova geração. Esta música é o seu mais novo lançamento, o vídeo é impressionante: figuras históricas da Pérsia como Ciro, o Grande, Ferdowsi e Rumi surgem e desaparecem em desenhos feitos com areia. Pura magia!


O astro que é Andy Madadian

Andy (Andranik Madadian), é um dos maiores representantes do pop iraniano da atualidade. De família armênia, ele nasceu em Teerã e cresceu em um bairro humilde chamado Majidiyeh. Com quatro irmãos e duas irmãs, sua casa estava sempre lotada e havia sempre alguma coisa acontecendo, desde muito cedo, Andy sempre teve a certeza de que iria se tornar um grande artista. Conheça um pouco da história deste ator, cantor, músico, produtor enfim, um artista completo em uma entrevista concedida para Shabnan Rezaei do site Persian Mirror.

Andy Madadian
A entrevista não tem data mas acredito que seja de 2005, ano em que foi lançado o filme "O Guardião: A lenda de Omar Khayyam" no qual ele atuou no papel do governador de Nishapour.

PersianMirror: Conte-nos sobre a sua infância.

Andy: Eu era uma criança muito feliz e um ótimo estudante. Meu pai trabalhava na construção de estradas e por isso, ele se mudava com frequência para diferentes vilarejos. Passei um verão em Kermanshah e por causa de todas essas mudanças desenvolvi um verdadeiro amor pela essência das pessoas. Apesar de a minha família ser armênia, nunca fui à igreja, mas respeito todas as religiões. Quando eu tinha 9 anos, fizemos minha primeira peça de teatro. Vendemos os ingressos para as crianças do bairro, entregando um mini-trailer da história no local. Teve luta com espadas e até chamadas de cortina. Nós fomos muito profissionais e foi muito divertido. No ensino médio, entrei em um banda e comecei a tocar guitarra. Eu odiava a música iraniana e gostava realmente de músicas em inglês, como Rod Stewart, Pink Floyd, e qualquer rock que representasse rebelião e mudança.

PM: Como você começou a trabalhar com música profissionalmente?

Andy: Eu era um adolescente muito ativo e ia muito bem na escola. Fui jogar futebol profissionalmente na Escócia, com a 4 ª divisão do time Ararat, quando tinha 16 anos. Também me apresentei para o Xá e todos os seus dignitários uma vez. Eu nem ligava para quem ele era. Conheci a Rainha e Malek Hossein em Kish e fui retratado como a juventude do Irã. Então, finalmente fui para os EUA  em 1978 na época de Ação de Graças. Entrei na Cal State de Los Angeles (onde vive atualmente) para estudar música. Então me ofereceram uma turnê com uma banda americana, fazendo um tributo a Bette Midler. Eventualmente eu comecei a tocar com cantores persas. É quando Kouros* e eu gravamos a primeira música  que se tornou um grande sucesso. Eu acho que tocamos em 26 casamentos judaicos em um mês que deve ter sido de Junho.
* Andy & Kouros formaram uma dupla até 1991

PM: O que você está fazendo agora?

Andy: Estou trabalhando em um novo álbum* provavelmente vamos lançá-lo em setembro. Ele contará com duetos com artistas árabes e armênios e irá se concentrar em um público mais internacional. Eu também trabalhei em diferentes filmes, incluindo a "Casa de Areia e Névoa" (indicado ao Oscar em 2003). Também terminei um grande projeto chamado "O Guardião", o filme sobre Omar Khayyam.
* O álbum é Airport que foi lançado em 2007, com a participação de Khaled e Hakim.


Andy & Kouros (anos 80)
PM: Conte-nos sobre '' O Guardião".

Andy: No filme, eu faço o papel do Governador de Nishapour (Ali Ben Sabbah). Ele é pai de Hassan e tem um papel fundamental no filme, foi ele quem criou Khayyam e é realmente a sua figura paterna. Ele ensina-lhe sobre a vida e como lutar por aquilo que se acredita. Minha companheira Shani também teve sua contribuição no filme com uma música.

PM: Parece um papel difícil. Como você gosta de atuar e como manteve o seu sorriso como o governador de Nishapur?

Andy: Ele exigiu muito de mim. Atuar é muito mais difícil do que se imagina. Para mim é difícil ficar com raiva ou triste. Você sabe, eu sou um cara feliz e gosto de rir, por isso foi difícil apresentar uma figura rigorosa e austera no filme. Eu gostei muito dele e embora  esteja muito orgulhoso do meu papel no filme, eu sou um cara feliz.

PM: Eu ouvi dizer que você ama cães e tem um casal. Quais são os seus nomes?

Andy: Eu adoro. Eu tenho duas cadelas maltesas, chamadas Lilly e Sophie e também um Pastor Alemão chamado Isabella. Tenho que ir para casa para alimentá-los agora. (Grande sorriso)

Para saber mais sobre Andy, visite seu website em www.andymusic.com .
Para saber sobre o  filme'' O Guardião":  www.greatomar.com


Andy Madadian - Beehoudeh Naboudeh

 Andy Madadian foi  o primeiro artista pop iraniano que eu conheci. Embora ele seja de origem armênia e radicado nos EUA, é um grande representante do gênero  farsi pop. Esta balada melancólica mostra a influência do pop-rock ocidental na sua música.


Mulheres Iranianas no Metrô II

A ilustradora iraniana Elham Ataei Azar nasceu em 1984 na cidade de Tabriz. Estes desenhos fazem parte da série "Homens não entram", dedicado aos diferentes  estilos e personalidades das mulheres iranianas que diariamente transitam nos vagões reservados somente a elas no metro de Teerã. Outros 13 desenhos desta artista já foram mostrados aqui no blog no post intitulado Mulheres irananias no metrô. Mas achei que vale a pena ver mais um pouco dessas ilustrações digitais tão divertidas e graciosas.

Boronze (Morena)

Diploma (Graduada)

Khoffash (Mulher morcego)

Mo Ghermez (Cabelo vermelho)

Pirzan (Senhora de meia-idade)

Por Mashghale (Mãe atarefada)

Posht Konkori (Estudante que ainda não passou  no vestibular)

Qalb (Frufru)

Taro Tamiz (Estilosa)

Daneshjoo-e sharifi (Estudante da Universidade Sharif )

Fasion (Fashion)

FontePayvand


A primeira "Carta dos Direitos Humanos"

"Ciro, o Grande" ilustração de Hamid Bahrami
Após a vitória sobre a Babilônia, Ciro, o Grande (em persa Kuroush Bozorg ou Kabir) mostrou-se não só como um conquistador de terras, mas como um legítimo libertador. Embora tenha recebido o título de "Rei da Babilônia e de toda a Terra", Ciro não tencionava moldar os povos conquistados,  mas teve a sabedoria de deixar inalterada as leis de cada reino que passaram a fazer parte do Império Persa. Em 537 aC, ele permitiu que mais de 40.000 judeus deixassem a Babilônia e voltassem para a Palestina. Ele também declarou a primeira Carta dos Direitos Humanos conhecida pela humanidade, que é escrita em um cilindro de argila, atualmente dividido em vários fragmentos, no qual está escrita uma declaração em grafia cuneiforme acadiana, em nome do rei Aquemênida da Pérsia, Ciro, o Grande. Ele data do século VI a.C., e foi descoberto nas ruínas da Babilônia na Mesopotâmia (atual Iraque) em 1879. O artefato foi criado após a conquista persa da Babilônia em 539 a.C., quando o exército persa, sob Ciro, o Grande, invadiu e conquistou o império caldeu, trazendo-o sob o controle do Império Persa.  Hoje ele se encontra no Museu Britânico de Londres, que patrocinou a expedição responsável pela descoberta do cilindro.

Cilindro de Ciro: A primeira carta dos Direitos Humanos  da História da Humanidade
A inscrição no Cilindro de Ciro que chegou até nós consiste em quarenta e cinco linhas de um texto escrito em grafia acadiana cuneiforme. Muitas linhas no começo e no fim do texto estão danificadas, impedindo que algumas palavras sejam identificadas:

"Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei poderoso, rei de Babilônia, o rei da terra da Suméria e da Acádia, rei dos quatro cantos da terra, filho de Cambises, grande rei de Anshan, neto de Ciro, grande rei, de Anshan, descendente de Teispes, grande rei, rei de Anshan, descendentes de uma linhagem real interminável, cuja lei Bel e Nabu acalentam, cujo reinado eles desejaram para o prazer de seus corações. Quando eu, bem-disposto, entrei Babilônia, estabeleci a sede do governo no palácio real em meio a júbilo e regozijo. Marduk, o grande Deus, fez com que os habitantes de grande coração da Babilônia (...) para mim. Procurei diariamente para adorá-lo. Minhas tropas numerosas moviam-se imperturbáveis em meio a Babilônia.
Eu não permiti que ninguém aterrorizasse a terra da Suméria e Akkad. Eu mantive em vista as necessidades da Babilônia e todos os seus santuários para promover o seu bem-estar. Os cidadãos da Babilônia (...) eu levantei seu jugo impróprio. Eu restarei suas habitações degradadas . Eu pus um fim a seus infortúnios.
Em minhas obras Marduk, o grande Senhor, se alegrou, e para mim, Ciro, o rei que adorou, e Cambises, meu filho, o filho de minhas entranhas, e para todas as minhas tropas, ele gentilmente deu a sua bênção, e em bom espírito é diante dele que nós / glorificamos / extremamente a sua alta divindade.
Todos os reis que estavam sentados nas salas de trono, ao longo dos quatro cantos da terra, do Mar  superior ao inferior, os que habitavam na ... todos os reis dos países do oeste, que habitavam em tendas, trouxeram-me o seu pesado tributo e beijaram meus pés na Babilônia. A partir de ... até as cidades de Ashur e Susa, Agade, Eshnuna, as cidades de Zamban, Meurnu, Der, tanto quanto a região da terra do Gutium, as cidades sagradas para além do Tigre, cujos santuários estavam em ruínas durante um longo período, o deuses, cuja morada está no meio deles. Eu os devolvi para os seus locais e os abriguei em moradas duradouras. Juntei todos os seus habitantes e restaurei para eles suas habitações. Os deuses da Suméria e Akkad a quem Nabonido adorava, para a ira do Senhor dos Deuses, trazido para a Babilônia, eu a mando de Marduk, o grande Senhor fiz habitar em paz em suas habitações, moradas deliciosas.
Que todos os deuses colocados dentro de seus santuários dirijam uma oração diária em meu favor diante de Bel e Nabu, que os meus dias se prolonguem, e que eles possam dizer a Marduk, meu Senhor,  que o Rei Ciro o reverencia, e Cambises, seu filho ... "

O cilindro foi adotado pelo Irã, anteriormente a 1979, como um símbolo nacional, tendo sido exposto ao público em Teerã, em 1871, para comemorar os dois mil e quinhentos anos da monarquia iraniana.


Rial, a moeda iraniana

Frente e verso das moedas iranianas de 50, 100, 250 e 500 rials.

Você sabia?
A moeda do Irã é o Rial Iraniano (abreviatura internacional IRR), cuja unidade é divida em  100 dinares. Cada 10 Rials também é conhecido como 1 Toman. Embora o toman não seja mais uma unidade oficial da moeda iraniana, os iranianos comumente expressam quantidades de dinheiro e  preços dos produtos em tomans. Apesar deste uso, quantidades de dinheiro e  preços das mercadorias são quase sempre escritos em riais. Por exemplo, se você for a padaria e encontrar um pão que custa, "200 Rials", geralmente o vendedor dirá que custa "20 tomans". 
O rial foi introduzido pela primeira vez em 1798 sob o reinado de Fath Ali Shah. O nome deriva do Real espanhol, que foi durante vários séculos, a moeda na Espanha. Antigamente, as moedas eram disponíveis em 50 dinares (que somavam 10 Shahi, ou seja metade de 1 Rial), 1, 2, 5 e 10 Rials. As cédulas eram disponíveis nos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500, 1000, 2000, 5000 e 10000 Rials. 

Nota de 5 rials com a efígie de Reza Shah Pahlevi (1940)
Nota de 10000 rials com efígie de Mohammad Reza Shah Pahlavi (1975)
Nos tempos atuais as moedas são disponíveis nos valores de 10, 50, 100 e 250 Rials. E as cédulas nos valores de 100, 200, 500, 1000, 2000, 5000 e 10000 Rials. O Banco Markazi (Banco Central), criado em 1960 e operado pelo governo, é  onde são emitidas as cédulas.

Nota de 20000 rials com efígie do Imam Khomeini (atual República Islâmica)
 Como calcular? 

Pergunta: Se eu tenho 100.000 Rials iranianos (ou 10.000 tomans), quanto isso vale em dólares americanos?
Resposta: US$ 1,00  = IRR 12.270* (ou 1227 tomans)
Então IRR 100.000  valem US$ 8.15 (ou R$ 16.44)

*Em 21/08/ 2012, para ver a cotação atualizada, utilize o conversor de moedas na barra lateral direita do blog. 

Baseado em Farsinet e Wikipedia


Mohammad Esfahani - Eid

Eid Mobarek! Para todos os meus amigos muçulmanos que acompanham este blog, que celebraram um mês de Ramadan abençoado e dedicado a reflexão interior e ao amor ao próximo! Com vocês uma canção persa do um cantor iraniano Mohammad Esfahani, com lindas imagens das cidades de Meca e Medina na Arábia Saudita! 


روزم شب از محالی خوابی خیالی
از موی او نال و نالان مویی و نالی
نعل سمندش از خاک بر شده تا افلاک
در غم او رشک مجنونم من و دل حالی

تو شمع کاشانه منم چو پروانه
دلم به زلف توست مزن بر او شانه

جانا بدرالدجایی دام دلهایی
از رشک تو زهره گویان: رو چه آرایی؟
از رخ خوبت هیهات مه به فلک شه مات!
مانده چو گو سر به چوگان من سودایی

** یا خیر حبیب و محبوب **

جامم پر از دنانی راحی ریحانی
ای لاله رو داغ جانان داغ جانانی
شور نشاطش در چنگ شعله آتش رنگ
از تف او آتش افشان شد دم انسانی


Você viajaria ao Irã? E por que não?

"O Irã pode parecer um país ameaçador, com um presidente provocador e catástrofes naturais como o terremoto que deixou centenas de mortos recentemente. Mas o país do Oriente Médio tem uma história milenar refletida em cidades como Ispaã e seus monumentos maravilhosos protegidos como Patrimônio Mundial da Unesco. A capital, Teerã, tem numerosos museus, como o de Arte Contemporânea, com obras de Warhol, Picasso e Pollack, além de numerosos mercados de rua muito charmosos. Além de história e cultura, o país conta com algumas das melhores pistas de esqui do Oriente Médio, no resort de Dizin."

Fonte: Terra Brasil

 Salam queridos amigos do Chá-de-Lima da Pérsia! Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que participaram desta pesquisa: 


Então você deve estar perguntando, porque fiz esta sondagem? Já explico. Leram o trechinho da reportagem acima? Pois é, cheguei até esse link através de um Alerta do Google, com o assustador título de: "Conheça 10 Países Considerados Perigosos" ilustrado por uma  foto da belíssima cidade de Isfahan no Irã, estilo cartão postal, (cujo nome foi horrivelmente traduzido como Ispaã! Deus me livre se eu vou querer visitar um lugar com um nome desses...). É possível que muita gente ao ler o "perigosos" nem prestou atenção ao "conheça" do título da reportagem. Quero acreditar que não foi essa a intenção de quem escreveu, mas vem me chamando a atenção a forma como muitas pessoas com quem conversei se interessaram pela cultura do Irã e por fim provaram que é possível SIM viajar para lá, a fim de matar essa curiosidade: será que o Irã é mesmo esse "pais sinistro que vemos pela mídia do ocidente"?
Mas além das atrações turísticas anunciadas acima, o que é que tem de mais nesse tal de Irã? O que justificaria passar pelo menos 10 dias passeando, por um país com regras tão rígidas que tem até polícia pra cuidar do que o povo pode ou não pode vestir, falar, ouvir, assistir etc?
Bem, devo admitir que ainda não visitei o Irã. Mas  passeando pelo espaço virtual mesmo, dá para saber por meio de quem vive  lá e já visitou, o que faz das tão controversas terras da Pérsia um destino amado por turistas que apreciam um roteiro exótico.
Através das respostas da pesquisa e de conversas e e-mails trocados com amigos  pude constatar que:

1) 83%  viajariam para o Irã, com certeza! Por que? O destino é exótico, mas o país é considerado um dos lugares mais seguros do mundo para os turistas, onde é possível andar com dinheiro vivo sem ser assaltado, passear até altas horas nos parques acompanhado por famílias locais que fazem questão de convidar o turista  para um piquenique, e até mesmo um cházinho na casa ou loja de um desconhecido. Além de um povo amável e culto, o Irã ainda brinda os turistas com paisagens  naturais onde se pode praticar de montanhismo a canoagem no verão e esqui no inverno, monumentos arquitetônicos milenares da antiga Pérsia e tesouros da arte islâmica, além de uma expressiva produção artística contemporânea entre a tradição e a modernidade.

2)  9%  talvez viajariam, têm curiosidade de conhecer uma cultura tão exótica: O que é o exótico Irã para nós ocidentais? Para quem não está familiriazado com sua cultura, o país a primeira vista pode parecer um mar de austeridade e cores melancólicas, onde se destacam mulheres de chador negro e homens de turbante negros! Que tal assistir então um filme de Majid Majidi e sentir um Irã de cores brilhantes e radiantes, das flores silvestres aos peixinhos dourados do Nowruz... passando pelos azulejos das mesquitas, e palácios aos vestidos coloridos das camponesas e dos nômades de diversas etnias. As terras da Pérsia são um caldeirão fervilhante de diversidade cromática, etnica, cultural e tudo que possa se imaginar! Veja só por exemplo que cada cidade do Irã produz seu próprio tipo de tapete com um design único no mundo!

3) 3% talvez viajariam, mas tem medo dos problemas políticos: Com certeza você deve ficar assustado com  tantas notícias intimidadoras sobre ameaças nucleares, prisões, espancamentos, repressões violações de direitos, etc. por parte do governo linha dura do Irã.  Daí eu me pergunto, é só no Irã que as coisas estão erradas? Quem nunca se pegou xingando o seu próprio país por causa de tanta corrupção, falta de  assistência na saúde, transportes precários, má qualidade da educação, assaltos, violência, enchentes? E mesmo assim, os estrangeiros continuam vindo para assistir o nosso carnaval e futebol! Quem lá no exterior liga para o fato de o Brasil ser um dos países mais violentos do mundo? Pasmem, o Brasil tem várias cidades que estão na lista das 50 mais violentas do mundo enquanto o Irã não tem nenhuma!

4) 3% não iriam nunca, de jeito nenhum! Nem precisa comentários, né? Embora na realidade já encontrei muita gente capaz de afirmar que jamais colocaria os pés em um local onde "mulheres são mutiladas, homossexuais enforcados, adúlteras apedrejadas, criancinhas devoradas" ... Se fossemos contar quantos países no mundo violam os direitos humanos, antes de visitá-los, deixaríamos de conhecer mais da metade do mundo...

Bom, embora eu evite tratar  de assuntos políticos aqui no blog, acredito que o senso coletivo ainda precisa de mais esclarecimento, porque muita gente deixa de conhecer uma cultura ou visitar um país por causa de estereótipos e preconceitos infundados. Ainda vejo muita cara feia quando digo que tenho um blog sobre o Irã. Mas posso garantir que já recebi mensagens de pessoas afirmando que ao lerem sobre este país aqui no Chá-de-Lima, mudaram completamente de ideia sobre a imagem negativa que ouviram falar na mídia e agora estão encantadas com a cultura do país. Além de alguns amigos que voltaram de viagem de lá recentemente e puderam me contar suas maravilhosas experiências...
Finalmente quero deixar claro que quem quiser discordar de minhas opiniões também é bem-vindo, afinal é importante saber o que todos pensam.

E  se você, já conheceu o Irã e quiser dividir sua experiência aqui no blog, por favor entre em contato comigo, ok? Um grande abraço e khoda hafez!


Os Minaretes do Irã

Minarete da mesquita Imam em Isfahan
Minarete (do turco minare, pelo árabe manāra, em persa é pronunciado menāreh, lit. significa "farol") é a torre de uma mesquita, local do qual o muezzin anuncia as cinco chamadas diárias à oração para os muçulmanos. A palavra minarete deriva de noor  que significa "luz", referindo-se a um lugar de onde a luz é emitida. Assim os minaretes eram inicialmente torres utilizadas para guiar os viajantes durante à noite. Não se sabe exatamente quando  foi construído o primeiro minarete na era islâmica. Acredita-se, no entanto, que os minaretes surgiram logo após a construção das mesquitas nas cidades islâmicas. Até então, os muezzins ou pregoeiros utilizavam o telhado das casas mais altas da cidade para chamar o povo às orações. A construção do minarete em sua forma atual foi introduzida pela primeira vez durante o reinado dos califas Omíadas (provavelmente influenciados pelas torres das igrejas cristãs).  
Após a expansão do islamismo no Irã, as atividades sociais foram amplamente interrompidas por um curto período antes de serem retomadas novamente sob a influência da nova cultura. Os primeiros minaretes tinham a forma de simples pólos orientadores perto das mesquitas, antes de serem desenvolvidos como estruturas elaboradas. O minarete da mesquita Jame Shoushtar construído no início do século VIII  está entre os primeiros erguidos no Irã depois do advento do Islã.  É provável que o mais antigo minarete de tijolos de barro tenha sido construído no final do século IX  entre as cidades nova e velha de Qom para que o chamado do muezzin pudesse ser ouvido em ambas as cidades. Presumivelmente, o mais antigo minarete de alvenaria  se localiza a 26 km da cidade de Mashhad, e foi construído durante o governo de Mahmoud Soltan Ghaznavi (998-1030) e chamado Ayaz ou Arsalan  Jazeb alternadamente. 
O período Seljúcida, durante os séculos XI e XII, é particularmente notável no desenvolvimento das artes arquitetônicas no Irã, especialmente dos minaretes. Os  que foram construídos nas laterais do prédio do governo na cidade de Kashan, são exemplos notáveis. Estes minaretes eram simples, sem padrões ornamentais. O mais antigo deste período é o da Mesquita Vermelha, em Saveh construído em 1087  e considerado como um edifício monumental Seljúcida.

Minarete da mesquita Jame Shushtar,
 um dos mais antigos do Irã
Minarete de Arsalan Jazeb (Ayaz) em Mashhad 
Apesar de o Irã ter sofrido uma destruição radical pela invasão de mongóis e Timúridas, os reis posteriores dessas dinastias auxiliados por ministros capazes construiram um grande número de mesquitas e santuários com minaretes elevados. A grande diferença deste período,  é que os minaretes passaram a ser construídos em pares. Os minaretes da mesquita Jameh Ashtarjan de Isfahan, da Mesquita do Sultão Taht-Agha e da mesquita Jame de Kerman estão entre os exemplares da dinastia dos Ilkhanidas. Existe um minarete famoso na mesquita Goharshad  em Mashhad, que pertence ao período Timúrida. 
Os minaretes gêmeos da Mesquita Shah em Isfahan  foram construídos durante a dinastia dos safávidas  que é conhecida como a era dourada da arquitetura iraniana, os minaretes foram decorados com  "faiança" e azulejos coloridos com motivos florais e caligrafias. A  mesquita Imam, o edifício da escola Chahar Bagh  e a mesquita Shah em Isfahan exibem os minaretes mais elegantes da época. Merecem destaque também os dois minaretes "balançantes" Manar-e Jombān em Isfahan e o curioso minarete Shams Tabrizi em Khoy, cuja decoração do eixo consiste em numerosas caveiras de carneiro com seus chifres projetados para o lado de fora.
Minarete timúrida da Mesquita de Goharshad em Mashhad  
Mesquita Jameh Ashtarjan do período Ilkhanida
Os minaretes "balançantes" Manar e Jomban  em Isfahan

O curioso minarete "com chifres"
de Shams Tabrizi em Khoy
Exemplos da diversidade de estilos dos minaretes do Irã

A estrutura arquitetônica dos minaretes basicamente consiste em três partes: 

1 - Base: Por caracterizarem um corpo alongado e delgado, os minaretes necessitam de uma base reforçada em suas fundações. Precauções de segurança exigem que o terreno seja escavado a uma profundidade suficiente até que encontre o solo duro. Então, a trincheira escavada deve ser preenchida com cascalho antes que a base principal seja construída. Alguns tipos de minaretes são montados direto no nível do solo sem nenhuma base no subsolo.
  2 - Eixo: O tamanho e a forma de um minarete pode variar de um país  para outro. Os minaretes iranianos podem ser agrupadas em duas categorias: individuais e duplos. Os individuais normalmente têm um corpo mais alongado e podem ser de três tipos: cilíndricos, cônicos (afinando em direção ao topo) e poligonais. O eixo, constitui a parte principal  da estrutura e é rodeado por um conjunto de escadas em espiral em sentido anti-horário que levam até a galeria. As escadas em espiral proporcionam uma maior resistência contra o tremor e a forma arredondada do eixo suporta os impactos dos ventos fortes. Entradas de luz são abertas ao longo do eixo permitindo que a luz natural ilumine as escadas. 
3 - Galeria: Uma espécie de varanda, circular ou poligonal  onde a chamada para oração é feita pelos muezzins. Esta varanda é coberta por um telhado semelhante a um toldo variando de formato de acordo com o país e estilo. No Irã da era safávida geralmente essas varandas eram  feitas em madeira, estilo que foi preservados até a era  Qajar. Em comparação com minaretes turcos, especialmente do período otomano, os minaretes iranianos têm pequenas cúpulas acima deles, em vez de torres pontiagudas.

Um panorama de Isfahan na  varanda do minarete da mesquita Imam Khomeini
Os minarete iranianos, que também incluem os exemplares do Afeganistão, Índia e as regiões do Mar Cáspio, geralmente alcançam mais de 50 metros de altura. Com a queda dos safávidas e o surgimento da dinastia Qajar a arquitetura iraniana entrou em declínio e a construção dos minaretes se tornou menos expressiva.