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As Mulheres do Irã nas Olimpíadas de Londres 2012

Pela primeira vez na história das Olimpíadas, 9 atletas iranianas vão competir em Londres 2012. Estas atletas guerreiras do Irã  enfrentaram dificuldades financeiras, foram expulsas de suas equipes e reintegradas dias antes da competição e treinaram sob condições precárias. Apesar de tudo, elas estão muito animadas para competir em Londres e sua presença mostra que elas conseguiram contra todas as possibilidades. Vamos conhecer um pouco da trajetória destas heroínas:

 Tiro Esportivo   
Elaheh Ahmadi
Elaheh Ahmadi (29 anos) começou a atirar há doze anos e se tornou  membro da equipe nacional do Irã há três anos. Ahmadi é otimista sobre alcançar bons resultados em Londres: "Se eu continuar a bater meus recordes durante o treino, eu  serei capaz de ganhar algumas medalhas ... Meu objetivo é levantar a bandeira do meu país durante este torneio". Ahmadi era originalmente candidata a  porta-bandeira do Irã, mas a federação de tiro a proibiu: "Na verdade eles me contataram e no final decidimos que eu não deveria ser a porta-bandeira já que eu não poderia participar da cerimônia de abertura um dia antes de competir ... 

Mahlagha Jambozorg
Mahlagha Jambozorg (21 anos) foi a primeira iraniana a se classificar para Londres 2012. Natural de Hamedan, começou a atirar quando tinha 15 anos e se tornou  membro da equipe Nacional de Tiro do Irã, aos 17 anos. Após a classificação para os Jogos Olímpicos, ela disse em uma entrevista: "As Olimpíadas sempre foram um sonho para mim, e agora se tornou realidade ". Sobre suas expectativas de ganhar medalhas Jambozorg diz : " Na minha opinião, o melhor resultado seria a minha própria satisfação com o meu desempenho na competição. Um atirador deve procurar obter o seu melhor resultado, embora eu não possa dizer o que seria o melhor resultado, vou fazer o meu melhor nessas competições ".

 Taekwondo    
Sousan Hajipour
Em uma entrevista a lutadora de Taekwondo, Sousan Hajipour (21 anos)  falou sobre o apoio que ela recebeu da Federação Iraniana de Taekwondo: "[A federação] me apoiou totalmente Eu tenho um bom treinador, um preparador físico, médico, fisioterapeuta, boa alimentação, tudo ... tudo que eu precisava. Eu fui a um bom campo de treinamento na Coreia do Sul e isso me ajudou a chegar na melhor forma possível ". Quando perguntada sobre seu principal objetivo para a Olimpíada : "Como uma mulher iraniana, quero mostrar ao mundo que a classificação para os Jogos Olímpicos não era o meu objetivo final, eu quero mostrar que podemos obter medalhas ... Espero ser a primeira mulher iraniana a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos ".

 Tiro com Arco 
Zahra Dehghan
Zahra Dehghan (24 anos) começou sua carreira de tiro com arco, com seis anos de idade. Ela foi a última mulher iraniana a se classlificar para Londres em 2012 devido a uma série de problemas com a Federação Iraniana de Tiro com Arco o que quase levou ao corte de sua participação nos Jogos Olímpicos. O chefe interino da Federação, Mohammadali Shojaei, estaria diposto a substituí-la por Sareh Asadi. Após a notícia da sua substituição ter circulado na mídia, menos de dez dias antes da Olimpíada, Mohammad Aliabadi, presidente do Comitê Olímpico Nacional do Irã, anunciou que Zahra Dehghan voltaria a representar o país nos Jogos Olímpicos. Feliz pela decisão de última hora, a arqueira Dehghan disse : "Chegar ao os Jogos Olímpicos é uma sensação muito boa e agradeço a Deus que na última hora me fez voltar para a equipe olímpica ". 
Sareh Asadi
Sareh Asadi (24 anos) foi a atleta escolhida pelo chefe da Federação Iraniana de Tiro com Arco, após os incidentes diplomáticos com Zahra Dehghan. No entanto, após a confirmação da participação de Dehghan as duas estão presentes na competição.

      Remo       
Soulmaz Abbasi

As dificuldades enfrentada pela remadora Solmaz Abbasi (28 anos), começaram em Maio de 2012, quando o Presidente da Federação de Canoagem do Irã, Ahmad Donyamali, foi demitido. O presidente do ICF,  Jose Perurena,  anunciou que os remadores do Irã só poderiam participar de Londres 2012 se Donyamali fosse reintegrado. Depois de duas semanas de negociações entre as autoridades desportivas e políticos iranianos, o presidente  Mahmoud Ahmadinejad disse que o ex-presidente da federação acompanharia a equipe olímpica do Irã, e a presença de Solmaz Abbasi foi confirmada em 18 de Julho. Pouco antes de sua partida Abbasi declarou: "Considerando o que aconteceu, em alguns pontos eu perdi minha concentração... No entanto, vou fazer o meu melhor e tentar obter um resultado aceitável ".

 Tênis de Mesa 
Neda Shahsavari 
Neda Shahsavari (26anos) acredita que sua classificação para os Jogos Olímpicos foi o resultado de um árduo trabalho: "Dois meses antes dos torneios de classificação eu comecei a treinar constantemente ... participar no torneio internacional de tênis de mesa na Hungria e praticar com os húngaros em Teerã também me ajudou ". Shahsavari também mencionou que sua classificação para os Jogos Olímpicos fez com que a Federação de Tênis de Mesa prestasse mais atenção às jogadoras no país. No entanto ela teve que enfrentar a falta de apoio financeiro: "Treinei principalmente em Kermanshah com a minha família. Meu pai gastou milhares de libras para fazer do nosso jardim  um salão de treinamento...". Sobre as Olimpíadas, disse: "Eu treinei bem e acho que estou em boa forma... espero não estar no mesma grupo que meus rivais do leste da Ásia. Eles são os melhores  e é difícil competir contra eles ".

    Canoagem      
Arezou Hakimi 

Arezou Hakimi (17 anos) é a mais jovem mulher atleta do Irã. Tendo iniciado a carreira na natação, começou a treinar canoagem há quatro anos atrás: "Eu fui membro da equipe nacional de natação, mas por ser mulher poderia apenas competir em competições nacionais, então decidi entrar para a canoagem a fim de competir internacionalmente ". Hakimi não se classificou oficialmente para os Jogos Olímpicos. Ela ficou no lugar de Arezou Motamedi, porque a  Federação Iraniana decidiu  realizar uma competição entre 18 mulheres iranianas para determinar quem iria para Londres. O treinador de Hakimi, Yuldashev Vyvchslav disse: "Arezou foi ótima. Antes da competição eu sabia que seu sonho se tornaria realidade ... Hakimi terá um futuro brilhante... ". Hakimi diz que está pronta para as Olimpíadas: "Graças a Deus eu estou em boa forma... Eu farei tudo para melhorar ainda mais os meus resultados". Ela acrescentou ainda:" Como conseguir uma medalha nesta edição, vai ser muito difícil, eu prometo a ganhar uma medalha para o Irã nas Olimpíadas de 2016  no Rio de Janeiro. "

     Atletismo     
Leyla Rajabi
A arremessadora de peso Leyla Rajabi (29 anos) se classificou para os Jogos Olímpicos de Londres, em Janeiro de 2012. Rajabi é originalmente da Bielorrússia. Antes de casar com  o corredor iraniano Payman Rajabi em outubro de 2007, Leyla era conhecida como Tatsiana Ilyushchanka. No Irã, Leyla Rajabi detém o recorde nacional de arremesso de peso, mas não se considera uma esperança de medalha para Londres 2012: "Eu não acho que vou ganhar uma medalha em Londres, mas vou fazer o meu melhor para chegar às finais ". Rajabi que treinou na Bielorrússia acredita que é difícil prever os resultados, e que o Irã está muito atrás de outros países no atletismo feminino: "O Irã precisa de treinadores profissionais para as mulheres. Infelizmente muitas atletas não têm nem mesmo um treinador. Sob tais condições, o progresso das mulheres no atletismo será muito lento ".

Baseado em artigo do site Storify by Small Media


O Irã nas Olimpiadas de Londres 2012

Salam, para você que como eu por algum motivo perdeu ou não teve paciência para assistir a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012. Juro que agora me bateu uma curiosidade de saber quem representam as terras da Pérsia na competição mundial. Alguém saberia dizer em que esportes os iranianos são medalhistas? Também não sei! Então, a partir de hoje, durante este mês vamos tentar acompanhar um pouco da história do Irã nas Olímpiadas aqui no nosso Chá-de-Lima da Pérsia! 

Delegação da República Islâmica do Irã
A simpatia e charme das atletas iranianas com seus lindos maghnees azuis
O porta -bandeiras da delegação do Irã,  foi o boxeador Ali Mazaheri

>> Curiosidade: Jogos Olimpicos em persa se diz Baazy-haaye Olimpik.


10 Patrimônios da Humanidade que ficam no Irã

Há uma série de locais históricos e atrações turísticas no Irã que foram registrados pela UNESCO como Patrimônios da Humanidade. Por isso,  este país milenar é um destino muito apreciado por aqueles que desejam visitar locais que históricos. Esta lista mostra os Patrimônios que foram registrados até 2009, mas há ainda outros locais que foram incluídos mais recentemente como o santuário Sheikh Safi al-din Khānegāh  em Ardabil e o Bazar Histórico de Tabriz (2010), os Jardins Persas (2011) e o Gonbad-e Qabus (2012).

 Tchogha Zanbil  (1979) 
O Zigurate de Tchogha-Zanbil
Localizado na província do Khuzestan, este é um templo histórico em forma de zigurate cercado por três enormes muralhas concêntricas construído sob o reino de Elam, c. 1250 a.C.  Na origem, o templo localizado no centro era um edifício quadrado, dedicado ao deus sumério Inshushinak. Este templo foi então convertido em um zigurate do qual constitui o primeiro andar. O atual nome de Tchogha-Zanbil é persa, e corresponde à antiga cidade de Dur Untash, que foi  fundada como uma capital religiosa durante o período elamita por Untash-Napirisha (1275-1240 aC). Este é um dos últimos zigurates que ainda existem fora da Mesopotâmia. Cobrindo uma área de 42 km a SSO de Dezful, 30 km a O de  Susa e 80 km a N de Ahvaz.

 Persépolis (1979) 
O Palácio Apadana em Persépolis
É o local histórico mais famoso e popular no Irã. Um complexo palaciano inspirado nos modelos da Mesopotâmica construído sob Dario, o Grande em 518 aC.Persépolis que é nomeada em persa de Takht-e Jamshid foi a capital do antigo império Aquemênida. As magníficas ruínas de Persépolis se encontram na planície de Marv Dasht ao pé da serra Kuh-i-Rahmat a cerca de 650 km ao S de Teerã e a aproximadamente 70 km a NE de Shiraz. Os edifícios de Persépolis incluem três grupos: os quartéis, o Tesouro e os salões de recepção do rei. Alguns dos grandes marcos do complexo são o Portão das Nações, o Palácio Apadana de Dario e o Salão das Cem Colunas e outros palácios.

 Meidan-e-Imam (1979) 
Vista para mesquita Sheikh Lotfallah na Meidan-e-Imam
Também conhecida como Naqsh-e Jahan ('Imagem do Mundo" em persa)Construída pelo xá Abbas I, o Grande, no início do século  XVII é uma das maiores e mais belas  praças do mundo rodeada por monumentos da era Safávida,  situada no centro da cidade de  Isfahan. A Mesquita Shah (ou Masjed-e-Imam) situa-se no sul desta praça e no lado oeste encontra-se o Palácio de Ali Qapu. A Mesquita de Sheikh Lotfallah situa-se a leste da enquanto ao  norte se encontra o Grande Bazar de Isfahan. (Ver também o post As Belezas de Isfahan).

 Takht-e-Soleyman (2003) 
Ruínas do Templo do Zoroastriano dedicado ao deus Anahita
Em persa significa "Trono de Salomão", é um sítio arqueológico nas montanhas, localizado no NO do Irã (província do Azerbaijão Ocidental), onde se encontram várias estruturas  pré-Islamicas como os antigos templo do fogo e da água. O sítio inclui o santuário Zoroastriano parcialmente reconstruído no período Ilkhanid (Mongol) séc. XIII, bem como um templo do período sassânida (séculos VI e VII) dedicado ao deus Anahita. A composição e os elementos arquitetônicos criados pelo Sassanidas exerceram uma forte influência não só no desenvolvimento da arquitetura religiosa no período islâmico, mas também em outras culturas. 

 Pasárgada (2004) 
Ruínas do palácio real em Pasárgada
Atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, a 87 km a nordeste de Persépolis. Este local histórico foi a primeira capital do império persa sob a dinastia  Aquemênida fundada por Ciro II, o Grande no séc VI a.C. O sítio cobre uma área de 1,6 km², e contém uma estrutura que acredita-se ser o mausoléu de Ciro, o forte de Tall-e Takht em uma colina próxima e as ruínas de um palácio real e os famosos jardins. Os jardins mostram o exemplo mais antigo dos chahar bagh persas, ou "jardins quádruplos". Na literatura brasileira, Manuel Bandeira, consagrou o nome da cidade como um lugar ironicamente ideal, em Vou-me embora pra Pasárgada.

 Arg-e-Bam (2004) 
Cidadela de Bam (antes do terremoto em 2003)
Situada em um ambiente desértico na margem sul do planalto iraniano na província de Kerman  (SE do Irã) é uma antiga cidade murada originalmente construída sob  a dinastia Aquemênida e suas origens remontam ao séc. VI - IV a.C. Seu auge foi durante os séc. VII a XI, sendo importante cruzamento de  comerciantes através da Rota da Seda. Arg-e Bam é o exemplo mais representativo de uma cidade fortificada medieval construída com inteiramente em adobe e da utilização de canais de irrigação que garantiram sua sobrevivência. Após o terremoto de 2003 ter destruído 80% da cidade com um total de quase 30.000 vítimas, atualmente o governo iraniano está trabalhando em sua reconstrução com ajuda internacional.

 Soltaniyeh (2005) 
O mausoléu do imperador Oljaytu em Soltaniyeh
Reconhecida como Patrimônio da Humanidade em 2005. Situada na província de Zanjan, é a capital histórica da dinastia Ilkhanid fundada pelos mongóis, onde está localizado o mausoléu do imperador Oljaytu construído em 1302-12. O edifício octogonal é coroado com uma cúpula de 50m de altura coberto de azul-turquesa, faiança e cercado por oito minaretes esguios. A decoração interior do mausoléu também é impressionante. Soltaniyeh (que em persa significa "imperial" é um dos exemplos notáveis ​​as realizações da arquitetura persa e um monumento-chave no desenvolvimento de sua arquitetura islâmica. 

 Bisotun (2006) 
Relevo na rocha de Bisotun, representando Dário, o Grande
Conhecida também como Behistun ("o lugar de deus" em persa antigo). Localizada na capital da província de Kermanshah (O do Irã), esta é a maior escrita em rocha do mundo consistindo de 1119 linhas de escrita cuneiforme em três idiomas. O baixo-relevo retrata Dario, o Grande segurando um arco, como sinal de soberania, pisoteando uma figura que segundo a lenda, representa Gaumata, pretendente ao trono cujo assassinato levou à ascensão de Dario ao poder. De autoria de Dario, a inscrição de aproximadamente 15 m de altura por 25 m de largura e 100 m acima de uma pedra calcária começa com uma breve autobiografia e descreve uma seqüência de eventos após a morte de Ciro, o Grande e Cambises II (c.522 - 486 aC).

 Monastérios Armênios (2008)  
O monastério Armênio de São Tadeu ou Qara Kelisa
Existem três conjuntos monásticos dos cristãos armênios que vivem no Noroeste do atual Irã: São Tadeu, São Stepanos e a Capela de Dzordzor. Os mosteiros sobreviveram cerca de 2.000 anos de destruição, tanto de origem humana, como de desastres naturais. Eles foram reconstruídos várias vezes de acordo com as tradições culturais dos armênios. Hoje são os únicos vestígios importantes da cultura armênia na região. O mais antigo deles, que remonta ao sec. VII, é o local presumido do túmulo do apóstolo de Jesus Cristo, São Tadeu e ainda  hoje  é um  local de peregrinação para a Igreja armênia conhecido como Qara Kelisa(a "Igreja Negra").  

 Cachoeiras de Shushtar (2009)  
Complexo hidraulico de Shushtar
Localizadas na província do Khuzestan, estas cachoeiras são obras-primas da engenharia dos antigos povos da Pérsia. Concebido e concluído no séc. III a.C., o complexo hidráulico inteiro inclui cachoeiras, represas, pontes, tanques, moinhos, etc e ainda hoje se encontra em funcionamento. As cachoeiras são planejadas e escavadas na rocha sobre o curso de água escolhido pelos engenheiros antigos. Sua construção se beneficiou do conhecimento tecnico dos antigos elamitas e  mesopotâmios na irrigação do canal, e posteriormente foi aperfeiçoada pelos nabateus e romanos. 


Aulinha de Persa 12 - Roupas

Salam! Seja bem vindo a mais uma aulinha de persa! Hoje vamos falar de um assunto muito importante para quem quer visitar o Irã algum dia: 
لباس /lebâs/Roupas
A maioria das pessoas já deve ter ouvido falar que existem regras de vestimenta no Irã. Muitos acreditam erroneamente  que todas as mulheres iranianas são obrigadas a usar tchador na cor preta. No entanto o chador, consiste em um tecido que cobre todo o corpo, é usado somente por algumas mulheres mais religiosas e elas se mantem cobertas segurando-o com as mãos. Embaixo do tchador elas vestem roupas modestas e um lenço ou hedjab, que é usado para cobrir os cabelos. Fora essas pequenas diferenças, as pessoas no Irã geralmente usam roupas no estilo ocidental. E para os turistas no caso das mulheres, basta que usem roupas mais conservadoras, como batas até os joelhos (mangas sempre compridas!), calças compridas e um lenço cobrindo os cabelos. Para os homens, basta que evitem bermudas, camisetas regatas e roupas muito justas.
کت /kot/ -Casaco
ژاکت /jâket/Jaqueta 
شلوار /chalvâr/ - Calças
شلوارک /chalvârek/ - Bermuda
تی شرت /tî-chert/ - Camiseta 
 کفش راحتی /kefch-e-râhatî/- Chinelos
  جفت کفش /djoft-e-kafch/- 
Par de sapatos
چکمه /tchakmeh/ -Botas 
 جوراب  /djûrâb/ Meias
 پيراهن /pîrâhan/- Camisa 
پیراهن زنانـه /pîrâhan-e-zanâneh/- Vestido
روسری /rûsarî/ - Lenço  
شال گردن /shâle gerdan/ 
Cachecol
 دستكش /dastkech/ - Luvas
 بلوز /blûz/ Blusa
دامن /man/ Saia
کـراوات /kerâvât/ Gravata
 جلیقه /djeligheh/ - Colete

Para dizer:
masculino usa-se  مردانه  /mardâneh/  e para feminino usa-se زنانـه /zanâneh/   

Exemplos de frases: 
.من یک پیراهن ابی پوشیده ام
man iek  pîrâhan-e âbî pûchîdeh-am.
Eu estou usando uma camisa azul.

.تو یک جفت کفش سیاه پوشیده اند
to iek djoft-e-kefch-e siâh pûchîdeh-and.
Você está usando um par de sapatos pretos.

.زن یک پیراهن زنانه قرمز پوشیده است
zan iek pîrâhan-e-zanâneh-ie ghermez pûchîdeh-ast.
A mulher está usando um vestido vermelho.

Espero que tenham gostado, até a próxima aulinha! Khoda hafez!


Shahram Nazeri - Dele Sheyda

Compartilho com vocês, esta linda música do mestre Shahram Nazeri, para meditar e relaxar. Dele Sheyda significa "Coração Apaixonado" e a letra é um poema de inspiração Sufi.


Carreira de Modelo no Irã?!

Mulheres treinando em uma escola de modelos em Teerã
Há não muito tempo atrás,  trabalhar de modelo e manequim na República Islâmica do Irã seria algo impensável e até mesmo visto como indecente. Mas em 2007, o governo deu autorização para que fossem criados desfiles de moda adaptados ao "estilo islâmico", e desde então, um número crescente de garotas iranianas, como Mina Davtalab foram para as passarelas "desfilar com seus modestos trajes".
Em maio deste ano, a alta e esbelta Davtalab,  de 19 anos, se matriculou em uma escola de treinamento para modelos em Teerã. Ela diz que não havia encontrado nenhum emprego depois de terminar o colegial, mas graças à Internet, ela sabia tudo sobre o mundo da moda. "Eu pensei que este trabalho seria adequado para mim", diz  Davtalab que tem 1,78 de altura.
A escola  foi fundada há quatro anos pelo ex-treinador esportivo Sharif Razavi, 30 anos. Ele diz que a cada ano cerca de 10.000 mulheres se inscrevem como candidatas  em sua escola.Ao contrário das modelos dos países ocidentais, as alunas são ensinadas a não sorrir e manter um semblante solene. Em desfiles de moda, as modelos são autorizadas a usar somente roupas tradicionais islâmicas, embora sejam muitas vezes incluídos acessórios de acordo com as últimas tendências da moda.
Desde que os desfiles passaram a ser aceitos no Irã,  as  jovens  que querem ingressar nessa carreira, hoje em dia acham muito mais fácil  convencer a seus pais de que esta é uma boa oportunidade de trabalho.
Ainda assim, as chances delas encontrarem  um emprego estável no seu país ainda são muito limitadas porque o Irã raramente usa modelos do sexo feminino na publicidade. Portanto, nos últimos anos um número crescente de modelos  iranianas têm ido trabalhar em países vizinhos, como a Turquia e Emirados Árabes Unidos.
"É uma boa oportunidade para mostrar a belezas do Irã para o mundo", diz Farid Navid, 31,  proprietário de uma outra escola de treinamento de modelos no Irã.

Baseado em artigo do site  AJW by The Asahi Shimbun


Províncias do Irã

O Irã  está subdividido em 31 províncias (em persa Ostānhā). As províncias são governadas a partir de uma capital (em persa Markaz). A autoridade provincial está nas mãos de um governador (ostāndār em persa), que é escolhido pelo Ministério do Interior do Irã, sujeito a aprovação do governo.Até 2004 existiam 28 províncias. A partir daquele ano a província do Khorasan foi dividida em 3 novas províncias: Khorasan do Norte, Razavi Khorasan e Khorasan do Sul. Assim como uma nova divisão da província de Teerã, chamada Alborz.


PROVÍNCIA - Capital
  1. TEERÃ - Teerã
  2. QOM - Qom
  3. MARKAZI - Arak
  4. QAZVIN - Qazvin
  5. GILAN - Rasht
  6. ARDABIL - Ardabil
  7. ZANJAN - Zanjan
  8. AZERBAIJÃO ORIENTAL - Tabriz
  9. AZERBAIJÃO OCIDENTAL-Urmia
  10. CURDISTÃO - Sanandaj
  11. HAMADAN- Hamadan
  12. KERMANSHAH- Kermanshah
  13. ILAM - Ilam
  14. LORESTAN - Khorramabad
  15. KHUZESTAN- Avaz
  16. CHAHAR MAHAAL E BAKHTIARI - Shahrekord
  17. KOHKILUYEH E BUYER AHMAD - Yasuj
  18. BUSHEHR - Bushehr
  19. FARS - Shiraz
  20. HORMOZGAN - Bandar Abbas
  21. SISTAN E BALUCHISTÃO - Zahedan
  22. KERMAN - Kerman
  23. YAZD - Yazd
  24. ISFAHAN - Isfahan
  25. SEMNAN - Semnan
  26. MAZANDARAN - Sari
  27. GOLESTAN - Gorgan
  28. KHORASAN DO NORTE - Bojnourd
  29. RAZAVI KHORASAN - Mashhad
  30. KHORASAN DO SUL - Birjand
  31. ALBORZ - Karaj
Fonte: Wikipedia


As Belezas de Isfahan

"Isfahan é a metade do mundo". Assim dizia-se sobre a cidade persa até o século XVI, quando as terras do continente americano do outro lado ainda eram desconhecidas e obscuras para quem vivia naquela parte do mundo. O título de "metade do mundo" da cidade pode até ter ficado no passado para nós, mas o sentimento ainda soa verdadeiro para quem vive e visita a atual Isfahan.

Vista panorâmica da praça Naghsh-e-Jahan em Isfahan 
Com o desejo do atual  Irã de se livrar de sua imagem fechada, há alguns anos, trabalhando arduamente para atrair turistas,  Isfahan se tornou um destino muito mais acessível. O grande número de viajantes, estrangeiros e de outras partes do Irã, são o testemunho, da atração exercida por Isfahan. Para chegar lá, basta um vôo rápido de uma hora a partir de Teerã. A cidade está situada no centro do país, a cerca de 1.570 metros acima do nível do mar, tornando o ar puro e o céu tão claro que é possível vislumbrar as montanhas azuladas no horizonte. Isfahan também distingue-se pela presença do rio Zayandeh, que é atravessado por pontes majestosas. Isfahan ainda orgulha-se de manter parte de sua beleza original mesmo após séculos. A cidade de largas e arborizadas avenidas, belos palácios estabelecidos em esplêndidos jardins e, claro, mesquitas com complexos mosaicos de azulejos reluzentes, sem falar do bazar conhecido por vender o melhor artesanato do país. Isfahan contém tantos monumentos históricos, queapenas alguns dias de visita não são suficientes para conhecê-los de fato.
Isfahan beneficiou-se grandemente de um moderno planejamento urbano desde o fim da guerra Irã-Iraque nos anos 80. A cidade é bem cuidada, os palácios iluminados à noite e as árvores enfeitadas com luzes, sem nunca deixar de lado a sua reputação de cidade mais esplêndida da Pérsia. Por um período de 100 anos gloriosos do século XVI, Isfahan foi a capital do Irã. Um período em que arte e a arquitetura persa atingiu o ápice de sua realização. O comércio com o mundo ocidental foi crescendo e Shah Abbas recebia muitos estrangeiros em sua corte.
A Grande Mesquita da Sexta-Feira  (Masjed-e-Jomeh )
Isfahan também contém tesouros que remontam ao seu esplendor durante a era Safávida, mas o primeiro momento de glória de Isfahan  veio sob algum  rei Seljúcida, do século XII  quando a cidade brevemente se tornou a capital. Isto é, quando a mesquita da Sexta-Feira (Masjed-e Jome) foi construída , embora tenha sido ampliada e restaurada através dos séculos por dinastias posteriores. A Mesquita da Sexta-feira é um bom lugar para começar um tour em Isfahan, embora ela não seja tão atraente como as mesquitas ricamente azulejadas da grande praça, Maidan-e Imam, ela é geralmente considerada o protótipo das mesquitas iranianas com a complexa  harmonia de seus componentes e beleza austera.
Shah Ismail (1501-1524), o primeiro rei Safávida, foi quem começou a construção de jardins e palácios em Isfahan, e foi o Shah Abbas I (1571-1629) que transformou a cidade no que ela é hoje. Ele mudou a capital para Isfahan por esta ser estrategicamente mais segura do que as ex-capitais de Tabriz e Qazvin, que estavam muito perto do Império Otomano. O centro da cidade durante os tempos dos seljúcidas ficava em torno da mesquita da Sexta-Feira, mas Shah Abbas mudou-a  para o  Naqsh-e Jahan (Mapa do Mundo), um parque palaciano projetado por Shah Tahmasp (1524-1576). Entre 1589 e 1606 iniciou-se a construção da praça  e dos prédios ao seu redor, bem como uma grande avenida chamada Chahar Bagh (Quatro Jardins), que servia para ligar a praça ao rio. Hoje uma grande parte dos jardins, pavilhões e palácios desse período desapareceram, particularmente ao longo das margens do rio Zayandeh.
A grande praça Maidan-e-Imam  (anteriormente Praça Real), uma das maiores praças do gênero no mundo,  é duas vezes maior que a Praça Vermelha de Moscou. Em torno dela estão algumas das atrações principais da cidade. Nos tempos de Shah Abbas, a praça era utilizada como um campo de pólo: o rei e sua corte se sentavam na varanda do palácio Ali Qapu e assistiam ao jogo, os postes de madeira ainda podem ser vistos em cada extremidade da praça.
A cidade também tem o maior pátio do Irã, cujo centro é ocupado por uma piscina de mármore com bordas enfeitadas, refletindo na água todas os estilos arquitetônicos do Irã, da simplicidade elegante do período Seljúcida (1051-1220), durante o período mongol (1220-1380), ao período Timurida (século XIV a XV), e do barroco do período Safávida até o século XVIII. Ao redor da piscina, carruagens puxadas a cavalo levam os turistas para um passeio romântico ao redor da praça.

O pátio e sua grande piscina com mesquita  Sheikh Lotfallah ao fundo
Passeio de carruagem na Maidan-e-Imam
Os iranianos são orgulhosos desta cidade (apesar de considerarem os isfahanis meio avarentos), e o turismo interno está prosperando. A principal mesquita nesta praça, a Mesquita do Imam, é considerada um dos edifícios mais impressionantes do mundo. A construção começou em 1612 e foi finalmente concluída em 1638, o culminar de mil anos de arquitetura no Irã. É coberta, dentro e fora, por painéis de azulejos azul-turquesa que passaram a representar as mesquitas iranianas. A cúpula principal é de dupla camada e, embora a entrada principal de 30 metros de altura esteja com seus minaretes gêmeos voltados para a praça, a mesquita em si  foi construída em um ângulo na direção de Meca. O portal de entrada é um exemplo supremo de estilos de arquitetura Safávida exibindo azulejos suntuosos, caligrafias, emoldurados por estalactites de mosaicos coloridos cuja complexidade deixa qualquer turista de boca aberta. (Resumindo, a mesquita é tão impressionante que vale outro post inteiro só dedicado a ela!) O interior da mesquita também ricamente decorado com azulejos e tem um ar de tranqüilidade que  convida o visitante a  sentar-se no pátio por toda a eternidade,  exceto pelo barulho dos turistas batendo palmas debaixo da cúpula, para ouvir os sete ecos.

Entrada  principal da Mesquita do Imam (Masjid-e-Imam)
Mesquita Sheikh Lotfallah
A Mesquita Sheikh  Lotfallah que fica em frente ao palácio Ali Qapu é o oposto exato das enormes proporções enormes da Mesquita Imam. Esta mesquita é pequena como uma capela e foi construída por Shah Abbas para honrar seu cunhado. Diz-se que a mesquita era ligada ao palácio Ali Qapu por um túnel subterrâneo para as damas da corte poderem vir  rezar em paz. A cúpula desta mesquita excepcional  tem um fundo incomum cor de salmão. Ela muda de tom de acordo com a luz, indo do amarelo a um rosa suave. A intensa beleza desta mesquita deixa qualquer um sem palavras, o jogo de luz sobre os azulejos é impressionante. 
O palácio Ali Qapu é aparentemente grande, mas de delicada estrutura interna (que está sendo cuidadosamente restaurada) e os recortes das paredes em formato de  frascos e tigelas tinham como objetivo melhorar a acústica das salas de música. Os músicos ficavam posicionados  nestas aberturas  nas paredes para que sua música pudesse repercutir em todos os quartos do palácio.

Palácio Ali Qapu
Sala de música do palácio Ali Qapu 
Junto a praça fica o bazar e as lojinhas de artesanato, o lugar mais tradicional para se fazer compras. Com seu teto de tijolos arqueado, com aberturas por onde entra  luz  do sol, passear pelos interiores empoeirados do bazar  é um belo passatempo. Em alguns corredores há o bate-bate dos artesãos que trabalham com cobre , em outros  pode se ver  como são pintadas miniaturas delicadas em placas de cobre ou vasos,  há os vendedores de ouro, os comerciantes do tapete etc. Em qualquer ponto do bazar, é bom que o turista esteja pronto para se sentar, beber chá e pechinchar com os comerciantes que fazem negócios desta forma há séculos.
Além da praça, Isfahan tem outras delícias. As pontes que se estendem sobre o rio Zayandeh contêm pequenas casas de chá tradicionais em seus arcos, um lugar mágico para desfrutar de uma xícara de chá, como o rio fluindo sob seus pés. A ponte Khaju  funciona como uma represa: a camada inferior controla o fluxo da água, enquanto o terraço superior é definido com arcos em que ainda pode-se ver as pinturas originais e azulejos. No centro, um pavilhão esplendidamente decorado é o local onde Shah Abbas e seus cortesãos se sentavam para admirar a vista.
A ponte Khaju
O  cházinho embaixo da ponte
Outros atrações de Isfahan são os palácios, tais como o Chehel Sotun (Quarenta Colunas) e o Behsht Hasht (Oito Paraísos), que dão uma amostra do estilo de vida do xás no século XVII, com seus prazerosos jardins, cheios de água borbulhante e o canto dos pássaros. Há também os curiosos minaretes gêmeos balançantes  Menar-e Jonban, do século XII, onde o turista pode  subir e dentro dele se balançar fazendo com que o outro balance também, (mas não cai!? dê uma olhada neste vídeo) ficam a uma curta viagem de táxi da cidade. O bairro armênio Jolfa é onde fica a Catedral Vank, uma curiosa mistura de estilos islâmicos e cristãos, provando para a maioria dos ocidentais que diferente do que se pensa, o Irã tem uma tradição de tolerância com outras religiões. O museu da catedral contém curiosidades, como um grão de arroz que tem o nome de Deus escrito nele.
Finalmente, quem visitar Isfahan vai perceber que o próprio ar e a água da cidade (como dizem os persas) irá encantá-lo: se juntar aos moradores passeando ao longo do rio no crepúsculo fresco de verão, beber uma xícara de chá quente escuro nas entranhas de uma das pontes, pechinchar uma miniatura Isfahani com um comerciante  no bazar,  vai fazer você descobrir que uma visita a Isfahan é de enriquecer a alma.

Baseado no artigo The Splendous of Esfahan de Kamin Mohammadi.