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Moein - Bigharar (Bandari)

Que tal um pouco de música para alegrar o fim de semana? Confesso que quando escuto esta música dá vontade de tirar a sala do lugar e sair dançando! Ainda mais porque adoro estas músicas iranianas bem "das antigas". Com vocês o ritmo folclórico bandari do sul do Irã na voz de Nasrollah Moein!


Letra e Tradução:
Bigharar | Sem descansar

Baraye didane to bighararom, ta biam az safar |
Para te ver, estou sem descansar desde que voltei da viagem
Biamo halghe be dar bezanom, ke oomadom bikhabar |
Voltei sem avisar, para sentar diante de sua porta
Miam ta ke sar bezaram rooye sinat, ta ke bavar koni |
Eu vim para descansar minha cabeça em seu colo até que você acredite
Nafasgire baram, bi to dige zendegie bisamar | 

Que isso me deixa sem fôlego, a vida não tem sentido sem você

Refrão:
Elahi man fadat, fadaye oon cheshat |
Posso me sacrificar por você, me sacrificar por seus olhos
Mikham ino bedooni, ke mimirom barat |
Eu quero que você saiba disto, que eu morreria por você
Hala yarom bia, deldarom bia |
Agora, venha minha companheira, seja minha amada

Miam ta atre moohat, baz dobare be tanam joon bede | 
Eu vim para que o perfume do seu cabelo me faça reviver 
Miam ta garmie booseye to, be tanam khoon bede |
Eu vim para que o calor do seu beijo faça o meu sangue fluir em meu corpo
Bekesh daste mohabat bar sare man khastegimo begir | 
Me afague com carinho, livre-me do meu cansaço
Bezar omri bemoonam tooye daste mehraboonet asir | 
Deixe me ser prisioneiro do seu abraço caloroso para sempre

(Refrão)

Saret ro tekyegaham kon, mohabat ro panaham kon |
Faço de sua cabeça o meu descanso, faço de sua ternura o meu refúgio
To oon cheshmoone ashegh ro, bia fanoose raham kon |
Faço destes seus olhos amorosos a luz do meu caminho
Kenare to age basham, hobabe gholleye ghafam |
Se eu estou ao seu lado, eu serei uma bolha no monte Qaf
To shirinam bekhah az man, ke ghalbe kooho beshkafam |
Minha querida, se você me pedir eu abrirei o coração da montanha


(Refrão)

Tradução livre baseada no site MaxyLirics


Nomes iranianos e seus significados

Você sabia? Desde a conquista islâmica, muitos persas passaram a incorporar nomes próprios árabes. Os cristãos persas também tinham nomes árabes, indistinguíveis de seus compatriotas muçulmanos, a exceção dos nomes mais obviamente muçulmanos como Mohammad. Alguns nomes cristãos são derivações árabes de nomes de santos de origem grega, assíria, ou mais especialmente armênios já que a maioria cristã do Irã é composta por armênios. Muitos nomes persas vêm do grande épico da literatura persa, Shahnameh (O Livro dos Reis) composto no século X por Ferdowsi e considerado por muitos a obra-prima da literatura persa. Cerca de 10% a 15% de todos os nomes persas são tirados do Shahnameh. Alguns exemplos comuns são: Arash, Babak, Bijan, Farzad, Manouchehr e Siavash.
Antes de 1919, o povo iraniano não usava sobrenomes, estes foram introduzidos durante a era Qajar por ordem do Primeiro Ministro Vosough od-Dowleh e a prática se expandiu durante o reinado de Reza Shah (1925-1941). Antes disso, uma pessoa se distinguia da outra por uma combinação de prefixos e sufixos ligadas ao seu nome que, se omitidos, poderiam causar uma grande confusão.
Em muitos casos, um indivíduo era conhecido pelo nome do bairro, cidade, vila ou até a aldeia de onde veio usando o nome da localidade como um sufixo, por exemplo: Nuri, Khorasani, Mazandarani, Kordestani, Tehrani , Esfahani e Shirazi.

   NOMES MASCULINOS   


Nome - (origem) Significado
Abbas - (árabe) de aparência severa; também significa leão; tio do profeta Mohammad
Afshin- (persa) Um comandante iraniano dos tempos antigos
Ahmad - (árabe) O mais louvável
Akbar - (árabe) O Maior: um dos 99 nomes de Deus 
Ali - (árabe) Elevado, também genro do profeta Mohammad
Aidin (turco) - Claro, luminoso, brilhante 
Alireza - (árabe) forma persa do nome Ali Al-Ridha,  o 8º Imam dos xiitas 
Amin - (árabe) Honesto
Amir- (árabe) Príncipe, Emir
Anoush- (persa) Eterno
Anoushirvan- (persa) Alma imortal; nome de um rei  persa
Arash- (persa) Fiel ou brilhante; famoso herói arqueiro do folclore persa
Ardashir - (persa) Artaxerxes , nome de um rei persa
Armin - (persa) significa Guardião do Irã; personagem do Shahnameh 
Asghar - (árabe) Pequeno, jovem
Ashkan - (persa) aquele que pertence ao império dos Partas
Azad- (persa) Liberdade
Babak -(persa) signifca pai em persa, personagem do Shahnameh
Bahman - (persa) Nome do 11° mês do calendário iraniano
Behnam - (persa) Distinto, honorável; aquele que tem o melhor nome
Behrouz- (persa) Afortunado, próspero, sortudo (lit. "bom dia") 
Behzad - (persa) de nobre família
Bizhan/Bijan- (persa) Herói antigo; personagem do Shahnameh
Dara - (persa) Abastado; também um personagem do Shahnameh
Dariush/Daryush - (persa) Dário, nome de um rei persa  
Davood - (hebreu) variante persa de Davi
Ebi - (persa) Paternal
Ebrahim - (hebreu) variante persa de Abraão
Ehsan - (árabe) Bondade, caridade
Emad- (persa) Confidência
Esfandyar-(persa) Dádiva sagrada; lendário herói, personagem do Shahnameh
Farbod - (persa) Protetor da Glória
Farhad- (persa) Felicidade
Farid- (árabe)Único, ímpar
Farrokh- (persa) Feliz, afortunado
Farrokhzad- (persa) Bem nascido
Farshid - (persa) Esplendor, brilhante como o sol; personagem do Shahnameh
Farzad- Nascimento Explêndido
Ferdows/ Firdaus - (persa) Paraíso, jardim fechado
Fereydun- (persa)- O Terceiro; um lendário rei, personagem do Shahnameh
Firouz- (persa)Vitorioso
Foruhar- (persa) Essência
Ghobad- (persa) Personagem do Shahnameh
Hadi - (árabe) Guia, líder; calmo, tranquilo
Hafez - (árabe) Protetor; aquele cuida com responsabilidade;  famoso poeta persa
Hamed - (árabe) Aquele que louva
Hamid - (árabe) Louvável
Hassan - (árabe) Bom
Hedayat - (persa) Guia
Heydar - (persa) Leão
Homayoun- (persa) Real, afortunado
Hooman- (persa) Aquele que tem bom comportamento; personagem do Shahnameh
Hossein - (árabe) Bom
Hushang - (persa) Aquele que constrói boas casas; um rei personagem do Shahnameh
Iraj - (persa) Rei benevolente; personagem do Shahnameh
Iman - (árabe) Fé
Jafar - (árabe) um rio, riacho; irmão de Ali
Jalal - (árabe) Grandeza
Jalil - (árabe) Grande
Jamshid - (persa) Brilhante ou gêmeo radiante; personagem do Shahnameh, um rei
Javad - (persa) Liberal
Javeed- (persa) que vive para sempre
Kamran- (persa) Sucedido, afortunado
Kayhan - (persa) Mundo
Karim- (árabe) Generoso
Khashayar - (persa) Valente, forte; nome de dois reis persas (conhecido no ocidente como Xerxes)  
Kaveh-(persa) o  ferreiro, lendário herói do  Shahnameh
Kazem - (árabe) aquele que controla sua raiva; 7º Imam dos xiitas
Khosrow-(persa) famoso; personagem do  Shahnameh
Kia-(persa) Rei, protetor, defensor
Kiavash - (persa) Real, como um rei
Kourosh- (persa) Ciro, primeiro rei do Irã
Mahmud/Mahmoud - (árabe)Louvado
Majid - (árabe)  Grande, honrado
Manouchehr- (persa)Face do Céu; Personagem do  Shahnameh
Mansur - (árabe) Protegido por Deus
Masoud/ Mas'ud- (árabe) Afortunado, próspero, feliz
Mazyar - (persa) aquele que é protegido pela divindade guardiã da lua  
Mehdi/Mahdi - (árabe) Guiado
Mehrdad-(persa) Presente do sol
Mehrshad - (persa) Brilho do dol
Meysam - (persa) corrente de água; jovem leão
Milad- (persa) Nascimento, Natal
Mohammad - (árabe) Altamente louvado; também o nome do Profeta do Islã
Mohsen - (árabe) Aquele que faz o bem
Mojtaba - (persa)  Escolhido
Morteza- (árabe) Escolhido
Musa - (árabe) equivalente árabe do nome Moisés 
Mustafa - (árabe) Escolhido
Nader -(árabe)  Raro
Navid- (persa) Boas novas
Nima-(persa) Pequeno
Nouri- (árabe) Luz
Omid-(persa) Esperança
Parviz- (persa) Vitorioso; personagem do  Shahnameh
Pedram - (persa) Adornado; contente; charmoso
Peyman- (persa)Promessa
Pouria - (persa) aquele que nasceu primeiro; o mais antigo
Pouya-(persa)Aquele que busca
Ramin - (persa) Guerreiro
Rashid - (árabe) Corretamente guiado
Reza - (árabe)Vontade, consentimento, resignação
Rostam-( persa) Herói lendário do Shahnameh 
Sadegh -(árabe) Sincero
Sa'id /Saeed - (árabe) Feliz, próspero, sortudo
Sajad - (árabe) Adorador de Allah
Saman - (persa) Abrigo, segurança
Sanjar- (persa) Príncipe, imperador,rei
Sepehr- (persa) Céu
Shahab- (árabe)estrela cadente, meteoro
Shahbaz-(persa) Falcão branco ou Rei dos falcões
Shahin- (persa) Falcão
Shahram- (persa) "o Rei cujo povo ouve a ele"
Shahriar/Shahryar- (persa) Senhor, soberano
Shahrokh-(persa)face do rei
Shapur-(persa) Filho do Rei; personagem do Shahnameh
Siamak - (persa) Aquele que tem cabelos negros; que traz alegria; personagem do Shahnameh
Siavash- (persa) aquele que tem o cavalo negro; personagem do Shahnameh 
Sina - (árabe) Sinai; nome derivado da península ou do monte Sinai 
Sirvan - (persa) Nome de um rio do oeste do Irã 
Soheil -(persa) Estrela brilhante
Sohrab- (persa) Ilustre, brilhante;  personagem do Shahnameh (filho de Rostam)
Soroush - (persa) Obediência; nome de um anjo na religião zoroastriana
Vahid  -(árabe) Único; pronúncia persa do nome Wahid


     NOMES FEMININOS     









Nome - (origem) Significado
Afareen - (persa)  Louvor; também significa criar
Afsaneh - (persa)Um conto de fadas
Afsar - (persa)Coroa
Alaleh - (persa) nome de uma flor (ranúnculo)

Anahita - (persa) na mitologia persa, deusa das águas, fertilidade e sabedoria
Anusheh- ((persa) Feliz, afortunada
Arezoo - (persa) Desejo

Asal - (árabe) Mel
Ashraf - (árabe) Nobre
Atefeh - (persa) Afeição
Atoosa - (persa)Nome de uma princesa iraniana

Ava - (persa) De voz possante
Azadeh - (persa) Livre

Azam - (árabe) Grandiosa, suprema 
Azar - (persa) Fogo, chama
Bahar - (persa) Primavera
Bahareh (persa) Alguém que traz a primavera
Banu - (persa) Dama

Baran - (persa) Chuva
Behnaz - (persa) Conquistadora

Bita - (persa) Única, incomparável
Darya - (persa)Mar
Donya - (persa) Mundo
Elham - (persa)Inspiração, revelação

Farah - (árabe) Alegria, felicidade, contentamento
Farangis - (persa) Personagem do Shahnameh, segunda esposa de Siavash
Fariba - (persa) Charmosa, atraente
Farzaneh - (persa) Sábia, prudente
Fatemeh - (árabe) Fatimah: Filha do profeta Mohammad
Fereshteh - (persa) Anjo
Firouzeh (persa) Turquesa
Forough (persa) Brilho
Forouzan - (persa) Brilhante

Ghazal - (persa) Gazela
Giti - (persa) Mundo, universo
Golbahar (persa) Flor da Primavera

Goli - (persa) Cor-de-rosa, rósea
Golnar - (persa) Flor da Romãzeira
Golnaz - (persa) Bela como uma flor
Golshan - (persa) A flor do jardim
Hana - (árabe) benção, felicidade; nome de uma flor

Hayedeh - (persa) Arrependida; 
Helya - (persa) Raio de sol 
Jaleh - (persa) Granizo
Jannat - (árabe) Paraíso

Jila/ Zhila - (persa) nome de um rio 
Kamand - (persa) Laço ou presilha de cabelo
Katayoun - (persa)  nome de uma princesa, personagem do Shahnameh 
Khorshid - (persa) Sol 
Laleh - (persa) Tulipa
Leyla - (árabe) Noite, beleza noturna
Mahasti - (persa) Que veio da lua

Mahnaz - (persa) A glória da lua
Mahsa -(persa)  Como a lua

Mahshid - (persa_ Lua brilhante
Mahtab(persa) Luz do luar
Maliheh - (persa) Bela
Mandana -(persa) Nome de uma princesa
Marjaneh -(persa) Coral
Maryam - (hebreu) nome árabe de Maria mãe de Jesus; nome de uma flor (Tuberosa)
Marzieh (persa) Satisfatória, agradável
Masoumeh -(persa) Pura, Inocente
Mastoureh - (persa)Velada, casta

Mina - (persa) A cor azul do céu 
Minoo - (persa) Céu, firmamento, Paraíso
Mitra - (persa) Juramento, aliança, amizade. Na mitologia persa, divindade relacionada à gentileza e amabilidade.
Mojan/ Mozhan - (persa) Flor de narciso
Mojgan - (persa) Cílios, pestanas

Nahid -  (persa) Planeta Vênus; variação de Anahita
Narges - (persa) Nome de uma flor (Narciso)
Nasreen/Nasrin - (persa) Nome de uma flor (rosa silvestre)

Nazanin - (persa) gentil, amável, delicada; nome de uma flor.
Neda (persa) Voz,chamado
Negin - (persa) Diamante raro, pedra preciosa
Neshat (persa) Alegria
Niloufar (persa) Uma flor (Nenúfar)
Niki - (persa) Bondade
Parastoo - (persa) Uma ave (andorinha)
Pari -(persa) Fada
Parisa - (persa) Como uma fada
Parvaneh (persa) Borboleta
Parvin -(persa) Nome de uma constelação
Pegah - (persa)Aurora
Pouran -(persa) Sucessora

Razyeh - (persa) Contente, satisfeita
Roghayyeh - (árabe) Gentil; uma das filhas do profeta Mohammad
Reyhaneh - (persa) Uma flor
Roudabeh (persa) Água do rio; personagem do Shahnameh (mãe de Rostam)
Rokhshaneh - (persa) Beleza luminosa, nome de uma princesa iraniana  esposa de Alexandre o Grande
Roya - (persa) Sonho, visão
Saba - (persa) Zéfiro; uma brisa suave

Safura - (hebreu) Séfora, nome da esposa de Moisés 
Sahar - (persa) Aurora, amanhecer
Salma - (árabe) Paz, segurança
Samira - (árabe) amiga, companheira
Sara - (persa) pura, excelente; princesa; esposa de Abraão

Sarina - (persa) Pura
Sepideh (persa) Aurora ;o primeiro raio de sol da manhã
Setareh(persa) Estrela

Shadan - (persa) Feliz
Shadi (persa) Felicidade
Shahrzad - (persa) Xerazade; cidade livre
Sheyda - (persa)Apaixonada

Shima - (persa) Aquela que tem uma pinta
Shirin - (persa) Doce; agradável, gentil; delicada

Shiva - (persa) Eloquente, charmosa
Shohreh - (persa) Famosa
Simin - (persa) Prateada, feita de prata
Soraya -(persa) Nome de uma constelação (Plêiades)
Soudabeh -(persa) uma lendária personagem do Shahnameh, esposa do rei Kay-Kavous
Sussan - (persa) Uma flor, Lírio do vale
Tahereh - (persa) Pura, casta
Tahmineh - (persa) personagem do Shahnameh, esposa de Rostam

Tara - (persa) Estrela
Taraneh - (persa) canção

Termeh - (persa) Tecido bordado de seda  
Tina - (persa) Argila; Agrado, carícia
Zahra - (árabe) Brilhante

Zeynab - (árabe) Flor de agradável fragrância; uma das filhas do Profeta Mohammad
Ziba - (persa) Bela
Zohreh - (persa) O planeta Vênus


Baseado em  Behind the Name e Wikipedia


Andy Madadian, Jon Bon Jovi e Ritch Sambora - "Stand by Me"

Neste vídeo de 2009, o astro pop iraniano Andy Madadian  gravou o clássico "Stand by me" de Ben E. King  em parceria com grandes nomes da música internacional  Jon Bon Jovi, Richie Sambora em Los Angeles para mostrar ao mundo uma mensagem de solidariedade ao povo do Irã. Esta versão não foi feita para ser comercializada, mas somente para ser compartilhada por meio da internet para dar voz ao sentimento de todas as pessoas do mundo que acreditam que é possível "conviver juntos" em meio a tantas diferenças políticas entre EUA e Irã. O mais bonito é ver logo no começo do vídeo Jon Bon Jovi cantando em persa e Andy em Inglês! E no final os dois trocam mensagens um na língua do outro com as palavra "nós somos um". 


Essa tal amizade iraniana, o que é?

"O verbo “amar” em persa tem o mesmo significado que “ser amigo”. “Eu te amo” traduzido literalmente é “te considero um amigo” e “eu não gosto de você” simplesmente quer dizer “não te considero um amigo”." (Shusha Guppy)
Salam, pessoal! Hoje vou dedicar este post para abrir o coração e falar um pouquinho de mim. Porém, eu confesso que sou bastante tímida para expor meu cotidiano na rede, embora não tenha motivos reais para esconder nada... Mas finalmente, após quase 6 meses deste humilde blog Chá-de-Lima da Pérsia, eu mesma parei pra me perguntar: quais foram as aspirações e inspirações que me motivaram a escrever sobre um país tão pouco conhecido e com tão poucas referências para nós brasileiros, latino-americanos e ocidentais? 
Já escrevi um pouco sobre isso na página sobre o blog, mas imagino que você que está lendo este blog agora, talvez esteja se perguntando ou em algum momento vai se perguntar: será que tem algum outro blog em português falando sobre o Irã por aí? Claro que tem! Não falta gente pra falar MAL do Irã!! Falar mal  do presidente Ahmadinejad, dos mulás e aiatolás de barba e turbante, das mulheres oprimidas pelo chador, dos enforcamentos e apedrejamentos e finalmente do famosérrimo Programa Nuclear Iraniano. Mas e o que este blog tem de tão diferente assim? Ele é simplesmente o PRIMEIRO E ÚNICO blog em língua portuguesa a falar exclusivamente sobre a cultura do Irã, sob o ponto de vista de uma brasileira! Por isso ele tem esse formato mais informativo e didático que eu particularmente gosto bastante. Claro que não mereço nenhum crédito por isso, mas espero que a ideia de alguma forma pegue e a cultura iraniana receba o destaque que merece.
Confesso que este blog nasceu de uma curiosidade pessoal de pesquisar mais sobre um país e uma cultura que despertam tantos sentimentos ambíguos. Para  uma apaixonada por artes como eu, o nome do Irã, sempre soou muito mais como uma grande escola de Cinema e objetos de arte de beleza estonteante como tapetes, pinturas em miniatura ilustrando séculos de poesias escritas na mais sofisticada caligrafia e ornamentação, sem falar de uma majestosa arquitetura e paisagens naturais que deixam sem fôlego até mesmo o menos animado por cultura e blá, blá,blá de artistas e intelectuais...
Estranho ouvir alguém festejar tanto assim um país onde a mídia e a arte são controladas pela censura, as mulheres andam todas cobertas e onde meninos e meninas não podem sequer andar de mãos dada em público? Ah, difícil proeza de tentar entender um povo tão "estranho e distante de nós"!
Acredito que muitos pensarão  também que este blog, é um dos muitos no estilo habibis virtuais da Índia Paquistão e adjacências. Por isso, também quero logo avisar: não espere se deparar com uma postagem sobre "habibis iranianos" por aqui, porque NÃO TEM HABIBI IRANIANO nenhum a vista, pelo menos até agora... (nunca se sabe né, rsrs) 
Antes deste blog nascer veio a tal da amizade iraniana. O que isso quer dizer na verdade? Tudo começou quando eu resolvi aprender árabe e persa! Sim, fui atrás de comunidades de aprendizado de idiomas pra bater um papo com esse pessoal do Oriente Médio, incluindo do Irã e tentar entender a cabeça deles, além dos filmes de Kiarostami, Majidi, Panahi e Makhmalbaf. Sou uma apaixonada pelas culturas de todos os países do Oriente Médio também, mas por que resolvi criar um blog só para o Irã? Talvez pela urgência que se faz maior do que nunca, com tantas aparições demonizantes do Irã na mídia e em meio a todas elas o inusitado despontar de um Oscar para um filme iraniano!
Além de tudo isso, conversar com um iraniano em inglês é a coisa mais fácil, pois eles tem uma incrível tendencia natural para gostar de ensinar seu idioma e pelo menos tentar aprender qualquer outro. Assim tive meu primeiro contato com um rapaz de Teerã, outro de Qom, depois uma moça de Isfahan e com o tempo um senhor de meia idade de Mashhad, e outros iranianos que moram em outros países e por aí "o Irã veio até mim"...
A expressão que define melhor o povo iraniano por estes contatos que tive com amigos virtuais é: CALOR HUMANO. Do mais jovem ao mais maduro, há uma atitude sempre disposta a identificar e conhecer o estrangeiro como amigo. Embora por parte de alguns rapazes, exista uma curiosidade por ver como são as garotas ocidentais, eles não são como aqueles irritantes indianos (esses são alguns deles, não todos tá) que querem que você ligue a webcam só pra ele ver "a roupa que você está usando", ou como aqueles turcos sem assunto que te adicionam só pra ver se você é bonita e te bloqueiam no dia seguinte... Também não estou dizendo que não existem iranianos cafajestes. Já vi sim iraniano que pede o número de telefone, até chega a  ligar, manda mensagem, fala que te ama só por pura diversão e depois some (hunf!)
Mas esses são bem mais raros, confesso que minhas melhores amizades virtuais com iranianos já tem mais de 3 anos! E alguns nunca pediram para me ver na webcam, percebi que eles gostam mesmo é de chat por voz e como adoram falar! Falam muito mesmo, e é difícil faltar assunto, pois eles também querem saber tudo  que acontece por aqui nos mínimos detalhes, desde quanto ganhamos por mês, até quanto gastamos com roupas, comida, gasolina... Tem tantas coisas que eu mesma não sabia sobre meu próprio país, mas fui incentivada a pesquisar para matar a curiosidade deles...
Sim, muito mais deles, do que DELAS! Converso muito menos com mulheres iranianas, acredito que são mais conservadoras e recatadas e dificilmente colocam fotos delas mesmas nos perfis online. Mas dá para perceber que são ávidas por livros e filmes, não ficam falando só de moda ou de garotos o tempo todo. Quando converso com moças iranianas, sempre faço questão de provocá-las de maneira saudável a dizer o que pensam de nós, o que sabem sobre as brasileiras. A grande maioria delas nem sequer imagina ou suspeita como somos! Algumas até confessam que acham os rapazes iranianos "os mais bonitos de todo o mundo" (talvez porque para se casarem com estrangeiros seja bem mais complicado mesmo...). Embora eu seja do ponto de vista que há beldades e feiurinhas em todas as raças, tenho que concordar com elas que os iranianos são realmente um povo belíssimo tanto por fora quanto por dentro.
Bom, espero que tenham gostado deste momento de compartilhamento de impressões pessoais, e convido todos a concordarem ou discordarem de mim o quanto quiserem, claro mantendo sempre o respeito pela opinião do outro.

Um abraço caloroso a todos que saboreiam as postagens do nosso Chá-de-Lima da Pérsia!


Entrevista com a lenda: Mohammad Reza Shajarian

O grande maestro Mohammad Reza-Shajarian
O lendário cantor e compositor iraniano Mohammad Reza Shajarian, é conhecido em todo o mundo como o maior mestre da música persa tradicional da atualidade. Apesar de ter se tornado mais conhecido para os ouvintes ocidentais ao  ser indicado duas vezes ao Grammy na categoria "World Music"  e também  por ser considerado uma das "50 maiores vozes do mundo", Shajarian é um ícone da cena musical no Irã há décadas. Quando em 2009, Shajarian retirou a sua música da rádio estatal para protestar contra os resultados das eleições presidenciais iranianas, tornou-se, de acordo com o professor de estudos religiosos Mohsen Kadivar , "a voz da liberdade e da justiça e para os iranianos."
Shajarian nasceu em 1940, em Mashhad, uma cidade no nordeste do Irã, considerado um grande santuário para os xiitas. Neste ambiente conservador, Shajarian aprendeu a cantar desde criança através das recitações do Alcorão. O artista conta que não foi encorajado por sua família a estudar  a música tradicional persa que viria a torná-lo famoso. "Meu pai costumava dizer que a música era haram, isto é proibido "- declara Reza Shajarian. 
Depois que ele cresceu, passou a reviver séculos de antigas canções persas e projetou novos instrumentos, com suas próprias mãos. Suas letras são muitas vezes retiradas de antigos poemas persas. Embora nos últimos anos, suas canções estejam assumido novos significados. Esta entrevista em duas partes, feita pelo médico psiquiatra Dr. Amir H. Rezvani e pelo professor de estudos religiosos Omid Safi para o The Thread: Duke Peromances' Blog revelam para nós a personalidade simples, a  genialidade e as virtudes deste lendário artista.

Omid Safi: Eu quero começar perguntando sobre a sua biografia e onde surgiu o seu interesse pela carreira musical.

Mohammad Reza Shajarian: Eu descobri por mim mesmo. Meus pais não tiveram nada a ver com isso. Eu não tive nenhum professor. Eu estudei poesia e música por conta própria e insisti nisso.

OS: Houve alguns poetas que te influenciaram especialmente?

M-RS: Hafez e Sa’di. Estes dois foram especialmente importantes para mim.

OS: Você começou pela poesia e depois partiu para a música?

M-RS: Eu comecei  pela música e pelo canto, e depois eu estudei poesia mais sistematicamente ao lado da música.

OS: Eu tenho certeza de que muitos amigos iranianos primeiro se familiarizaram com você por meio do rádio.

M-RS: Na verdade isso foi muito simples. Naquele tempo você ia para o rádio, fazia uma leitura e se eles gostassem de você, você ganhava um programa. E isso foi o que aconteceu comigo.

OS: Há uma oração em especial que muito de nós associamos com você. Isto é, Rabbana. Era a oração que aquela emissora de  TV/Rádio  tocava na ocasião da quebra do jejum (iftar) durante o mês do Ramadan. Você sabe dizer o por que disto?

M-RS: Esta foi uma história divertida. Muitas pessoas que eu conheci no rádio e na TV (do Irã) pediam minha ajuda para treinar aqueles que poderiam recitar orações e poemas para a quebra do jejum  durante o mês de Ramadan.  Eu ensinei a eles como recitar estes versos e isto demorou de três a quatro meses, mas no final eles decidiram que eu mesmo deveria recitar no lugar dos meus alunos. Então eu fiz isto, e acabou se tornando muito significativo.

OS: Eu sei que para muito de nós, quando chega o Ramadan, não dá para deixar de pensar em sua voz.

M-RS: Você é muito gentil. Sempre foi assim por mais de 30 anos.

OS: Agora eu quero perguntar sobre a música e poesia persa. Eu sei que você inventou um bom número de instrumentos musicais. Você irá usar alguns desses instrumentos durante seus concertos?


Shajarian e um dos instrumentos inventados
por ele mesmo.
M-RS: Eu inventei oito ou nove instrumentos, que foram adaptados de instrumentos tradicionais. Estes são para preencher a lacuna entre os instrumentos tradicionais e nós iremos usá-los em nosso concerto. Eles produzem um efeito maior de harmonia. Quando as pessoas os ouvem em grupo, elas notam o efeito diferente desta harmonia.

OS: Eles são parecidos com os instrumentos da família do setar?

M-RS: Eles são instrumentos de corda, como os da família do setar e kamanche. Os músicos podem usá-los embora eles tenham um som diferente. Eu tentei me certificar de que os músicos que sabem tocar instrumentos de corda seriam capazes de usar estes novos instrumentos para preencher as lacunas entre os instrumentos que já existem.

OS: Você tem interesse na “world music?” Hoje em dia, muitas pessoas ouvem não somente a música de seus próprios países, mas também indiana, chinesa, clássicos europeus etc. Qual você acha que é o papel da música persa na world music?

M-RS: Esta  não é  uma pergunta tão simples. Por exemplo, um instrumento como o setar, kamanche ou  piano é como um carro, e você pode ir para qualquer lugar com ele. Instrumentos também são assim, uma vez que você tem um, você pode tocar qualquer melodia facilmente. A música tem a sua linguagem própria. Com estas notas - do-re-mi-fa-so-la-si- qualquer um pode tocar todos os formatos de música. Isto depende do gosto de cada um. Minha esperança é que a música persa seja mais ouvida e conhecida ao redor do mundo. Espero que as pessoas a conheçam melhor e passem a gostar dela.

OS: Que tipo de música você gosta de ouvir?

M-RS: Qualquer música. Eu gosto de boa música. Qualquer uma que me leve a imaginar um belo ambiente e um bom espaço, eu gosto de ouvir.

Amir Rezvani: Como você sabe, sua voz foi reconhecida entre as 50 maiores vozes do mundo. Qual foi a sua opinião sobre este reconhecimento?

Mohammad Reza Shajarian: Há muitas coisas que fazem um cantor. Você pode olhar para a personalidade artística ou social. Há muitos cantores que gostam de cantar e apenas fazer o que querem. Ser reconhecido como uma das 50 maiores vozes do mundo é lisonjeante. Mas não é baseado apenas na voz e na técnica. Mas por causa da criatividade, e é porque minha própria voz se tornou a voz do povo. Neste nível, talvez você possa dizer que minha voz é a única premiada.

AR: Por que você (corretamente) acha que sua própria voz merece ser reconhecida como uma voz premiada?

M-RS: Eu imagino que talvez outros irão pensar o mesmo sobre suas próprias vozes. Se você olhar para minha voz não por uma perspectiva de privilégio étnico ou nacional, mas apenas olhar pela perspectiva da criatividade, o conhecimento vocal e musical., considerando tudo isso, minha voz é diferente. Eu sou um vocalista criativo e um músico teórico. Nenhum dos meus concertos é igual  ao outro. É bem possível que outros tenham uma voz melhor. Claro que eu consigo cantar 19 notas, da mais grave a mais aguda. Um piano tem 50 notas. Eu canto 19 delas em um palco com facilidade! Há alguns cantores que alcançam notas mais graves ou mais agudas, mas nós estamos falando do conjunto e eu posso cantar todas elas.

AR: Eu não sou um especialista em música. mas eu tenho escutado a sua música com carinho por mais de três décadas. Alguém que ouve a sua música, pode entender facilmente a sua mensagem. Suas canções, especialmente nos últimos 30 anos, refletem os sofrimentos, esperanças e aspirações do seu povo. Alguém pode ouvir suas canções e ter uma noção da história da sociedade iraniana. Por exemplo, logo após o devastador terremoto de Bam no Irã, você fez um concerto beneficente para as vítimas. O que o inspira a ser um artista assim?

M-RS: Isto é por causa do meu ponto de vista, meus gostos e minha consciência social. Alguns fazem arte por amor próprio. Eu faço arte para a humanidade. Por amor as pessoas com quem vivo. Quando eu vejo as dores e sofrimentos no rosto da humanidade, eu também as enfrento. Eu também passei por estes sofrimentos. A arte, fundamentalmente é a linguagem da resistência. Não é apenas uma questão de prazer e designação. Em algumas partes do mundo onde há desigualdade, injustiça, sofrimento e opressão, a arte cresce. Isto por causa das pessoas que querem expressar sua resistência através da arte seja ela pintura, cinema, música ou canto. Então eu tenho usado a música como uma arte para o aperfeiçoamento da humanidade, não como uma questão de passatempo. Minha arte tem sido uma arte da resistência e as pessoas entendem que a minha voz é a voz delas. Eu removo o silêncio de seus corações e dou voz a eles. Alguém tem que resistir a opressão e tirania em qualquer lugar do mundo. 

Omid Safi: Um das provas que sua voz se tornou o espelho da alma do povo iraniano foi a canção  Morgh-e Sahar “A Ave do Amanhecer” (assista o vídeo abaixo). Você pode falar para nós sobre este poema e de sua música pare ele, e como este se tornou símbolo de resistência?

M-RS: Esta é a uma daquelas canções que se tornaram a voz do povo, como as canções de Aref [Qazvini] na época da Revolução Constituicional do Irã [1906]. Depois dele, muitos outros compuseram canções de resistência similares, canções de rebelião contra governantes e agressores e uma delas é “A Ave do Amanhecer.” (Nota: O poema é do grande poeta Bahar e a música é composta por Morteza Khan Neydavoud, um grande músico judeu-iraniano - Amir Rezvani).
As pessoas sempre me pedem para cantar esta canção. Isto dá voz a resistência delas. No fim dos meus concertos, o povo sempre aplaude e pede para eu cantar esta canção.

OS:  O que você deseja e espera para a música, cultura e poesia iraniana?

M-RS: Todo mundo espera por isto: o que seja bom para seu povo e seu país. Uma vez  que eu estou no domínio da música e da poesia, eu anseio para que hajam muitos músicos que entrem neste campo e cantem belamente para as pessoas, e que tragam alegria para elas. Esta é a razão pela qual eu venho treinando muitos alunos, e para dar voz a resistência deles. Que eles sejam capazes de dar voz a suas alegrias, vitórias e derrotas. E o mais importante, eu espero que o meu povo tenha uma vida bela e que meu país tenha liberdade e segurança.

OS: Qual é a sua mensagem para os americanos que vêm assistir ao seu concerto? O que você quer que eles saibam sobre o Irã e os iranianos?

M-RS: Assim como  a nossa nobre história que nos deixou como exemplo Ciro, o Grande: que eles saibam que nós somos este tipo de pessoas. Não nos julguem por nossos governantes, saibam que há diferenças.

E finalmente, depois desta entrevista histórica, vale a pena ouvir uma apresentação fantástica da canção Morghe Sahar na voz de Mohammad Reza Shajarian. Neste concerto na cidade de Bam no Irã, ele é acompanhado por seu filho Homayoun Shajarian (tabla) e os outros mestres da música persa Kayhan Kalhor (kamanche) e  Hossein Alizadeh (tar). Acompanhe como realmente o público vai as lágrimas e ao final as vozes de todos aclamam em uníssono o nome do maestro Mohammad Reza !


Baseado em NPR e The Thread: Duke Performances's Blog


Omid - Baran

Omid Soltani é um dos maiores artistas iranianos da atualidade. Ele se tornou popular em seu país, por seu jeito de "cantar com o coração", como dizem os iranianos. Atualmente ele vive em Los Angeles nos EUA. Este vídeo dos anos 90 é uma raridade: um grande sucesso, do seu primeiro álbum Baran ("Chuva" em persa).


Letra e tradução: 

Baran | "Chuva"

eryad be halam | Você choraria por mim?
koh o dar o dasht | montanhas e campos
az in jodaee  | por causa desta separação
minalad az gham in del damadam | Este coração suspira incessantemente de dor
farda kojaee? | Onde estará você amanhã?
safar be kheir | Boa viagem
safar be kheir | Boa viagem
mosafere man | Minha viajante
gerye nakon | Não chore
gerye nakon | Não chore
be khatere man | Por mim

baran mibarad emshab | Está chovendo esta noite
delam gham darad emshab | Meu coração está aflito esta noite
arame jane khaste | aquela que conforta minha alma
rah miseparad emshab | irá partir esta noite
dar negahat mande chashmam | meus olhos ficaram esperando por uma visão de você
shayad az fekre safar bargardi, emshab | que talvez você mudasse de idéia sobre ir embora esta noite
az to daram yadegari | Como uma lembrança de você
sardi ye in buse ra peyvaste bar lab | Eu sempre terei a frieza deste beijo em meus lábios
ghatre ghatre, ashke chashmam | lágrima a lágrima, meus olhos choram
michekad ba nam name baran be daman | como uma garoa molhando minhas roupas
bastee bare safar ra | você fez as suas malas
ba to ey asheghtarin bad karde am man | eu te maltratei, ó aquela que mais me amou


range chashmat | A cor dos seus olhos
range darya | é como a cor do mar
sineye man | Meu coração
dashte ghamha | é como o campo da dor
yadam ayad, zire baran | Eu ainda lembro, sob a chuva
ba to budam, ba to tanha | eu estava com você, somente com você
zire baran, ba to budam | sob a chuva, eu estava com você
zire baran, ba to tanha | sob a chuva, somente com você


baran mibarad emshab | Está chovendo esta noite
delam gham darad emshab | Meu coração está aflito
arame jane khaste | O conforto desta alma cansada
rah miseparad emshab | irá embora esta noite


in kalame akharinat | suas últimas palavras
burde meile zendegi ra az sare man | tiraram o desejo de viver da minha alma
gufte ey | você disse
shayad biyaee az safar | que talvez iria voltar de sua viagem
ama nemishe bavare man | mas eu não pude acreditar
raftanat ra karde bavar | meu coração já aceitou a sua partida
eltemasam ra bebin dar in negaham | veja a súplica no meu olhar
zire baran gerye kardam | Eu chorei sob a chuva
balke baran shuyad az janam gunaham |  talvez a chuva lavasse os pecados da minha alma
in kalame akharinat | Suas últimas palavras
burde meile zendegi ra az sare man | tiraram o desejo de viver da minha alma
gufte ey | você disse
shayad biyaee az safar | que talvez iria voltar de sua viagem
ama nemishe bavare man | mas eu não posso acreditar


key ravad az khatere man | Quando é que eu vou esquecer
akharin buse shabi dar zire baran | o último beijo, aquela noite sob a chuva
rafty o kardam sedayat | Você se foi e eu chamei por você
ama dar aghushe shab gashty to penhan | mas você sumiu nos braços da noite


Fonte: Lyrics Translate


Majid Majidi: o cinema do Irã para o mundo

O diretor Majid Majidi
Majid Majidi, é sem dúvida o mais aclamado entre os diretores iranianos pela crítica internacional. Seus filmes memoráveis  e delicados, ganharam o mundo mostrando a simplicidade e a beleza da vida nos eventos cotidianos de adultos e crianças das classes sociais mais humildes de seu país. Por trás de sua  carismática figura, há o talento para captar contrastes sociais e impactar positivamente um grande público influenciando uma nova geração de cineastas iranianos.
Nascido em uma família de classe média de Teerã em 1959, aos 14 anos de idade Majidi  já atuava em grupos de teatro amador e estudou no Instituto de Artes Dramáticas de Teerã. Após a Revolução Islâmica em 1979, seu interesse por cinema o levou  também a atuar em vários filmes, incluindo um papel no filme "Boicote" do notável diretor Mohsen Makhmalbaf  (1985). Sua estréia  como diretor em um longa-metragem veio em 1992, com "Baduk", vencedor de três prêmios em seu país.

 Walter Salles e Majidi  (Oscar 1999)
Em 1998, Majidi dirigiu  "Filhos do Paraíso", que foi o primeiro longa-metragem iraniano indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro que na ocasião perdeu para o filme italiano "A Vida é Bela" de Roberto Benigni (no mesmo ano em que "Central do Brasil" de Walter Salles também foi indicado pela Academia). Nos anos posteriores, Majidi dirigiu outros longas de sucesso como "A Cor do Paraíso",  de 2000, "Baran" de 2001, e "Entre Luzes e Sombra" de 2005. Ele também dirigiu um documentário de longa-metragem intitulado "Barefoot to Herat", que narra a vida nos campos de refugiados da cidade de Herat  no Afeganistão, durante e após a ofensiva anti-talibãs de 2001.
Em  2008, o aclamado  "A Canção dos Pardais" foi o filme de abertura do Festival de Cinema Internacional Visakhapatnam na Índia . Majid Majidi também  foi um dos cinco cineastas internacionais convidados pelo governo de Pequim para criar um  curta documentário sobre a cidade de Pequim , em preparação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 que se realizou na capital chinesa, o projeto foi intitulado "Vision Beijing".
Majidi se recusou a participar de um festival de cinema na Dinamarca em protesto contra a publicação das caricaturas satirizando o profeta Maomé em um jornal do país. Sobre sua retirada desse festival,   escreve: "Eu acredito em Deus e vivo com as minhas crenças a cada momento de minha vida. Gostaria de protestar contra o insulto a qualquer crença ou ícone religioso. Por esta razão, gostaria de anunciar minha retirada do seu festival. "

Majidi e o menino Amir Hashemian de "Filhos do Paraíso"
Com orçamentos baixíssimos e poucos recursos, no país são feitos uma média de 70 a 80 filmes por ano, sendo que de 40 a 50 deles são o tipo de filme feito para o entretenimento, semelhante a muitos filmes de Hollywood e que na opinião de Majidi "estão lá para consumo rápido e realmente não causam nenhum impacto no público". Cientes das restrições ideológicas e por razões políticas os cineastas iranianos são obrigados a nadar contra a maré das produções holliwoodianas, Majidi acredita que poucos filmes feitos pelos cineastas de seu país chegarão ao público estrangeiro a não ser por meio dos festivais internacionais, ou seja, o tipo de produção que está longe do "verdadeiro mercado de cinema". Mas o diretor admite que o sucesso de um cineasta é medido pela exposição que esses filmes adquirem ao alcançar o mercado de cinema mainstream.
No atual contexto politíco do Irã, Majidi considera que ocorreu uma abertura para os cineastas de seu país após a eleição do presidente Khatami (cujo mandato foi de 1997 a 2005, sendo sucedido pelo então presidente Ahmadinejad) que "foi Ministro da Cultura e Orientação, e desempenhou um papel vital no desenvolvimento do cinema iraniano internacional".
A maestria de um cineasta como Majidi está em produzir filmes que falam em uma linguagem clara e simples como encontrar uma saída para o problema da intolerância devido ao estranhamento cultural entre os povos. Assim ele declara :  "A linguagem da política, e a política em si, sempre criaram diferenças entre as pessoas. Mas a linguagem artística e cultural da nossa civilização sempre agiu de outra maneira: ela sempre uniu as pessoas. Além disso, a política sempre produz resultados transitórios. Pode haver grandes mudanças, mas as mudanças nem sempre duram muito tempo, enquanto que o impacto produzido através da arte e da cultura vai durar muito mais tempo. Basicamente, cultura e arte são baseados em características comuns entre as pessoas. Não importa o país ou cultura, você sempre acredita em amizade, você sempre acredita nos valores humanos, e você sempre acredita na paz. Estes são os valores básicos que todo mundo acredita, e nós podemos demonstrar esses valores e fazê-los permear através das manifestações culturais e artísticas."

Majidi e o ator Reza Naji durante as filmagens de "A Canção dos Pardais"
Muitos se perguntaram qual é a necessidade de expor a pobreza existente no Irã em um filme como "Filhos do Paraíso", se o país já possui uma imagem internacional tão obscurecida? Majidi aponta que a preocupação de sua arte não está em revelar o lado cruel da pobreza como uma maneira de impactar o público e alertar sobre a situação miserável de alguns grupos no país. Mas retratar o caráter digno de seus personagens que atuam  representado a vida em situações limites, tão valorosamente quanto fariam atores em papéis de pessoas em condições sociais melhores. Como um competente diretor e artista, a harmonia criada pelos combinação de elementos simbólicos, atores, cenário, música e trabalho de câmera e edição nos filmes de Majidi preenchem as expectativas até mesmo daqueles que  possuem um senso estético mais exigente.
Sobre o seu impensado sucesso, e seu triunfo pessoal com as sucessivas premiações internacionais de "Filhos do Paraíso", declara o diretor Majidi: "Acontece que eu estava certo, e o filme foi muito bem sucedido no Irã. Ele quebrou recordes de bilheteria e ganhou vários prêmios em nosso equivalente do Academy Awards. Os produtores achavam que não havia mercado para um roteiro como este, e quando o filme foi feito, ele revelou que, sim, havia um mercado para ele."

O público do Brasil teve a oportunidade de conhecer outros de seus filmes em várias edições da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo


Vale a pena ver também uma cena inesquecível de "Filhos do Paraíso"

Baseado em:


O Irã histórico e suas maravilhas naturais

Este belíssimo vídeo é uma propaganda turística bem original sobre o Irã. Ao invés de focar nos destinos mais convencionais das cidades mais famosas, são exploradas as belezas naturais nas áreas próximas do Golfo e do Sul do Irã e também as maravilhas arquitetônicas e os jardins magníficos de um país com mais de 2700 anos de história.


Siavash Shams - Dokhtar Irooni

Siavash Shams é um cantor e compositor iraniano muito popular. Ele foi o primeiro artista iraniano nos EUA a bater um record de vendas com seu álbum Hamsayeha (1985) e responsável por modernizar a música persa, misturando ritmos ocidentais com a música tradicional. Embora ele tenha feito sua carreira artística fora do Irã, ele é considerado um ícone da música popular de seu país. Neste vídeo na Nova York dos anos 80, ele canta para uma "garota iraniana" que não está nem aí para as cantadas dos rapazes americanos.


Letra:
Dokhtar Irouni /"Garota Iraniana"

Dokhtar Irooni Hamsedaye Man ...
Khoone Sharghiye Too Raghaye Man ...
Asheghet Shodam Yare Joon Jooni ...
Dokhtar Irooni , Dokhtar Irooni
Dokhtar Irooni Bi-Rango Riya ...
Ye Fereshte Az Nasle Ariya ...
Asheghet Shodam Yare Joon Jooni ...
Dokhtar Irooni , Dokhtar Irooni

Hishki Zire In Gonbade Kabood
Ba Man Mesle To Mehraboon Nabood
Dokhtar Irooni Ba-Vafaye Man
Cheshmaye Siyat Ashenaye Man

Dokhtar Irooni Balaye Man
Yare Khosh Adaye Man
Man Delam Mikhad Sedat Konam
Khoobe Man Khodaye Man

Dokhtar Irooni Vasleye Tanam
Gole Laleye Khake Mihanam
Harja Ke Toie Khooneye Mane
Khorshid Vasamoon Kheyme Mizane

Dokhtar Irooni Balaye Man
Yare Khosh Adaye Man
Man Delam Mikhad Sedat Konam
Khoobe Man Khodaye Man

Dokhtar Irooni Hamsedaye Man ...
Khoone Sharghiye Too Raghaye Man ...
Asheghet Shodam Yare Joon Jooni ...
Dokhtar Irooni , Dokhtar Irooni

Midoonestam Ke To Hamishe Mehrabooni
Midoonestam Mikhay Too Ghalbe Man Bemooni
Dokhtar Irooni Balaye Man
Yare Khosh Adaye Man
Man Delam Mikhad Sedat Konam
Khoobe Man Khodaye Man

Dokhtar Irooni Hamsedaye Man ...
Khoone Sharghiye Too Raghaye Man ...
Asheghet Shodam Yare Joon Jooni ...
Dokhtar Irooni , Dokhtar Irooni

Dokhtar Irooni Bi-Rango Riya ...
Ye Fereshte Az Nasle Ariya ...
Asheghet Shodam Yare Joon Jooni ...
Dokhtar Irooni , Dokhtar Irooni

Midoonestam Ke To Hamishe Mehrabooni
Midoonestam Mikhay Too Ghalbe Man Bemooni
Dokhtar Irooni Vasleye Tanam
Gole Laleye Khake Mihanam
Harja Ke Toie Khooneye Mane
Khorshid Vasamoon Kheyme Mizane

Dokhtar Irooni Balaye Man
Yare Khosh Adaye Man
Man Delam Mikhad Sedat Konam
Khoobe Man Khodaye Man

Doos Daram Toro Ke Ghessehat
Hamash Az Sedaghate
Doos Daram Toro Ke Har Negat
Ye Ghazal Nejabate

Dokhtar Irooni Balaye Man
Yare Khosh Adaye Man
Man Delam Mikhad Sedat Konam
Khoobe Man Khodaye Man


A História do Príncipe Siavash

Escultura representando o príncipe Siavash 
Siavash foi um lendário príncipe, personagem do épico, Shahnameh do poeta persa Ferdowsi. Ele era filho de Kay Kavus, xá dos primeiros dias do Império Persa. Seu nome significa literalmente "aquele com o cavalo preto". No Shahnameh Ferdowsi intitula seu cavalo como Shabrang Behzad que significa "puro sangue da cor-da-noite".
Assim  que Siavash nasceu, foi levado a Zabul (no atual Afeganistão), onde o herói Rostam o ensinou a calvagar e atirar com arco e flecha, enquanto outros professores o o instruíram à maneira dos reis. Quando Siavash cresceu, sentiu o desejo de  visitar  seu pai Kay Kavus e Rostam o acompanhou  de volta a corte real. Ao retornar para casa Siavash tinha se tornado o guerreiro que seu pai esperava e como recompensa,  foi nomeado governador de Tisfun. Mas uma das esposas de seu pai, Sudabeh filha de Hamavaranshah apaixonou-se perdidamente por ele. Sudabeh dirigiu-se ao rei e elogiando o caráter de seu filho, propôs que ele deveria se casar com uma das donzelas de linhagem real sob seus cuidados. Ela pediu que Siavash fosse enviado para o harém, a fim de ver todas as moças e escolher  uma delas como sua  legítima esposa . O rei aprovou a proposta, mas Siavash, por ser "modesto e tímido" e por suspeitar de Sudabeh  hesitou em aceitar o pedido. Finalmente, por ordem de seu pai, Siavash entrou no harém, mas em sua primeira visita,  não prestou atenção a Sudabeh e foi diretamente para outras damas, mas também não escolheu nenhuma delas.
O rei Kay Kavus pediu-lhe novamente para escolher uma das moças do harém para sua esposa, mas Siavash desta vez não quis ir novamente para o harém. Sudabeh primeiramente ofereceu a sua própria filha em casamento  a  Siavash e depois confessou que estava disposta até mesmo a matar seu marido para que ele pudesse se casar com ela legalmente, mas Siavash negou seu pedido.Frustrada com a recusa do príncipe, ela inventou  para seu marido a falsa acusação que ele tinha tentado violentá-la.
O rei, ao ouvir tal acusação sobre seu Siavash, pensou que só a morte poderia expiar esse crime. Mas primeiro pediu para cheirar as mãos de Siavash, e viu que tinham o cheiro de água de rosas e, em seguida,  tomou as vestes de Sudabeh que ao contrário, tinha um forte aroma de vinho. Após esta descoberta, o rei decidiu sobre a morte de Sudabeh, convencido da falsidade da acusação que tinha feito contra o seu filho. Por fim, ele resolveu averiguar a inocência de Siavash por meio de uma prova. Siavash teve que passar pelo fogo, usando um capacete e uma túnica branca, montado em seu cavalo preto Siah. Quando Siavash retornou a salvo da prova, sua inocência foi provada. Kavus agora determinado a executar Sudabeh por sua traição, no entanto Siavash, pediu a seu pai que a perdoasse  e ela não foi executada.

Siavash enfrenta o fogo e prova sua inocência
O rei Afrasiab de Turan ameaçou uma invasão contra o Irã. O rei  Kavus, resolveu que iria ele mesmo nesta ocasião  para o campo de batalha, mas Siavash pediu para  ir em seu lugar, pois com a ajuda de Rostam, ele seria bem sucedido. Assim o rei forneceu todos os recursos do império para equipar as tropas designadas para acompanhá-los. Depois de um mês, o exército marchou para Balkh, o ponto de ataque.
Por outro lado Garsivaz, irmão de Afrasiab e governante de Balghar, juntou-se aos tártaros de Balkh, comandados por Barman, para combater o exército persa, mas depois de um conflito de três dias foram derrotados. Quando Afrasiab ficou sabendo da notícia, já havia sonhado com uma floresta cheia de serpentes, e que o céu ficava escuro pelo aparecimento de inúmeras águias (as águias provavelmente eram o símbolo dos persas). Ele pediu aos seus astrólogos, para darem uma explicação desta visão, mas todos hesitaram. Finalmente, um sábio chamado Saqim concluiu através do sonho que ele seria derrotado dentro de três dias. Afrasiab, portanto enviou Garsivaz para o quartel de Siavash, com presentes, incluindo cavalos, armaduras e espadas e exigiu a paz.
Quando Garsivaz chegou diante de Siavash, com a proposta, um conselho secreto foi realizado sobre que resposta deveria ser dada. Em seguida, foi decidido que  deveriam ser dados cem guerreiros como reféns, e  a restauração de todas as províncias que os turanianos tinham tomado do Irã. Garsivaz retornou imediatamente para Afrasiab para informá-lo das condições necessárias, e sem a menor demora elas foram aprovadas. Cem guerreiros foram logo postos a caminho e as províncias de Bokhara, Samarkand, Haj e Punjab, foram fielmente devolvidas à Siavash. E o próprio Afrasiab retirou-se para Gungduz.
As negociações estavam concluídas, e Siavash enviou uma carta a seu pai pelas mãos de Rostam. O rei Kavus desaprovou a proposta e mandou que seu filho Siavash fosse substituído por Tus como líder do exército persa ordenando que marchasse novamente contra Afrasiab. Ofendido Siavash foi consultar  Zanga og Shavaran e ele aconselhou-o a escrever uma carta para seu pai, manifestando a sua disponibilidade para renovar a guerra e matar os reféns. Mas Siavash achava que deveria manter sua promessa e então decidiu abandonar o Irã e ir para o país de Afrasiab, Turan.

Siavash é morto por Garsivaz  (pintura de Negar Kashian)
Em Turan, Afrasiab recebeu Siavash calorosamente. O velho vizir turaniano Piran Visah concedeu a sua filha Jurairah em casamento a Siavash. Depois, Siavash casou-se com Farangis filha de Afrasiab. O segundo casamento realizou-se em conformidade, e Afrasiab ficou tão satisfeito  que conferiu sobre a noiva e seu marido a soberania de Khotan. Em Khotan, Siavash construiu a cidade de Siavashghord e o Castelo Gang. Piran Visah e Garsivaz visitaram a cidade de Siavash, mas o ódio e a inveja de Garsivaz eram tantos que começou a difamar  Siavash  diante de Afrasiab, dizendo que este pretendia tomar seu trono. Então Afrasiab decide tomar a cidade de Siavash com seu grande exército. Apesar de Siavash  se recusar a  lutar contra seu sogro, todos os seus homem foram mortos e decapitados e as mulheres foram levadas como escravas. Afrasiab queria matar Siavash com uma flechada, mas desiste. No entanto Garsivaz manda seus homens decapitarem o inocente Siavash. Mais tarde ele foi vingado por seu filho Kai Khosrow que sucedeu ao trono da Pérsia. Siavash  é um símbolo da inocência na literatura persa Sua morte é celebrada por alguns iranianos, especialmente em Shiraz , no dia chamado Siavashun .