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Jafar Panahi: "Isto não é um Filme"

Nem mesmo a mais rígida da leis pode aprisionar uma mente criativa. O cineasta iraniano Jafar Panahi, foi preso em 2010, sob a acusação de “fazer propaganda contra a República Islâmica”. Ele apoiava o candidato opositor Mir Hossein Mousavi e filmava, sem autorização do governo, um documentário sobre a onda de protestos contra os resultados das eleições que, no ano anterior, reconduziram Ahmadinejad à Presidência.
Enquanto esperava a revisão de sua sentença em prisão domiciliar, o cineasta, magro e abatido por uma greve de fome, foi filmado com um celular pelo amigo e diretor Mojtaba Mirtahmasb. Além dos seis anos de reclusão, sem poder viajar ou falar com a imprensa, Panahi foi proibido de filmar e escrever roteiros por 20 anos.
O cotidiano de Panahi, que conta sobre o filme que não pôde realizar sobre os protestos contra as supostas fraudes nas eleições de 2009, e de sua relação com o cinema, deu origem ao doloroso "Isto não é um filme" (2011). O longa saiu do Irã dentro de um bolo, em um pendrive, para estrear em Cannes e desatar protestos mundo afora pedindo a liberdade de Panahi. Mesmo assim, só foi libertado depois de dois meses encarcerado, uma semana de greve de fome e pagamento de fiança equivalente a 200 mil dólares.

O filme foi exibido em 2011 na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 


Título Original: In film nist
Irã (2011) Documentário
Persa/ cor/ 75 min
Direção: Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb
Produção: Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb

Fonte : "A Separação e o redescobrimento do cinema iraniano"  publicado no siteOpera Mundi e site da 35ª Mostra Internacional de Cinema 


2 comentários

  1. I used to like Panahi's films (e.g. The White Balloon) until he started working for the cultural demonization of Iran, through movies such as The Circle and Offside, thus joining a group of Iranian dissidents who seem to spend all their lifetimes bringing negativity about Iran and the cultural alternatives of the Islamic Revolution (like Marjane Satrapi and the Makhmalbaf family).

    This is very sad, because the Islamic Revolution of Iran has really come to propose an alternative way of building societies, where spirituality and brotherhood have a central role, and getting rid of the Persianist (anti-Arab) racism that had been imposed during the Pahlavi dictatorship.

    Instead of making an effort to understand this interesting alternative and sharing it with the world, these dissident directors have only adopted the Western secular culture and betrayed the Iranian one.

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  2. Dear Germán, I so respect your point of view, although I don't agree or disagree totally. I really know about the cultural demonization of Iran through the Western Media, but I don't agree about the supression of expression rights existant in Iran nowadays. Anyways I don't judge the political position of Panahi, and also I don't deny the importance of the Islamic Revolution as an alternative instead of Pahlavi dictactorship.
    I also watched those 2 other movies by Panahi, and in my personal opinion, criticize is very important for society and we must perceive not all population in Iran are satisfied with this alternative of government too. Why don't hear the voice of dissidents too?
    Everything I want in my blog is to show the beauty of iranian culture and understand its contribuition for all over the World. And finally, every sort of opinion is welcome here discarding racist or attacking religions.
    Anyways, thanks so much for your comment.
    My best wishes.
    Janaina

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