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Grupo Rastak - Baroon (música folclórica Luri)

A boa música tradicional persa também é apreciada pela nova geração. O grupo Rastak formado por músicos graduados nas melhores universidades do Irã desde  1997 se dedica a pesquisa e divulgação da música folclórica persa ao redor do mundo. Neste vídeo eles interpretam uma canção tradicional da etnia Luri que significa "Chuva na Primavera".


 بارون (لری) - رستاک

بارون بارون بارونه هِی 
دستته وِ دستم چش انتظارم هِی 

گل باغَمی تو
چش و چراغَمی تو 
ایمشو اول وهاره موقعۀ کشت و کاره 
گل باغمی تو چش و چراغمی تو 

ای چَنی جور چَنی‌ جفا آی چنی خاکساری هی 
دایا بیچاره یه جو کننه
هی دایا دایا دایا بیچاره
دایا بیچاره سینت بکه واز
یه خو پیربینه پات نایه نام سال
ای فلک

اول تاوسون نُخه کننه
کاریل زحمت دار اول وهاره
جور خشت جا کنیا دمت بیه چاک

Letra do site : IranSong.com


Jafar Panahi: " O Balão Branco"


Com todo o destaque que o cinema iraniano vem recebendo atualmente, não podemos esquecer os premiados clássicos que marcaram passagem em Cannes e em outras importantes premiações ao redor do mundo. Um exemplo dos mais memoráveis é "O Balão Branco" (Badkonake Sefid ), um filme de 1995 do diretor Jafar Panahi, escrito por Abbas Kiarostami e que aqui no Brasil foi destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
O filme mostra as tradições da véspera do Ano Novo Iraniano, conhecido como Norouz. Nesta época os iranianos pensam em decorar  suas casas da melhor maneira e as crianças estão pensando em ganhar doces e brinquedos. Mas o maior desejo da garotinha  Razieh  de 7 anos, é um peixinho dourado que ela viu em uma loja. A partir daí começa a chantagem da menininha para comprar o lindo peixinho, já que aqueles que tinham no lago de sua casa eram tão magrinhos e sem graça...

Razieh (Aida Mohammadkhani)
Ela pede ajuda a seu irmão mais velho, Ali, que acha uma maluquice gastar 100 tomans em um peixe, já que com esse dinheiro eles poderiam ver dois filmes no cinema. Mas a insistência da menina é tanta que sua mãe lhe dá uma nota de 500 tomans e pede para ela trazer o troco. E é que aí realmente começa a confusão, pois a garotinha sai de casa sozinha para comprar o peixinho e no meio do caminho, apesar dos alertas de sua mãe, se aproxima de um encantador de serpentes que usando a malandragem quase consegue roubar seu dinheiro.

O encantador de serpentes 
No caminho, Razieh perde o dinheiro...
Mas mesmo tendo conseguido escapar do malandro artista de rua, desta vez ela deixa o dinheiro cair dentro de um buraco na entrada de uma loja que está fechada por causa das festividades. Ao perceber que a irmãzinha está demorando muito, Ali vem a seu encontro e fica muito bravo ao encontrá-la sentada na entrada da loja conversando com pessoas estranhas que ali aparecem como um jovem soldado do interior que diz ter uma irmã da mesma idade que Razieh. Mas a maior preocupação de Ali na verdade é com o dinheiro, e com a surra que ia levar de sua mãe ao chegar em casa sem o troco de 400 tomans!

Razieh e o soldado (Mohammad Shahani)
Razieh e seu irmão Ali (Mohsen Kafili)
Mas como alcançar o dinheiro  lá no fundo do buraco que está protegido por uma grade? E como chamar o dono da loja para ajudar, se eles não sabem o endereço e todos os outros vendedores que o conhecem já estão com suas lojas estão fechadas? A ajuda vem da forma mais improvável possível, de um menino afegão que vende balões amarrados em uma vara de madeira!
O título do filme parece vir obviamente do único balão de cor branca que o menino afegão ainda tem para vender. E as tentativas de puxar o dinheiro para fora do buraco, grudando um pedaço de  chiclete na ponta da vara se torna uma brincadeira divertida entre as três crianças.
Razieh, Ali e o menino afegão (Aliasghar Smadi)
E com uma história aparentemente simples, em um cenário social tão modesto, o autor consegue prender nossa atenção do começo ao fim, trazendo nas entrelinhas o que parece ser uma importante mensagem. Os imigrantes afegãos, que quase sempre aparecem em papéis de vítimas da sociedade em outros filmes, aqui se torna bem nos momentos finais, representados pelo menino dos balões o personagem que muda o rumo da história...

>> Assista o filme completo aqui: 


Mulheres iranianas no metrô

Vejam que divertidas essas ilustrações digitais da cartunista iraniana Elham Ataei Azar.Nesta série de desenhos ela mostra personagens que representam os diferentes tipos de mulheres que utilizam os vagões que são reservados só para elas no metrô em Teerã. Na capital do Irã, os primeiros e últimos vagões do metrô são reservados para as mulheres que não desejam andar junto com os homens, mas elas ainda são livres para escolher o vagão que quiserem...

Daneshjoo (Estudante Universitária)
Dehati (Aldeã)
Foroshande (Vendedora)
Karmand (funcionária de escritório)
Honari (Artista)
Khanoom (Madame)
Kom (da cidade de Qom?)
Kharidar (Sacoleira)
Kopoli (Gordinha)
Madar (Mãe)
Moallem (Professora)
Roshanfekr (intelectual)
Varzeshkar (Esportista)
Fonte: Payvand.com


Yalla - Arash

O cantor Arash nascido no sul do Irã, e radicado na Suécia é hoje um dos maiores representantes do gênero persian pop,  no mundo. Ouça a contagiante Yalla de 2005, um de seus primeiros sucessos...



Letra traduzida:

Yallah  bia pisham yalla | Venha, venha para mim, venha!
Ein dele man tange baraye to | Meu coração sente sua falta
Yallah to kojaei yallah | Venha, onde está você, venha!
Shodam einja tanha | Estou sozinho aqui
Bedoone to tanhaayam | Estou sozinho, sem você

Man doset daram | Eu te amo
Az to man dooram, ey eshghe man bia ba man | Estou distante de você, oh meu amor venha comigo
To kheyli nazi, to kheyli khoobi ba man | Você é muito linda, você é muito boa para mim

Yallah  bia pisham yalla | Venha, venha para mim, venha!
Ein dele man tange baraye to | Meu coração sente sua falta
Yallah to kojaei yallah | Venha, onde está você, venha!
Shodam einja tanha | Estou sozinho aqui
Bedoone to tanhaayam | Estou sozinho, sem você

Man doset daram | Eu te amo
Az to man dooram, ey eshghe man bia ba man | Estou distante de você, oh meu amor venha comigo
To kheyli nazi, to kheyli khoobi ba man | Você é muito linda, você é muito boa para mim 

Yallah  bia pisham yalla | Venha, venha para mim, venha!
Ein dele man tange baraye to | Meu coração sente sua falta
Yallah to kojaei yallah | Venha, onde está você, venha!
Shodam einja tanha | Estou sozinho aqui
Bedoone to tanhaayam | Estou sozinho, sem você  

Letra do site: MyLyricsBox


"O Casamento de Hajar"

Vejam que tesourinho essa animação! É a história do "Casamento de Hajar", que foi  transmitida no Irã no ano de 2007. As  ilustrações são fantásticas e tem o acompanhamento da música tradicional e um poeminha persa delicioso de ouvir mesmo que não entendamos nenhuma palavra... "Você está convidado para um casamento iraniano..."


Pesquisa baseada em IranDokht.


O Irã ganha seu primeiro Oscar

‎A Separação (Jodaeiye Nader az Simin) do diretor iraniano Asghar Farhadi é o grande vencedor na categoria melhor filme em língua estrangeira na 84ª Cerimônia de entrega do Oscar.

O diretor Asghar Farhadi recebe o 1º Oscar do Irã
Estas foram  algumas das emocionantes palavras do diretor no momento da premiação:
 "Os iranianos estão nos assistindo agora e estão muito felizes não só por causa do prêmio, mas porque numa época de guerra o nome do país deles está sendo falado aqui. Essa cultura gloriosa que sofreu muito com a política...", disse Asghar Farhadi ao receber a estatueta. "Ofereço com orgulho este prêmio às pessoas do meu país, às pessoas que respeitam todas as culturas e civilizações". (Fonte: Folha.com - Ilustrada)
Este foi um momento que aplaudi com muito entusiasmo, não só devido a importância do Oscar. Mas, por ver que o mundo está dando o reconhecimento que este país, assim como tantos outros, merece por seu valoroso cinema. E que isso se repita mais vezes!


Shahram Shabpareh / Mahasti - Delam Tange

Esta é uma interpretação da canção Delam Tangeh por Shahram Shabpareh numa homenagem à diva da música iraniana Mahasti.


Mahasti (1946 - 2007)  foi uma lendária cantora popular iraniana. Suas canções são as favoritas dos motoristas de ônibus e caminhoneiros no Irã. Um amigo iraniano com quem mantenho contato compartilhou comigo esta divertida história : 
Uma vez, eu estava viajando em um ônibus e o motorista estava ouvindo a música de Mahasti. Era uma fita cassete de uma hora de duração e o caminho levava 10 horas. O motorista escutou a fita 10 vezes! Quando eu perguntei, ele disse que ouvia aquela fita há 10 anos e que era a única que ele tinha e gostava...

Veja agora a versão original da canção intepretada pela diva Mahasti que muitos iranianos até hoje não conseguem parar de ouvir.


دلم تنگه - مهستی

خونه پر از رنج سکوت وای دلم تنگه
گل های باغچه پیش چشمم وای چه بی رنگه
گل توی گلدون باز دوباره داره میمیره
راه نفس رو بغض بیداد تو میگیره
روزی به چشم تو من بهترین بودم
عاشق ترین بودی عاشق ترین بودم


از آشیون دل کندن و رفتن که آسون نیست
در سینه عشق تازه پروردن که آسون نیست
روزی به چشم تو من بهترین بودم
عاشق ترین بودی عاشق ترین بودم

خونه پر از رنج سکوت وای دلم تنگه
گل های باغچه پیش چشمم وای چه بی رنگه
گل توی گلدون باز دوباره داره میمیره
راه نفس رو بغض بیداد تو میگیره
روزی به چشم تو من بهترین بودم
عاشق ترین بودی عاشق ترین بودم

از آشیون دل کندن و رفتن که آسون نیست
در سینه عشق تازه پروردن که آسون نیست
روزی به چشم تو من بهترین بودم
عاشق ترین بودی عاشق ترین بودم

Letra do site: IranSong.com


Breve história da bandeira do Irã

Representação da
Darafsh-e Kaviyan.
A primeira referência à bandeira iraniana tem origem no mito de Kaveh, o ferreiro, contra Zahhak, o governante tirano do seu tempo (descrito no Shahnameh pelo poeta Ferdowsi). Para liderar a rebelião, Kaveh não teve outra escolha, além de usar seu próprio avental de couro erguido na ponta de uma lança como bandeira. Como resultado desta revolta, Zahhak foi deposto e o rei Feridoun assumiu seu lugar e ordenou que a bandeira de couro fosse guardada em um invólucro confeccionado em rico brocado nas cores amarelo, vermelho e rosa com grandes pingentes de jóias preciosas. Assim decretou que a bandeira fosse chamada de Darafsh-e Kaviyan (a bandeira de Kaveh, em persa antigo) que, com base em evidências históricas, manteve-se a bandeira nacional e militar do Irã nas dinastias aquemênida e sassânida.
Quando os muçulmanos árabes invadiram o Irã, a darafsh foi recolhida entre os despojos de guerra e entregue ao califa Omar ibn-e-Khatab que ordenou a seus soldados queimá-la após remover suas jóias de valor inestimável. Nos próximos 200 anos, com o Irã sob o domínio dos árabes foi imposta a proibição religiosa de representar qualquer figura animada e as única exceção foram as bandeiras vermelha e negra utilizadas respectivamente pelos líderes Abu Moslem e Babak como símbolo da resistência iraniana. 
No ano 976, o sultão Mahmoud Ghaznavi desenvolveu a primeira bandeira simbólica que representava a imagem de uma lua cheia sob  um  fundo preto sólido. Cinqüenta e cinco anos mais tarde, a lua foi substituída pela figura de um leão por ordem do sultão Masoud Ghaznavi, cuja decisão foi meramente um reflexo de seu interesse pessoal por caçar leões. A figura do leão permaneceu com parte integrante da bandeira iraniana até  1979 mas foi removido após revolução islâmica. Existem duas teorias sobre a posterior adição da figura  do sol nascente na bandeira. A primeira argumenta que o leão, como o símbolo do poder, é também o sinal do segundo mês do verão, Mordad (ou Asad no calendário siríaco), durante o qual o sol está no seu zênite. E a segunda teoria é baseada no fato de que a antiga religião iraniana, o Mitraísmo, considerava o sol como algo sagrado por isso os iranianos, adotaram esse símbolo para glorificar a sua cultura magnífica.
Entre os safávidas, que governaram o Irã por mais de 220 ​​anos o rei Ismail I optou por uma bandeira verde com uma lua cheia no topo, ao invés da figura do leão,  enquanto o rei Tahmasb I, o substituiu por um  cordeiro, que representava seu mês de aniversário. Nos anos restantes da dinastia Safavid, o verde era a cor oficial da bandeira com os emblemas do leão e do sol bordados em ouro. No entanto, os safávidas reinterpretaram  o leão como símbolo do Imam Ali e o sol como símbolo da" glória da religião".

Bandeira do Irã antes de 1979.
Sob o reinado de Nadir Shah, fundador da dinastia Afshari a bandeira real era feita de seda amarela e vermelha com as tradicionais figuras do sol e do leão e formato triangular. Posteriormente, Agha Mohammad Khan, o fundador da dinastia Qajar, pela primeira vez ordenou que a forma da bandeira fosse mudada de triangular para retangular com fundo vermelho e no meio um círculo branco  com o sol e o leão. Surpreendentemente a figura do leão passou a empunhar uma espada! E a Fath Ali Shah  é creditada  a introdução da figura de uma coroa posicionada na parte superior do sol. O grande reformista iraniano e chanceler da dinastia Qajar, Mirza Taghi Khan, mais conhecido como Amir Kabir, ordenou a  adição de duas faixas, uma verde na parte superior e uma vermelha na parte inferior da bandeira. Embora tenha mantido as três figuras do leão, do sol e da espada, retirou a figura da coroa colocada por Fath Ali Shah.
Após a Revolução Constitucional Iraniana de 1906 decidiu-se que "as cores oficiais da bandeira iraniana são verde, branco e vermelho junto com os símbolos do leão e do sol". Verde, como a cor favorita do Islã,  vermelho como símbolo do sangue dos mártires e branco o símbolo universal de paz e a cor favorita do Zoroastrismo, a antiga religião do Irã pré-islâmico. Assim como o seu emblema passou a corresponder ao  título do Imam Ali (Asadullah, o leão de Deus).

Atual bandeira do Irã
A atual bandeira do Irã (em persa Parçam-e Irã ), aprovada em 1980, é um reflexo das mudanças trazidas pela Revolução Islâmica. Além das faixas horizontais em verde, branco e vermelho, traz no centro da bandeira o emblema desenhado por Hamid Nadimi, composto de vários elementos islâmicos estilizados que trazem a palavra Allah ("Deus") em um monograma com formato de tulipa. Escrito em branco nas bordas internas das faixas verde e vermelha é  repetida a  frase Allahu Akbar ("Deus é grande") no estilo Kufi da caligrafia árabe. 

Baseado em  Farhangsara e Wikipedia.


Aulinha de persa 5 - Os números: dezenas, centenas e milhares

Salam! Na última aulinha nós vimos os números de 1 a 20. Hoje vamos aprender como formar as dezenas, centenas e milhares.


  Dezenas de 20 a 90

Algarismo 

Árabe
Nome persa
         Pronúncia  Algarismo
    Hindo-Arábico
۲۰
بیست/bîst/20

۳۰
سی/sî/30

۴۰
چهل/tchehel/40

۵۰
پنجاه/pandjâh/50

۶۰
شصت/chast/60

۷۰
هفتاد/haftâd/70

۸۰
هشتاد/hachtâd/80

۹۰
نود/navad/90



  Centenas de 100 a 900: 

۱۰۰صد   /sad/
                 100                  
۲۰۰دویست/devîst/200
۳۰۰سیصد/sîsad/300
۴۰۰چهارصد   /tchahârsad/400
۵۰۰پانصد/pânsad/500
۶۰۰ششصد/chechsad/600
۷۰۰هفتصد/haftsad/700
۸۰۰هشتضد/hachtsad/800
۹۰۰نهصد/nohsad/900


 Milhares 1000 a 1000 000: 
۱۰۰۰هزار              /hezâr/                   1000                                        
۱۰۰۰۰۰۰میلیون
               /mîliûn/
                  1000 000


    Como ler 



  • 21 
  • em persa? 

  • Nós já vimos que "vinte" em persa se diz: بیست  /bîst/ e 1 se diz: یک  /iek/, então 21 é  بیست و یک  /bîst-o-iek/ (vinte e um). Para prosseguir com a contagem basta adicionar entre a dezena e a unidade  a partícula "و " cuja pronúncia é [o] que significa o mesmo que  "e" em persa.

    E o número 243?
    Basta acrescentar o "duzentos" دویست /devîst/ ao "quarenta e três" que é چهل و سه  /tchehel-o- seh/ então teremos o 243 que é دویست و چهل و سه /devîst-o-tchehel-o-seh/.


    E o 4670?
    Para o número  4670 você irá acrescentar o "quatro mil" چهار هزار  /tchahâhezâr/  ao "seiscentos e setenta" ششصد و هفتاد /chechsad-o-haftâd/ e obter portanto o چهارهزاروششصد وهفتاد  /tchahâhezâr-o-chechsad-o-haftâd/.
    E assim por diante... 

    DICA: Lembre-se que ao contrário das letras, os algarismos em persa são escritos da esquerda para a direita, assim temos ۲۱ (21), ۲۴۳ (243) e ۴۶۷۰ (4670). E utilizando um TECLADO PERSA VIRTUAL podemos escrevê-los facilmente.




    Breve história da Poesia Persa

    A Era Clássica dos Épicos e grandes poetas 

    O encontro de Firdausi  com os poetas da côrte (c. 1532).
    A aptidão dos persas para versificar expressões cotidianas é tão forte que se pode encontrar poesia em quase toda obra clássica, seja ela de literatura, ciência ou metafísica. Em suma, a capacidade de escrever em verso era um pré-requisito para qualquer estudioso.
    A fase inícial da  poesia persa foi caracterizada por  um forte patrocínio da côrte e discursos extravagantes  que eram conhecidos como sabak fakher  (estilo exaltado). O Qasida foi talvez a forma mais famosa de discurso, embora as "Quadras" tais como as Ruba'iyyat de Omar Khayyam também foram muito populares. Também através do sistema de patrocínio da côrte surgiu o estilo épico de poesia, chegando ao ápice com o Shahnameh de Ferdowsi . Ao glorificar o passado histórico do Irã em versos heróicos e exaltados, ele  ajudou a preservar um sentido de identidade para os povos iranianos ao longo dos tempos. Ferdowsi definiu um modelo a ser seguido por uma série de outros poetas mais tarde.
    O século XIII marca o predomínio da poesia lírica com o desenvolvimento do Ghazal assim, como o surgimento da poesia mística  Sufi. O estilo Ghazal é freqüentemente chamado de "estilo Araqi", (as províncias ocidentais do Irã eram conhecidos como araq-e Ajam ou Iraque persa) e é conhecido por suas qualidades líricas emocionais, riqueza métrica rica e a relativa simplicidade de sua linguagem.  Poetas como Sana'i e Attar (que aparentemente inspirou Rumi), Shirvani Khaqani , Anvari , e Nezami , eram altamente respeitados escritores Ghazal, no entanto, a elite desta escola são Rumi, Sa'di e Hafez .
    No gênero didático pode-se citar o Hadiqat-ul-Haqiqah (O Jardim da Verdade) de Sanai , bem como Makhzan-ul-Asrar (O Tesouro dos Segredos) de Nezami. Algumas das obras de Attar também pertencem a este gênero, assim como as grandes obras de Rumi, embora alguns tendem a classificá-las no estilo lírico, devido às suas qualidades místicas e emocionais. No entanto, uma das obras-primas deste gênero é Bustan (O Pomar) de Sa'di.
    Após o século XV, o estilo indiano de poesia persa (por vezes também chamado estilo Isfahani ou Safávida), dominou. Este estilo tem raízes na era Timurida e produziu autores como Amir Khasrow Dehlavi, e Bhai Nand Lal Goya.

    Os Poetas Modernos e uma nova identidade literária 

    Retrato de Nima Yushij
    Nima Yushij é considerado o pai da poesia persa moderna, por tê-la libertado de seu rigor formal ampliando a percepção e o pensamento dos poetas que vieram depois dele. Nima ofereceu uma compreensão diferente dos princípios da poesia clássica, mas não se limitou a remover os parâmetros tradicionais. Seu objetivo em renovar a poesia era fazê-la alcançar uma "identidade natural"  procurando focá-la em um entendimento contemporâneo da existência humana e social. No entanto, o crédito por tornar popular essa nova forma literária dentro de um país e cultura solidamente baseados em mil anos de poesia clássica foi dado a seu discípulo Ahmad Shamlou.

    Retrato de Parvin Etesami
    Poucos notáveis ​​poetas clássicos surgiram desde o século 19, entre os quais Mohammad-Taghi Bahar e Parvin Etesami foram os mais celebrados. Mohammad-Taghi Bahar tinha o título de "rei dos poetas" e teve um papel importante no surgimento e desenvolvimento da literatura persa  no início do século 20, o tema de seus poemas era a situação social e política do Irã. Parvin Etesami pode ser chamada de a maior poetisa persa no estilo clássico. Sua notável série Mast va Hoshyar (O Bêbado e o Sóbrio), conquistou a admiração de muitos dos envolvidos na poesia romântica.
    Entre centenas de poetas contemporâneos persas, estas e outras figuras notáveis ​​da poesia clássica  como Mirzadeh Eshghi, Aref Ghazvini, Fereydoon Moshiri, Sohrab Sepehri, Siavash Kasrayi e Mohammad-Reza Shafiei-Kadkani talvez sejam considerados os melhores poetas modernos do Irã.


    Babak Taslimi feat. Hadi Hosseini - Bepar Too Baghalam

    Esse vídeo é super divertido, cheio de  onomatopéias em persa, uma moto enferrujada cômica e um fusquinha rosa esperto causando pelas ruas de Teerã.


    A arte da miniatura persa

    A miniatura persa ou negargari é o nome dado à pintura feita em pequena escala, que pode ser tanto uma  ilustração de livro quanto um trabalho de arte específico destinado a um álbum chamado muraqqa. As técnicas são largamente comparáveis ​​com as tradições ocidentais e bizantinas de miniaturas em manuscritos iluminados, que provavelmente tiveram uma influência da tradição persa. Embora não haja uma tradição igualmente bem estabelecida  da pintura  persa  mural, a taxa de sobrevivência e estado de conservação das miniaturas é melhor e são a forma mais conhecida da pintura persa no Ocidente. A pintura em miniatura na Pérsia se tornou uma forma de arte significativa no século XIII, e o ​​ponto mais alto da tradição foi atingido nos séculos XV e XVI. A tradição continuou depois, com alguma influência ocidental e tem muitos expoentes modernos. A miniatura persa teve influência dominante sobre outras tradições islâmicas em miniatura, principalmente a miniatura otomana na Turquia, e a miniatura Mughal no subcontinente indiano. 
    Mesmo sob o Islã a arte persa nunca proibiu completamente a representação da figura humana que na tradição da miniatura tem um papel central. Isto foi em parte porque a miniatura é uma forma de arte privada, mantida em um livro ou um álbum e só aparece para aqueles que o proprietário escolhe. Era possível, portanto, ser mais livre do que nas pinturas murais ou outras obras vistas por um público mais amplo. O Corão e outras obras puramente religiosos nunca são ilustrados, apesar de que em histórias e outras obras podem ser incluídas cenas religiosas, às vezes até mesmo retratando o profeta Maomé, depois de 1500 geralmente sem mostrar seu rosto. Além das cenas figurativas em miniaturas, há um estilo paralelo e não-figurativo de decoração ornamental muitas vezes utilizado como borda de páginas, início de capítulos ou páginas inteiras servindo de frontispício. Na  arte islâmica este estilo é conhecido como tazhib ou "iluminação" e abrange páginas de manuscritos do Corão e outros livros religiosos. 
    Os temas da miniatura persa estão sobretudo relacionados com a mitologia persa e a poesia. Artistas ocidentais descobriram a miniatura persa por volta do início do século XX.

    Miraj (ascensão do profeta), pintura de Sultan Muhammad ,séc. XV
    Khosrow no palácio de Shirin. “Khamsa” de Nizami. Escola de  Tabriz, séc. XV
    Texto baseado no site Reza Badrossama Gallery 


    Um pouco de Informação é sempre bom

    Fazer um blog sobre cultura iraniana não é uma tarefa fácil, principalmente por ser este um país tão exótico aos olhos ocidentais. Apesar de ser alvo da antipatia americana, o Irã vêm despertando uma crescente curiosidade no mundo. Por esse motivo trago aqui um poquinho de informações para quem ainda está se perguntando: Irã? Mas que  país é este?



     O Irã não é um país árabe...
    • O nome oficial do país é República Islâmica do Irã.
    • Irã significa “Terras dos Arianos”. Os arianos eram tribos de origem indo-européia (povos da Europa e Ásia que falam línguas com parentescos entre si) que habitaram a região do atual Irã no terceiro milênio a. C. e, de lá, se espalharam por Oriente Médio e Ásia. 
    • Apesar de serem muçulmanos e viverem em um país asiático do Oriente Médio, os iranianos tem parentescos étnico e linguístico com os europeus, não com os árabes. 
    • A língua falada no Irã é o persa (ou farsi), uma língua do ramo indo-europeu. O persa também é falado em boa parte do Afeganistão, Uzbesquistão, Turcomenistão e outros países da região.
    • Uma curiosidade muito interessante: até hoje os iranianos usam a palavra ariano para se referirem a si mesmos como povo.
     É Irã ou Pérsia? 
    • Até 1935, o Irã era conhecido no Ocidente como Pérsia.
    • As ruínas de Persépolis no Irã foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979.
    • A maior parte do território persa é conquistada pelos árabes entre os anos 643 e 650, provando mudanças profundas na religiosidade do povo. Os persas conhecem o Islã que, aos poucos, é assimilado por sua cultura.
    • Com a Revolução Islâmica (1979), a sharia (código de leis islâmicas) é instituída no país.
    • O zoroastrismo é a religião mais antiga do país. Apesar de representarem uma minoria, (uma gota d´água no oceano islâmico) os zoroastristas mantém a tradição da religião criada pelo profeta persa Zaratustra.
     E como é o Irã hoje em dia ?
    • Um dos automóveis que mais circulam nas ruas de Teerã atualmente (ano de 2011) é o Peugeot 206 – que, aliás, é conhecidíssimo dos brasileiros.
    • As mulheres iranianas são obrigadas a cobrir os cabelos. Há, no entanto, uma diferença entre as de idade avançada e as jovens. Enquanto as mulheres mais velhas (e mais religiosas) não deixam um fio à mostra, as mais jovens exibem a franja – normalmente caindo sobre a testa. As iranianas jovens gostam muito de se maquiar.
    • As iranianas tem maior liberdade em comparação com as mulheres de outros países islâmicos (Arábia Saudita, Iêmen e Afeganistão, por exemplo). Elas podem sair de casa sozinhas, dirigir, estudar e usar maquiagem.
    • Festas ao estilo ocidental são proibidas oficialmente (principalmente se houver bebida alcoólica!). A música ocidental também não é bem-vinda. Ainda assim, os jovens dão um jeitinho de baixar e escutar músicas ou clipes de Red Hot Chilli Peppers, Eminem, Metallica…
    Baseado no blog Mais que Curiosidade!


    Anousheh Ansari: uma iraniana no espaço

    Anousheh Ansari a bordo da ISS em 2006.
    Em  18 de setembro de 2006 a empresária iraniana  Anousheh Ansari subiu  à Estação Espacial Internacional (ISS) como a  primeira mulher turista espacial. No entanto a mídia americana tratou de abordar temas polêmicos, como a relutância da  astronauta mestiça em se apresentar como iraniana ou muçulmana. Porem nunca deram a ela a oportunidade de esclarecer isso, visto que a maioria dos jornais ou sites ao entrevistar Anousheh Ansari dedicaram suas conversas a assuntos profissionais e técnicos.
    A seguir, uma entrevista exclusiva que o jornalista Kourosh Ziabari fez em 2008 com a primeira mulher iraniana a explorar o espaço e que perpetuou o nome do Irã na edição de 2007 do Guinness Book World Records. 

    Kourosh Ziabari: Sra. Ansari! Dois anos se passaram desde sua viagem histórica para a estação espacial como a primeira mulher astronauta, mas os principais meios de comunicação tem focado em você, não só por ser mulher, mas também por ser uma muçulmana iraniana. Qual é a sua concepção de ser uma muçulmano nascida no Irã? Você tem problemas para anunciar isso publicamente?

    Anousheh Ansari: Eu sempre anunciei minhas raízes persas e tenho muito orgulho disso. Sempre começo a minha história dizendo a todos que nasci no Irã e mostro o mapa do Irã com o meu local de nascimento, Mashhad. A minha raiz iraniana é uma grande parte de quem eu sou da mesma maneira que a vida na América me moldou. Sempre fui uma pessoa espiritual e minhas crenças foram reforçados durante minha viagem ao espaço. Quando você vê a Terra do espaço e entende o quão pequeno e frágil é se comparado ao universo sombrio que o rodeia, isso te dá uma nova perspectiva sobre a vida e quão pequeno e insignificante que somos e quão tolo é lutar por coisas que não são mais do que um grão de poeira neste grande sistema. Além disso, eu também trouxe comigo uma cópia do Sagrado Alcorão para a estação espacial, o que foi uma decisão pessoal, sem qualquer motivação política. Também carrego comigo orações feitas por meus pais e amigos. Também tenho que acrescentar algumas coisas sobre a precisão do título que me deram e que muitos jornais e canais de TV transmitem erroneamente. Eu fui considerada a primeira mulher a viajar ao espaço como turista, não a primeira astronauta do sexo feminino.O nome da primeira mulher cosmonauta era Valentina Terishkova. O Guinness Book of World Records tem registrado o meu nome como a primeira mulher turista espacial assim como a primeira iraniana no espaço.


    K.Z.: Muitos de seus fãs e seguidores lembram que você tinha começado a carreira de blogueira poucos meses antes de iniciar a missão espacial. Seu blog foi ganhando espaço em todo o mundo e uma popularidade sem precedentes, mas parou de ser atualizado de repente. O que aconteceu naquela época?


    A.A: Eu comecei a blogar, porque eu queria partilhar a minha experiência com o maior número de pessoas possível e eu fiquei muito feliz de ver como o blog era bem recebido. No entanto escrever algo de importância, requer um nível de dedicação. Estou muito envolvida com a minha nova empresa, os meus projetos educacionais e meus negócios, tenho muito pouco tempo para o blog. Eu gostava de blogar e de ler os comentários que as pessoas escreviam para mim, daí eu continuei a receber muitas mensagens, e não tenho a possibilidade de ler e responder a cada mensagem que recebo, mas tento me manter com elas.


    K.Z: No início, quando o cronograma de sua empresa afiliada para o programa espacial foi anunciado, você não esperava ser a astronauta escolhida para concorrer à missão. Mas depois que seu colega japonês não foi aprovado nos exames médicos e práticos, você foi substituída imediatamente, o que deve ter sido uma notícia chocante para o Sr. Enomoto apesar de ter sido um acontecimento inacreditável e excitante para você. Estou certo sobre isso?


    A.A: Assim que eu descobri, liguei para ele para ver como estava. E como você mencionou, eu estava muito excitada com a perspectiva de ser capaz de voar no espaço, mas por outro lado me senti desconfortável pois tinha me tornado amiga do Sr. Enomoto durante nosso treinamento juntos e eu sabia o quanto ele queria ir. Quando falei com ele, naturalmente ele estava desapontado, mas ele estava determinado a cuidar de seu problema médico e tentar de novamente no futuro. Perguntei se eu poderia fazer algo por ele e ele me deu alguns de seus itens pessoais para levar a ISS comigo, e foi o que eu fiz.


    K.Z.: Uma vez que a notícia de sua viagem espacial saiu na mídia, muitos críticos e jornalistas em todo o mundo afirmram que 20 milhões de dólares é muito para ser gasto para um interesse pessoal e que poderia ser perfeitamente utilizado para fins de caridade ou de educação. Você concorda com eles? 


    A.A.:Acredito que cada pessoa tem direito à sua opinião. Minha família e eu trabalhamos duro e fizemos muitos sacrifícios para conseguir o dinheiro e a decisão sobre como gastá-lo deve ser só nossa. Eu apoio causas que são importantes para mim e minha família do jeito que eu acredito que é o certo. Ao mesmo tempo eu sinto que a minha viagem inspirou muitas pessoas ao redor do mundo a perseguirem seus sonhos. Ter esperança e inspiração é um dom inestimável e eu tive a sorte de ter sido capaz de desempenhar o pequeno papel de dar um vislumbre de esperança e inspiração para muitos.


    K.Z: A última pergunta, quero saber se você tem alguma idéia ou sugestão para as comunidades científicas e pesquisadores do Irã para aumentar seus conhecimentos e conquistar seu lugar no mundo? 


    A.A: Acredito que os iranianos são muito inteligentes e têm grande potencial, quando têm as oportunidades certas. Isso é claro, com base em suas realizações em suas novas pátrias em todo o mundo. Infelizmente as oportunidades são limitadas dentro do Irã por causa de guerras, sanções e outras questões, o país não é considerado uma maravilha de modernidade. Acredito que se o Irã se juntasse a economia global e tivesse as oportunidades certas, poderia avançar e competir com os países desenvolvidos, com uma defasagem de alguns anos.

    Baseado no artigo de Kourosh Ziabari para o site Mideast Youth.


    O primeiro filme iraniano indicado ao Oscar

    Você sabia? 
    "Filhos do Paraíso" (1999) de Majid Majidi foi o primeiro filme iraniano indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Este ano será a segunda vez. "A Separação" de Ashgar Farhadi já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e está na corrida para o Oscar 2012!

    Cena de Filhos do Paraíso (1999)


    Kiosk - Ey Dad Az Eshgh

    "E o amor é..."
    Um vídeo de Ahmad Kiarostami, tentando definir com palavras o sentido do amor ou eshgh. A trilha sonora é da banda Kiosk.


    کیوسک - ای داد از عشق

    یکی از نان میگه
    یکی از جنگ
    یکی از زندگی
    یکی از مرگ
    یکی از امید به فردا
    یکی از شکوه دیروز
    یکی از راه شبانه گزارش روز
    ای داد از عشق ای داد از عشق که رفت ز یاد

    یکی تشنه یه قطره آب
    یکی کنار دریاست
    یکی صد سال نشسته در انتظار فرداست
    یکی داره داد میزنه
    یکی سیاستش سکوته
    یکی صدای راستیست ولی حقیقتش دروغه
    ای داد از عشق ای داد از عشق که رفت ز یاد

    یکی به فکر نظم نظم نوین جهانی
    یکی به فکر شعر به سبک اصفهانی
    یکی اسمش یادش نیست اونوقت میگن نابغس
    داشتم از چی میگفتم؟ دروغگو کم حافظس
    ای داد از عشق ای داد از عشق که رفت ز یاد

    Letra do site: IranSong.com


    "Baran" de Majid Majidi


    Poucos filmes trazem a dura realidade dos refugiados afegãos no Irã com tanta sensibilidade e carisma como Baran (1999), de  Majid Majidi, um de meus cineastas favoritos. 
    É um filme que vale a pena ser assistido, apesar de se passar a primeira vista em um cenário degradante e caótico de um canteiro de obras em Teerã onde trabalhadores de diversas etnias enfrentam um inverno rigoroso para ganharem seu sustento.

    Latif , o garoto azeri
    Assim que o dia começa no canteiro de obras comandado pelo capataz Memar (Mohammed Amir Naji), um jovem azeri de 17 anos chamado Latif (Hossein Abedini), briguento e espertinho sai para comprar pão para seus companheiros de trabalho. Além disso, Latif é o encarregado de servir chá para os trabalhadores que vêm de todas as partes do Irã, inclusive afegãos que trabalham ilegalmente e são obrigados a se esconder quando aparecem os fiscais.
    Mas a rotina do local muda quando um dos trabalhadores afegãos chamado Najaf, despenca de um andaime e fratura seriamente a perna. No dia seguinte, para substituir o homem ferido, o também afegão Soltan traz o filho de Najaf , um menino de 14 anos  chamado Rahmat (Zahra Bahrami). Porém o delicado Rahmat se mostra fraco e desajeitado para os trabalhos pesados dos peões e Memar decide trocá-lo de posto com Latif. De uma hora para outra os trabalhadores começam a elogiar a comida e o chá que Rahmat prepara, enfurecendo o ciumento Latif que faz de tudo para atrapalhar a vida de Rahmat.

    Baran como Rahmat 
    Um belo dia, espiando tudo que Rahmat andava fazendo, Latif se depara com uma grande surpresa: o menino Rahmat é na verdade uma menina! A partir daí, sua atitude muda completamente, pois ele está completamente apaixonado pela garota disfarçada. De importunador ele passa a protetor, vigiando cada passo de Rahmat.
    Um imprevisto encontro dos fiscais com Rahmat acaba denunciando os trabalhadores ilegais afegãos. Em pânico ela foge correndo pelas ruas, mas é salva pela intervenção heróica de Latif, que leva uma surra dos fiscais. Finalmente o serviço de inspeção obriga Memar a pagar uma multa e demitir todos os trabalhadores afegãos.

    Memar , o capataz
    Assim Latif não pode mais ver a garota e não aguentando a saudade decide ir secretamente a procura dela. Depois de muito procurá-la entre os refugiados afegãos, ele descobre que seu nome verdadeiro é Baran (cujo significado é "chuva") e que ela está trabalhando sob condições piores ainda, juntamente com outras mulheres carregando pesadas pedras de um rio para ajudar o pai que ficou inválido. Latif sofre ao ver sua amada nestas condições e procura uma maneira de ajudá-la discretamente. Ele recebe seu último pagamento de Memar e decide doá-lo a Najaf, pai de Baran por intermédio de Soltan. Porém no outro dia ele descobre que Najaf recusou o dinheiro e resolveu doá-lo a  Soltan para este voltar ao Afeganistão e reencontrar sua família que também necessitava muito.

     Baran, a garota afegã
    A história revela muitas facetas da situação penosa que os afegãos enfrentam a cada dia como refugiados, por isso, o jovem Latif se torna um herói  tanto por sua solidariedade como  por ser alguém que vê os estrangeiros como irmãos. Assim como o engenheiro  Memar, um homem bom que teve um grande prejuízo por esconder os afegãos, mas foi solidário com estes até o último instante. 
    Após uma série de desapontamentos e infortúnios, o filme também nos presenteia com o reencontro de Latif e Baran vestida com o traje afegão verde e feminino que ilumina sua beleza exótica em contraste com o disfarce masculino que ela é obrigada a assumir na maior parte da história.  A jovem afegã esboça em um sorriso discreto sua enorme gratidão pelo rapaz, mas infelizmente sua família está se preparando para retornar a seu país de origem. A única lembrança que ela deixa para Latif é a marca de sua pegada na lama no dia chuvoso de sua partida. Este é sem dúvida um filme apaixonante com personagens marcantes.

    Filme: Baran (2001)
    Irã| Drama | 94 min.| cor
    Legendado em Português
    Direção: Majid Majidi
    Título Original: Baran 
    Título em inglês: Baran
    Elenco: Hossein Abedini, Zahra Bahrami, Mohammad Amir Naji, Abbas Rahimi, Gholam Ali Bakhshi

    >> Assista o filme legendado em inglês:



    Aulinha de persa 4 - Os Números de 1 a 20

    Salam! Para aprender os números em persa temos que lembrar: 
    • A língua persa é escrita da direita para a esquerda, porém os números e fórmulas matemáticas são escritos da esquerda para a direita assim como nossos números escritos em português. 
    • A representação dos algarismos é diferente, porque os países que utilizam o alfabeto árabe como o Irã adotaram também os números árabes que são diferentes dos hindo-árabicos adotados pelo ocidente.

    Hoje vamos ver os números de 1 a 20:

    Algarismo Árabe     Nome persa   Pronúncia        Algarismo
    Hindo-arábico
    ۰صفر/sefr/0
    ۱یک/iek/1
    ۲دو/dô/2
    ۳سه/seh/3
    ۴چهار/tchahâr/4
    ۵پنج/pandj/5
    ۶شش/chech/6
    ۷هفت/haft/7
    ۸هشت/hacht/8
    ۹نه/noh/9
    ۱۰ده/dah/10
    ۱۱یازده/iâzdah/11
    ۱۲دوازده/davâzdah/12
    ۱۳سیزده/sîzdah/13
    ۱۴چهارده/chahârdah/14
    ۱۵پانزده/pânzdah/15
    ۱۶شانزده/chânzdah/16
    ۱۷هفده/hefdah/17
    ۱۸هجده/hedjdah/18
    ۱۹نوزده/nûzdah/19
    ۲۰بیست/bîst/20

    Conseguiu guardar todos os números de 1 a 20? Então, na próxima aulinha vamos aprender a formar as dezenas, centenas e milhares. 

    DICA : você também pode praticar utilizando um TECLADO PERSA VIRTUAL

    Khoda Hafez!