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Sara e Dara: o casalzinho mais fofo do Irã

Salam! Recentemente li sobre a polêmica notícia de que a polícia do Irã proibiu a venda das bonecas Barbie nos estabelecimentos da capital Tehran. O motivo alegado seria porque a boneca americana é anti-islâmica e  influencia negativamente os valores culturais das meninas iranianas. 
Na verdade, desde 2002 o ministério da educação do Irã promove o comportadinho casal de bonecos Sara e Dara que custam bem menos do que Barbie e Ken (cerca de US$15) e se apresentam como uma alternativa islâmica, com roupinhas que representam cada uma das etnias do Irã. Sara e Dara foram criados originalmente como personagens de um livro escolar mas suas historinhas evoluíram para gravações em fita K7 que são vendidas juntamente com os bonequinhos. 
Trajes típicos: Sara (baluchi) e Dara (turkoman) 
Dara e Sara (trajes mazandarani)
Uma propaganda, por exemplo, mostra o perfil do casalzinho que diferente do famoso casal americano Barbie e Ken, são crianças de oito anos e irmãos gêmeos:

"Dara e Sara são iranianos (...) sua mãe é uma dona-de-casa e sua melhor conselheira. O pai deles trabalha em uma Organização Cultural Iraniana. Por isso eles têm a chance de viajar para diferentes lugares do Irã com seu pai e conhecer as tradições e roupas de cada lugar. Dara e Sara vivem em uma antiga casa de campo, onde há uma pequena fonte no meio do jardim cheia de peixinhos dourados. Eles também tem uma galinha com pintinhos e um gatinho. O gatinho é danado, então eles tem que cuidar direitinho dos pintinhos e dos peixinhos.
Sara adora ciências e às vezes faz algumas experiências no porão da casa. Ela é uma ótima esportista. Ela adora futebol e joga tênis de mesa. Ela quer ser uma professora quando crescer.
Dara também é fã de futebol, mas também gosta de artes marciais. Ele é um garoto aventureiro e, às vezes Sara o acompanha em suas missões! Ele sonha em se tonar um astronauta ou arqueólogo. Divirta-se com as aventuras de Sara e Dara!"

Dara e Sara (trajes persas)
Declarações políticas à parte, a maioria das meninas iranianas ainda prefere a dupla Barbie e Ken, com sua ilimitada variedade de acessórios fashion, mas agora proibidas, são vendidas clandestinamente em algumas poucas lojas do Irã. Enquanto isso, alguns vendedores de brinquedos de Tehran apoiam a mudança pois consideram Barbie uma estrangeira, com seus cabelos loiros e roupas reveladoras ao passo que os "fofuchinhos" Sara e Dara representam melhor a identidade nacional das crianças iranianas com seus  cabelos e olhos castanho-escuros e trajes que incluem lindos vestidos longos e hijab islâmicos na menina e os belos turbantes e chapéus étnicos no menino.
Gostaria de deixar claro que não sou a  favor da proibição das bonecas Barbie, apesar de ser ela uma das  grande incentivadoras do consumismo infantil no mundo todo por várias gerações. Mas, por outro lado não posso negar que fiquei fascinada com esse casalzinho iraniano e adoraria que vendesse algo assim aqui no Brasil, representando nossos trajes regionais. 

Baseado em  Anorak


Cinema Iraniano: A Cor do Paraíso

Mais uma vez o diretor Majid Majidi  nos presenteia com uma história inesquecível em um cenário paradisíaco.

Salam! Hoje vou falar de um dos filmes mais belos e emocionantes que eu já vi: "A Cor do Paraíso" do diretor Majid Majidi. A história inicia em uma escola para meninos deficientes visuais de Teerã. É lá que estuda um menino inteligente e especial chamado Mohammed Ramezani  que adora "ouvir o canto dos pássaros". Ao terminar o período letivo, Mohammed aguarda angustiado por seu pai que demora a vir buscá-lo enquanto seu professor tenta acalmá-lo.

No decorrer da história descobrimos que o pai do garoto é um homem viúvo que trabalha vendendo na cidade os tapetes que sua família produz no interior. Ao retornarem para casa, Mohammed é recebido com carinho por sua amorosa avó (Salameh Feyzi) e por suas adoráveis irmãs Bahareh e Hanieh em um cenário campestre cheio de flores, montanhas verdejantes e sons da natureza que são uma festa para os outros sentidos do garoto cego.
Uma das cenas mais interessantes é quando Mohammed chora e se esperneia para ir à escola de suas irmãs onde as aulas ainda não terminaram. Após muito insistir, o garoto é levado à aula onde surpreende a todos mostrando-se mais adiantado nas lições do que as outras crianças da escola rural que enxergam.
Enquanto isso, o pai de Mohammed está acertando um casamento com uma moça da vizinhança. Porém ele esconde da família da noiva que tem um filho cego. Por isso ele encontra um jeito de tirar o menino de casa, levando-o a um jovem carpinteiro também cego que o aceita como aprendiz, alegando que assim estaria "garantindo o futuro de Mohammed".
Ao descobrir que seu neto foi tirado de casa, a avó inconformada sai de casa sob uma forte chuva e adoece gravemente. Após o falecimento de sua velha mãe, o pai de Mohammed se vê rodeado por uma série de infortúnios como o cancelamento de seu casamento e um acidente inesperado com seu filho. 
De uma forma geral, o filme nos leva de momentos de ternura a reflexões profundas, pois nem os sentimentos puros de Mohammed o impedem de perceber que seu pai o considera como um fardo, chegando ao ponto de questionar até mesmo se "Allah o ama". Por outro lado sentimos a fraqueza do pai que em sua tentação à covardia, busca em primeiro lugar seus próprios interesses, com uma atuação digna de elogios do ator Hossein Mahjoub.
E neste cenário cheio de beleza natural e cores, o diretor Majid Majidi  nos oferece um belíssimo retrato do modo de vida dos artesãos do Irã rural e, através dos conflitos vividos por pessoas simples nos presenteia com uma história ríquissima e cheia de lições de vida.

A Cor do Paraíso (1999)
Irã| Drama | 90 min.| cor
Direção: Majid Majidi
Título Original: Rang-e khoda 
Título em inglês: The Color of Paradise
Elenco: Hossein Mahjoub, Mohsen Ramezani, Salameh Feyzi, Farahnaz Safari , Elham Sharifi, Behzad Rafi, Mohamad Rahmani, Morteza Fatemi , Kamal Mirkarimi




Aulinha de persa 1 - O Alfabeto Persa

Salam! Nesta primeira aulinha vamos aprender o alfabeto persa. 
Alfabeto Persa
Quem já conhece o alfabeto árabe, provavelmente vai achá-lo muito familiar pois é praticamente o mesmo, mas foi modificado para melhor se adaptar aos sons da língua persa. E para quem ainda não conhece, vai descobrir algumas novidades:

* Ele é formado por 32 letras e apenas 3 são vogais!
* É escrito da direita para a esquerda.
* Não há diferença entre maiúsculas e minúsculas;
* Não há diferença entre letras de 'fôrma' e 'cursivas'.
* As letras mudam de formato de acordo com sua posição na palavra:  isolada, no início (ligada à esquerda), meio (ligada em ambos os lados), fim (ligada à direita).
* Há letras que "se ligam' e outras que "não se ligam".

 Confira a tabela abaixo:

Posição
Nome
Transliteração
em 
Português 
Isolado
Inicial
Meio
Final
alef
â*
ﺒ-
ﺐ-
be
b
پ
-
پ-
pe
p
ﺘ-
ﺖ-
te
t
ﺜ-
ﺚ-
se
s
ﺠ-
jim
dj
چ
-ﭼ
che
tch
ﺤ-
he
h*
ﺨ-
khe
kh*
ﺩ-
ﺪ-
dâl
d
ﺬ-
ﺬ-
zâl
z
ﺮ-
ﺮ-
re
r
ﺰ-
ﺰ-
ze
z
ژ
ژ
ژ-
ژ-
zhe
j
ﺴ-
ﺲ-
sin
s
ﺸ­­-
ﺶ-
shin
ch
ﺼ-
ﺺ-
sâd
s
ﺿ
ﻀ-
ﺾ-
zâd
z
ﻄ-
ﻂ-
t
ﻈ-
ﻆ-
z
'ayn
ghayn
gh*
ﻔ-
ﻒ-
fe
f
ﻘ-
ﻖ-
qâf
gh*
ک
ﻜ-
kâf
k
گ
gâf
g
ﻠ-
ﻞ-
lâm
l
ﻤ-
ﻢ-
mim
m
ﻨ-
ﻦ-
nun
n
و
و
و-
و-
vâv
 u, v
he
h
ﻴ-
ye
i, y
Importante: Os pontinhos fazem toda a diferença! Se ao escrever uma letra,  a quantidade ou a posição dos pontinhos mudar, estará mudando também a letra.

* Algumas letras não têm equivalente em português, para conhecer a PRONÚNCIA de cada letra, você pode ouvir no site Virtual Persian sem se preocupar muito com a tradução.

* Você também pode treinar a escrita utilizando um TECLADO PERSA VIRTUAL.

Por hoje é só e até a próxima aulinha!


Andy/ Ehsan/Rostam - Baradare Hamzaban

Três artistas de língua persa cantando juntos: Andy Madadian do Irã, Ehsan Aman do Afeganistão e Rostam do Tadjiquistão.


برادر هم زبان - احسان و رست و اندی

برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان

خنده و رقص و شادی شب نشینی تو ایران
نسیم دوستی میاد از اون خاک مهربان
نسیم دوستی میاد از اون خاک مهربان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
عاشقای فرا تو ای نگار افغان
دلبر ابرو کمان رقیب ماه تابان
مثال باد صبا شعرمو هم بنما
میام به شهر کابل می ریزم زیر پات گل
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان

مرا تو در دسر سان نداره هیچکی آسان
مرا تو در دسر سان نداره هیچکی آسان
برای من عزیزی دختر تاجیکستان
برای من عزیزی دختر تاجیکستان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
برادر هم زبان بیا بریم به ایران
بریم به ملک افغان بریم به تاجیکستان
بریم به تاجیکستان

Letra do site: IranSong.com


Fereshteh Azarbani - Miniaturas

Muitos artistas iranianos da atualidade ainda conservam em seus trabalhos as técnicas de seus antepassados inovando com seu estilo e expressão pessoal. Fereshteh Azarbani  nasceu em 1964 em Shahrekord no Irã. É uma pintora miniaturista, contemporânea. Logo depois de seu nascimento seus pais se mudaram para Isfahan, mas Fereshteh completou seus estudos em Kerman. Começou a pintar inspirada por uma miniatura que havia na casa de seus pais do mestre Mahmoud Farshchian. Em 1982 entrou para a Universidade de Al-Zahra em Teerã onde completou estudos nas artes plásticas e aplicadas. 

Venha, é tempo para flores, s/d


Solidão, s/d
Inspirada no poema de Sohrab Sepehri : "Deixe me dizer quão grande é a minha solidão..."





Uma ave do Paraíso, sd
Inspirada no poema de Shams Tabrizi: Eu sou uma ave do paraíso, eu não sou da terra. Por alguns dias preso na minha gaiola de carne e osso ... Eu desejo o dia que em busca do amado, eu tomo as asas para a terra, sobre a qual estou voando ...
Imagens tiradas do site Ricci Arte.