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3 Livros com poemas de Rumi em português


Salam amigos! Setembro é o  mês de aniversário do grande poeta místico persa Mawlana Rumi, e nós já estamos comemorando! É notável a crescente admiração do público brasileiro pela obra deste mestre sufi do século XIII, mensageiro de uma sabedoria universal que ultrapassa os limites do tempo e continua influenciando pessoas em todo o mundo! 

A dica de hoje são três ótimos livros com os poemas de Rumi traduzidos para o português que vão abrilhantar a sua estante e a sua vida! 


A Flauta e a Lua: Poemas De Rumi
Marco Lucchesi
(Editora: Bazar do Tempo)



Nascido no atual Afeganistão, no século XIII, e cultuado em todo o mundo, Jalâl ad-Dîn Rûmî foi poeta e mestre espiritual muçulmano, porém não ortodoxo, enraizado no islã, e considerado hoje a mais alta expressão do espírito de convivência entre tradições culturais e religiosas. De reconhecida musicalidade e extraordinária beleza, os versos de Rûmî reunidos nesta edição apresentam-se como o resultado da longa pesquisa do poeta e tradutor Marco Lucchesi, que vem se dedicando com rigor à tradução da poesia e ao estudo de diversos idiomas orientais. No esforço de desvendar o sistema literário persa do século XIII - uma complexa trama que associa o turco, o árabe e o persa -, Lucchesi contou com os especialistas Luciana Persice e Rafî Moussavî para apresentar as traduções de alto nível técnico de parte significativa da obra lírica de Rûmî: poemas extraídos de Divan Shams de Tabrîz, uma obra com cerca de 40 mil versos, além de uma série de quadras - a forma mais popular e musical da poesia persa -, colhidas do volume Rubayat. "A Flauta e a Lua" se completa com estudos críticos dos teólogos Leonardo Boff e Faustino Teixeira, e um vigoroso ensaio fotográfico em torno das terras e paisagens do Irã, Paquistão e Nepal (parte do antigo território persa), assinado pelo fotógrafo italiano Riccardo Zipoli. Como lembra Lucchesi, citando Goethe: 'Deus é Ocidente. Deus é Oriente.




Rumi - A dança da alma


Seleção e tradução Rafael Arrais

Editora: Textos para Reflexão (formato E-book Kindle)


Embora sua obra tenha sido escrita originalmente em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos. Em 2007, Charles Haviland o descreveu como "o poeta mais popular da América" em artigo publicado no site da BBC. 
Apesar de pouco conhecido no Brasil, os livros com a poesia de Rumi são best-sellers nos EUA há décadas. Numa pesquisa na Amazon.com por "Rumi", encontramos mais de 5 mil resultados. E aqui no Brasil, as traduções de Rumi podem ser contadas nos dedos de uma só mão. Estou entrando nesta dança também para fazer justiça a este poeta tão magnífico, e tão pouco traduzido para o português.
Acompanham os poemas, selecionados e traduzidos por mim, meus comentários inspirados em sua luz grandiosa. Ao longo do livro, falo também sobre a vida de Rumi, e de seu encontro com Shams de Tabriz, o catalisador de toda a sua divina embriaguez no Amor...
(Rafael Arrais)

Poemas Místicos: Divan de Shams de Tabriz
Seleção e tradução José Jorge de Carvalho
(Attar Editorial)


Este livro é composto de 79 poemas selecionados de uma obra com mais de cinco mil. Estes refletem a intensidade místico-amorosa e a força partilhada entre o encontro de Rumi e Shamsud-Din de Tabriz.

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Se você conhece mais algum livro com poemas de Rumi ou se já tem algum desses livros escreva sua avaliação nos comentários! 


Uma linda história ilustrada do erudito persa Avicena


Salam amigos, hoje 22/08 (1° de Shahrivar, no calendário persa) é comemorado o Dia do Médico no Irã  e também o aniversário de Abu Ali Ibn Sina, o célebre erudito persa conhecido no ocidente como Avicena.

E por acaso, me recordei de um post que mostrava um lindo livro ilustrado destinado ao público infantil  publicado por uma editora canadense, intitulado  The Amazing Discoveries of Ibn Sina, escrito pela libanesa Fatima Sharafeddine e ilustrado pela iraquiana radicada no Irã Intelaq Mohammed Ali. 

Mas quem foi o Avicena, e por que a história dele foi parar em um livro infantil? 

Avicena (980-1037), foi uma das figuras mais influentes da história nos estudos sobre o corpo humano e em diversas áreas do conhecimento. Ele também é lembrado como um prodígio, que desde muito jovem já era um ávido leitor, tendo memorizado o Alcorão aos dez anos e completado seus estudos em medicina aos dezesseis anos de idade. Escreveu 450 livros sobre física, filosofia, astronomia, matemática, lógica, poesia e medicina, incluindo o famoso Canon da Medicina, que até hoje é considerado uma referência neste campo. Por, fim ele é mais conhecido como o pai da medicina moderna. Seu túmulo se encontra na cidade de Hamadan no Irã. 

Para os apaixonados por histórias infantis e artes gráficas, como eu, estas ilustrações inspiradas nas iluminuras de antigos manuscritos islâmicos são uma delícia para os olhos! 

Capa do livro
Ele nasceu em Bukhara, cidade da antiga Pérsia que fica no atual Uzbequistão
Sua grande paixão era a medicina, e ele completou seus estudos aos dezesseis anos

Seu talento para curar o tornou famoso e influente 

Desvendou os mistérios do corpo humano...

Mas ele queria ir além...
Dedicou-se ao estudo da astronomia...
E escreveu 450 livros em várias áreas do conhecimento 

Sua obra prima, o Cânone de Medicina 

E hoje ele descansa na cidade de Hamadan no Irã

Baseado em:
 Brain Pinckings


Dicas de livros para aprender persa


Um dos maiores desafios para quem quer estudar persa no Brasil, é encontrar livros didáticos e dicionários. Mesmo nas maiores livrarias, as publicações existentes não se encontram facilmente disponíveis.

Além disso, ainda não existe nenhum livro português – persa que tenha sido publicado por uma editora brasileira. Os únicos livros que eu encontrei disponíveis, no site da Amazon, são publicações estrangeiras de autores não-iranianos.

Em compensação, encontramos  livros em inglês – persa, para todos os gostos e bolsos: livros para quem quer aprender o alfabeto, gramática, ampliar o vocabulário, guias práticos para viagens, do básico ao intermediário. Compartilho aqui algum desses achados: 


  • LIVROS EM PORTUGUÊS - PERSA

 

Por Andrey Taranov (T&P Books). 

Este dicionário contém mais de 9000 palavras de uso corrente. Esta edição revista em Português brasileiro, contém 256 tópicos. Satisfaz as necessidades dos iniciantes e dos alunos avançados de línguas estrangeiras. Também pode ser usado por estrangeiros para aprender Português.
 

📗 Guia de Conversação Português-Persa e vocabulário temático 3000 palavras

Por Andrey Taranov (T&P Books). 

Este guia de conversação irá ajudá-lo na maioria das situações em que precise perguntar alguma coisa, obter direções, saber quanto custa algo, etc. Pode te ajudar também a resolver situações de difícil comunicação onde os gestos simplesmente não ajudam.


Por Gilad Soffer (Chit Chat World Wide)

Uma lista de mais de 1000 frases básicas traduzidas do português para o persa. Frases divididas em seções, como números, cores, tempo, dias, corpo, cumprimento, tempo, compras, saúde, emergência, restaurante e muito mais. 

 

Por Gilad Soffer (Chit Chat World Wide)

Uma lista de mais de 16.000 palavras traduzidas do português para o persa, assim como do persa para o português. Fácil de usar e ótima para turistas e nativos da língua portuguesa interessados em aprender persa. Assim como para os nativos da língua persa interessados em aprender português.

  • LIVROS EM INGLÊS-PERSA



Por Narguess Farzad (Teach Yourself)

Para quem está procurando um curso completo de persa começando do zero para estudar de forma autodidata, este é considerado um dos melhores materiais. Estruturado em unidades temáticas, com ênfase na comunicação e situações cotidianas. Possui suporte em áudio.

 

Por Nazanin Mirsadeghi (Bahar Books

Este livro destina-se a iniciantes que querem aprender o alfabeto persa. Com exercícios visuais, fornece uma descrição clara de cada letra persa, incluindo seu nome, som e forma. Também contém instruções para escrever números, exemplos de fontes e exemplos de estilos típicos de caligrafia persa.




Por Saeid Atoofi (Tuttle Publishing)

Perfeito para estudantes autodidatas, seja por lazer, viagem ou negócios, este livro adota lições claras e fáceis de seguir. Ao final do curso, você poderá entender frases curtas, expressar suas necessidades básicas e ler e escrever o alfabeto persa. Possui suporte em áudio.
 
 


Por Yavar Dehgani (Lonely Planet). Este guia de bolso é um dos mais famosos e mais utilizados pelos viajantes do mundo todo. Palavras e frases essenciais que abordam desde a chegada no aeroporto, hospedagem em um hotel, como pechinchar em um bazar, refeições, passeios, como se comportar em sua viagem ao Irã e muito mais.

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Ali Miri: ilustrações sobre infância e nostalgia

Ilustração da série Good Old Days, por Ali Miri

Salam amigos! Você já viu aqueles filmes iranianos que mostram as cenas da vida simples, do interior, dos subúrbios e dos vilarejos do Irã, onde as crianças e as pessoas comuns são as principais protagonistas? 

Recentemente descobri o trabalho do artista iraniano Ali Mirique transforma esses temas em maravilhosas ilustrações.

Ali Miri nasceu em Mashhad, em 1976. Interessado em ilustração desde muito cedo, o artista deixou a faculdade de desenho industrial para se dedicar à sua paixão. Tendo aprendido a desenhar de forma totalmente autodidata, atualmente utiliza ferramentas manuais e digitais para compor suas ilustrações. Seu portfólio inclui livros infantis, revistas, animações e propagandas, etc. 

Sobre seu trabalho ele diz: "Como ilustrador, me sinto realizado ao fazer uma conexão pura e íntima da  minha obra de arte para com o espectador e deixá-lo com um sentimento melhor: um sentimento de confiança, íntima e agradável como a infância. Eu tento o meu melhor para me aperfeiçoar todos os dias nesse caminho."

Alerta de nostalgia: se você foi criança antes dos anos 90, com certeza vai se identificar com muitas dessas imagens 😍!

Brincando com os amigos na frente de casa...

Os primeiros passos do seu irmãozinho mais novo...

Acordar mais que seus pais na sexta-feira (dia de descanso no Irã)...

Inverno é tempo de família reunida em volta da korsi ...

Hora de acordar para ajudar a mamãe a limpar a casa...

Tem sempre um irmão que gosta de pregar peças...

Tomar banho de mangueira no quintal, não tem preço...

Lavar os tapetes é pura diversão...


A gente adorava as conversas da mamãe com as visitas...

Na hora de viajar, tem que caber a família toda, mais a bagagem no carro...


Parar no meio da estrada na hora que alguém enjoa...

Vovô é um gigante adormecido na imaginação dos netos...

Feriado religioso é assim, dia de festa e muita comida...

Ah, como era legal contar histórias no escuro com os primos...


🔎 As ilustrações  fazem parte da série Good Old Days, que será lançado em breve como livro e também estão no perfil do artista no Instagram.


Tirgan: celebrando o Festival da Chuva


Salam amigos! Hoje os iranianos celebram o festival de Tirgan também conhecido como Jashn-e Tirgan, ou "Festival da Chuva"

Esta  tradição faz parte do  zoroastrismo, a religião ancestral do Irã, mas ainda hoje é revivida pelo povo iraniano no dia 13 do mês de Tir, (o quarto mês do calendário persa), que equivale a 2, 3 ou 4 de julho de nosso calendário. 

O nome do festival vem do arcanjo, Tir (cujo nome significa "flecha") ou Tishtar (relâmpago), que é o guardião das tempestades de trovões que trazem as chuvas tão necessárias que aumentam a colheita e evitam a seca durante o verão árido do Irã.

Crianças iranianas brincam de atirar água durante o Festival de Tirgan
Há também uma outra lenda que associa o nome da celebração ao arqueiro Arash, personagem da mitologia persa.

 No 13º dia do mês persa de Tir,  durante a disputa entre os reinos da Pérsia e Turan, Arash  disparou sua flecha que caiu nas margens do rio  Oxus. Assim, foram definidas as fronteiras entre os dois reinos. Diz a lenda que, assim que a disputa fronteiriça foi resolvida, a chuva começou a cair em ambas as terras, que sofriam com uma seca de oito anos.

Por este motivo, neste dia, o dia 13 do mês de  Tir , os iranianos celebram o "Festival da Chuva".

Um das tradições desta época é amarrar fitas da cor do arco-íris em torno dos pulsos durante os dez dias antecedentes e depois jogá-las em um córrego no dia do festival. 

Neste dia os iranianos também celebram com músicas, danças, poesias e até mesmo brincando de atirar  água uns nos outros nos parques. Também são servidas  comidas típicas como sopa de espinafre e sholeh zard (pudim de arroz com sabor açafrão).

🔗  Baseado em Iran Review

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5 Caminhos para entender o cinema de Abbas Kiarostami

Abbas Kiarostami em 1997

Salam amigos!  22 de junho é a data de aniversário de Abbas Kiarostami (1940 - 2016).  O cineasta, roteirista e poeta iraniano que faleceu há 4 anos, foi um dos maiores representantes da sétima arte na contemporaneidade. Aproveitando esta ocasião, gostaria de compartilhar um ensaio belíssimo para quem deseja compreender melhor sua obra:

“A arte não faz julgamentos, o que a arte faz é nos fazer pensar", diz  Abbas Kiarostami, uma das figuras mais emblemáticas da New Wave do cinema iraniano por suas obras alegóricas e ricas em filosofia e poesia.  Cada um de seus filmes é uma jornada de redescoberta da vida cotidiana e um olhar para o significado mais profundo de cada momento. Através das lentes de Kiarostami, problemas sociais, políticos e filosóficos são revisitados e questionados. Aqui estão cinco caminhos que você deve seguir para se conectar com a  visão de mundo do diretor: 

 1º Caminho:  do fotógrafo


Cena do filme  O Vento nos Levará (1999)

Primeiramente, Kiarostami é um fotógrafo, além de ser um cineasta e geralmente ele procura transmitir significado através de um enquadramento e composição peculiares. Quando não está filmando,  Kiarostami está tirando fotos de estradas, árvores, neve, portas, paredes, janelas e qualquer coisa que o inspire. Suas fotografias e seus filmes são sutilmente interconectados. Suas cenas longas e hipnotizantes como O Vento nos Levará e Gosto de Cereja, retratam um homem em uma jornada através de um ponto de vista onisciente, tentando encontrar seu lugar no universo. A posição de sua câmera é enigmática, às vezes em destaque, às vezes um espelho no qual os personagens vêem a si mesmos, como no final de  Cópia Fiel.   

 2º Caminho: do filósofo


Cena do filme Através das Oliveiras (1996)

Kiarostami é comparado com Tarkovsky e Bresson devido as suas abordagens místicas no cinema. Filmes como Gosto de Cereja  e O Vento nos Levará trazem a luz argumentos filosóficos e expõem questões existenciais. Em grande parte, o cinema de Kiarostami reflete uma visão Shakespeariana da vida em que "O mundo todo é um palco", ou a vida é como um filme.  Ele sempre insere a si mesmo em seus filmes através da interpretação de papéis e apresentando os bastidores de suas filmagens como em Gosto de Cereja e Através das Oliveiras. Em Gosto de Cereja, o personagem Badi está buscando uma forma de se suicidar e no final do filme, acorda no meio da noite em meio a uma cena dirigida pelo próprio Kiarostami. Ele assiste enquanto o diretor diz "corta". Similarmente, em Através das Oliveiras, o personagem Hossein se apaixona pela sua companheira de cena e continua cortejando a moça dentro e fora das filmagens sob a supervisão do diretor.  

 3º Caminho: dos atores e não-atores


Cena do filme Onde fica a Casa do meu Amigo? (1987)

Embora  Kiarostami tenha experiência em trabalhar com astros de renome como William Shimel, Juliette Binoche e Homayon Ershadi, ele ama dirigir talentos crus para alcançar um senso de realismo mais forte em suas filmagens. Ele acredita que trabalhar com não-atores  o ajuda a encontrar outra dimensão para usar. Em um de seus filmes mais recentes, Como um Alguém Apaixonado, ele pacientemente dirigiu  o veterano Tadashi Okuno, que foi um acréscimo para sua vida. E durante a filmagem de Onde fica a casa do meu amigo?, o garoto Babak Ahmed Poor nem mesmo sabia que estava sendo filmado e atuando diante de uma câmera, Kiarostami sutilmente dirigiu um não-ator mirim para deixá-lo menos constrangido. 

4º Caminho: do universo feminino


Cena do filme Dez (2002)

Em quarto lugar, as mulheres são a parte mais importante dos filmes mais recentes de Kiarostami. Seu cinema reflete habilmente sobre as questões de gênero e busca retratar as lutas e preocupações femininas.  Em muitos de seus filmes como Dez ou Cópia Fiel, as protagonistas procuram por relacionamentos satisfatórios e lutam para não serem emocionalmente machucadas pelos homens. Estes filmes abrem bastante espaço para as vozes suprimidas e marginalizadas das protagonistas femininas falarem alto e a desafiar os paradigmas da sociedade na qual vivem.  


 5º Caminho: do público pensante


Cena do filme Gosto de Cereja (1997)

Finalmente, o corpo do trabalho de Kiarostami é um cinema mais de perguntas do que de respostas. Seus filmes são famosos pelos finais abertos, e por deixar o final a ser imaginado pelo público. O público é desafiado a se engajar ativamente no processo de contar a história e preencher as lacunas enquanto os créditos finais deslizam sobre a tela. Kiarostami mostra o quão bom é o cinema para levantar questões e fazer o público pensar.

🔗  Adaptado do ensaio de Azadeh Nafissi para o site The Culture Trip  

🎥 Assista os filmes no Youtube: 

Através das Oliveiras (Closed Caption)

Gosto de Cereja (Closed Caption)

Onde fica a casa do meu amigo? (legendado em português)

O Vento nos Levará (Closed Caption)
 
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